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ANNEXE : QUELLES MESURES POUR LA MIXITE ?

3. L’OFFRE DE TRANSPORT 5

3.2. AGIR SUR LES INFRASTRUCTURES EN TANT QUE SUPPORT DU TRAFIC

4.4.1 Grupo de doentes com dor crônica

Em um primeiro momento, foram analisados os casos dos doentes com dor crônica que passavam em acompanhamento no ambulatório de dor do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICHC/FMUSP).

Aqueles que tiveram prognóstico de melhora da dor após procedimento neurocirúrgico foram encaminhados para a equipe de neurocirurgia funcional, alocada no Instituto de Psiquiatria do mesmo Hospital (IPq/HCFMUSP), a fim de que passassem pelo procedimento neurocirúrgico para retirada da dor. Uma vez constatado o quadro apresentado, e considerando a necessidade de realização de procedimento cirúrgico, estes doentes aguardavam internados sem que houvesse um acompanhamento psicológico. Considerando os casos destas pessoas, o Dr. Daniel Ciampi elaborou um fluxograma para organizar como seria feito o acompanhamento dos doentes no momento pré-cirúrgico e pós-cirúrgico. Ao fazer a internação do paciente, o residente responsável informou a autora deste trabalho para que ela verificasse a elegibilidade do doente para a presente tese. As informações foram passadas para o Dr. Daniel Ciampi para que ele orientasse quanto à possibilidade de inclusão do paciente na pesquisa. A partir disto, a aluna deste doutoramento foi ao leito dos pacientes para convidá- los a participar da pesquisa. Os que aceitaram foram apresentados ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (ANEXO A e ANEXO B), já aprovado pela Comissão de Ética para Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq) (ANEXO C). No Termo de Consentimento, havia informações para que os doentes entrassem em contato com o Departamento de Neurologia para obterem informações ou esclarecerem dúvidas que surgissem ao longo do tempo.

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Deste modo, com relação aos doentes com dor crônica, o trabalho se deu longitudinalmente, em três momentos (pré-operatório (V1), pós-operatório imediato (V2) e pós-operatório posterior (V3)), sendo que cada momento consistiu da aplicação dos protocolos já determinados pelo próprio Departamento para os casos de dor e da realização de uma entrevista.

No momento pré-operatório, ocorreu um encontro inicial que se dividiu em duas etapas: a entrevista com áudio gravado e a aplicação de uma série de escalas. A entrevista teve duração máxima de 50 minutos, com o objetivo de investigar como é a dor do doente e como esta afeta seu cotidiano. Para esta investigação foram focados os aspectos da descrição do paciente sobre sua vida (procedência, posição na família de origem, evolução da vida cotidiana, entre outros); do seu relato frente ao seu quadro, para que pudesse discorrer a respeito da interpretação atual que possui com relação ao diagnóstico recebido; e da descrição de seu cotidiano.

Na segunda etapa, foi realizada a aplicação de uma série de escalas: Questionário Sociodemográfico (ANEXO D), Questionário para Diagnóstico de Dor Neuropática (DN4) (ANEXO E), Inventário de Sintomas de Dor Neuropática (NPSI) (ANEXO F), Inventário Breve de Dor (ANEXO G), McGill Breve (ANEXO H), Escala de Catastrofismo Associado à Dor(PCS) (ANEXO I) e Escala Hospitalar de Ansiedade e de Depressão (HADS) (ANEXO J). A ordem em que as escalas foram aplicadas foi pensada para iniciar com os dados demográficos, a fim de complementar as informações colhidas na entrevista e servir como forma de convidar o paciente a pensar sobre si para responder às escalas subsequentes, que abordaram a impressão do mesmo sobre diferentes aspectos da dor. Por último, a avaliação do humor enriquece o estudo, fornecendo informações que podem ser relevantes para o entendimento da forma como o paciente interpreta e vivencia sua condição.

Houve ainda a realização do Protocolo de Modulação Condicionada da Dor (MCD) (ANEXO K), uma série de procedimentos para averiguação da dor sentida pelo sujeito com o objetivo de avaliar as capacidades individuais dos participantes em inibir a dor e este foi feito em momento mais oportuno, de acordo com a disponibilidade do equipamento.

Seguindo modelo experimental de pesquisa before-after da realização da neurocirurgia, no momento pós-operatório imediato (um mês após a cirurgia), foram reaplicados os mesmos procedimentos (entrevista e aplicação de escalas), para comparar

57 os dados obtidos antes e após a cirurgia, com exceção do Questionário Sociodemográfico (pois já se tinha uma noção sobre o perfil dos participantes) e do Protocolo de Modulação Condicionada da Dor (MCD) (pois os doentes já tinham sido submetidos à cirurgia, e já existia uma noção da tolerância de dor destes).

No terceiro momento de acompanhamento do estado de saúde do doente, denominado pós-operatório posterior, ocorrido após um período de 4 a 8 meses, foi realizada a aplicação da mesma bateria de escalas do segundo momento assim como a entrevista.

Figura 3 – Momentos da pesquisa longitudinal relativa aos participantes com dor crônica. “Primeiro momento” relativo à avaliação realizada antes da cirurgia; “Segundo momento” relativo à avaliação realizada logo após a cirurgia; “Terceiro momento” relativo à avaliação tardia realizada após alguns meses da cirurgia

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Tabela 1 – Testes aplicados para o grupo de doentes com dor crônica

1º Momento (pré-operatório)

● Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)

● Questionário Sociodemográfico ● Questionário para Diagnóstico de Dor

Neuropática (DN4)

● Inventário de Sintomas de Dor Neuropática (NPSI)

● Inventário Breve de Dor ● McGill Breve

● Escala de Catastrofismo Associado à Dor(PCS)

● Escala Hospitalar de Ansiedade e de Depressão (HADS)

● Protocolo de Modulação Condicionada da Dor (MCD) Entrevista Intervenção cirúrgica 2º Momento (Pós-operatório imediato: 1 mês após a cirurgia)

● Questionário para Diagnóstico de Dor Neuropática (DN4)

● Inventário de Sintomas de Dor Neuropática (NPSI)

● Inventário Breve de Dor ● McGill Breve

● Escala de Catastrofismo Associado à Dor(PCS)

● Escala Hospitalar de Ansiedade e de Depressão (HADS)

Entrevista

3º Momento (Pós-operatório posterior: 4 a 8 meses após a

cirurgia)

● Questionário para Diagnóstico de Dor Neuropática (DN4)

● Inventário de Sintomas de Dor Neuropática (NPSI)

● Inventário Breve de Dor ● McGill Breve

● Escala de Catastrofismo Associado à Dor(PCS)

● Escala Hospitalar de Ansiedade e de Depressão (HADS)

Entrevista

Momentos da pesquisa longitudinal relativos à aplicação dos instrumentos na população com dor crônica: 1ª coluna relativa aos momentos da pesquisa, 2º coluna descrevendo quais instrumentos foram aplicados em cada um dos momentos e 3ª coluna relativa à realização das entrevistas nos três momentos

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4.4.2 Grupo de doentes com ausência de sensibilidade à dor

Os doentes que não possuem sensibilidade à dor são acompanhados regularmente no ambulatório da Divisão de Neurocirurgia Funcional. Com estas pessoas, foi realizado um único encontro no qual foi feito o convite para a participação na pesquisa e a apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Após a concordância em participar, foi feita a aplicação do Questionário Sociodemográfico e a Escala Hospitalar de Ansiedade e de Depressão (HADS), com o intuito de verificar o estado destas pessoas no momento da aplicação, além da realização de uma entrevista para melhor compreender sua experiência cotidiana.

Tabela 2 - Testes aplicados para o grupo de doentes com ausência de sensibilidade à dor

Momento único

● Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)

● Questionário Sociodemográfico

● Escala Hospitalar de Ansiedade e de Depressão (HADS)

Entrevista

Momento da pesquisa relativo à aplicação dos instrumentos na população com ausência de sensibilidade à dor: 1ª coluna relativa ao momento da pesquisa, 2º coluna

descrevendo quais instrumentos foram aplicados e 3ª coluna relativa à realização da entrevista