Chapitre 5. Des associations de femmes d’affaires
5.3. Des groupements politiques
5.3.2. Les modistes de l’AFA face à la concurrence
Nesta pesquisa, o referencial metodológico foi o processo de construção de subconjuntos terminológicos da CIPE® cujas orientações de elaboração foram disponibilizadas inicialmente no “Guia para o Desenvolvimento de Catálogos CIPE®”,
publicado pelo CIE em 2008, no qual é descrita a estrutura de um catálogo em dez passos e mostra como as enunciados de diagnóstico, resultado e intervenção CIPE® são consistentes com o Modelo de Terminologia de Referência de Enfermagem ISO 18.104:2003(7,75).
Os dez passos apresentados pelo CIE foram: 1) identificar a clientela a que se destina e a prioridade de saúde; 2) documentar a significância para a Enfermagem; 3) comunicar-se com o CIE para determinar se há outros grupos trabalhando com a prioridade de saúde focalizada no catálogo, de modo a identificar colaboração potencial; 4) usar o Modelo de Sete Eixos da CIPE® Versão 1.0 para compor as enunciados; 5) identificar enunciados adicionais através da revisão da literatura e de evidências relevantes; 6) desenvolver conteúdo de apoio; 7) testar ou validar as enunciados do catálogo; 8) adicionar, excluir ou revisar os enunciados do catálogo, segundo a necessidade; 9) trabalhar com o CIE para a elaboração da cópia final do catálogo e 10) auxiliar o CIE na disseminação do catálogo(8).
Em 2010, outro processo de desenvolvimento de subconjuntos terminológicos foi apresentado(23), envolvendo seis passos que se relacionam com o ciclo de vida da Terminologia CIPE®, a saber: a) Identificação da clientela; b) Coleta de termos e conceitos relevantes para a prioridade de saúde; c) Mapeamento dos conceitos identificados com a CIPE®; d) Estruturação de novos conceitos; e) Finalização do catálogo e f) Divulgação do catálogo (Figura 8).
Figura 8: Relações entre o ciclo de vida da terminologia CIPE® e o desenvolvimento de subconjuntos terminológicos
Fonte: Coenem e Kim(23)
A partir da publicação das orientações, a construção de subconjuntos terminológicos tem sido uma meta da CIPE®, no entanto, o Programa CIPE® evidenciou e reconheceu um conflito entre a definição atribuída aos termos catálogo e subconjunto, uma vez que eles se sobrepõem e induzem a confusão. Por isso, decidiu-se pela mudança, para que todos os conjuntos de diagnósticos, resultados e intervenções da CIPE® fossem chamados de subconjuntos terminológicos, por estar mais de acordo com a informática(23).
Em estudo mais recente(76), ao analisarem cinquenta e cinco conjuntos de conteúdo de enfermagem, apontaram que existem cinco tipos de conjuntos de enfermagem que podem ser utilizados na construção de Catálogos CIPE®: planos de cuidados, conjunto de aplicação, modelos clínicos, conjunto de dados mínimos de enfermagem e subconjuntos terminológicos. Esse resultado consolida a conclusão de estudos anteriores(23), que identificaram a existência de vários conceitos que se sobrepõem nos Catálogos CIPE® desenvolvidos, incentivam o contínuo desenvolvimento de subconjuntos usando diferentes perspectivas e processos, e reconhecem que sempre haverá sobreposição de conteúdo entre eles.
Baseando-se no apoio que o próprio ICN oferece na utilização de várias perspectivas e processos no desenvolvimento de subconjuntos, uma vez que não há um modelo teórico ou conceitual específico para se organizarem os enunciados de diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem, foi realizada uma disciplina intitulada “Subconjuntos Terminológicos da CIPE®”, destinada aos discentes envolvidos nessa temática, com carga
Pesquisa e desenvolvimento • a) Identificação da clientela; • b) Coleta de termos e conceitos relevantes para a prioridade de saúde; Manutenção e Operação • c) Mapeamento dos conceitos identificados com
a CIPE®; • d) Estruturar novos conceitos; Disseminação e Ensino • e) Finalização do catálogo • f) Divulgação do catálogo.
horária de 45 horas, com a finalidade de analisar os processos de desenvolvimento dos catálogos já publicados e os desenvolvidos pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFPB (PPGENF), com o objetivo de elaborar uma proposta metodológica a ser seguida nas pesquisas vinculadas ao projeto “Subconjuntos terminológicos da CIPE®
para áreas de especialidades clínicas e da atenção básica em saúde” do PPGENF.
Neste estudo, como resultados da disciplina, seguiram-se as seguintes etapas: a) identificação de termos e conceitos relevantes para a prioridade de saúde; b) mapeamento cruzado dos termos identificados com os termos da CIPE®; c) construção dos enunciados de diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem; d) estruturação do subconjunto terminológico da CIPE®.
Considerando que esse subconjunto terminológico é um instrumento tecnológico que subsidiará a consulta de enfermagem para a pessoa com diabetes mellitus, este estudo se configura como uma pesquisa metodológica(77), a qual trata-se do desenvolvimento, da validação e da avaliação de ferramentas e métodos de pesquisa, focando, principalmente, o desenvolvimento de novos instrumentos, que envolvem métodos complexos e sofisticados, incluindo o uso de modelos como método misto. Esse tipo de estudo abrange, basicamente, quatro etapas: 1) definir o constructo ou comportamento a ser medido; 2) formular os itens da ferramenta; 3) desenvolver instruções para usuários e respondentes; e 4) testar a confiabilidade e a validade da ferramenta(78). Neste estudo, são contempladas as três primeiras etapas do estudo metodológico, fazendo-se uma correspondência com o processo de desenvolvimento do subconjunto terminológico.
A base empírica do estudo foi constituída pelo Modelo de Atenção Crônica(66), apontado como um novo modelo de gestão para o paciente diabético, redesenhado para a realidade do cuidado voltado para a pessoa com diabetes do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW/UFPB), a Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Horta(71) e a CIPE® 2011, por ser uma terminologia que tem o objetivo de apoiar a evidência da melhor prática, cuidados de saúde, tomada de decisão e desenvolvimento de políticas.