perçus sont insuffisants, la différence est exigée
4. Commentaire du contenu de l’accord entre l’Etat et l’UCV
Esse tópico tem por objetivo relatar algumas experiências no campo empírico, bem como discutir sobre alguns posicionamentos do pesquisador. Ele foi feito após a banca
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de qualificação, pois ocorreram provocações dos professores presentes para que fosse posicionado o pesquisador nessa pesquisa. A entrada do pesquisador ao campo se deu praticamente quatro meses após a aprovação da banca de qualificação, pois nesse período foram feitos os consertos e as reflexões provocadas pelas professoras da banca, além de algumas tentativas frustradas de contato com algumas possíveis participantes, tentativas que estão descritas no Apêndice I. Mas antes de relatar sobre a imersão do campo, farei algumas considerações importantes. Ainda nesta seção, ao final estão descritos alguns procedimentos éticos adotados.
Em seu artigo, McDonald (2013) leva a reflexão sobre a influência do pesquisador em pesquisas sobre identidade, indagando se os homens são capazes de pesquisar as mulheres ou brancos estudarem negros. O autor afirma, assim como esse trabalho vem tratando, as identidades não são estáveis e de fácil identificação, sendo assim, “as identificações das pessoas com determinadas categorias de identidade pode mudar” (MCDONALD, 2013, p. 140, tradução própria). Dessa maneira, McDonald (2013) dá algumas dicas para a investigação na pesquisa. O autor trata que na diferença categorial dos indivíduos, não se deve acreditar que algumas categorias identitárias são melhores que outras. Além disso, quem pesquisa, deve evitar fazer suposições sobre o que atribuiu a certas identidades sociais, tanto dele, quanto dos participantes (MCDONALD, 2013).
Durante a elaboração do referencial teórico desse trabalho, notou-se que a maioria dos estudos referentes ao tema, eram feitos por mulheres. Apesar disso, McDonald (2013) afirma que todos os pesquisadores, se identificando ou não com o grupo, são limitados. Ele diz que não importa se é homem estudando mulher ou brancos estudando negros, mas todos estão limitados pela categorização, que tenta colocar seres heterógenos e muito diferentes em um grupo específico. Além disso, todos os pesquisadores e pesquisados possuem histórias particulares que influenciam na pesquisa. Sendo assim, McDonald (2013) propõe a reflexividade em todo o período de pesquisa, principalmente sobre alterações identitárias, tanto do pesquisado quanto dele próprio. O autor afirma que:
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No espírito da diferença reflexiva, pesquisadores devem sempre atentar as maneiras em que suas identidades, bem como a identidade dos seus participantes, podem estar mudando em futuros projetos de pesquisa, bem como evitar fazer suposições sobre seus participantes com base das identidades sociais que atribuem a eles. Como as identidades são fluidas e em constante transformação, não há nenhuma maneira de sabe a priori como aspectos particulares da nossa identidade vai fazer a diferença no campo (MCDONALD, 2013, p.141, tradução própria).
Destarte, o pesquisador desse trabalho buscou seguir as orientações em pesquisas identitáras propostas por McDonald (2013), em todos os períodos. A começar na escolha do referencial, que foi até aquele momento, algo que o pesquisador nunca havia trabalhado. Nos encontros para a coleta dos relatos, sempre que antecedia os próximos, o pesquisador ouvia o anterior para refletir sobre os aspectos identitários que podem terem passado despercebidos, para que após a história de vida, o pesquisador perguntasse sobre esses pontos. Ressaltando isso, o próximo subtópico deixará o leitor ciente de como se deu o estabelecimento da relação entre o pesquisador e a pesquisada, bem como a relação algumas experiências vividas no campo.
4.5.1 Ética e Responsabilidade.
Logo após a aprovação da Banca de Qualificação e as alterações solicitadas, o pesquisador deu entrada no Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) em junho de 2016. É importante explicar que até aquele momento, o pesquisador iria fazer o seu trabalho com uma deputada estadual, por conta disso, o parecer emitido pelo CEP ainda dispõe de dados referentes a essa pesquisada. Após conversa com o professor-orientador, por não ter alterado nada dos procedimentos metodológicos e objetivos, apenas a pesquisada que era deputada estadual para vereadora, notou que a pesquisa não sofreu alterações significativas. Dessa forma, o pesquisador não submeteu novamente ao Comitê para que o tempo de resposta do CEP, não inviabilizasse o andamento da pesquisa. Ressalta-se que este trabalho foi realizado seguindo as diretrizes estabelecidas na Resolução do Conselho Nacional de Saúde, nº 466, de 12 de Dezembro de 2012 (CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE, 2013); sendo aprovado
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pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo, Campus Goiabeiras, conforme Parecer Consubstanciado nº 1.775.770 e Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) nº 57393316.6.0000.5542, no dia 14 de Outubro de 2016 (ANEXO A).
Antes da realização dos encontros gravados, no primeiro encontro com a participante, o pesquisador explicou de forma clara e explícita a pesquisa e que os dados eram confidenciais, além disso, seu nome seria trocado por outro fictício para mantê-la no anonimato. Nesse encontro o pesquisador explicou sobre o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)5 e solicitou a assinatura das duas vias por parte da
participante, onde o mesmo assinou a via da participante e recolheu a dele. No segundo encontro, antes de iniciar as gravações, o pesquisador perguntou se haveria alguma dúvida mais sobre o TCLE, não havendo, começou o segundo encontro. Em cada encontro, o pesquisador solicitava a autorização para gravação do relato. Foram feitos 13 encontros, dos quais 11 foram gravados, que renderam aproximadamente de 10 horas de gravação e mais de 100 laudas de transcrição integral. As transcrições e entrevistas serão destruídas no máximo 5 anos após esse trabalho. Assim, o próximo capítulo fará análise de dados sobre a entrada das mulheres na política e no posterior a análise da história de vida.
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5 AS MULHERES NA POLÍTICA INSTITUCIONAL
Esse presente capítulo discorrerá sobre o ambiente em que a pesquisada está inserida, analisando-o para que explique como é o contexto que a história de vida é contada. Além disso, responde o primeiro ponto dos objetivos específicos, discutindo a entrada das mulheres nos cargos eletivos na Bahia e no Brasil. É feito um panorama histórico sobre a entrada das mulheres na política nacional, bem como no estado da Bahia. Esse panorama foi feito a partir de análises documentais, principalmente os disponibilizados pelo site do TSE, onde apresenta as estatísticas de eleições anteriores; além disso, foram analisados trabalhos bibliográficos e acadêmicos sobre a temática, buscando atualizar e dialogar com os documentos, e principalmente, com essa pesquisa.