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Premier cas : projets, programmes et plates-formes: les recherches sur la listériose

Chapitre 5 : La gestion des plates-formes, instrument d'une politique de recherche: le

2.1. Premier cas : projets, programmes et plates-formes: les recherches sur la listériose

São representados por materiais de origem continental e marinha, tais como: Depósitos Aluviais, Coluviais, Cones de Dejeção, Sedimentos Flúviomarinos, Depósitos de Praia, Dunas Fixas, Dunas Móveis, Arenitos de Praia.

Com relação aos depósitos sedimentares de origem continental, os aluviões, são geralmente formados por sedimentos clásticos transportados pelo escoamento das águas correntes, depositados nas planícies de inundação e margens dos rios que compõem a rede de drenagem da bacia do rio Gramame. O transporte deste material é típico de carga suspensa para a fração pelitíca e de fundo de canais fluviais para a fração areia e cascalhos.

Os depósitos coluviais são materiais clásticos, mal selecionados e de espessura variável que são transportados pelo escoamento superficial difuso e torrencial e/ou pelo auxilio da gravidade, depositados na base dos declives formando superfícies de suave inclinação. Estão localizados próximos aos tributários de encostas mais íngremes, mas também são encontrados nas escarpas abruptas, que formam as falésias da praia da Barra de Gramame.

Os cones de dejeção são depósitos sedimentares constituídos de material grosseiro e mal selecionados, transportados pelas enxurradas até o sopé das colinas, encostas e escarpas

em decorrência da diminuição do fluxo. Também podem ser encontrados nos fundos de vales abertos que formam o médio e baixo curso dos rios Gramame-Mamuaba e seus tributários.

As dunas são depósitos formados por acúmulo de areias transportadas pela ação eólica, depositadas preferencialmente seguindo a direção dos ventos. As dunas fixas alcançam maiores elevações devido a sua capa protetora constituída por um tapete herbáceo arbustivo possibilitando o inicio do processo de pedogênese.

Na área de estudo, esses depósitos sofrem constante pressão antrópica, onde a destruição da vegetação nativa, retirada do material e a ocupação das dunas por construções artesanais, lavouras e pequenos núcleos de povoamento sem infraestrutura básica tem alterado completamente esses geótopos.

As dunas móveis são constituídas por depósitos formados pelo acúmulo de materiais transportados pela ação dos ventos ao longo da planície litorânea e dos vales fluviais, flúviomarinos e lacustres que compõem os ecossistemas costeiros da bacia hidrográfica do rio Gramame. As várias feições das dunas na área de estudo, são decorrentes das características dos ventos. As dunas móveis formam pequenos montes de areia de baixo volume e com menos de 1 metro de altura.

De origem transicional, os depósitos flúviomarinhos são compostos por materiais inconsolidados, como argila, silte e areia. Os relevos baixos são periodicamente inundados pela maré, formando lagoas, planícies salgadas (apicum), e terraços fluviais colonizados por espécies de mangue. As árvores e arbustos estão localizados às margens do estuário e devido ao grande acúmulo de matéria orgânica, os solos possuem uma cor escura. Esses ecossistemas costeiros inundados por águas salobras abrigam organismos eurialinos, ou seja, organismos cujas adaptações fisiológicas suportam a variação da salinidade de acordo com a maré.

Os manguezais de uma forma geral são importantes na manutenção do equilíbrio ambiental da planície costeira, uma vez que podem influenciar na hidrodinâmica e nos processos relacionados à sedimentação e/ou erosão nos estágios iniciais. As raízes pneumatóforas aprisionam os sedimentos das dunas e dos depósitos flúviomarinhos favorecendo a sedimentação, além disso, atuam como barreiras, absorvendo a energia das ondas e reduzindo a velocidade das correntes marinhas sobre o continente. Os depósitos sedimentares intertidais quando recobertos por vegetação auxiliam na estabilidade dos agregados dos solos, assim, os manguezais se constituem excelentes sistemas de proteção da linha de costa.

As praias são os maiores depósitos de sedimentos ao longo da linda de costa. De maneira simplificada, podem ser entendidas como o espaço formado entre o limite da maré

baixa e algumas feições costeiras, como um campo de dunas ou falésias. Formadas pela acumulação de material de origem continental e marinha, os depósitos de praia são compostos por uma variedade de partículas orgânicas e inorgânicas, depositadas em uma área onde as ondas atingem os sedimentos, podendo ser inundadas ou não, dependendo do regime das ondas e marés. Na área de estudo, as praias possuem uma leve inclinação em direção ao mar de aproximadamente 3 graus, e cerca de dois quilômetros de largura.

Constituídas, predominantemente, por areias quartzosas de granulometria variando de fina a grossa, cascalhos e fragmentos de conchas e outros animais marinhos, esses geossistemas constituem um importante ambiente de proteção da costa, além da conhecida utilização de práticas esportivas e recreativas.

As praias de Barra de Gramame e Jacumã são caracterizadas por feições bem definidas, destacando-se a planície flúviomarinha e a vegetação de mangue ao fundo, um pequeno campo de dunas fixas e móveis limitados por uma barra arenosa próxima à desembocadura do rio Gramame (Figura 10).

Figura 10 – Vista panorâmica da Planície Costeira na praia Barra de Gramame

As falésias, e os baixos planaltos costeiros são colonizados por espécies de Mata Atlântica, assim, como destacado na margem esquerda do estuário, na praia de barra de Gramame no extremo sul do município de João Pessoa, onde há fragmentos de blocos lateríticos que desabaram das falésias, formando rochas de praia. Neste trecho de praia há evidências de erosão costeira apresentadas no recuo da vegetação nativa, pelo deslocamento dos blocos das falésias e pela destruição de construções artesanais (Figura 11) praia da Barra de Gramame.

Figura 11 – Desmoronamento de blocos lateríticos na praia Barra de Gramame

Fonte: PEULVAST, 2012b.

O trecho correspondente à praia de Jacumã, localizada no município do Conde, margem direita do estuário do rio Gramame, apresenta-se aparentemente sem problemas de erosão costeira, provavelmente pela presença de pequenos recifes de arenito, embora a ausência dos terraços pleistocênicos possa ser apontada como evidência da erosão costeira em longo prazo (DOMINGUEZ; BITTENCOURT, 1996).

Os arenitos de praia são construções costeiras constituídas predominantemente por arenitos calcíferos e fragmentos de conchas cimentados por material carbonático e dispostos

paralelamente à faixa de praia. Estas estruturas rochosas são resistentes à ação das ondas e correntes marinhas e por isso, são ótimos instrumentos naturais de proteção contra a erosão costeira.

A origem desses depósitos está relacionada aos ciclos interglaciais quaternários e constituem testemunhos importantes da variação relativa do nível médio dos mares durante os períodos, Pleistoceno e Holoceno. Na área de estudo estão localizados na margem direita do estuário do rio Gramame, próximo à desembocadura e estão bastante desgastados pelos processos morfogenéticos.

A seguir, serão apresentados os resultados alcançados pela modelagem dos sistemas ambientais físicos no decorrer da pesquisa e para melhor compreensão serão divididos nos tópicos: Produtos Cartográficos, Unidade de Paisagem, Análise Empírica dos Solos, Diagnóstico Geoambiental, e proposta de Zoneamento Geoecológico da bacia hidrográfica do rio Gramame.