Dimanche 10 Mars 1907 Bureaux : Rue de la Serre, S8.'
OELOGERE
ABONNEMENTS
Un an Six mois :
Suisse . . . . Fr.6»— Fr.3»—
Union postale » 12»— » 6»—
Les abonnements étrangers se paient d'avance.
Paraissant le Jeudi et le Dimanche ) la Cem-de-Fiodi
On s'abonno a tous les bureaux île puste.A N N O N C E S
suisses 20d., offres et demandes de place 10 et. la ligne, étrangères 25 centimes la ligne
Les annonces se paient d'avance
Organe de la Chambre suisse de l'Horlogerie, des Chambres de commerce, des Bureaux de contrôle et des Syndicats professionnels.
Les Consulats suisses à l'étranger reçoivent le journal
Bureau des Annonces: HAASENSTEIN & VOGLER, 32, rue Leopold Robert, LA CHAUX-DE-FONDS et succursales en Suisse et à l'étranger
La réforme des termes de paiements dans les industries de la bijouterie et de
l'horlogerie allemande
L e C r e d i t o r e n - Y e r e i n d e P f o r z h e i m q u i s ' o c c u p e , d e p u i s u n c e r t a i n t e m p s déjà, d e la r é f o r m e d e s t e r m e s d e c r é d i t , s'est m i s e n r e l a t i o n a v e c l ' A s s o c i a t i o n d e g r o s s i s t e s d e l ' i n d u s t r i e d e s m é t a u x p r é c i e u x , à L e i p - zig, p o u r lui t r a n s m e t t r e s e s v u e s s u r c e t t e i m p o r t a n t e q u e s t i o n .
C h o s e s i n g u l i è r e , a u c u n e s u i t e n é "fût d o n n é e à s e s a v a n c e s ; e t , l o r s q u ' e u l lieu, le 20 j a n v i e r 1!)07, à L e i p z i g , l ' a s s e m b l é e g é n é r a l e e x t r a o r d i n a i r e d e l ' A s s o c i a t i o n d e g r o s s i s t e s , le ( C r e d i t o r e n - Y e r e i n , n e fut p a s a p p e l é à y e n v o y e r d e s d é l é g u é s et l e s d é c i s i o n s p r i s e s , n e lui furent p a s c o m m u - n i q u é e s .
L ' A s s o c i a t i o n d e g r o s s i s t e s p r i t d'ail- l e u r s u n e a l t i t u d e n e t t e m e n t h o s t i l e a u x d e m a n d e s d u C r e d i t o r e n - Y e r e i n , c o m m e le t é m o i g n e la r é s o l u t i o n s u i v a n t e , p r i s e à l ' a s s e m b l é e d u 20 j a n v i e r .
Résolution au sujet de la question des termes dé paiement, disculée à l'assemblée du i>o janvier igo^. à Leipzig.
En opposition à lu convention de termes et de paiements, proposée par la Société de Crédi- teurs et adoptée par deux groupes de fabricants, l'assemblée extraordinaire de l'Association de grossistes de l'industrie des métaux précieux, siégeant à Leipzig, prend en considération les principes suivants :
1" On ne peut nier que dans notre industrie, dans les relations d'affaires entre fabricants et grossistes, de trop longs termes de paiement sont accordés et utilisés.
2U Les grossistes sont décidés de réagir dans leur milieu respectif contre ces abus économi- ques, devenus par-ci par-là une coutume. Il est recommandé à chaque membre, d'organiser ses affaires afin qu'il soit tenu compte des préten- tions fondées des fabricants. Mais i( est décon- seillé à tout grossiste de se soumettre à la con- trainte d'une convention. Il n'est pas contesté que la situation des fabricants, et particulière- ment des petits fabricants, est devenue difficile;
les grossistes considèrent comme un devoir so- cial de prendre celte situation en considération.
3° Les grossistes ne peuvent considérer la convention de termes et de paiements des fa- bricants comme un remède universel, d'abord parce qu'elle, ne conduira pas à l'abolition de la situation anormale et ensuite parce que cette convention deviendrait une arme à deux tran-
chants qui atteindra aussi bien ceux qui s'en serviront que ceux qui sonl visés.
P a r contre, il est recommandé aux fabricants d'indiquer nettement sur les factures leurs con- ditions de paiement et de les désigner comme liant les deux parties. j
Le rappel régulier, suivant l'usage commer- cial, sera plus efficace que les^ menaces et l'ad- jonction d'intérêts pour les retards. Pour les mauvais payeurs reconnus, la limitation des li- vraisons de marchandises, etc., puis discontinua- tion des relations, resteront toujours les remèdes uniques, même en introduisant n'importe quelle convention, > * ! * - . -
4" Les grossistes n'étant pas, actuellement, en mesure d'agir aussi rapidement et aussi éner- giquement sur leurs clients comme l'exigent les conditions devenues publiques de la convention des fabricants, adoptent la décision suivante :
«En considération des points ci-dessjs énumé- rés, l'assemblée extraordinaire déclare la con- vention des fabricants concernant les termes et les paiements comme nuisible aux deux parties et. en conséquence, refuse énergiquement toute convention. »
Association de grossistes de l'industrie des métaux précieux.
E n o u t r e , n o u s t r o u v o n s , p l u s l o i n , d a n s le r a p p o r t s u r l ' a s s e m b l é e d e g r o s s i s t e s , à L e i p z i g , la p h r a s e s u i v a n t e :
«Il est encore une fois établi que la résolution ci-dessus concerne toutes les conventions, donc aussi celle des fabricants de chaînes en or. En conséquence, il est recommandé aux membres de l'Association de refuser toute facture avec prix conventionnels. »
Ce q u i p r é c è d e é t a b l i t d ' u n e façon p é - r e m p t o i r e q u e les g r o s s i s t e s a l l e m a n d s s o n t o p p o s é s à l ' i d é e d e se lier p a r n ' i m - p o r t e q u ' e l l e c o n v e n t i o n et q u ' i l s e n t e n d e n t l a i s s e r , à l ' i n i t i a t i v e d e s m e m b r e s d e l e u r a s s o c i a t i o n le s o i n d e r e s t r e i n d r e , c o m m e ils le p o u r r o n t , les l i m i t e s d e c r é d i t et d e d i s c u t e r a v e c les f o u r n i s s e u r s d e la q u e s - tion d e s p r i x .
Le poinçonnement des montres en Allemagne
S u r u n e d e m a n d e d e r e n s e i g n e m e n t s a u sujet d u p o i n ç o n n e m e n t d e s m o n t r e s o r , la Deutsche Chrmacher-Zeitung é c r i t :
« N o u s é t a b l i s s o n s u n e fois d e p l u s q u ' e n A l l e m a g n e le p o i n ç o n n e m e n t n ' e s t p a s p r e s c r i t p o u r l e s m o n t r e s o r et q u e l e s m o n t r e s e n - d e s s o u s d ' u n alliage d e 0,Ö8y
n e d o i v e n t p a s c i r e m u n i e s d ' u n p o i n ç o n . L e s m o n t r e s q u i p e u v e n t ê t r e p o i n ç o n n é e s , d o i v e n t p o r t e r e x c l u s i v e m e n t l ' i n d i c a t i o n d u t i t r e e n m i l l i è m e s e t la c o u r o n n e i m - p é r i a l e .
« L a l o i p u n i t d ' u n e a m e n d e , p o u v a n t s ' é l e v e r à 1000 m a r k s o u à u n e m p r i s o n n e - m e n t j u s q u ' à (i m o i s , celui q u i v e n d d e s m o n t r e s a v e c u n e a u t r e d é s i g n a t i o n , l ' o m i s - s i o n d e la c o u r o n n e i m p é r i a l e , e t c .
« N o u s a v o n s c o n s e i l l é à l ' h o r l o g e r , q u i a v e n d u u n e m o n t r e a v e c l ' i n d i c a t i o n d u t i t r e « 1 4 k. » m a i s s a n s la c o u r o n n e i m p é - riale, d e c h e r c h e r à r e n t r e r e n p o s s e s s i o n d e c e l l e m o n t r e et, d e r a t u r e r la d é s i g n a - tion « 1 4 k. » p o u r se m e t t r e e n règle a v e c la loi.
« C e l l e m o n l r e e s t d e p r o v e n a n c e s u i s s e ; il e s t d o n c à p r é s u m e r q u e d ' a u l r e s m o n - t r e s s o n t i m p o r t é e s d e ce p a y s , d o n t la v e n t e e s l iljicile. »
L e j o u r n a l p r é c i t é r e n d l e s c o m m e r ç a n t s , d a n s l e u r p r o p r e i n t é r ê t , a t t e n t i f s à c e s p r o c é d é s .
Le mouvement coopératif en Suisse en 1906
Le bureau central de l'Union suisse des coopé- ratives de consommation vient de faireconnaître son débit de l'année 1900, qui se chiffre à fr. 10,(348,000 contre fr. 9,143,000 en 1005. Il y a donc une augmentation de fr. 1,505.000 ou de 16,40 °/o.Le développement réjouissant du bureau cen- tral dès son ouverture est corroboré on ne peut mieux par le tableau suivant :
1802 1893 1804 1805 1890 1807 1898 1800 1000 1001 1002 1003 1001 1005 1000
Débit tr.
43,014 380.542 572,000 1.135.000 1.780,000 2/'77,000 2,(518,000 3.306,000 3,057.000 4.176,00!) 5,004,000 0,180.000 7,071,000 0,143,000 10,648,000
en plus on fr.
—
— 185.000 503,000 051.000 401.000 341,000 088.000 351,000 510,000 828,000 1,17(5,000 1,491,000 1.470,000 1.505.000
en plus en ", "
—
— 47.0 98,4 57,3 27.5 15,0 20.3 10,0 14,2 19.8 23.5 24,1 19,18 10,40 Le lecteur remarquera cependant en comparant les augmentations en pour cent, que le débit de
•118 FEDERATION HOHLOGEUE SUISSE
'1905 et '1906 ne sc maintient pas dans les mêmes proportions qu'en 1903 el 190). C'est un fail qui a son origine sans doute clans un manque d'at- l(tellement de certaines administra lion s el.certains gérants de.coopératives locales, remettant leurs commissions plutôt à la concurrence capitaliste qu'à leur propre magasin de gros. La conception et l'esprit coopératif laisse certainement encore beaucoup, à désirer chez un grand nombre de coopéra.leurs suisses.. Le débit des magasins de gros des coopératives étrangères nous montre que noua,avons beaucoup à faire jusqu'à ce que- nous soyons en' état de disputer le rang des coo- pérateurs' anglais et écossais. .
Lé débit par membre se chiffre au magasin de gros en : Ecosse, fr. 471,70; Angleterre. 817,80;
Danemark, 245,25; Hollande, 99,85; Allemagne, 77,45; Hongrie, 71,00; Suisse. 65,30; Belgique,
24.55.-; v r- -
Ces chiffres, ne manquent pas d'un certain côté instructif, dont les êoopérnleurs convaincus sau- ront tirer Tes conclusions. L'Union suisse des coopératives de consommation comptait nu 31 décembre 1900 237 sociétés.
Sa marche prospère est constatée par les données suivantes :
Année Sociétés Année Sociétés 1890 43 1904 175 1895 05 1905 204 1900 110 1900 237 L'Union suisse possède son laboratoire de chi- m i e . à e l l e ; c'est une institution donnant toutes les garanties aux marchandises fournies par le bureau central. Pendant l'année 1900, le labo- ratoire a procédé à 559 analyses, dont 107 pour le compte de coopératives, et 392 pour le bureau central. .Le laboratoire eut en outre à analyser toute une série de viandes de conserves d'Amé- rique el 50 travaux scientifiques sur les semoules, pâles et haricots des Indes.
La Suisse compte actuellement en tout 440 so- ciétés de consommation, dont la société générale de Bale est la plus puissante; son débit se chif- frait en 1905 à fr. 14,812,952.
Chez les sertisseurs
L'assemblée des délégués sertisseurs de la ré- gion qui' a eu heu le 17 février à la Chaux-de- Fonds a eu plein succès; 9 sections étaient re- présentées'. Edmond Breguet, président des ou- vriers horlogers de noire ville, s'esl fait un de- voir de souhaiter la bienvenue aux délégués, il espère qu'ils seront assez sages pour ne pas de- mander des choses impossibles, afin qu'une fois la partie du sertissage puisse être unifiée par genre el qualité, ceci dans toutes les sections.
Puis le, président du groupe des sertisseurs donne lecture de l'ordre du jour, et donne les renseignements nécessaires sur le butel les idées que propose la section de Chaux-de-Fonds, soit unification des prix du sertissage dans toute la région. Après une très longue discussion, une entente est intervenue: 1. Pour la journée mini- mum des ouvrières, puis celle des ouvriers ; 2.
celle d i s rhabilleurs ainsi que pour les ouvriers travaillant clans les bonnes pièces. Le prix du rhabillage est fir.é ce qu'il était dans presque tou- tes les sections (10 centimes le rhabillage, pierres fournies par le patron). Pour la partie brisée, du chalon une nouvelle assemblée des intéressés aura lieu à Sonceboz prochainement.
Un p'.int très délicat qui n été tranche à la sa- tisfaction de tous, c'est au point de vue de l'em- bauchage dans les grandes manufactures déjeu- nes filles n'ayanl fait aucun apprentissage à l'a- venir. L"s ouvriers et ouvrières syndiqués ne devront plus travailler avec ces jeunes gens s'ils n'ont pas fait nu apprenti-sage correct. Par con- séquent tous jeunes gens qui désirent apprendre a sertir devront être placés sous la protection de la loi des apprentissages et envers et contre tout ne recevront aucun salaire pendant 18 mois, deux qui enfreindraient celle clause ne seront pas re- connus par In Fédération des ouvriers horlogers et ceci dans aucune section. U m surveillance 1res active sera exercée. Prière donc aux parents et tuteurs d'en prendre bonne note et bien pren- dre tous les renseignements auprès du président de la localité.
Concernant le en=ucl el l'éclairage, les em- ployeurs ne peuvent faire aucuue retenue.
Dernier point: Considérant que pour obtenir des bous sertissages raisonnes, il est nécessaire, môme indispensable que ce soit un ouvrier du métier qui soit chargé de la surveillance des ma- chines; •'
' Les délégués sont unanimes pour déclarer qu'il faut laisser c< la rivière aux pécheurs». Que chïicun s'occupe de sa partie respective, et pa- trons et ouvriers s'en trouveront bien.
Des mesures seront prises contre les maisons qui ne se soumettront pas à celte décision.
La Solidarité horlogère.
Des associations coopératives
Rapport présenté le 2 1 juin 1900 à l'assemblée des délégués de l'Union suisse des Arts el Mé- tiers, à Aarau, par Ed.. Boos-Jegher, secrétaire de l'Union.
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V. Des associations pour la vente des produits.
Le producteur doit évidemment chercher à écouler le mieux possible ses produits. Aujour- d'hui, on ne peut plus, comme autrefois, compter sur une clientèle assurée et, encore qu'on n'ait pas l'intention d'élargir son champ d'activité, une certaine réclame et des annonces sont quand môme nécessaires.
Il n'est cependant pas donné à chacun de savoir faire une bonne réclame, qui d'ailleurs revienl généralement très cher ; d ' u n - a u t r e coté, un maître d'état pourrait encore beaucoup moins, avec ses seuls moyens, entreprendre la lulle contre la concurrence, déloyale.
Des annonces à frais communs, des articles de journaux en faveur de la production indigène, des catalogues édités op commun, surtout à l'épo- que des fêtes, des expositions et des étalages spéciaux à Noël et à pàques, sont des moyens de réclame qu'on emploie souvent chez nous, mais peut-être même pus encore assez. Dans la lutte contre les pratiques du commerce déloyal, l'in- dividu risque beaucoup plus de dépasser les limi- tes marquées par la loi que si la collectivité des maîtres d'état d'un même groupe entre elle-même en lice pour lu bonne cause. Lorsqu'un membre se charge de soutenir la lulle au nom du groupe
— comme, par exemple, dans le procès intenté aux fameux marchands de diamants à Zurich — la caisse commune doit naturellement s e c h a r g e r des risques el périls.
. En ce qui concerne les magasins, le public est aujourd'hui beaucoup plus exigeant qu'autrefois.
Il veut un grand choix d'articles, de jolis assor- menls, un personnel aimable et très accueillant.
Un habile vendeur, qu'on pnye bien, coûte moins qu'un individu auquel on ne donne qu'un faible salaire, mais qui manque de savoir-vivre el indis- pose 1rs clients. Plus on expose d'objets qui flattent les yeux, plus on excite l'envie d'acheter ; c'est là un des secrels de Polichinelle des grands magasins et des bazars. Les objets achetés doi- vent èlre portés à domicile: il faut peut-être envoyer des échantillons ou des collections qui permeltenl de faire un choix ; des commis-voya- geurs doivent visiter les clients. Le magasin doit être dans un endroit central ; ce n'est pas en vain que les bazars achètent les emplacements les plus chers, au centre des localités, pour y étaler leurs fuux appâts à tous les yeux. Le soir, les locaux doivent cire éclairés comme de j o u r ; tout agrément que. les clients y trouveront profitera au marchand. Un prompt envoi des notes est aussi bien dans l'intérêt de l'acheteur que dans celui du vendeur.
On peut penser ce que l'on voudra des exigen- ces de noire époque : une chose est certaine, c'est que celui qui ne s'y plie pas sera tenu à l'écart.
Eu réfléchissant à la situation qui est faite aux petites industries dans notre pays, on doit recon- naître que les artisans ne peuvent pas satisfaire isolément à toutes les exigences avec les seuls moyens dont ils disposent ; ils sont nécessaire- ment obligés, s'ils veulent avancer, de s'associer pour réunir leurs ressources et prolileralors des avantages que procure un fort capital. Ce que l'individu ne peut pas faire sera peut-être réalisé par l'association.
Avec les magasins des arts et métiers (halles industrielles), dont nous possédons un certain nombre en Suisse, on a cherché, en partie à l'aide de l'Etat, comme pour l'institution réunie à la Banque cantonale d e / u r i c h , à venir en aide aux a r t i s a n s ; mais ces magasins, à peu d'excep- tions prés, ne sont pas parvenus à se développer.
A Bàle, le mouvement d'alï'airss va en diminuant;
à Zurich on reste stationnaire, et le comptoir de vente qui avait été créé à Berne n'a pu se main- tenir; la halle industrielle de Fribourg n'a duré que trois ans. Ce regrettable état de chose a sans
doute de multiples causes, mais nous croyons que c'est commettre une faute capitale ' dans l'organisation de ces ventes que de cacher soi- gneusement au public, par crainte de perdre les commissions, les noms des artisans qui ont con- fectionné les objets. Le système locatif serait certainement plus rationnel et aussi plus avan- tageux pour les maîtres d'état. Au point de vue des garanties, on élimine un facteur essentiel.. Il est possible aussi que, dans l'un ou- l'autre de ces magasins, les vendeurs n'aient pas l'habileté qui s'acquiert par la pratique.
A Bàle,. on cherche de nouveau, du moins dans la branche de l'alimentation, à tenir compte des exigences modernes sous une forme un peu .' différente de celle des magasins généraux qui ont été organisés il y a déjà une quarantaine d'années. Une association y établira dans une situation centrale un grand magasin dont les assortiments seront aussi complets que possible.
Si celte entreprise réussit, elle sera d'un bon exemple pour d'uulres localités. Une institution analogue est celle qu'on veut créer à Zurich, sous forme d'expositions permanentes dans un bâtiment à ce destiné.
Une autre espèce d'association pour l'écoule- ment des produits est, par exemple, l'association suisse des maîtres-bouchers à Allsletten (Zurich), qui est lu plus importante des sociétés qui se sont constituées dans notre pays pour la vente des produits accessoires de la boucherie. Elle a été fondée en 1889 et a donc déjà surmonté les diffi- "- cultes que rencontre toute entreprise à son début. -
En l'année 1890 ont été vendus : 12,695 peaux;
et 12,701 c u i r s ; les recettes ontélé de693,117 fr.
et il y avail 128 fournisseurs.
En l'année 1904 les ventes ont compris 30,474 peaux et 31,733 c u i r s ; les recettes ont été de 2,174,840 fr. et le nombre des fournisseurs s'est élevé à 430.
Le bénéfice net a été en 1905 de 44,793 fr., bien que l'établissement ait pu payer plus cher aux bouchers les peaux, les cuirs el la graisse qu'ils lui luivrent.
Les associations d'escompte sonl depuis quel- ques années aussi entrées dans nos usages. Elles doivent leur existence à la concurrence des grands magasins, qui appliquent, avec succès le système des ventes au comptant, et à celle des sociétés de consommation, qui vendent aussi.au comptant et distribuent des dividendes. Chaque acheteur obtient dans les magasins de ses asso- ciations une remise dont il est crédilé sous une forme quelconque ; ordinairement ce sont des timbres qu'on colle dans un carnet. A la fin do l'année, l'adminislralion centrale lui paie le mon- tant total du rabais qui lui a été accordé dans tous les magasins de l'association. Les timbres escompte s'achéteni au bureau de l'association.
La plus grande association de celte nature est la Société de consommation de Bàle (Basier Konsumgesellschaft), fondée en 1899, qu'il ne faut pas confondre avec une autre coopérative, nommée Allgem. Konsumverein Basel, à ten- dances communistes. Les chiffres suivants mon- trent l'importance de celle association !
En 1903/1904, 413 maisons, 18,055 acheteurs, 5,488,744 fr. d'affaires. En 1901/1905, 430 mai- sons, 20,402 acheteurs. 6,418,542 fr. d'affaires,
Il a été remboursé aux acheteurs le 0 % de leurs dépenses dans les magasins.
A Bienne, l'institution ne marche pas aussi bien. A Winlerthour, elle prospère, mais cepen- dant pas autant qu'à Bàle. Pour 1903, les rem- boursements se sont élevés à 23,350 fr., et pour 1905, à 32,554 fr., ce qui correspond au 5 °/o des ventes et à un chiffre d'affaires de 051,000 fr.
Zurich accuse des chiffres un peu plus élevés. A Lucerne, a Lausanne, à Yevey, l'association l'oit aussi d'excellentes affaires. A Berne, à Herzo- genbuchsee, à llullwyl. à Lyss. entre autres, elle a commencé ses opérations ou les commen- cera prochainement.
A Lausanne, le service de bons d'escompte a permis de répartir pour 1900 une somme de fr. 140,000, ce qui équivaut à un escompte de 5 "/»• A Yevey (association fondée par la société des arts et métiers), le nombre des maisons concordataires qui, de 05 en 1904, a atteint 117 en 1905 et 142 en 1906. Duranl ce dernier exer- cice, il a élé vendu pour fr. 085,866,95. La somme répartie entre les acheteurs est le 5 '/- °/°-
Nous mentionnerons également les associa- tions qui ont pour but de fournir des renseigne- ments el de se charger des recouvrements; elles existent surtout dans le commerce; des bureaux de recouvrement ont aussi été organisés par des sociétés d'arts et métiers. Un exemple à imiter
LA FÉDÉRATION 1TORLOGÉRE SUISSE 14!)
est celui des associations qui ont leurs avocats auxquels les membres peuvent demander des consultations.
IJ3S associations créées pour soumissionner en commun et unifier les tarifs ont un but très louable et rendent dé grands services, à condition cependant que tous leurs membres agissent loya- lement. Elles doivent aussi être prudentes, afin que les autorités et la clientèle ne s'imaginent pas que la concentration doit aboutir à.des trusts ou à des cartells en vue de la fixation de prix
excessifs. (A suivre).
Assurances
L a c o m m i s s i o n d u C o n s e i l n a t i o n a l p o u r le p r o j e t d ' a s s u r a n c e c o n t r e l a m a l a d i e e t l e s a c c i d e n t s , r é u n i e à M o n t r e u x , a v o t é à l ' u n a n i m i t é , d a n s s a s é a n c e d e m e r c r e d i , l ' e n t r é e e n m a t i è r e s u r le p r o j e t d u C o n - seil f é d é r a l . L a d i s c u s s i o n p a r a r t i c l e s a u r a lieu d a n s c e s e n s q u ' i l n e s e r a p r i s , p o u r l e m o m e n t , a u c u n e d é c i s i o n f e r m e , m a i s q u e l e s a m e n d e m e n t s s e r o n t r e n v o y é s a u C o n s e i l f é d é r a l . L a c o m m i s s i o n c o n t i n u e à r e c e v o i r d e n o m b r e u s e s p é t i t i o n s et r e - q u ê t e s q u i s e r o n t t o u t e s r e n v o y é e s a u C o n - seil f é d é r a l .
B r e v e t s d ' i n v e n t i o n
Horlogerie et Bijouterie
• LISTE DES BREVETS D'INVENTIONS E i i r e & i s t i ' c m e n ta.
Gl. 64, n° 30943. 22 mai 1906, Vf» h. p. — Echap- pement à ancre perfectionné. — Jules Favre, horloger, Route de Gourtedoux, P o r r e n t r u y (Suisse). Mandataire: A. Malliey-Doret, Chaux- de-Fonds.
Gl. 64, n° 30944. 10 juillet 1900, 6*/« h . p. — Mouvement de montre. — Société d'Horlo- gerie de Langendorf, Langendorf (Suisse).
Mandataire: A. Mathey-Doret, C h a u x - d e - Fonds.
Gl. 04, ri" 3694-5. 19 juillet WOG, O'/'i h . p. — Montre avec quantième. — Jules Dé/ion, fa- bricant d'horlogerie, IJrenets (Suisse), ,Mun- dataire: A. Mathey-Doret, Chaux-de-Fonds.
Gl. 65, n° 30946. 10 mars 1906, 5 ' / . li. p. — Hor- loge électrique primaire pour actionner nu moyen de courants spéciaux des horloges se- condaires, etc. — Ferd. Schneider, ingénieur, Bahnhofstrnsse, Langenfeld (province rhé- nane, Allemagne). Mandataire: Na'geli & C'°, Berne.
. > l i M l i ( i f ; t ( i « » i i x .
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CI. 04, n" 34141. 28 juin 1905. G'/s h. p. — Ba- lancier compensé perfectionné. — A. Fischer, boulanger, Lausanne (Suisse). Transmission du 22 décembre 1900, en faveur de l-i. Zahnd, Lausanne (Suisse); enregistrement du 1er fé- vrier 1907.
Cl. 04 n" 34141. 28 juin 1905, O'/J h. p. — Ba- lancier compensé perfectionné. — L. Zahnd, Lausanne (Suisse). Transmission du 28 dé- cembre 1900, eh faveur de Henri Favre, Pro- vence (Vaud. Suisse);' enregistrement du 1e1' février 1907.
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N° 13953. 9 février 1907, 11 h. a. — Ouvert. —
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