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La reconnaissance de soi et la validation des pairs à travers la mise en visibilité

4. Cadre théorique

4.3 La reconnaissance de soi et la validation des pairs à travers la mise en visibilité

A avaliação de processos, também denominada avaliação formativa, é realizada durante o processo de execução do projeto, correspondendo, desta forma, à segunda fase do ciclo de vida do projeto social.

Esta etapa da avaliação de projetos sociais refere-se a uma forma de avaliação contínua, constituída de atividades de monitoramento realizadas no transcurso do projeto, com vistas a estabelecer até que ponto se está cumprindo e realizando o projeto de acordo com a proposta inicial (Aguilar e Ander-Egg, 1995, Affholter, 1994, Carter, 1994).

Na pesquisa empírica, pôde-se identificar alguns critérios que devem ser considerados pelo avaliador durante as atividades de acompanhamento/monitoramento dos projetos sociais, com vistas a manter a direção do trabalho e a realizar as correções que se fazem pertinentes. Estes critérios que são contemplados pela avaliação do processo de execução do projeto são apresentados no Quadro 9, a seguir:

Quadro 9: Critérios da avaliação de processos

Critério Definição

Atuação em parceria com a organização

O avaliador, ao manter uma postura de parceiro, deixa de representar uma ameaça à organização social, permitindo que a mesma não o veja simplesmente como alguém que está fiscalizando o projeto

Visitas de acompanhamento A complexidade e imprevisibilidade do ambiente em que o projeto social está inserido exige que o avaliador verifique

in loco a forma como o projeto vem sendo executado

Definição dos indicadores na fase inicial do projeto

Nas visitas que o avaliador realiza à organização responsável pela execução do projeto social, a verificação da prática que está sendo desenvolvida é feita tomando-se como base os indicadores do projeto

Isenção com relação ao grupo A isenção em relação ao grupo permite ao avaliador analisar o projeto sob um ponto de vista diferente daquele das pessoas que estão diretamente envolvidas na execução do projeto

Previsão dos recursos no orçamento A avaliação de processos requer, além do próprio trabalho do avaliador, recursos financeiros e materiais que devem estar previstos no orçamento quando da liberação do valor financiado

Fonte: Elaborado por Frasson (2001).

Apresentados os critérios que são considerados na avaliação do processo de execução do projeto social, torna-se necessário identificar as técnicas de coleta de dados utilizadas pelos avaliadores no acompanhamento/monitoramento dos projetos, com vistas à obtenção das informações sobre o seu andamento. Para tanto, o Quadro 10, que se apresenta na seqüência, traz um comparativo entre as técnicas identificadas na pesquisa teórica e as técnicas resultantes da pesquisa empírica:

Quadro 10: Teoria e prática das técnicas de coleta de dados

Pesquisa teórica Pesquisa empírica Observadores treinados

Pesquisas sistemáticas

Uso sistemático de julgamento de peritos

Visitas e entrevistas

Projeto original elaborado pela organização Relatório de acompanhamento das atividades realizadas

Uso de role-playing Grupos focais

Entrevistas de campo

Uso de dados de registro de agência

Informações referentes ao ambiente e contexto Consultores regionais

Indicadores do projeto previamente formulados Fonte: Elaborado por Frasson (2001).

Analisando-se o quadro ora apresentado, infere-se que as técnicas de coleta de dados preconizadas na teoria diferem, em grande parte, daquelas que são utilizadas no cotidiano da avaliação de projetos sociais. Depreende-se, também, que as técnicas preconizadas na teoria apresentam um caráter mais preciso e sistemático se comparado à s técnicas adotadas na prática da avaliação de projetos sociais.

Na análise da avaliação que trata do processo de execução do projeto, torna-se um imperativo abordar a questão da aplicação dos recursos no projeto social. Isto porque, conforme foi possível verificar na pesquisa teórica, a avaliação de processos tem relação direta com a eficiência dos projetos, pois representa uma ferramenta que permite o uso mais eficiente dos recursos (Faria, 1998, Cohen e Franco, 1998).

A eficiência com que os recursos financeiros, materiais e humanos são aplicados nos projetos sociais está diretamente relacionada com a adoção de certos critérios que foram identificados na pesquisa empírica e que se encontram sintetizados no Quadro 11, apresentado a seguir:

Quadro 11: Critérios adotados na aplicação dos recursos

Critério Definição

Acompanhamento da aplicação dos recursos

A eficiente aplicação dos recursos nos projetos sociais exige que seja feito um acompanhamento da forma como estes recursos estão sendo aplicados nos projetos Prestação de contas financeira Apresentação dos relatórios financeiros e dos respectivos

recibos que comprovem o modo de aplicação dos fundos concedidos

Flexibilidade na aplicação dos recursos financeiros, materiais e humanos

Necessidade de certa flexibilidade na aplicação dos recursos, devido ao ambiente dinâmico, complexo e imprevisível em que os projetos sociais estão inseridos Suficiência dos recursos financeiros,

materiais e humanos

Na destinação dos recursos para a execução do projeto, o montante deve ser suficiente para alcançar os resultados a que o projeto se propõe

A adoção destes critérios na aplicação dos recursos, no entanto, depende do sistema de contabilidade adotado pela organização social. Na pesquisa empírica, foi possível perceber que os principais aspectos que permeiam o sistema de contabilidade referem-se (1) à necessidade de controle das receitas e despesas do projeto; (2) à necessidade de que haja uma diferenciação entre a contabilidade de manutenção da organização e a contabilidade do projeto; e (3) à exigência de conhecimento técnico específico que a adoção deste sistema implica.

Diante desta realidade, torna-se imprescindível a adoção de um sistema de contabilidade que represente fidedignamente o patrimônio, e que principalmente permita discernir os recursos que estão vinculados a projetos específicos e que possuem restrição na sua utilização daqueles que podem ser livremente utilizados pela organização social. Trata-se de um motivo mais do que suficiente para a adoção de uma forma não- convencional de contabilização, denominada Contabilidade por Fundos, que permite a distinção entre os diferentes recursos administrados pelas organizações sociais. Esta forma de contabilização foi amplamente discutida no referencial teórico que sustenta esta dissertação.

Daí a necessidade de que os projetos sociais sejam avaliados também por auditores contábeis, por possuírem o conhecimento técnico específico que esta forma de contabilização não convencional demanda. E este conhecimento se torna um imperativo considerando-se que uma das responsabilidades do avaliador é verificar o sistema de contabilidade utilizado, bem como emitir as recomendações úteis para aprimorar a fidedignidade dos procedimentos contábeis do projeto (Tripodi et al., 1975).