Chapitre I : De la connaissance des prix à l’évaluation de la cherté de la vie
I. Le processus perceptuel du prix
1.3.2. Les mécanismes de perception de prix relevant d’une marge de prix
No âmbito da Investigação em Educação, existem uma série de metodologias que podem ser postas em prática, de acordo com os objetivos que se pretendem atingir.
A investigação-ação surge como o método mais adequado e pertinente para a execução deste estudo, investigar e pôr em prática será o caminho mais adequado para a obtenção de resultados ao nível da motivação para a leitura. O estudo está focado num ”problema” que só estudado e investigado poderá ser minimizado e seguir direções de sucesso e aprendizagens positivas.
Esta metodologia exige o envolvimento ativo do pesquisador e a ação por parte das pessoas envolvidas no projeto, ou seja, os participantes estão envolvidos de modo cooperativo e participativo. Este método é de aprendizagem sistemática e reflexiva, induzindo, dando respostas e analisando se foram ou não as mais adequadas, para que se possa ir refletindo criticamente sobre essas mesmas práticas, de maneira a escolher estratégias e ferramentas mais adequadas à resolução do problema.
A Investigação-ação é considerada um "processo de investigação em espiral", interativo e focado num problema. Luiza Cortesão (2006) defende que
“o professor, através da metodologia de investigação- ação, pode produzir dois tipos de conhecimento científico: um que se baseia no professor como investigador e outro que se baseia no desenvolvimento de dispositivos pedagógicos (o professor como educador). A formação
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deste professor, simultaneamente investigador e educador, realiza-se através da concretização do que denominamos a interface da educação intelectual. O desenvolvimento desta interface torna possível a gestão da diversidade pelo professor. Esta diversidade, presente quer na escola, quer na sala de aula mais especificamente, pode ser vista como uma fonte de riqueza para o aprofundamento da natureza democrática da escola e do sistema educativo.”
A investigação-ação constitui uma forma de questionamento reflexivo e coletivo de situações sociais, realizado pelos participantes, com vista a melhorar a racionalidade e a justiça das suas próprias práticas sociais ou educacionais, bem como a compreensão dessas práticas e as situações nas quais aquelas práticas são desenvolvidas; trata-se de investigação-ação quando a investigação é colaborativa, por isso é importante reconhecer que esta metodologia é desenvolvida através da ação dos membros do grupo.
Como o nome indica, a investigação-ação é uma metodologia que tem o duplo objetivo de ação e investigação, no sentido de obter resultados em ambas as vertentes, na Ação, para obter mudança numa comunidade ou organização ou programa; na Investigação, no sentido de aumentar a compreensão por parte do investigador e da comunidade.
De uma forma simplificada, pode afirmar-se que a Investigação-ação é uma metodologia de investigação orientada para a melhoria da prática nos diversos campos da ação (Jaume Trilla, 1991 & Elliott, 1990, in Deshais, 1992). Por conseguinte, o duplo objetivo básico e essencial é, por um lado, obter melhores resultados naquilo que se faz e, por outro, facilitar o aperfeiçoamento das pessoas e dos grupos com que se trabalha.
Esta metodologia visa a melhoria das práticas mediante a mudança e a aprendizagem a partir das consequências dessas mudanças. Permite ainda a participação de todos os implicados. Desenvolve-se numa espiral de ciclos de planificação, ação, observação e reflexão. É, portanto, um processo sistemático de aprendizagem orientado para a praxis, exigindo que esta seja submetida à prova, permitindo dar uma justificação a partir do trabalho, mediante uma argumentação desenvolvida, comprovada e cientificamente examinada.
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O grande objetivo desta metodologia é a reflexão sobre a ação a partir da mesma, a sua finalidade consiste na ação transformadora da realidade. Esta é apresentada como uma metodologia bastante “apelativa e motivadora” porque se centra na prática e na melhoria das estratégias utilizadas, o que leva a uma eficácia da prática muito maior. Segundo Carmo & Ferreira (1998),
“O investigador/ator formula primeiramente princípios especulativos, hipotéticos e gerais em relação aos problemas que foram identificados; a partir destes princípios, podem ser depois produzidas hipóteses quanto à ação que deverá mais provavelmente conduzir, na prática, aos melhoramentos desejados. Essa ação será então experimentada e recolhida a informação correspondente aos seus efeitos; essas informações serão utilizadas para rever as hipóteses preliminares e para identificar uma ação mais apropriada que já reflita uma modificação dos princípios gerais. A recolha de informação sobre os efeitos desta nova ação poderá gerar hipóteses posteriores e alterações dos princípios, e assim sucessivamente (…) ”
A Investigação-ação, pelas características que reúne e a imprecisão dos seus instrumentos e limites, tanto pode ser encarada com uma grande exigência, rigor e dificuldade, como pode ser um caminho de facilidades no qual o investigador se envolve ativamente.
Para Quivy & Campenhoudt. (1992) existem grandes vantagens na prática desta metodologia de investigação: “Ela implica o abandono das práticas não reflexivas, favorece, quer a colaboração interprofissional, quer a prática pluridisciplinar — quando não interdisciplinar ou mesmo transdisciplinar —, e promove, inegavelmente, a melhoria das intervenções em que é utilizada.”
A Investigação-ação deve estar definida por um plano de investigação e um plano de ação, tudo isto suportado por um conjunto de métodos e regras. São as chamadas fases no processo metodológico.
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Durante a pesquisa efectuada, deparou-se com várias propostas de autores, sendo que se irá referir a de Santos et al, (2004).
Figura 1 - Espiral Autorreflexiva Lewiniana, (Santos et al., 2004, in
http://cepealemanha.files.wordpress.com/2010/12/ia-descric3a7c3a3o-processual-catarina-
castro.pdf)
A investigação-ação desenvolve-se de forma cíclica ou em espiral, consistindo na definição do âmbito e planeamento, antes da ação, seguido de revisão, crítica e reflexão, pois facilita a capacidade de resposta e de rigor nos requisitos da investigação e da ação, proporciona uma ampla participação geradora de responsabilidade e envolvimento, produz mudanças inesperadas e, finalmente, conduz a processos inovadores.
O tipo de aprendizagem proporcionado pela Investigação-ação permite a compreensão e a vivência de um problema sócio organizacional complexo. O domínio ideal do método é caracterizado pelo envolvimento ativo do investigador, havendo benefícios expectáveis quer para a organização, quer para o investigador; o
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conhecimento adquirido/obtido pode ser imediatamente aplicado e a investigação é um processo que liga intimamente a teoria à prática.