Chapitre 3. Une réflexion méthodologique
3.4 Les conditions d’enquête
3.4.3 La relation d’enquête prolongée ou les imprévus de Facebook
Este trabalho foi desenvolvido para os critérios de velocidade de vento, principal variável, cabendo ser observados outros critérios após a seleção do local como:
Impossibilidade de uso do solo – avaliar se o proprietário da terra estará de acordo com o uso do solo para tal fim; terreno rochoso pode tornar o local inviável; verificar se a área pode ser liberada para construção de empreendimentos;
Viabilidade logística – avaliar o acesso ao local e se há veículo adequado para transporte de equipamentos;
Impacto ambiental – avaliar o impacto sobre a fauna/flora terrestre e alada; Impacto social – empregabilidade e difusão de conhecimento local;
Proximidade à rede de transmissão – despachar a energia excedente produzida ou até mesmo realizar ensaios diretamente na rede;
Viabilidade do ensaio a 50 m e outras alturas – avaliar se para essa altura é viável economicamente e outras alturas se o vento é favorável;
Outros critérios da norma para um ensaio específico – avaliar se há outros critérios descritos na Norma além dos utilizados/mencionados.
A Figura 75 mostra o fluxograma desses critérios para seleção da área de ensaios (ANEXO E).
Figura 75. Fluxograma da avaliação dos critérios para a seleção da área de ensaios.
Fonte: o autor.
Assim, pode-se realizar um estudo de caso por análise de outros critérios, além do da velocidade do vento, simulando uma situação real. Este estudo de caso terá por base os dados do mapa da Figura 73 que identifica os pares k e Vm e o potencial local para uma área que possibilita todos os
ensaios de APPs descritos nesse trabalho. Será analisada a viabilidade desses ensaios na região Nordeste do Brasil, especificamente no estado de Pernambuco.
Para o exemplo, serão utilizados os dados de latitude e longitude de um par viável do Mapa Eólico e verificado essa localização através de um mapa territorial, no caso, o Google Earth® será utilizado para identificar o local.
O local selecionado em graus decimais foi (-8,44, -37,42) em Moderna-PE, próximo ao município de Arcoverde-PE, como mostra a Figura 76. Pela metodologia, esse local é propício à realização de todos os ensaios pelo critério da velocidade, Figura 77. Porém, ir-se-á verificar a sua viabilidade através dos critérios apresentados.
Figura 76. Localização da área de ensaios para o estudo de caso.
Fonte: (GOOGLE EARTH, 2017).
Figura 77. Mapa da Figura 73 superposto no Google Earth®.
A área delimitada na Figura 77 corresponde à mesma área do Mapa Eólico apresentado no
Capítulo 6, ou seja, 10 x 10 km centrado na localização. Vale lembrar que uma área de ensaios de
referência é a do NWTC que é cerca de 1 x 1 km, ou seja, dentro da área proposta podem conter cerca de 100 áreas de ensaios do porte da do NWTC, sendo a metodologia melhor aplicada em um mapa com maior resolução espacial. A Figura 78 é uma ampliação do local mostrando que a área selecionada é atravessada pela BR 110 a situada 300 km da capital (Recife-PE), ou seja, o
critério de viabilidade logística pode ser atendido.
Figura 78. Localização da área de ensaios ampliada para o estudo de caso.
Fonte: (GOOGLE EARTH, 2017).
As Figuras 79 até a Figura 83 mostram a variação do terreno pelo Google Earth Pro®. Observou- se a variação em quatro direções. O maior desnível encontrado nas configurações apresentadas foi de quase 200 m (Figura 82). Nota-se que esse valor é devido à cadeia de montanhas, medido a partir do pico de uma delas. Assim, esses desníveis podem tornar proibitiva a utilização dessa área para os ensaios. Ou seja, o critério de impossibilidade de utilização do solo na área selecionada pode não ser atendido. Porém, conforme já foi dito, essa área pode ser reduzida (2 x 2 km, ou 1 x 1 km) tornando viável sua utilização como área de ensaios. Cabe avaliação in loco. Em relação também ao critério impossibilidade de utilização do solo cabe saber se o proprietário
do terreno estará de acordo do uso do solo para tal fim (liberação do terreno), ou se é um terreno rochoso ou uma área de proteção ambiental (APA), por exemplo. Observa-se que aumentando a resolução do terreno, Figura 83, a variação máxima é de apenas 11 m (avaliando-se apenas na direção mostrada, SONE).
Figura 79. Variação do terreno na direção Noroeste-Sudeste.
Figura 80. Variação do terreno na direção Nordeste-Sudoeste.
Fonte: (GOOGLE EARTH, 2017).
Figura 81. Variação do terreno na direção Oeste-Leste.
Figura 82. Variação do terreno na direção Norte-Sul.
Fonte: (GOOGLE EARTH, 2017).
Figura 83. Variação do terreno na direção Nordeste-Sudoeste na célula reduzida (1x1 km).
As Figuras 84 a 87 mostram um detalhamento da orografia local utilizando dados de SRTM (MIRANDA, 2005). As Figuras 84 e 85 estão aumentadas 9 vezes para uma melhor visualização e foram processadas no software Global Mapper®. Nota-se que a Figura 85 (Sudoeste-Nordeste) há uma canalização que pode ser favorável à incidência de ventos no local demarcado.
Figura 84. Visão do relevo da potencial área de ensaios (Sul-Norte).
Fonte: o autor.
Figura 85. Visão do relevo da potencial área de ensaios (Sudoeste-Nordeste).
Figura 86. Visão do relevo da potencial área de ensaios (Sudoeste-Nordeste) sem aumento de relevo.
Fonte: o autor.
Figura 87. Visão da estrada da potencial área de ensaios.
Fonte: (GOOGLE EARTH, 2017).
A Figura 88 foi construída a partir dos dados do SIGEL da ANEEL (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2016) que são arquivos em formato KML (Keyhole Markup Language) interpretadas no software Google Earth®, onde mostra o sistema de transmissão de 230 kV (linha reta) passando através da área demarcada. Sendo assim, pelo critério de proximidade à linha de transmissão esse local é favorável à instalação da área de ensaios.
Figura 88. Rede de transmissão passando pela potencial área de ensaios.
Fonte: (GOOGLE EARTH, 2017) e (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2016).
Quanto aos critérios de impactos ambiental e social, é preciso avaliar migração de rota de animais alados (pássaros, morcegos etc.) e área de preservação ambiental. Em relação ao impacto social, possivelmente irá gerar empregos durante e depois da implantação da área além de agregar conhecimento à população local e vizinha, pois, será um local de visitação para estudantes e/ou público em geral.
Em relação ao critério viabilidade do ensaio a 50 m, tem que se avaliar técnica e economicamente a realização do ensaio a essa altura, porém não inviabiliza a área de ensaios. É preciso avaliar outras alturas mais baixas e verificar os critérios estabelecidos, inclusive o de velocidade do vento. Em relação a outros critérios da norma para um ensaio específico, por exemplo, tem-se o caso do ensaio de desempenho de potência já mencionado, onde pode ser extrapolado e comparado com os dados de produção estimados para completar a curva de potência da máquina ensaiada. Assim, pelo critério de velocidade de vento a área é viável para todos os ensaios descritos nesse trabalho. Pelos critérios estabelecidos nesta seção, a área pode não ser viável se avaliado todos os critérios simultaneamente.
Vale lembrar que está se estudando a área correspondente a 10 x 10 km e que uma das sugestões de trabalhos futuros é justamente aplicar essa metodologia em um mapa com uma resolução espacial mais alta (1 x 1 km, por exemplo), podendo esta área tornar-se viável aplicando-se os critérios estabelecidos nesta seção, como mostrado na Figura 83.