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Introduction du chapitre 4 121 Caractéristiques et importance des technologies smartphones

V. (Fig 4.7) a été développée pour prévenir les usagers en fonction du lieu où ils sont et non

4.4. La population est-elle encline à ces technologies smartphone ?

4.4.2. Résultats obtenus dans le Vaucluse

Outra iniciativa de elaboração de uma nova doutrina militar, de caráter antiimperialista, ocorre durante a guerra provocada pela invasão japonesa na China, em julho de 1937. O expansionismo japonês levou os comunistas chineses a organizar uma intensa resistência política e militar, que têm início em operações guerrilheiras e terminam com a formação do Exército Popular de Libertação (EPL), que combaterá ao mesmo tempo o fascismo/imperialismo japonês e o governo antipopular e antidemocrático do Partido Nacionalista Chinês (Kuomintang), liderado por Chiang Kai-shek (1887-1975).

A união entre povo e exército também adquire importância fundamental na análise realizada por diversos intelectuais e dirigentes políticos que conduziram a luta antifascista e antiimperialista na China. Zhou Enlai, um dos principais ideólogos e dirigentes da Revolução Chinesa, afirma que é necessária a realização de um intenso trabalho político no interior das forças armadas revolucionárias, no sentido de elevar a consciência política dos soldados e o entendimento de que a unidade entre o povo e o exército é o elemento central na garantia da vitória. Segundo ele, o EPL deve

organizar y armar el pueblo. Por donde pasen las tropas antijaponesas, sus organismos políticos deben asegurar al pueblo el derecho de autodecisión, y deben realizar un labor de propaganda entre el pueblo, movilizarlo, ayudarlo y dirigirlo para que se organice y se arme. Es necesario impulsar a los diversos sectores populares y a los diversos círculos sociales a formar por su propia iniciativa toda clase de organizaciones de resistencia a la agresión japonesa y de salvación nacional y a organizar fuerzas armadas antijaponesas. (ENLAI, 1981: 125- 127).

A “guerra geral de resistência de toda a nação”, como afirmava Mao Tsé-Tung (1975b: 206), seria a única forma eficaz de derrotar o aparato militar imperialista do Japão. Tsé-Tung avalia que, devido ao

grande poder econômico, político e militar do Japão, e numa situação onde o governo chinês não se dispõe a mobilizar o povo contra a ameaça estrangeira, resta ao povo se preparar para uma luta prolongada, pois nessas condições, não vislumbra possibilidade de vitória popular em curto prazo.

Vendo que as condições apresentadas pela realidade são muito difíceis e criam inúmeros obstáculos para a resistência antifascista/antiimperialista, os comunistas chineses, organizados pelo Partido Comunista Chinês (PCCH), decidem se preparar e preparar as massas populares para um longo período de confrontação política e militar. Tsé-Tung afirma que

não é que não queiramos uma vitória rápida; toda gente estaria a favor da remoção dos ‘diabos” amanhã já, pela manhã. Somente fazemos notar que, na ausência de certas e determinadas condições, a vitória rápida é qualquer coisa que só existe na cabeça das pessoas e não na realidade objetiva, é uma mera ilusão, uma falsa teoria. (Ibid.: 206).

Sendo assim, segundo Tsé-Tung a mais eficiente forma de combater o imperialismo dadas as circunstâncias particulares da China dos anos 30 é a “estratégia de guerra prolongada”. A chamada “guerra popular prolongada” está assentada em alguns princípios da arte/ciência da guerra, sintetizados em diversos escritos militares de Mao Tsé-Tung.

Esses princípios podem ser encontrados em textos como Problemas estratégicos da guerra revolucionária na China (dezembro de

1936), Sobre a guerra prolongada (maio de 1938), Problemas

estratégicos da guerra de guerrilhas contra o Japão (maio de 1938), Problemas da guerra e da estratégia (novembro de 1938), entre outros.

A estratégia de guerra prolongada deveria se desenvolver inspirada nos seguintes princípios:

a) reconhecer que, no momento e por um período ainda não definido com precisão, a força do inimigo é e será infinitamente superior que a nossa (a dos revolucionários chineses em 1938);

b) identificando a correta correlação de forças na sociedade, onde a força do inimigo é maior que a nossa, se preparar para uma guerra de longa duração, sem alimentar ilusões de que os problemas serão resolvidos rapidamente;

c) analisar os mais diversos fatores que influenciam no desenvolvimento da guerra prolongada, levando em consideração a inter-relação existente entre os mesmos;

d) reconhecer que numa determinada fase desta guerra o inimigo terá muitas vantagens e nós muitas desvantagens, o que ocasionará vitórias para o inimigo e derrotas para nossas forças, mas que tais derrotas servirão de lições e ensinamentos para uma melhor preparação de nossas tropas;

e) ter a clareza de que a superioridade ou a inferioridade de ambas as forças em conflito nunca são absolutas, e sempre pode ocorrer mudanças nesta correlação de forças;

f) aproveitar a vantagem de estarmos realizando uma guerra por uma causa justa (libertação da pátria da dominação imperialista/estrangeira) para intensificar o isolamento internacional do inimigo;

g) ter na mobilização política de amplas camadas do povo um elemento fundamental para desequilibrar a desigual correlação de forças, pois “uma guerra nacional-revolucionária assim grandiosa como a nossa não pode ser ganha sem uma mobilização política extensa e profunda” (TSÉ-TUNG, 1975a: 244); entender a mobilização política como ação que visa explicar ao povo e aos soldados os objetivos políticos da guerra; saber que “a mobilização firme e em grande escala do povo é o único processo de assegurar uma fonte inesgotável de recursos para responder a todas as exigências da guerra” (Ibid.: 268);

h) entender a guerra como a continuidade da política e insistir na unidade entre povo e exército popular de libertação;

i) procurar sempre, durante a guerra, conservar as próprias forças e destruir/reduzir as forças do inimigo;

j) reconhecer que muitos de nossos erros são resultado da ignorância em relação às forças do inimigo e em relação à nossas próprias forças;

k) compreender que “uma direção subjetiva correta pode transformar a inferioridade em superioridade e a passividade em iniciativa, assim como uma direção subjetiva incorreta pode provocar precisamente o contrário” (Ibid.: 266);

l) ter firmeza na aplicação da estratégia e flexibilidade na aplicação das táticas;

m) “Quando o inimigo avança, nós recuamos. Quando o inimigo descansa, nós o fustigamos. Quando o inimigo recua, nós o atacamos. Quando o inimigo foge, nós o eliminamos” (Ibid.: 273); n) compreender profundamente as três fases da guerra prolongada: 1ª. Ofensiva estratégica do inimigo e nossa defensiva, 2ª. Consolidação estratégica do inimigo e preparação de nossa contra-ofensiva e 3ª. Nossa contra-ofensiva estratégica e retirada estratégica do inimigo, bem como as diversas formas tomadas pela guerra: guerra de movimento, guerra de guerrilhas e guerra de posição (Ibid.:169-246).

O conceito de guerra prolongada desenvolvido por Mao Tsé-Tung nada mais é do que a expressão da guerra de todo o povo aplicada à situação particular da China, pois assim como ocorreu na Revolução de 1917, também na guerra revolucionária que resultou na vitória dos comunistas em abril de 1949 o Exército Popular de Libertação (EPL) se constituiu enquanto representação do povo em armas, da unidade cívico-

militar em torno de uma estratégia política profundamente antiimperialista.

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