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La prise en compte de la parole des enseignants filmés

1.6. A propos des objets graphiques

2.3. La prise en compte de la parole des enseignants filmés

Estilos, de acordo com Brown (2000, p. 113), “são aquelas características gerais de funcionamento intelectual (e de tipo de personalidade, também) que pertencem a você, como indivíduo e diferencia você das outras pessoas”.

Moura Filho (2005, p. 17-18) mostra a perspectiva histórica de Jones (1997, p. 73) sobre a evolução do conhecimento a respeito dos estilos de aprendizagem:

[A]s pesquisas sobre o assunto realizadas nos anos 50 e 60 eram motivadas pelo interesse em revelar as razões das diferenças individuais de aprendizagem. No início, essas pesquisas davam, portanto, mais ênfase ao processo cognitivo. Nos anos 70, as teorias mais salientes sobre estilos de aprendizagem enfatizavam [...] “como” o(a)s aprendizes processavam as informações e não “o que” ou “quanto” assimilavam. A partir da década de 80, o conceito de estilo de aprendizagem deixa de estar limitado estritamente à cognição e assume um caráter mais holístico.

Estilo de aprendizagem, portanto, “é uma predisposição geral, voluntária ou não, em direção ao processamento da informação de uma maneira específica” (SKEHAN, 1991: 288

apud BROWN, 2000, p. 114), ou seja, que os estilos de aprendizagem das pessoas são

determinados pela forma como elas internalizam todo o seu contexto e uma vez que o processo de internalização não é estritamente cognitivo, podemos considerar que os domínios cognitivo, físico e afetivo fundem-se nos mencionados estilos

Brown (2000, p. 114) declara que os estilos de aprendizagem são os mediadores entre a emoção e a cognição. O autor ainda segue afirmando que se tentássemos enumerar todos os estilos de aprendizagem que os educadores e psicólogos tem identificado em suas pesquisas seria uma longa lista com dezenas de diferentes estilos de aprendizagem, que incluiriam fatores comunicativos, culturais, afetivos, cognitivos e intelectuais. Contudo, o autor ressalta que esta teoria sobre os estilos de aprendizagem tem se mostrado bastante significativa para o sucesso na aquisição de línguas.

Conscientizar os aprendentes dos seus próprios estilos de aprendizagem levá-los-ia para ter mais controle sobre seus próprios processos de aprendizagem. Além da conscientização dos seus próprios estilos de aprendizagem, de acordo com Tyache (1998:83

apud MOURA FILHO, 2005, p. 18), “os aprendentes precisam conhecer quais estilos de

aprendizagem são mais adequados a determinadas situações e mais compatíveis com propósitos específicos de aprendizagem”.

Ehrman (1996, p. 58) ressalta, ainda, que os estilos de aprendizagem não são mutuamente exclusivos e que muitas pessoas aprendem, confortavelmente, utilizando-se de mais de um estilo de aprendizagem; apenas uma minoria favorece fortemente um único estilo a ponto de não conseguir aprender com o suporte de outros.

Brown (2000, p. 113) é um dos autores que propõe alguns tipos de estilos de aprendizagem como “tolerância a ambigüidades”, pois na aprendizagem de um LE é comum encontrar proposições que vão de encontro às suas crenças e/ou estruturas do conhecimento. Há também o estilo reflexivo, que a solução de um problema ou a tomada de decisão se faz de maneira mais devagar, porém mais calculada, pensada em seus prós e contras. O autor também explicita o estilo da “independência do campo24”, ou seja, o foco desse aprendente é concentrado nas informações relevantes e necessárias, não se distraindo com detalhes irrelevantes, por exemplo, o aprendente consegue com facilidade encontrar um personagem específico em meio a um emaranhado de desenhos, como naquele livro “Onde está o Wally25?”, em que o leitor encontra ilustrações que geralmente ocupam a página inteira, nas quais em algum lugar está desenhado Wally, personagem central da série.

Entretanto, nesta pesquisa adotei o grupo de estilo de aprendizagem mais popularmente conhecido de Dunn, Reinert (apud MOURA FILHO, 2005, p. 24-25), pois segundo Ehrman (1996, p. 56), "a maioria do(a)s aprendizes, em especial o(a)s adulto(a)s, tem consciência desse grupo de estilos de aprendizagem. É freqüente o(a)s aprendizes dizerem ‘eu sou um(a) aprendiz visual’ ou ‘eu preciso ouvir para aprender’[...]". Tal grupo de modalidades é composto por quatro canais:

• Visual – os aprendentes detentores de um estilo visual rejeitam gravações, querem seus livros abertos, gostam de fazer anotações em sala de aula, têm um senso aguçado das cores e apreciam todas as apresentações em sala de aula que se utilizam de recursos visuais;

24 Tradução adaptada feita por mim do termo “field independent”

25 “Onde Está o Wally?” é uma série de livros de caráter infanto-juvenil criada pelo britânico Martin Handford,

• Auditivo – para terem sucesso na aprendizagem, os aprendentes com esta característica precisam escutar o que está escrito, ouvir gravações ou receber textos para serem lidos em voz alta, ter mais oportunidade de prática oral do que acesso a livros. São aprendizes que facilmente gravam o que escutam e são capazes de armazenar informações em suas memórias por períodos longos;

• Cinestésico – os aprendentes cinestésicos gostam de utilizar não apenas as mãos nas atividades em sala de aula, mas procuram tirar vantagem de todo tipo de movimento enquanto aprendem. Para o aprendente cinestésico, períodos de reflexão entre as tarefas são de fundamental importância. O aprendente cinestésico tem melhor desempenho escolar se nas aulas forem utilizados jogos, competições e atividades no quadro-de-giz;

• Tátil ou “mão na massa” – aprendentes táteis precisam ver, ouvir e fazer a fim de aprenderem, são dispersos, têm dificuldade de compreender símbolos abstratos e precisam de atividades do tipo “mão na massa” para aprenderem. Apreciam atividades que envolvam a construção de modelos ou experiências em laboratórios.

Com os estudos sobre estilos de aprendizagem surgiram diversos testes sobre estilos, mas não como um fim em si mesmo, e sim, reais oportunidades que podem levar os alunos a reflexões importantes como qual ou quais os estilos que mais lhe pertencem, assim como o fato que seu professor estará prestando atenção à diversidade de alunos e estilos que ‘convivem’ em sala de aula.

Comungo da afirmação de Moura Filho (2005, p. 26) que “é indispensável a qualificação do(a)s professore(a)s para, ao invés de impor seus estilos favoritos, adaptar suas aulas de modo a contemplar a diversidade de estilos de aprendizagem de seus/suas aluno(a)s”. Complemento ainda que seja também indispensável o conhecimento dessa teoria por parte dos aprendentes, pois uma vez conhecendo seus estilos de aprendizagem, estarão desenvolvendo sua competência acadêmica (mas não somente esta) ao se descobrirem como aprendentes controladores de sua aprendizagem, que ao saber qual é o seu estilo de aprender buscará por caminhos de aprendizagem que contemplem seus estilos, saberão escolher melhor as suas próprias estratégias de aprendizagem.

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