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6. L’impact de la mise en œuvre des politiques sociales

6.2 Report des missions de l’Hospice sur des institutions tierces

Nesta seção são discutidas as análises das informações coletadas à luz das teorias arregimentadas na revisão de literatura efetivadas para esta dissertação, para que se possibilite a resposta aos objetivos propostos.

1) Identificar o que os consultores juniores aprenderam ao longo de suas atividades nos projetos de consultoria, verificando as repercussões da prática de consultoria dos estudantes na sua aprendizagem.

Os resultados da pesquisa indicaram que os consultores juniores aprenderam que atividade em consultoria júnior pode sim ser uma excelente alternativa, dentro da ambiência acadêmica, para um melhor aproveitamento e otimização da formação profissional do

graduando em administração, porque se desenvolve, principalmente, tarefas na área da administração, e em paralelo, acontecem também as aulas teóricas dessa referida área.

Levando em consideração as experiências advindas da prática em executar trabalhos de consultoria, os consultores juniores confirmaram a proposição de que conseguiram desenvolver suas habilidades em melhor escutar o que as outras pessoas têm a dizer a respeito de informações do próprio trabalho a ser desenvolvido, como também informações para melhorar a própria atuação na prática como consultor. Aprenderam também a argumentar com propriedade e a negociar nos relacionamentos travados com os clientes e com os demais colegas partícipes da empresa de consultoria júnior.

Notou-se que os consultores juniores se mostraram determinados em seus objetivos, cujo eixo se centrava na completa e melhor formação profissional; além de estarem motivados em conseguir ter o melhor desempenho em sala de aula, para que assim fosse possível ter uma melhor atuação como consultor júnior. Tal fato se assemelha a uma via de mão-dupla, pois, o bom desempenho na atuação como consultor júnior garantia também uma melhor colocação em sala de aula, um excelente desenvolvimento na capacidade de argumentar, de participar mais efetivamente e com propriedade em intervenções nas aulas teóricas e seminários.

Verificou-se também que os consultores juniores apontaram, como premissa relevante, para ter eficácia nos projetos de consultoria, a transparência nas relações interpessoais desenvolvidas no processo de intervenção nas empresas solicitantes deste serviço; ou seja, para eles, é necessário que o consultor júnior seja honesto, humilde nas relações fomentadas com a empresa-cliente. Contudo, em alguns momentos, ficou latente algumas variáveis governantes do Modelo I que vão ao encontro de um comportamento do Modelo II (ARGYRIS; SCHÖN, 1974; 1995; VALENÇA, 1997), como por exemplo: minimizar a geração ou expressão de sentimentos negativos e de ser racional; uma vez que os

consultores juniores, pela reconhecida falta de experiências práticas na área administrativa e de gestão, somado aos poucos conhecimentos teóricos – ainda em desenvolvimento na academia – faz com esses estudantes-consultores não mostrem, principalmente em situações com o cliente, suas limitações para com o caso (a ser) desenvolvido.

No tocante às relações interpessoais desenvolvidas com o cliente contratante, os consultores juniores aprenderam a se portar de uma maneira mais profissional, uma vez que foi estimulado neles o senso de compromisso profissional, somado a responsabilidade inerente nas tarefas que lhe forem confiadas para serem efetivadas. E é nesse delineamento eu se visualiza variáveis do Modelo I de Argyris e Schön (1974).

Um outro ponto a destacar é que, à medida que o relacionamento com o cliente ia se desenvolvendo, os consultores juniores puderam pôr os seus conhecimentos prévios e teóricos da área da administração em prática, contribuindo, dessa forma, para a construção mais sedimentada de conhecimentos teóricos e práticos para a formação de um profissional da área da administração.

Detectou-se também que todos os respondentes apontaram a leitura de fontes bibliográficas pertinentes ao desenvolvimento dos projetos de consultoria como sendo primordiais à otimização nas habilidades da argumentação e negociação, além de suprir com informações possibilitando-os a terem um olhar crítico tanto nas teorias que estão tendo que estudar em sala de aula, como também, nas abordagens a serem trabalhadas em cada projeto, em cada empresa, e em cada situação.

2) Identificar como os estudantes e administração aprenderam ao longo de suas experiências como consultores juniores.

Os resultados da pesquisa indicaram que os consultores juniores aprenderam por meio das orientações com os professores orientadores dos projetos de consultoria, como

também, com soluções de dúvidas pontuais com professores fora do circuito formal de orientação desses projetos; além da busca por material bibliográfico para embasar o direcionamento e a escrita do projeto.

A importância delegada a trocas de experiências anteriores e informações pertinentes à atuação de um consultor júnior foi detectada nos depoimentos dos consultores juniores. Tal assertiva se liga ao estágio da conceitualização abstrata (KOLB, 1978), na qual as experiências de cada membro são compartilhadas entre todos os participantes, para que assim seja permitido ao grupo levantar generalizações e linhas comuns que ligam experiências vivenciadas a outras situações semelhantes; como também ajudar os consultores juniores iniciantes a terem informações sobre as melhores maneiras para atuar como consultor júnior. A troca de informações acontecia mais comumente na fase de elaboração dos projetos de consultoria, como em alguns momentos, na fase de transição de uma gestão para outra.

No domínio da reflexão, a literatura pesquisada postula que a prática reflexiva permite fazer julgamentos em situações complexas cujo embasamento transpassa a experiência concreta e o conhecimento prévio. Schön (2002) expôs que o processo de reflexão pode ser aplicado em situações formais e informais de aprendizado, embora a prática reflexiva seja mais associada com a prática profissional. Para que a experiência em se trabalhar com consultoria júnior seja significativa para os graduandos de administração, que exercem a função de consultores juniores, é preciso que eles pensem sobre a atividade que desenvolvem, busquem opinião dos outros sobre a atividade que executam e que discutam suas impressões.

Sabe-se que a reflexão é um processo pessoal e cada pessoa tem um jeito diferente de efetivar o processo reflexivo. É, portanto, uma fase essencial no processo de aprendizado; e isso foi verificado nas informações coletadas junto aos consultores juniores, os quais afirmaram reconhecer a importância de refletir as ações durante e, principalmente, depois de

tomadas e efetivadas as ações como consultores juniores nos trabalhos de consultoria desenvolvidos.

Ficou sabido que os envolvidos na prática reflexiva estão comprometidos na definição do problema e na resolução deste como parte do processo. Na definição do problema, observou-se que os consultores juniores sempre se referiam aos problemas como problemas obscuros e mal definidos; e conseqüentemente, era preciso que o consultor júnior se abrisse para descobrir problemas subjacentes ou diferentes formas de olhar os antigos problemas. Como também foi verificado, o ato de refletir, efetivado pelos consultores juniores, significou fazer julgamentos sobre que ações iriam ou irão ser tomadas numa determinada situação de projeto de consultoria, tal como expôs Schön (1983, 2002) em suas pesquisas sobre a temática.

Ademais, corrobora-se que todos os respondentes recorreram à reflexão como um caminho para visualizar os seus conhecimentos e revê-los, além de incrementar a sua aprendizagem; conformando, dessa forma, uma etapa imprescindível para o modelo de aprendizagem vivencial.

3) Identificar a percepção dos consultores juniores a respeito do significado da experiência vivida e trabalhada em um projeto de consultoria, apontando fatores facilitadores e dificultadores da aprendizagem.

Os principais fatores facilitadores do processo de aprendizagem relatados pelos consultores juniores pesquisados foram: os relacionamentos fomentados com os colegas que são consultores juniores, a harmonia em se trabalhar com os professores orientadores dos projetos de consultoria desenvolvidos para as empresas, desde que houvesse facilidade em encontrar professores dispostos a trabalharem nos projetos.

Foi possível verificar dentre os fatores que dificultaram a aprendizagem dos consultores juniores foram, principalmente: em algumas situações dentro da atmosfera de algumas empresas de consultoria júnior, a baixa integração dos professores no andamento das atividades que, mesmo estando presentes na orientação de projetos de consultoria, quase não há um acompanhamento intensivo de todo o trabalho na gestão da empresa, dificultando, dessa forma, a geração de maiores discussões (debates) tanto na própria empresa júnior, quanto em sala de aula; e um outro dificultador diz respeito à alta-rotatividade dos consultores juniores nas gestões das EJs (empresas de consultoria júnior) que pode ocasionar a existência de poucos consultores juniores mais experientes, obstruindo de alguma forma o repasse de informações e troca de experiências relevantes à atividade.