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Ordre, structure et défauts au sein des semi-conducteurs

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1.2 Les transistors à effet de champ

1.2.4 Ordre, structure et défauts au sein des semi-conducteurs

Após a recolha da amostra, na CPCJ de Lisboa Norte, foi efectuada a análise cartão a cartão relativamente a cada sujeito. Foram identificados os procedimentos correspondentes a cada cartão (ver anexo II), tendo sido posteriormente efectuada uma síntese de toda a informação recolhida, para uma melhor compreensão da problemática aqui proposta.

Os resultados obtidos foram os seguintes:

Para o sujeito 1

No cartão 4, o indivíduo faz referência a um terceiro elemento, do género masculino, como um mau objecto, que dá origem a uma ferida narcísica (“o senhor ofendeu-se”) e à consequente erupção da agressividade. Deste modo, ocorre um deslocamento do conflito para o exterior. Após a ferida narcísica provocar a resposta agressiva, ocorre a reparação e contenção por parte da figura feminina. O homem é percepcionado como potente e forte e a mulher como objecto de apoio, de contenção e reparação. Dá-se o anonimato das personagens.

Por fim, ocorre a banalização como forma de defesa contra o possível conflito dentro da relação de casal, visto que a terceira personagem deixou de estar presente para o conflito ser deslocado para a mesma. O facto de o casal ter ido “dormir” leva a que este esteja numa posição passiva onde o conflito e agressividade não podem emergir.

No cartão 8 BM existe uma tentativa de recusa, embora sem sucesso. Como forma de defesa contra a agressividade que este cartão evoca, o indivíduo recorre à clivagem, separando os dois planos da imagem, ao referir a existência de “duas famílias”. Assim, tenta distanciar-se da agressividade ao dispersá-la por várias personagens, ao não se colocar em nenhuma posição fixa e ao não se identificar com uma só personagem. Contudo, a defesa da clivagem é mal sucedida, surgindo uma desorganização total, pois à medida que o discurso decorre vai começando a surgir confusão de identidades, tornando-se difícil de perceber quem é quem e quem faz o quê. Dá-se a confusão entre os bons e maus objectos.

Existe novamente, o anonimato das personagens.

A caçadeira quando evocada é seguida de pausa no discurso como forma de defesa, pois esta está carregada de angústia e agressividade. Apesar da pausa no discurso, o que se segue são movimentos agressivos que originam uma cena de morte dada com pouco afecto. O indivíduo toma momentaneamente uma posição activa, apesar de se tentar defender da mesma ao dispersar

a agressividade pelas diferentes personagens, o que indica uma tendência para a oscilação entre as posições activa/passiva.

A última forma encontrada para lidar com a agressividade é através da “fuga” relatada na história.

No cartão 10, verifica-se uma confusão nas identificações, existindo um movimento entre o assumir uma posição de adulto e o assumir uma posição de criança. Surge também uma confusão de identidades que se verifica quando o indivíduo refere uma das personagens como filho e ao mesmo tempo como marido. Existe a confusão entre o ser o marido e ser o filho. Verifica-se uma erotização da relação “filme romântico”, seguida de uma defesa “a mulher acordou porque adormeceu a meio do filme”. Se a mulher adormece não satisfaz o desejo, sendo esta tomada de posição uma defesa contra a satisfação. Pode-se afirmar que o conflito edipiano não é estruturante, pois a história do sujeito está carregada de fantasmas incestuosos, onde ocorre a erotização da relação entre mãe e filho e a defesa contra a satisfação dos desejos do sujeito. Não existe a simples identificação com a figura paterna, mas sim o desejo da tomada do lugar da mesma. Aparecendo o desejo primitivo de ter em vez de um desejo mais maduro de ser. Apesar de a história ser erotizada, devido ao facto de a mulher ser vista como uma parceira com quem se vê um filme “romântico”, a mesma é infantil, pois a mulher é também vista como uma figura materna que existe para ouvir as histórias de guerra do sujeito e para o alimentar.

Por fim, no cartão 13 MF existe uma nova tentativa de recusa. Não é percepcionada uma relação de casal, mas sim uma relação mãe-filho, algo que pode constituir uma recusa em ver o casal e uma potencial cena agressiva ou pode constituir a percepção de uma cena incestuosa. A figura feminina é vista como doente, pois causa transtorno no indivíduo. Ocorre uma nova erotização da relação, mas desta vez não é explícita, pois está encoberta por uma formação de compromisso “apalpou-lhe as mãos”. Tal como no cartão 10, verifica-se novamente uma defesa contra o desejo do filho, pois este vai ter com a mãe com desejos, mas a mãe está “fria, gelada”, ou seja, está distante e doente, não tem desejo do filho, não havendo possibilidade de o desejo deste ser satisfeito.

Quando refere que a figura feminina “estava morta”, começa a desorganizar-se, pois segue-se uma confusão de identidades quando refere que “chamou a ambulância e foi para o hospital” não se percebendo quem tinha chamado a ambulância e quem tinha ido para o hospital, se a mãe ou o filho. Observa-se que a angústia da perda do objecto emerge. Deste modo, o indivíduo introduz uma personagem que não figura na imagem, como mediadora, como alguém que tem de dizer que a mãe morreu para que a perda seja reconhecida pelo sujeito. Verifica-se a dificuldade em

lidar com a perda do objecto. Sendo que para se defender da mesma ocorre uma retirada narcísica “foi para casam fechou-se à chave, deitou-se e foi dormir”.

Para o sujeito 2

No cartão 4, existe um forte investimento na figura feminina do cartão. Verifica-se a presença do anonimato das personagens. A história é construída em volta de temas de abandono, dependência e rivalidade por parte da figura feminina, sendo esta percepcionada como frágil e dependente. O facto de a mulher encontrar-se “agarrada” ao homem “porque gosta dele” remete para questões de anáclise. Apesar de o homem estar a ir embora a mulher continua agarrada a ele e sem querer que o mesmo a abandone, submetendo-se e deixando-se ser desprezada por este.

A terceira personagem do cartão é evocada, o que dá a possibilidade de se deslocar o centro do conflito para o exterior. Para além de possibilitar o deslocamento do conflito para a terceira personagem, possibilita também a colocação da culpa na mesma. Esta terceira personagem é primeiramente vista como inanimada (“imagem”) e só depois vista como uma mulher. Apesar de o motivo do conflito não ser revelado, e apesar de a terceira personagem ser evocada e não integrada, pode-se supor que é esta que origina o abandono por parte do homem.

No cartão 8 BM, o indivíduo começa por descrever a imagem, apegando-se aos pormenores como forma de luta contra a emergência da realidade interna. Apesar de descrever a imagem, o indivíduo evoca o elemento “caçadeira” mas não o integra como forma de defesa contra a agressividade que o mesmo faz emergir. Dá-se o anonimato das personagens e o isolamento das mesmas e das suas relações. Dá-se a construção de duas cenas, não havendo uma integração do primeiro plano e do segundo plano. A construção das duas cenas parece duplicar o rapaz, havendo uma instabilidade nas identificações, estando este tanto no primeiro plano com uma caçadeira (posição activa) como no segundo plano deitado e a ser cortado (posição passiva). O facto de o rapaz estar a ser cortado perto da barriga remete para a castração. O indivíduo distancia-se das personagens, como forma de defesa, ao hesitar na idade das mesmas (“não sei se é um rapaz ou se é de idade”), acabando por não tomar uma posição fixa.

No cartão 10, dá-se a expressão libidinal no casal e existe a identificação a um casal heterossexual. Dá-se uma idealização da história e da relação de casal. A relação representada é uma relação de anáclise, pois o casal está encostado um ao outro como forma de suporte um do outro. A postura é que exprime o afecto e figura a relação de dependência e de anáclise entre o casal. Apesar da existência de libido no casal, ambos os membros existem um para o outro como forma de

suporte, tendo uma relação de dependência. Estes são percepcionados como fundidos, o que remete para questões narcísicas no sujeito.

No cartão 13 MF verifica-se um isolamento da relação e das personagens. A mulher acaba por ser evocada mas não integrada na história, como se a mesma não existisse. O material suscitou a reactivação pulsional e fantasmática, o que determinou movimentos de inibição e a construção de uma história restrita. Devido a esta reactivação, o indivíduo não elabora o conflito e coloca as personagens em posições passivas, pois estão com sono ou adormecidas. Isto permitiu o evitamento da percepção da relação e dinâmica entre o casal. A personagem masculina torna-se passiva de forma a que os possíveis movimentos agressivos sejam negados. O facto de colocar as personagens como estando “adormecidas” permite que a relação entre ambos não seja possível.

Para o sujeito 3

No cartão 4, a história é construída à volta de questões de abandono e rejeição. A figura feminina é percepcionada como dependente e a figura masculina como abandónica, rejeitante e com atitudes de desprezo para com a figura feminina. Apesar de o homem estar a ir embora e a desprezar a mulher, esta continua a tentar com que ele fique, submetendo-se e deixando-se ser desprezada por este. Verifica-se um maior investimento na figura masculina. Verifica-se a humilhação narcísica por parte do homem para com a mulher, ao ser referido que o “homem está a desprezar” a mulher. O tema da traição que é referido, e que só pode existir devido à presença de um terceiro elemento, justifica a humilhação e o desprezo por parte do homem. Verifica-se a colocação da culpa na mulher, pois se algo de mal acontece é devido a alguma falha na figura feminina e não devido a algo que a figura masculina possa ter feito. Verifica-se a presença da angústia de perda do objecto ao indivíduo evocar o tema da traição, onde um terceiro ameaça a dissolução da relação e consequentemente o abandono por parte de um dos membros.

No cartão 8 BM, há uma identificação com a personagem do primeiro plano, colocando-se o indivíduo numa posição activa. A história é construída à volta de temas de destruição e morte e dá-se a evocação de representações maciças relacionadas com a agressividade. A evocação do tema de morte e assassinato é dada com nenhum afecto e encenada num contexto relacional sádico. Existe o anonimato e isolamento das personagens e relação entre elas. Dá-se o isolamento do afecto da figura do primeiro plano. Não há espaço para a reparação nem a emergência de sentimentos de culpabilidade.

No cartão 10, verifica-se algo de positivo entre o casal. O homem é percepcionado como contentor. É referido um tema de perda, sendo a figura masculina a reparar e a conter a figura feminina. A relação entre o casal é uma relação de suporte.

No cartão 13 MF há uma tentativa de recusa do cartão. Verifica-se uma alteração brusca do discurso como defesa contra a solicitação latente do cartão. Contudo, a defesa falha pois mesmo ao se focar no elemento feminino da imagem acaba por construir uma história sustentada na expressão da agressividade. Ao imitar a figura o sujeito demonstra uma total identificação com a mesma. Não há relação com a figura feminina, a relação que existe é de uso e apropriação. Acaba por haver a desvalorização da mulher (“uma mulher qualquer”) por parte do homem, sendo esta percepcionada como inferior e sem necessidades. Por fim, verifica-se a presença do anonimato das personagens.

Para o sujeito 4

No cartão 4, a história é curta, o conflito não é abordado e desenvolvido. Começa por ser dado o anonimato das personagens. A terceira personagem do cartão é evocada mas não integrada na história, podendo-se supor que este elemento foi percepcionado como persecutório (“a observar”) e como um mau objecto que poderia interferir no casal. O indivíduo não se compromete com o cartão e com uma afirmação directa ao referir que “talvez” seja um casal. A história é banalizada como forma de negar o reconhecimento de uma relação de casal com características libidinais e/ou agressivas.

No cartão 8 BM, ocorre a separação da história em dois planos diferentes, isolando-se as personagens e não se estabelecendo relação entre as mesmas. A história inicia-se com um tema de morte e destruição. Esta separação dá-se através de uma falsa percepção (“pelo efeito parece …um vidro”). Dá-se o anonimato das personagens. Verifica-se o escotoma da espingarda como defesa contra a agressividade induzida pelo cartão. O sujeito ao não percepcionar a espingarda na personagem do primeiro plano, que é a mais próxima do indivíduo devido às suas potenciais características de rapaz, fica livre da agressividade que poderia provir da mesma. Para complementar esta defesa, utiliza uma precaução verbal para referir que “talvez esteja a observar”. Assim, a agressividade é deslocada para a personagem que está a “esfaquear” a outra. Para tentar reforçar a defesa contra a agressividade proveniente do material e das personagens este refere o “vidro” para separar o cenário e distanciar-se da agressividade. Contudo, o escotoma de uma das personagens do segundo plano faz com que a defesa contra a agressividade falhe,

pois o cenário de morte torna-se uma cena com só dois intervenientes, podendo esta percepção tornar mais fácil a identificação por parte do sujeito com uma das personagens. Este pode-se identificar mais facilmente com o homem que é esfaqueado ou com o homem que esfaqueia, pois não existe um terceiro que dificulte a tomada de posição.

Posto isto, pode-se afirmar que ao longo da construção da história verificam-se várias tentativas de distanciamento e deslocamento da agressividade por parte do indivíduo, como forma de defesa contra a mesma, contudo sem sucesso.

No cartão 10, apresenta-se uma história restrita sem elaboração do conflito. Evidencia-se uma dificuldade em ver as questões libidinais numa relação de casal. Não havendo espaço para a existência da relação devido a uma preocupação central ligada ao género das personagens e uma hesitação sobre o mesmo. A outra personagem serve de suporte para o homem, sendo percepcionada como um objecto anaclítico independentemente do género.

No cartão 13 MF, o sujeito não refere a agressividade induzida pelo cartão. A história é restrita e com movimentos de inibição devido à possível reactivação pulsional e fantasmática. Ocorre um certo distanciamento do material, da imagem e da relação de casal. A relação entre o casal não é descrita com afecto, tendo estes simplesmente “tido relações sexuais” ou dormido “juntos como casal”, havendo uma dificuldade nas questões ligadas à libido. Parece centrar-se mais na figura feminina como forma de evitar centrar-se na figura masculina. As personagens são colocadas numa posição passiva, não sendo assim possível a emergência de movimentos agressivos, e não sendo a relação entre ambos possível, tal como se observa no sujeito 2.

5. DISCUSSÃO

Após a análise dos resultados obtidos, verifica-se a existência de algumas características comuns nos vários sujeitos em cada um dos cartões.

No cartão 4, existe a introdução de uma terceira personagem por três sujeitos. O único que não a refere evoca um tema de traição, o que nos faz supor que este pode ter percepcionado a terceira personagem mas não a ter integrado na história como defesa. Contudo, a defesa falha, pois mesmo não sendo evocada uma terceira personagem, surge o tema da traição que só pode ter fundamento se o terceiro elemento existir. O terceiro elemento, nas histórias relatadas, permite o deslocamento do conflito para fora do casal, serve de justificação para as atitudes da personagem masculina e permite o deslocamento da culpa para o exterior.

Pode-se pensar que este deslocamento do conflito para o exterior serve de defesa contra a ruptura da relação. Se o conflito provém do exterior, e não de dentro da relação de casal, ambos os elementos e a relação em si ficam a salvo do conflito. Caso o conflito proviesse do casal, a agressividade poderia emergir e a consequente ruptura entre os membros também. Será que devido ao facto de a ruptura poder ser algo insuportável para os sujeitos, pois a mesma implica a perda do objecto e a separação, o deslocamento do conflito para o exterior se configure como uma defesa contra esta possibilidade? Será esta a defesa encontrada pelos sujeitos face ao conteúdo latente que a imagem do cartão induz, nomeadamente no que se refere às questões da agressividade dentro da relação de casal? Não nos podemos esquecer que a terceira personagem deste cartão é um pormenor raramente evocado sendo considerado um pequeno pormenor (Dd). Isto pode fazer-nos ponderar que a terceira personagem é percepcionada e evocada, nos sujeitos da amostra, pois é o único elemento que permite algum tipo de “fuga” do conflito dentro do seio do casal e o seu deslocamento para o exterior, é o único elemento que permite a defesa relativa ao conteúdo mais agressivo que poderia existir dentro da relação de casal.

O terceiro elemento permite, também, que as atitudes da figura masculina tenham uma justificativa, pois as mesmas só emergem devido ao conflito, supostamente, originado através da presença desta personagem. Se existe algo que justifica as acções da figura masculina, esta fica salva da culpa e não se torna a responsável pelos seus actos. A personagem masculina fica como um bom objecto, pois o mau objecto, que se encontra no exterior, é que provoca os ataques. É uma forma de negar que o conflito e a agressividade pertencem à personagem masculina. Tornando-se, novamente, uma forma de defesa, pois se a personagem masculina fosse percepcionada como a responsável pela origem do conflito e se o mesmo não pudesse ser justificado por algo externo, esta ficaria como um mau objecto que não pode ser “desculpado”

pelos seus actos, nem ser desculpado pela figura feminina do cartão, podendo originar-se a separação.

O terceiro elemento, como referido anteriormente, permite a projecção da culpa. A culpa ao ser projectada salva, novamente, a figura masculina, pois não é esta a culpada pela origem do conflito, ou da separação e abandono, mas sim o terceiro elemento. A personagem masculina fica como o bom objecto, pois o mau objecto encontra-se no exterior e é ele o culpado por tudo o que possa ocorrer dentro do casal, ou que possa originar reacções agressivas por parte da personagem masculina.

Observa-se que a evocação do terceiro elemento, também, dá origem ao medo da perda do objecto, sendo percepcionado como uma ameaça à relação. Este medo da perda remete-nos para questões de dependência do objecto. Quando este terceiro elemento surge dá-se o abandono por parte da figura masculina, originando-se a dissolução da relação. O facto de a figura masculina estar perante a perda iminente do objecto e perante a separação faz com que este inicie um conjunto de atitudes de desprezo e movimentos de abandono para com a figura feminina como forma de ataque à mesma (“está a desprezar a mulher”, “ele ia-se embora e ela não queria”). Verifica-se que estes movimentos e atitudes por parte da figura masculina provocam comportamentos de submissão por parte da figura feminina (“está agarrada a ele porque gosta dele…não queria que ele fosse embora”…“ele ia-se embora e ela não queria”). Será que a submissão do objecto era o objectivo pretendido com estas atitudes e movimentos por parte da figura masculina após a mesma percepcionar a perda? Ou será que a figura feminina foi representada como submissa devido ao facto de ser dependente do objecto e de ter medo da perda do mesmo, acabando por se submeter pelo facto de isso ser preferível à perda do objecto? De uma ou outra forma o que continua patente é o medo da perda do objecto e as questões de dependência.

No geral, pode-se afirmar que o terceiro elemento é percepcionado como um mau objecto que ameaça o vínculo do casal e que origina conflitos. Esta percepção do mau objecto pode ser pensada como sendo originada devido à clivagem do objecto e projecções por parte dos sujeitos. O objecto não é percepcionado como um objecto total, mas sim como um objecto clivado. Percebe-se que os sujeitos não acedem à representação do objecto como um objecto total. Os sujeitos ao projectarem o mau objecto no exterior sentem-no como persecutório, como algo que ameaça o casal pois origina conflitos e a separação. Deste modo, os sujeitos encontram-se a utilizar defesas primitivas da posição esquizoparanóide. A questão que se levanta é a de se os sujeitos não acedem a uma representação do objecto como total, a relação de objecto pode ficar

seriamente afectada e acabar por ser modulada pelas diferentes percepções que os sujeitos possam vir a ter do objecto em certas situações. Sendo que a percepção do objecto como um mau objecto que frustra, pode provocar reacções agressivas por parte dos sujeitos, ou a percepção do objecto como um bom objecto, pode dar origem a sentimentos de culpa após o ataque agressivo, pois o dano causado pode originar a perda do objecto da qual os sujeitos se

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