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Une scène introductive

Dans le document Du traumatisme à la résilience (Page 27-47)

O aumento global do volume de documentos publicados, notado a partir da segunda metade do século passado, gerou a dificuldade de que a informação produzida estivesse ao alcance de qualquer pessoa, quando e onde fosse necessária, tornando difícil o gerenciamento, disseminação e recuperação da informação em tempo hábil. Neste contexto, o desenvolvimento de tecnologias voltadas a apoiar o processo de gerenciamento da informação passou a ser um passo importante, inclusive permitindo uma interação direta entre os usuários e os sistemas de informação (TEIXEIRA, 1997).

A partir dos anos 80, segundo García (2004), novos fatores provocaram uma modificação das práticas informativas, principalmente devido a uma nova visão conceitual da informação relacionada ao conhecimento e ao desenvolvimento humano, a um desenvolvimento acelerado da microeletônica e suas tecnologias paralelas, além de um desenvolvimento acelerado das telecomunicações e de suas tecnologias subordinadas. Desta forma, a tecnologia ganha novo valor e passa a ser vista como algo que penetra em todas as atividades humanas, fazendo parte dos processos exercidos e dos produtos, sendo aplicada na geração de novas informações e conhecimento (SANTOS, 2002).

Como conseqüência deste novo olhar sobre os aspectos da tecnologia, acontece a convergência e o uso integrado das tecnologias da comunicação, da computação e dos conteúdos em formato digital, cujo paradigma é a Internet, contribuindo para a criação de um novo ambiente de acesso, intercâmbio e promoção do conhecimento, atingindo escalas globais (REUNIÓN …, 2001). Barreto (1998) considera que, neste contexto, a comunicação eletrônica vem imprimir grande velocidade no acesso e uso da informação, modificando, estruturalmente, seu fluxo e conhecimento e atuando, basicamente, na interação do receptor com a informação, no tempo de interação e na estrutura da mensagem. Segundo o autor, como conseqüência da comunicação eletrônica,

Não só a publicidade do conhecimento se torna mais rápida, como o seu acesso e julgamento ficam facilitados. A assimilação da informação, o estágio que antecede o conhecimento público, torna-se mais operante devido às novas condições da estrutura de informação e das possibilidades espaciais criadas pela conectividade (BARRETO, 1998). Atualmente, a Tecnologia da Informação (TI), apoiada em computadores, tem acompanhado o ritmo crescente de instalação de sistemas de informação que vem ocorrendo nos últimos anos nas organizações de todo o mundo. Estas organizações, cada vez mais complexas, hierarquizadas, especializadas e com demandas de supervisão e gerência têm seu foco de preocupação voltado para autoridade, responsabilidade, planejamento, controle, coordenação e relações no trabalho (MOTTA, 1986). Nestes ambientes organizacionais, a tecnologia ocupa papel fundamental, compreendendo o

conjunto de sistemas e equipamentos que são utilizados para tratamento, organização e disseminação de informações, necessários à tomada de decisão (TAKAHASHI, 2000). Neste sentido, a adoção das tecnologias de informação deve ser considerada como um recurso estratégico que requer planejamento, análise e reflexão (REZENDE, 2002).

A TI pode, pois, apoiar na articulação interna e externa das organizações, a fim de facilitar, de forma rápida e eficiente, o processo de geração e uso de informações. No ambiente organizacional, a complexidade das atividades e a introdução de novas tecnologias, equipamentos e métodos otimizam a busca pelas instituições de informações compatíveis com suas atividades, voltadas para processos de tomada de decisão e planejamento estratégico (LUSTOSA, 2001). Ainda, para Lustosa (2001), os avanços tecnológicos levaram a uma revolução nos meios sociais e organizacionais, integrando áreas e trazendo à tona questões como a necessidade de racionalizar o fluxo e o ciclo da informação, de estimular o uso da informação como instrumento de apoio ao planejamento e à tomada de decisão, de coletar custos de serviços e sistemas de informação, de identificar inadequações dos recursos tecnológicos, de adequar a coleta, armazenamento e a disseminação das informações. Estes fatores aplicam-se, também, nas organizações públicas, que utilizam cada vez mais a Internet para ofertar informações, oferecer serviços e aproximar-se da sociedade (SILVEIRA, 2003).

A aplicação da tecnologia nos processos de trabalho permite recopilar, analisar, armazenar e recuperar a informação com alta velocidade e baixo custo devido aos computadores e à comunicação, o que leva a uma revolução na estratégia de informatização. A maioria das ações voltadas para melhorar o funcionamento e a qualidade dos serviços de informação depende do acesso e do uso de ferramentas informacionais que permitam atuar e obter resultados satisfatórios (SÁNCHEZ et al, 1999).

Uma outra vantagem que pode ser obtida com o desenvolvimento tecnológico é a possibilidade de transmissão de informação a locais remotos, em poucos minutos. Dessa forma, países de grandes dimensões têm alimentado a expectativa de melhor funcionamento de suas áreas de atuação no que se refere à elevação do acesso à informação oportuna e de qualidade, contribuindo para a tomada de decisão e realização de ações. O Brasil pode ser citado como um exemplo desta afirmação, pois, a Internet tem sido utilizada como um ambiente privilegiado para a disseminação do conhecimento científico e técnico, tornando disponível fontes de informação produzidas no país e internacionalmente, promovendo o intercâmbio/disseminação de informações. Isso aponta para a importância do fator tecnológico no apoio ao desenvolvimento de sistemas de informação a serem utilizados por tomadores de decisão.

Essa situação se refletiu também na área da saúde pública, em que a crescente produção de informação técnica e científica, especificamente na atividade de gestão, trouxe a necessidade de adotar um recurso que facilitasse e agilizasse a transmissão da informação a ser usada na tomada de decisão. Com este propósito, um número variado de instituições têm tornado disponível informação voltadas para a atividade de gestão, algumas oferecendo, em seus sítios, fontes de informação. Dentre elas, citam-se o Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, instituições de ensino e de pesquisa e Organismos Internacionais.

Alguns trabalhos analisados por Figueiredo Castro (2003) sobre uso da informação científica para tomada de decisão política em saúde mostraram evidência de que o conhecimento científico e técnico não estaria sendo eficientemente utilizado pelos gestores no processo de tomada de decisão, apesar de sua crescente produção na área da saúde, de sua ampla disseminação, principalmente pela Internet, e da velocidade com a qual as informações podem ser transferidas aos usuários interessados. Um dos fatores citados nestes estudos que contribuem para essa situação é o próprio acúmulo de informação, que torna mais complexa a tarefa de selecionar, entre tantas fontes disponíveis, aquela que possa reforçar ou apontar soluções no processo de tomada de decisão. Outras limitações a que o gestor está sujeito em relação à sua atuação como tomador de decisão e, portanto, usuário de informação para este propósito: a) volume e qualidade da informação disponível; b) habilidades próprias e facilidade de acesso; c) capacidade de análise; d) compreensão e absorção da informação; e) eficiência na utilização da informação para decisão (CASTRO, 2002).

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