La grammaire en classe de FLE
IV.4. Grammaire et pédagogie :
IV.4.5. La continuité thématique :
PAIVA, Doralina1
MARQUES, Gisely Fernandes2 Em uma tarde de segunda feira, mais precisamente às 14h do dia 28 de
maio de 2014, em um encontro de Formação Continuada na Sala do Educador3,
na Escola Estadual Dr. Emanuel Pinheiro da Silva Primo, no município de Nortelândia – MT, por intermédio da Coordenadora Pedagógica, Genir Kestring da Silva, foi-nos apresentada a proposta feita pela Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT - Campus de Barra do Bugres, convidando a todos os profissionais da Educação dessa unidade que quisessem participar de um encontro de estudos a ser realizado na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP – Campus de Ilha Solteira.
Esse encontro seria em decorrência da parceria existente entre a UNEMAT
– Campus de Barra do Bugres, por meio do Projeto Observatório da Educação4
com Foco em Matemática e Iniciação às Ciências - OBEDUC, e esta escola. O Projeto, coordenado pela Profª. Drª. Maria Elizabeth Rambo Kochhann, tem o objetivo de oportunizar aos educandos e educadores possibilidades que cultivem a inovação, a descoberta e a curiosidade na construção de próprios projetos, e que sejam desenvolvidas habilidades e competências para sua sobrevivência e para ações cidadãs.
Aceitamos o convite de imediato e com muita empolgação, e logo
1 Licenciada em Pedagogia pelas Faculdades Integradas de Diamantino - FID. Professora da Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação – SEDUC/MT. Atua na Escola Estadual Emanuel Pinheiro da Silva Primo/ Nortelândia – MT.
2 Licenciada em Letras (Língua Espanhola) pelas Faculdades Integradas de Diamantino – FID. Professora da Edu- cação Básica da Secretaria de Estado de Educação – SEDUC – MT. Atua na Escola Estadual Emanuel Pinheiro da Silva Primo/Nortelândia-MT.
3 Sala do Educador - lócus de reflexão, estudo e aprendizagem docente. A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso implantou em 2004 o projeto Sala do Educador, cujo princípio está fundamentado no fortalecimento da formação continuada de professores na perspectiva de instituir a escola como espaço de aprendizagem docente. A Sala do Educador teve sua implantação coordenada pela SEDUC e CEFAPROS, estes, tiveram que orientar e acompanhar na estruturação e organização do projeto na escola. Por ser um projeto cujo foco é a formação continuada, o mesmo busca capacitar os professores no próprio local de trabalho, a escola, contexto onde as atividades pedagógicas acontecem realmente, na sala de aula, na biblioteca, no pátio, nas relações, no coletivo de professores, colegas, alunos, ou seja, com todos os segmentos da escola e do seu entorno. Disponível em <http:// www.seduc.mt.gov.br/conteudo.php?sid=376&cid=9584&parent=0>. Acesso em 01 out. 2014.
4 Programa: Observatório da Educação - Edital: 038/2010/CAPES e INEP - Resultado da parceria entre a Capes e o INEP, foi instituído pelo Decreto Presidencial nº 5.803, de 08 de junho de 2006. Disponível em http://www.capes. gov.br/educacao-basica/observatorio-da-educacao. Acesso em 29 mar 2014. Projeto Observatório da Educação com Foco em Matemática e Iniciação às Ciências – Coord. Profª. Drª. Lizete Maria Orquiza de Carvalho - UNESP – Campus de Ilha Solteira.
queríamos saber tudo sobre a viagem. Naquele momento, nem pensamos nas consequências que isso acarretaria para nós, pois sabíamos que seria uma longa viagem e então paramos e refletimos: quanto maior os obstáculos melhores serão os resultados.
Logo em seguida, começamos os preparativos rumo à Ilha Solteira, tendo o início do embarque, via terrestre, no dia 29 de maio do mesmo ano, só chegando no dia 30.
Inicialmente, o X Encontro Geral5 do OBEDUC já havia começado
com a apresentação do Prof. Dr. Washington L. P. Carvalho, do Departamento de Física e Química (FEIS/UNESP), o qual abordou como tema principal as Questões Sociocientíficas (QSC) e a cidadania: o caso dos aditivos em alimentos industrializados.
Após essa palestra, foram montados grupos de trabalhos (GTs) com vários temas a serem discutidos, convocando todos os participantes para relatarem suas antigas recordações e, juntos, voltarem a olhar para práticas antigas e tradicionais na elaboração e conservação de alimentos, cujo intuito era evidenciar os valores historicamente construídos por meio dessas práticas.
Inicialmente o foco dos estudos realizados teve como finalidade alertar pais, profissionais da educação e comunidade escolar sobre os alimentos industrializados oferecidos aos alunos de forma errônea, os quais prejudicam a saúde dos mesmos; e do outro lado, criar possibilidades para que a escola crie projetos voltados para a alimentação saudável dentro e fora dela. Na imagem a seguir, a abertura dos trabalhos na UNESP.
Figura 1 - Abertura dos estudos com a fala do Prof. Dr. Washington L. P. Carvalho
Fonte: Doralina Paiva, Acervo Particular, 2014.
Acreditamos que a fala do Prof. Dr. Washington L. P. Carvalho nos possibilitou uma nova visão de como tratar o assunto na sala de aula de forma que pudéssemos sensibilizar os alunos na questão dos malefícios que os alimentos
artificiais podem acarretar em nosso organismo. Sabemos, contudo, que isso não é fácil pela polêmica que causa, pois muitas vezes as crianças, no seu seio familiar, já trazem consigo o hábito de se alimentar de forma equivocada. E isso não acontece somente com as crianças, mas também com os adultos, talvez por comodismo da própria sociedade/família na qual estão inseridos.
Isso é que nos tornam dependentes destes produtos, pois os encontramos com facilidade no decorrer do nosso dia a dia, através das propagandas que a mídia oferece, nos seduzindo ao consumo exagerado desses produtos.
A explanação do professor contribuiu muito para que pudéssemos especificar a QSC relativa ao tema, pois focalizou uma controvérsia em que argumentos de natureza científica entram em disputa no próprio campo científico, e também argumentos de impactos sociais e econômicos, ou seja: para as indústrias, a venda dos produtos industrializados gera lucros excessivos, porque as guloseimas, em geral, ofertadas pelas mesmas, agradam muito nosso paladar e, consequentemente, não dá para saber o mal que estão causando nos consumidores.
A partir desse encontro, mudamos totalmente a nossa concepção em relação à alimentação que consumimos, tornando-nos adeptas a hábitos alimentares saudáveis. Isso nos forneceu ideias para que pudéssemos repassar aos nossos alunos, de maneira clara e objetiva, atividades lúdicas nas quais eles pudessem identificar os alimentos saudáveis necessários para o seu bem estar.
Para nós, o estudo foi de grande valia, pois nos proporcionou um aprendizado significativo que veio ao encontro do nosso fazer pedagógico, dando-nos clareza e flexibilidade para que possamos articular e integrar, no nosso planejamento diário, os assuntos abordados no encontro. Possibilitou- nos, também, introduzir novas abordagens mediante projetos para que os alunos possam aprender cada vez mais e melhor, tornando-os agentes ativos, dinâmicos, críticos e que tenham autonomia na construção do próprio conhecimento.
Podemos comprovar a eficácia desse processo em sala de aula, pelo interesse dos alunos nos temas abordados, mostrando-se mais envolvidos na realização das atividades propostas, tanto em classe quanto extraclasse. É isso que torna o ensino gratificante para o professor e, consequentemente, para todos os envolvidos nas ações.
Acreditamos que foram satisfatórios e produtivos os dias que passamos no encontro, não só pela viagem, mas sim pelas trocas de experiências vividas, pois havia profissionais de várias cidades envolvidos nos debates. Isso fez com que tivéssemos um encontro harmonioso com uma só finalidade, ou seja: oferecer aos educandos um ensino de qualidade e que os mesmos possam ser multiplicadores de saberes.
Os temas explanados pelos membros do X Encontro foram de total relevância, pois nos acrescentaram novas visões sobre a maneira que os produtos industrializados e suas possíveis formas de armazenamento e conservação os tornam prejudiciais à nossa saúde. Este assunto pertinente nos levou a refletir sobre o que ingerimos, fazendo com que tomássemos a iniciativa de desenvolver projetos voltados nesta área com o intuito de que os alunos possam ter mais conhecimento a respeito da sua alimentação.
Após o retorno do X Encontro, nós nos reunimos com todos os profis- sionais da escola e fizemos o repasse de tudo o que ocorreu nos dias de estudos. Percebemos o grande interesse dos professores pelos assuntos abordados, pois fizeram muitas perguntas a respeito de tudo que tinha ocorrido, principalmente na contribuição que o nosso relato traria para eles. Pediram, também, que nós contássemos sobre a viagem, a hospedagem e o acolhimento da nossa equipe.
A partir do interesse demonstrado pelos gestores e pelo grupo de professores da escola, referente ao tema abordado no X Encontro, resolvemos criar um projeto sobre alimentação saudável na escola, mas ressaltamos que essa prática de alimentação saudável já vem sendo trabalhada na instituição, pois o cardápio das refeições servidas já contempla uma alimentação adequada, sendo avaliado por uma nutricionista.
E essa interação com os educadores, na multiplicabilidade deste assunto, é que deve ser trabalhada de forma que contemple todas as áreas do conhecimento, para que os educandos possam assimilar com mais facilidade os conteúdos estudados referentes à boa alimentação. Esses assuntos devem ser repassados a eles de forma clara e objetiva, para que os mesmos possam levar para casa tais conhecimentos com o intuito de sensibilizar seus familiares a respeito dos produtos industrializados.
Figura 2 – Projeto Alimentação Saudável / Pirâmide Alimentar