Chapitre 4 DE LA MONARCHIE À LA DÉMOCRATIE
2. DÉMOCRATIE, DÉONTOLOGISME ET CONSÉQUENTIALISME
2.3 Une nette séparation entre le bien et le juste
4.6 SACRIFÍCIO DOS ANIMAIS
4.6 SACRIFÍCIO DOS ANIMAIS
4.6 SACRIFÍCIO DOS ANIMAIS
Decorridos 3, 7 e 14 dias do ato cirúrgico e após aplicação das respectivas formas de tratamento, os animais, em número de 06 para cada grupo, foram FIGURA 10 - Laser contato pontual
na borda da ferida.
FIGURA 11 - PDT e laser ativado na borda da ferida.
FIGURA 12 - Aplicação do laser contato pontual no centro da ferida.
FIGURA 13 - PDT e laser ativado no centro da ferida.
sacrificados por inalação excessiva de éter sulfúrico. A biópsia foi cuidadosamente obtida, por intermédio de uma tesoura reta, de tal forma que se envolvesse parte da pele adjacente às bordas da ferida e do tecido cicatricial em sua profundidade. As peças obtidas foram mantidas em formalina a 10% por um período mínimo de 24 horas. A seguir, sofreram o trâmite laboratorial de rotina e foram incluídas em parafina, orientadas de tal forma a permitir a realização de cortes transversais, semi-seriados, com 6 micrômetros de espessura. Os cortes histológicos obtidos foram corados pelas técnicas da hematoxilina e eosina (H&E) e Tricrômico de Masson para análise histológica.
5 RESULTADO
5 RESULTADO5 RESULTADO
5 RESULTADO
Na descrição dos resultados serão consideradas principalmente as áreas situadas junto às bordas e ao centro, na porção superficial e profunda da ferida cirúrgica, em função dos diferentes eventos encontrados nos grupos experimentais.
Foi realizada análise descritiva dos eventos biológicos, qualitativamente, procurando avaliar a presença de crosta, a migração epitelial, o infiltrado inflamatório e o tecido conjuntivo neoformado.
3 DIAS
Grupo 1 (Controle): Com exceção de um caso, os espécimes mostraram ausência de proliferação epitelial. Na área mais central da ferida, observa-se espessa camada de crosta e, logo abaixo, a presença de numerosos polimorfonucleares neutrófilos muitos dos quais em degeneração (fig. 14). Nas áreas situadas mais profundamente, nota-se, em toda extensão da ferida, exsudato inflamatório e presença de pequeno grupo de macrófagos e linfócitos (fig. 15). Na maioria dos casos, observa- se ausência de fibras colágenas em toda extensão (fig. 16).
Grupo 2 (Corticóide): Em todos os espécimes nota-se ausência de proliferação epitelial. Na área superficial observa-se ao longo de toda extensão a presença de espessa camada de crosta. Nas regiões mais profundas, notam-se exsudato inflamatório e pequeno número de macrófagos e linfócitos (fig. 17). Em dois casos observam-se, nessa região, raros fibroblastos ao lado de macrófagos e linfócitos (fig.
18). Nas áreas situadas mais ao centro da ferida, nota-se ausência de fibras colágenas (fig. 19).
Grupo 3 (Corticóide + Laser): Na maioria dos espécimes observa-se discreta proliferação epitelial junto às bordas da ferida (fig. 20). Em toda superfície da ferida evidencia-se a presença de crostas com restos celulares em seu interior. Logo abaixo dessa área, evidencia-se, em alguns casos, a presença de tecido conjuntivo neoformado pouco organizado, exibindo alguns fibroblastos ao lado de macrófagos e linfócitos (fig. 21). Em outros espécimes, observam-se raros fibroblastos, linfócitos e macrófagos.
Em toda extensão da ferida podem ser evidenciados pequenos feixes de fibras colágenas (fig. 22).
Grupo 4 (Corticóide + Droga fotossensibilizadora): Em todos os espécimes observam-se a ausência de proliferação epitelial e presença de espessa camada de crosta sobre a ferida cirúrgica. Logo abaixo, notam-se áreas exibindo neutrófilos degenerados. Junto às bordas da ferida evidenciam-se alguns fibroblastos ao lado de macrófagos e linfócitos (fig. 23). Mais em direção ao centro da ferida, observam-se, na mesma área, raros fibroblastos, macrófagos e linfócitos (fig. 24).
Por outro lado, nota-se em toda extensão da ferida cirúrgica, a presença de raros feixes de fibras colágenas (fig. 25).
Grupo 5 (Corticóide + Droga fotossensibilizadora + Laser): Em todos os animais observa-se discreta proliferação do epitélio junto às bordas da ferida cirúrgica
(fig. 26). Ao longo de toda a extensão da ferida, nota-se a presença de crosta seguida de área ocupada por neutrófilos degenerados. Logo abaixo dessa região, observa-se tecido conjuntivo bem vascularizado e discreto número de fibroblastos, macrófagos e linfócitos (fig. 27). Pequenos feixes de fibras colágenas podem também ser evidenciados nessa região (fig. 28).
7 DIAS
Grupo 1 (Controle): Em todos os espécimes observa-se discreta proliferação epitelial junto às bordas da ferida (fig. 29). Na superfície externa nota-se a presença de crosta exibindo células degeneradas em seu interior. O tecido conjuntivo neoformado apresenta discreto número de fibroblastos ao lado de linfócitos e macrófagos. Mais em direção ao centro da ferida, nota-se também espessa camada de crosta, e o tecido conjuntivo neoformado é mais desenvolvido, com discreto número de células inflamatórias, e bem vascularizado (fig. 30).
Pequena quantidade de fibras colágenas pouco organizadas pode ser observada em toda a extensão da ferida cirúrgica (fig. 31).
Grupo 2 (Corticóide): Espessa camada de crosta pode ser observada sobre a superfície da ferida em todos os espécimes. Junto às bordas da ferida nota-se uma discreta proliferação epitelial (fig. 32). O tecido conjuntivo neoformado nessa região apresenta boa vascularização, pequeno número de fibroblastos e ausência quase total de células inflamatórias (fig. 33).
Em todos os espécimes nota-se pequena quantidade de fibras colágenas pouco organizadas em toda extensão da ferida cirúrgica (fig. 34).
Grupo 3 (Corticóide + Laser): Praticamente em todos os espécimes evidencia- se moderada proliferação epitelial recobrindo parcialmente a ferida cirúrgica (fig. 35). O tecido conjuntivo neoformado é pouco desenvolvido, mostrando moderado número de fibroblastos ao lado de macrófagos e linfócitos. Num dos espécimes, observa-se pequeno número de fibroblastos, macrófagos e linfócitos no tecido conjuntivo distante da borda da ferida (fig. 36).
Alguns feixes de fibras colágenas podem ser evidenciados junto ao centro da ferida (fig. 37).
Grupo 4 (Corticóide + Droga fotossensibilizadora): Em todos os espécimes nota-se discreta proliferação do epitélio junto às bordas da ferida cirúrgica. Junto à superfície externa, podem ser detectados numerosos polimorfonucleares neutrófilos, muitos dos quais em degeneração. O tecido conjuntivo próximo às bordas é pouco organizado, com moderado número de fibroblastos, macrófagos e linfócitos (fig. 38). Mais em direção ao centro da ferida, as características morfológicas junto à área superficial e à profunda são semelhantes às observadas nas proximidades das bordas (fig. 39).
Na maioria dos espécimes observa-se pequena quantidade de fibras colágenas ao longo de toda extensão da ferida (fig. 40).
Grupo 5 (Corticóide + Droga fotossensibilizadora + Laser): Em alguns espécimes o epitélio pouco desenvolvido recobre totalmente a ferida cirúrgica (fig. 41).
O tecido conjuntivo subjacente mostra raros fibroblastos e moderado número de macrófagos e linfócitos (fig. 42).
Em todos os casos observam-se espessos feixes de fibras colágenas ao longo de toda extensão da ferida (fig. 43).
14 DIAS
Grupo 1 (Controle): Na maioria dos espécimes, o epitélio recobre totalmente a ferida cirúrgica. O tecido conjuntivo subjacente é bem desenvolvido, com poucos vasos e fibroblastos orientados paralelamente à superfície do epitélio (fig. 44). Em dois animais o epitélio mostra-se pouco diferenciado, com pequena solução de continuidade no centro da ferida (fig. 45).
Em toda extensão da ferida cirúrgica observam-se feixes de fibras colágenas (fig. 46).
Grupo 2 (Corticóide): Em alguns casos, o epitélio recobre totalmente a ferida cirúrgica, mostrando-se bem desenvolvido junto às bordas da ferida (fig. 47). Em outros, esse epitélio recobre parcialmente a ferida cirúrgica. O tecido conjuntivo neoformado apresenta, em todos os espécimes, moderado número de fibroblastos ao lado de macrófagos e linfócitos (fig. 48). Nas áreas mais ao centro da ferida, observa-se praticamente ausência de fibras colágenas (fig. 49).
Grupo 3 (Corticóide + Laser): Em todos os espécimes o epitélio recobre totalmente a ferida cirúrgica e o tecido conjuntivo subjacente mostra-se bem
desenvolvido junto às bordas da ferida (fig. 50). Os fibroblastos, em número moderado, geralmente estão orientados paralelamente à superfície do epitélio. Nas áreas localizadas mais ao centro da ferida, as características morfológicas são comparáveis às observadas junto às bordas (fig. 51).
Nas áreas mais ao centro da ferida, observa-se praticamente ausência de fibras colágenas (fig. 52).
Grupo 4 (Corticóide + Droga fotossensibilizadora): Em todos os espécimes nota-se um epitélio pouco diferenciado recobrindo totalmente a ferida cirúrgica (fig. 53). O tecido conjuntivo subjacente é bem desenvolvido, com poucos vasos sanguíneos e fibroblastos dispostos paralelamente à superfície da ferida (fig. 54).
Em alguns espécimes podem ser evidenciados feixes de fibras colágenas (fig. 55) e, em outros, nota-se quase a ausência dessas fibras.
Grupo 5 (Corticóide + Droga fotossensibilizadora + Laser): Em todos os espécimes, nota-se o epitélio bem diferenciado recobrindo totalmente a ferida cirúrgica (fig. 56). O tecido conjuntivo subjacente mostra-se bem desenvolvido, com poucos vasos sanguíneos e poucos fibroblastos orientados paralelamente à superfície da ferida (fig. 57).
Em toda extensão da ferida cirúrgica, o tecido conjuntivo mostra feixes de fibras colágenas (fig. 58).
FIGURA 14. Grupo 1 (controle). 3 dias. Área junto ao centro da ferida com espessa camada de crosta e, abaixo, polimorfonucleares neutrófilos em degeneração. HE. Aumento original 160x. Neutrófilos em degeneração (Nd); crosta (C).
FIGURA 15. Grupo 1 (controle). 3 dias. Área mais distante da superfície da ferida mostrando exsudato inflamatório e presença de pequeno número de macrófagos e linfócitos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M).
FIGURA 16. Grupo 1 (controle). 3 dias. Mostrando ausência de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x.
C
Nd
M
FIGURA 17. Grupo 2 (corticóide). 3 dias. Áreas mais afastadas da superfície com a presença de exsudato inflamatório e pequeno número de macrófagos e linfócitos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M).
FIGURA 18. Grupo 2 (corticóide). 3 dias. Raros fibroblastos ao lado de macrófagos e linfócitos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F).
FIGURA 19. Grupo 2 (corticóide). 3 dias. Centro da ferida mostrando ausência de feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x.
L M
F
FIGURA 20. Grupo 3 (corticóide + laser). 3 dias. Borda da ferida com discreta proliferação epitelial. HE. Aumento original, 160x. Tecido epitelial (Te).
FIGURA 21. Grupo 3 (corticóide + laser). 3 dias. Presença de tecido conjuntivo neoformado com alguns fibroblastos ao lado de macrófagos e linfócitos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F).
FIGURA 22. Grupo 3 (corticóide + laser). 3 dias. Centro da ferida evidenciando pequenos feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc); vaso sanguíneo (Vs).
Te L M F Fc Vs
FIGURA 23. Grupo 4 (corticóide + droga fotossensibilizadora). 3 dias. Borda exibindo alguns fibroblastos, macrófagos e linfócitos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F).
FIGURA 24. Grupo 4 (corticóide + droga fotossensibilizadora). 3 dias. Centro evidenciando raros fibroblastos, linfócitos e macrófagos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F).
FIGURA 25. Grupo 4 (corticóide + droga fotossensibilizadora). 3 dias. Centro da ferida evidenciando raros feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
M L F L F M Fc
FIGURA 26. Grupo 5 (corticóide + droga fotossensibilizadora + laser). 3 dias. Mostrando discreta proliferação epitelial junto à borda da ferida. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te).
FIGURA 27. Grupo 5 (corticóide + droga fotossensibilizadora + laser). 3 dias. Tecido conjuntivo: vasos, fibroblastos, linfócitos e macrófagos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F); vaso sanguíneo (Vs).
FIGURA 28. Grupo 5 (corticóide + droga fotossensibilizadora + laser). 3 dias. Mostrando pequenos feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
Te Vs F M L Fc
FIGURA 29. Grupo 1 (controle). 7 dias. Junto à borda da ferida evidenciando discreta proliferação epitelial. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te).
FIGURA 30. Grupo 1 (controle). 7 dias. Espécime mostrando tecido conjuntivo mais desenvolvido com discreto número de células inflamatórias. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M).
FIGURA 31. Grupo 1 (controle). 7 dias. Centro da ferida com pequena quantidade de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
Te
M L
FIGURA 32. Grupo 2 (corticóide). 7 dias. Borda da ferida mostrando discreta proliferação epitelial. HE. Aumento original 63x. Tecido epitelial (Te).
FIGURA 33. Grupo 2 (corticóide). 7 dias. Tecido conjuntivo junto à borda da ferida bem vascularizado com pequeno número de fibroblastos. HE. Aumento original 160x. Fibroblasto (F); vaso sanguíneo (Vs).
FIGURA 34. Grupo 2 (corticóide). 7 dias. Evidenciando pequenos feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
Te
Vs F
FIGURA 35. Grupo 3 (corticóide + laser). 7 dias. Evidenciando moderada proliferação epitelial recobrindo parcialmente a ferida cirúrgica. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te).
FIGURA 36. Grupo 3 (corticóide + laser). 7 dias. Área distante da borda da ferida mostrando pequeno número de fibroblastos, linfócitos e macrófagos. HE. Aumento original 160x. . Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F).
FIGURA 37. Grupo 3 (corticóide + laser). 7 dias. Centro da ferida evidenciando alguns feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
Te
M
FIGURA 38. Grupo 4 (corticóide + droga fotossensibilizadora). 7 dias. Tecido conjuntivo (borda) pouco organizado: alguns fibroblastos, macrófagos e linfócitos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F).
FIGURA 39. Grupo 4 (corticóide + droga fotossensibilizadora). 7 dias. Tecido conjuntivo pouco organizado com moderado número de fibroblastos, macrófagos e linfócitos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F).
FIGURA 40. Grupo 4 (corticóide + droga fotossensibilizadora). 7 dias. Centro da ferida com pequena quantidade de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
F M L F L M Fc
FIGURA 41. Grupo 5 (corticóide + droga fotossensibilizadora + laser). 7 dias. Centro da ferida com tecido epitelial bem desenvolvido. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te).
FIGURA 42. Grupo 5 (corticóide + droga fotossensibilizadora + laser). 7 dias. Tecido conjuntivo com raros fibroblastos e moderado número de macrófagos e linfócitos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F).
FIGURA 43. Grupo 5 (corticóide + droga fotossensibilizadora + laser). 7 dias. Borda da ferida mostrando espessos feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
Te
L
F M
FIGURA 44. Grupo 1 (controle). 14 dias. Mostrando tecido conjuntivo subjacente bem desenvolvido com poucos fibroblastos orientados paralelamente à superfície do epitélio. HE. Aumento original 160x. Fibroblasto (F).
FIGURA 45. Grupo 1 (controle). 14 dias. Espécime mostrando epitélio pouco diferenciado e com pequena solução de continuidade na área central da ferida. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te); solução de continuidade (Sc).
FIGURA 46. Grupo 1 (controle). 14 dias. Tecido conjuntivo mostrando espessos feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
F
Te
Sc
FIGURA 47. Grupo 2 (corticóide). 14 dias. Epitélio bem desenvolvido recobrindo a ferida cirúrgica. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te).
FIGURA 48. Grupo 2 (corticóide). 14 dias. Tecido conjuntivo subjacente com moderado número de fibroblastos ao lado de macrófagos e linfócitos. HE. Aumento original 160x. Linfócito (L); macrófago (M); fibroblasto (F).
FIGURA 49. Grupo 2 (corticóide). 14 dias. Ausência quase total de fibras colágenas junto ao centro da ferida. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
Te
L F
M
FIGURA 50. Grupo 3 (corticóide + laser). 14 dias. Epitélio e tecido conjuntivo subjacente bem desenvolvido junto às bordas da ferida. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te); tecido conjuntivo (Tc).
FIGURA 51. Grupo 3 (corticóide + laser). 14 dias. Centro da ferida mostrando epitélio e tecido conjuntivo bem desenvolvido. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te); tecido conjuntivo (Tc).
FIGURA 52. Grupo 3 (corticóide + laser). 14 dias. Centro da ferida com ausência quase total de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
Te
Tc
Te
Tc
FIGURA 53. Grupo 4 (corticóide + droga fotossensibilizadora). 14 dias. Epitélio pouco diferenciado recobrindo a ferida cirúrgica. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te).
FIGURA 54. Grupo 4 (corticóide + droga fotossensibilizadora). 14 dias. Tecido conjuntivo subjacente bem desenvolvido com fibroblastos em disposição paralela à superfície da ferida. HE. Aumento original 160x. Fibroblasto (F).
FIGURA 55. Grupo 4 (corticóide + droga fotossensibilizadora). 14 dias. Espécime evidenciando feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
Te
F
FIGURA 56. Grupo 5 (corticóide + droga fotossensibilizadora + laser). 14 dias. Epitélio bem diferenciado recobrindo a ferida cirúrgica. HE. Aumento original 160x. Tecido epitelial (Te).
FIGURA 57. Grupo 5 (corticóide + droga fotossensibilizadora + laser). 14 dias. Tecido conjuntivo bem desenvolvido com pequeno número de fibroblastos e vasos sanguíneos. HE. Aumento original 160x. Fibroblasto (F); vaso sanguíneo (Vs).
FIGURA 58. Grupo 5 (corticóide + droga fotossensibilizadora + laser). 14 dias. Centro da ferida mostrando espessos feixes de fibras colágenas. Tricômico de Masson. Aumento original 160x. Fibras colágenas (Fc).
Te
F
Vs
6 DISCUSSÃO
6 DISCUSSÃO
6 DISCUSSÃO
6 DISCUSSÃO
O presente estudo é parte integrante da linha de pesquisa de laser de baixa intensidade em reparação tecidual do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, área de concentração Periodontia, da Faculdade de Odontologia de Araçatuba – Unesp, que procura, através de um modelo experimental acessível, avaliar os intrínsecos eventos biológicos envolvidos no processo de reparo tecidual.
Ao longo dos anos, têm sido constantes na literatura estudos que procuram avaliar fatores locais ou sistêmicos que interferem na reparação de feridas (ABERGEL et al., 1984; GARCIA, 1992; KANA et al., 1981; MACARIMI, 2004; MESTER et al., 1968; PESSOA et al., 2004; SKINNER et al., 1996).
A partir do modelo experimental utilizado por Mester et al. (1968), inúmeras pesquisas se seguiram no intuito de se verificar a eficácia do laser em baixa intensidade na reparação de feridas cutâneas. Mester preconizou a execução de duas feridas circulares na pele da região dorsal de ratos, onde uma delas era tratada com laser em baixa intensidade, enquanto a outra não recebia tratamento local, sendo considerada como controle. No entanto, tal modelo passou a ser questionado, principalmente após comprovações científicas que documentaram que o laser é capaz de promover liberação de diferentes mediadores químicos que podem interferir na resposta biológica da ferida contra-lateral (ABERGEL et al., 1984; KARU, 1988; YU et al., 1996). Diante disso, vários pesquisadores se esforçaram no intuito de modificar o modelo proposto por Mester e passaram a provocar apenas uma ferida no dorso dos animais (GARCIA, 1992; HALL et al., 1994; KANA et al., 1981; PESSOA et al., 2004).
Dessa forma, no presente estudo foi realizada, em todos os animais de todos os grupos, apenas uma ferida cutânea, permitindo assim avaliar a resposta biológica da ferida provocada sem a possibilidade de interferência de alterações sistêmicas em outra ferida não tratada com laser.
Diversos modelos de animais têm sido utilizados para se avaliar o processo de reparo em feridas cutâneas. Dentre eles têm-se o porco (SAPERIA et al., 1986), o cavalo (PETERSEN et al., 1999) e o coelho (REDDY, 2003). No presente estudo foi utilizado o rato, por se tratar de um animal de pequeno porte, com elevada resistência orgânica, de fácil manuseio cirúrgico, fácil reprodução e ser muito utilizado em pesquisas (ESPINOSA, 1999; HALL et al., 1994; KANA et al., 1981; MACARIMI, 2004; MESTER et al., 1971; MESTER et al., 1968; PESSOA et al., 2004; POSTEN et al., 2005; WALKER et al., 2000).
A avaliação histológica do presente estudo levou em consideração principalmente as áreas situadas junto às bordas e ao centro da ferida cirúrgica, na sua porção superficial e profunda, em função dos diferentes eventos encontrados nos grupos experimentais.
Na análise dos resultados obtidos no presente estudo, ficaram evidentes os efeitos indesejáveis do tratamento sistêmico com corticosteróide (Grupo 2) no processo de reparação tecidual, fato observado em todos os períodos experimentais, principalmente quando comparado com o grupo controle (grupo 1). Entretanto, quando aplicado tratamento local na ferida, quer com o laser (Grupo 3), com azul de toluidina O (Grupo 4) e com a PDT (Grupo 5), os resultados biológicos mostraram-se mais diferenciados de forma a minimizar os efeitos indesejáveis da administração da cortisona na reparação tecidual.
Na análise comparativa dos resultados obtidos entre as feridas do grupo 2 (corticóide) com as do grupo 1 (controle) observa-se no tempos de 3, 7 e 14 dias, que as feridas dos animais tratados com corticosteróide apresentam com ausência de proliferação epitelial, crosta espessa e o tecido conjuntivo apresenta-se com exsudato inflamatório, com pequena quantidade de macrófagos, linfócitos e polimorfonucleares. Por outro lado, quanto à formação de fibras colágenas, observamos pequenos feixes próximos das bordas, porém ausência desses no centro da ferida. Tal fato pode ser corroborado por outros autores (CORBETT, 1982; DURMUS et al., 2003; LABELLE; SCHAFFER, 1966; PAVLOVIC et al., 1998; PESSOA et al., 2004; RAGAN et al., 1949; ROSSI JÚNIOR, 1984; WALI, 1983). Possivelmente tal fato se deva aos efeitos indesejáveis da administração de dexametasona, uma droga imunossupressora capaz de causar alteração do fluxo sanguíneo, diminuição na migração de macrófagos, de fibroblastos e células epiteliais, ou seja, um atraso nas fases inflamatória e proliferativa da reparação tecidual (CORBETT, 1982; ROSSI JÚNIOR, 1984).
Os corticosteróides têm a capacidade de prevenir ou suprimir o desenvolvimento de calor, rubor, edema e dor local, características macroscópicas da inflamação. A nível microscópico, inibem não apenas os fenômenos iniciais do processo inflamatório, ou seja, edema, dilatação capilar, migração leucocitária e ativação de fagocitose, mas também as manifestações tardias representadas pela proliferação capilar e de fibroblastos, deposição de colágeno e, mais tardiamente, a cicatrização (CORBETT, 1982; DURMUS et al., 2003; ROSSI JÚNIOR, 1984). Outros pesquisadores também observaram ainda em seus estudos que o uso de corticosteróides promove retardo na epitelização das feridas (DURMUS et al., 2003; PAVLOVIC, 1998).
Quando utilizados em altas concentrações teciduais, os corticosteróides modificam as funções dos lisossomas, impedindo a liberação de enzimas proteolíticas; mantêm a integridade capilar, interferindo com a migração de complexos imunes através das membranas basais; e inibem da resposta de acúmulo de macrófagos, induzida pelo fator de inibição de migração liberado pelos linfócitos durante a interação antígeno-anticorpo. Além disso, ocorre a inibição da produção de interleucinas 1 e 2 a partir dos macrófagos, impedindo a replicação de linfócitos T que se segue após a ocorrência do estímulo antigênico (WANNMACHER; FERREIRA, 1999).
Um fato observado no presente estudo, já evidenciado por outros autores (LABELLE; SCHAFFER, 1966; LIPARI et al., 1974), foi que animais tratados o corticóide apresentavam-se, ao fim dos respectivos tempos de sacrifício, com perda de peso, letárgicos, com hematomas e apresentando pêlos finos.