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Différentes fonctions pédagogiques de l’espace mural

1.6. A propos des objets graphiques

partie 5 : tableau informant des élèves responsables du jour :

3.2.3. Différentes fonctions pédagogiques de l’espace mural

Conforme mencionado, o curso EUKURTO APRENDER aconteceu em dois contextos, uma escola regular e um curso de idiomas. Os grupos participantes do curso tinham características inversamente relacionadas.

O grupo de aprendentes da escola regular (que chamarei de grupo 1 ou primeiro grupo) era composto, em sua maioria, por aprendentes não tão bem sucedidos na aprendizagem, pois como professora regente desse grupo, conhecia suas experiências no processo de ensino-aprendizagem. A maioria dos aprendentes desse grupo possuía características de desatenção no momento da aula, desafeto com a disciplina, falta de confiança em si sobre seu processo de aprendizagem, alto grau de desmotivação em relação à disciplina, falta de compromisso com as tarefas de casa e forte dependência do professor. Entretanto, havia uma relação igualmente afetiva positiva de vários membros desse grupo comigo, a professora de inglês.

Vale ressaltar que a escola desse contexto não apresentou uma quantidade grande de alunos por sala no ensino fundamental, em média 25, mas faz parte de um sistema de franquias, que é sabidamente de orientação estruturalista em sua abordagem de ensinar, a aula sendo conduzida pelo material didático, que é de produção da própria escola. Mesmo com

essas características, a escola se mostrou muito aberta e altamente interessada pelo projeto do curso, não impondo nenhum tipo de dificuldade, pelo contrário, até patrocinou brindes e o lanche oferecido no curso. Com isto, percebi que com diálogo e explicações embasadas é possível mostrar para as instituições que existem outros caminhos para o ensino- aprendizagem de línguas, as quais, na maioria dos casos, desconhecem outras maneiras de ensinar e aprender, assim como os aprendentes. Conforme declarou Almeida Filho38, as abordagens de ensinar e aprender dispõem de várias agências e é preciso estudá-las também, pois elas também exercem influência no processo. Essas são as chamadas “abordagem de primeiros, segundos e terceiros”. Quando apresentei o curso para os aprendentes desse grupo, fiquei realmente surpresa com a quantidade de alunos interessados na proposta, principalmente por aqueles que tinham características tão acentuadas de rejeição à disciplina, e por estarem envolvidos num contexto totalmente estruturalista, eu tinha a crença de que estes educandos não se interessariam pelo curso. Minha surpresa foi maior ainda quando nos dias que se sucederam ao curso, vários participantes manifestaram comentários positivos aos colegas, ao ponto de os alunos que não foram ao evento perguntarem quando haveria outro “cursinho” EUKURTO APRENDER.

No evento realizado no curso de idiomas a divulgação já foi mais generalizada, não tão focada numa turma específica. Contudo, esse curso de idiomas é o ambiente de trabalho de uma das pesquisadoras do grupo de Competências de Aprender Línguas e a maior parte desse grupo tinha sido aluno dela no semestre anterior, quando ainda trabalhou como regente da turma. Nesse semestre anterior, essa colega tinha falado sobre a proposta de um curso de formação de alunos.

Esse grupo (que chamarei de grupo 2 ou segundo grupo) foi composto por um número menor de participantes em relação ao outro e atribuímos (as pesquisadoras e eu) tal resultado à divulgação, pois a realizamos em apenas um período deste curso de idiomas (somente nas terças e quintas-feiras no período vespertino), cujas turmas da faixa etária buscada (10 – 13 anos) estipulada para a participação do curso eram em número reduzido. Essa limitação do turno foi devido aos ajustes que precisavam ser feitos entre os compromissos acadêmicos e profissionais das pesquisadoras. Entretanto, também foi observado, principalmente pela pesquisadora que trabalha neste contexto, que houve bastante procura e curiosidade sobre o curso por parte de outros aprendentes, o que levou a inferir que realmente há interesse dos

38 Declaração proferida pelo autor em um simpósio sobre “Competências e análises de competências no ensino

alunos por aprender a aprender melhor, independente do contexto de aprendizagem no qual estejam alocados.

Contudo, percebi nos alunos deste grupo do curso de idiomas um alto nível de envolvimento e afetividade com a língua inglesa, pois estavam altamente motivados e ansiosos pelo que ia acontecer durante o curso. Nascimento – pesquisadora do grupo sobre a competência aplicada (no prelo) – como ex-professora de alguns, também declarou que eram alunos bem sucedidos na aprendizagem e que se mostravam bastante interessados, atenciosos, participativos e proativos em sala de aula. Também tive a oportunidade de interagir informalmente com os outros professores deste grupo, que afirmaram observar também nestes aprendentes tais características produtivas para o processo de aprendizagem.

Ressalto também que este curso de idiomas manifesta o desejo de evoluir para o paradigma comunicacional de ensino-aprendizagem de LE e tem um quadro de professores bastante qualificado (graduados, pós-graduados latu sensu e mestres), ao contrário da maioria dos cursos de idiomas em Brasília, que selecionam “professores” apenas por sua fluência oral ou experiência em países estrangeiros, sem se preocupar se são profissionais formados ou não. Contudo, ainda é um curso muito centrado no livro didático, mas é um livro comercial com princípios da abordagem comunicativa do ensino de línguas.

Observei, então, que a principal dificuldade na constituição de um quórum maior nos cursos ministrados de formação de aluno não estava na falta de interesse por parte dos aprendentes, mas, de acordo com os comentários de alguns (muitos!) aprendentes que desejavam ter participado, estava diretamente relacionada à dificuldade dos pais em transportar seus filhos por força de compromissos previamente agendados que não podiam ser cancelados.

Percebo, então, que o ambiente para o desenvolvimento da competência acadêmica é, em geral, bastante favorável, pois o aprendente demonstra interesse em conhecer como aprender melhor. Em outras palavras, o educando deseja conhecer como preparar-se sistematicamente para aprender, indica quer ser responsável por sua aprendizagem ao não desejar esperar passivamente pelo ensinar do professor e isto perpassa a consciência de que ele, o aprendente, tem uma nova identidade no contexto de aprendizagem de línguas: ser um aluno consciente e livre para tomadas de decisão sobre suas escolhas na aprendizagem.

A seguir analiso, portanto, as atividades realizadas durante o curso EUKURTO APRENDER que buscavam promover o desenvolvimento da competência acadêmica, levando o aprendente de línguas a apreciar o caminho que o leva à autonomia da aprendizagem.

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