Déflectométrie moiré
12.5 Théorie : optique de Fourier
Boyd & Ellison (2007) retratam um pouco a história e evolução deste tipo de plataformas, mencionando que aquela que é considerada a primeira rede social data de 1997 e denominava-se de SixDegrees.com. Esta plataforma combinava os perfis, com os amigos e com o envio de mensagens. No entanto, o site fechou em 2000 por não ter um modelo de análise sustentável. A falta de utilizadores e a rede social pouco extensa, assim como a falta de apelo para contactar novos amigos, culminou no fecho do site. Em 1999, vários sites começaram a incorporar funcionalidades interactivas e, em 2001, surgiram redes sociais empresariais ou profissionais como o Ryze.com e o
LinkedIn. O surgimento de redes sociais como o Friendster, MySpace e Facebook
marcou uma nova era, em que as redes sociais começaram a abranger nichos de mercado mais alargados.
Com o fracasso do Friendster, surgiu em 2003 uma nova onda de redes sociais que tiraram proveito da emergência da partilha de conteúdos multimédia e da capacidade dos utilizadores para criar o seu próprio conteúdo com editores WYSIWYG (What You
See is What You Get). O MySpace foi o primeiro fenómeno verdadeiramente global,
Mestrado em Comunicação Multimédia – DeCA – UA | 30 conteúdo. No entanto, a mais recente tendência deste tipo de plataformas teve início em 2004, com o surgimento do Facebook, a rede social on-line com mais sucesso actualmente, que começou por ser uma rede social da Universidade de Harvard. Esta rede social marcou a diferença por apostar na personalização da privacidade do perfil, não disponibilizando as informações contidas no mesmo a todos os utilizadores da comunidade, assim como possibilitando que sejam criadas aplicações compatíveis, com o seu sistema, por empresas ou utilizadores individuais, que funcionam como "add-ons" ao site. Parte do sucesso do Facebook deve-se, portanto, ao seu carácter aberto, visto qualquer pessoa poder desenvolver aplicações e divulgá-las na comunidade. Para além disso, o Facebook providencia uma arquitectura de perfil sofisticada, que incentiva os utilizadores a criar informação muito detalhada sobre si mesmos, assim como a gerir o seu nível de privacidade sobre a informação que é tornada pública.
O Facebook surgiu em Fevereiro de 2004 apenas como uma rede social para estudantes de Harvard, sendo que, em Março do mesmo ano, expandiu-se para outras universidades americanas, tais como Stanford, Columbia e Yale. Em Dezembro de 2004, o Facebook já tinha cerca de um milhão de utilizadores activos (utilizadores que visitam o site nos últimos 30 dias antes das contagens). Em Maio de 2005, o Facebook expandiu-se a mais 800 universidades e, em Setembro do mesmo ano, a rede social abrangia, também, as escolas secundárias de todo o país. Ainda no mesmo ano, o
Facebook começou a abrir-se ao estrangeiro, expandindo-se a algumas escolas e
universidades de outros países. Em Dezembro de 2005, o Facebook tinha já mais de 5,5 milhões de utilizadores activos. A grande alteração deu-se em Setembro de 2006, quando o Facebook começou a permitir o seu registo a qualquer utilizador, estudante ou não. Em Dezembro de 2006, o Facebook tinha já mais de 12 milhões de utilizadores activos. Com o passar dos anos, o Facebook foi crescendo, tornou-se cada vez mais conhecido e modernizou o seu serviço como nunca nenhuma rede social o tinha feito anteriormente. Como resultado, em Julho de 2010, a rede social ultrapassou os 500 milhões de utilizadores activos9 (Facebook, s/d-b).
Para além disso, importa salientar que 50,0% dos utilizadores do Facebook efectuam o
login diariamente, a média de amigos dos utilizadores da rede social é de 130, os
utilizadores passam mais de 700 mil milhões de minutos por mês na plataforma, mais de 30 mil milhões de “pedaços” de conteúdo (ligações, fotografias, etc.) são partilhadas por mês, mais de dois milhões de sites integram o Facebook actualmente (através da aplicação “Facebook Connect”) e existem mais de 200 milhões de
utilizadores activos que acedem à plataforma através do telemóvel10 Facebook, s/d-
a
( ).
9
Estes dados foram retirados do site oficial do Facebook – Secção de “Limite Temporal da Empresa”: http://www.Facebook.com/press/info.php?timeline (Data de consulta: 5 de Janeiro de 2010)
10
Estes dados foram retirados do site oficial do Facebook – Secção de “Estatísticas”: http://www.Facebook.com/press/info.php?statistics (Data de consulta: 5 de Janeiro de 2010)
Mestrado em Comunicação Multimédia – DeCA – UA | 31 Actualmente, cerca de 70,0% dos utilizadores do Facebook não são dos Estados Unidos
da América (EUA)11
Como visto anteriormente, no tópico 1.1.1, relativo à Comunicação Mediada por Computador, para além das redes sociais, como é o caso do Facebook, a Web 2.0 trouxe uma grande variedade de serviços de partilha, que podem assumir vários formatos. São exemplo disso as comunidades para partilha de vídeo, fotografia, música, blogues, wikis e social bookmarking. A Web 2.0 permitiu que o utilizador comum começasse a participar na divulgação do conteúdo on-line, deixando de ser um mero receptor para assumir, também, o papel de emissor: "The importance of video-
sharing web sites is that they represent the potential for Internet TV to create opportunities for new voices to be heard by large audiences" (
. No caso português, em 2010, a rede social mais utilizada continuava a ser o Hi5, com uma percentagem de 42,6% de utilizadores registados, seguido do Facebook, que tem crescido de ano para ano, com 39,7% (LINI, 2010). Apesar de o Facebook apresentar uma distribuição por género homogénea em Portugal, com uma ligeira tendência de adesão por mulheres, “a utilização das redes
sociais decresce à medida que a idade aumenta – a mesma tendência se verifica em relação ao uso da Internet” (LINI, 2010). A faixa etária que mais utiliza esta rede social on-line é a dos 15 aos 24 anos (42,3%).
Hart, 2008). A Web evoluiu, assim, para a comunidade que conhecemos hoje em dia, composta maioritariamente pelos chamados social media, como as redes sociais, blogues, micro- blogues, plataformas de partilha de conteúdos, entre outros. No âmbito do presente trabalho, interessa, pois, analisar as especificidades do vídeo on-line, formato em grande expansão para a distribuição de conteúdos on-line.