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Les dispositifs d’exonération en faveur de l’emploi

Dans le document LES COMPTES DE LA SÉCURITÉ SOCIALE (Page 44-48)

1. LES RECETTES

1.3 Les dispositifs d’exonération en faveur de l’emploi

Conforme já mencionado, psicopatas possuem características especificas que o distingue dos demais indivíduos. Dentre elas, as principais estão a consciência nas suas ações, a falta de empatia com os sentimentos a aflições alheias, egocentrismos, megalomania, ausência de culpa e não obediência às regras morais e sociais.

Desenvolvida pelo psiquiatra canadense Robert Hare, a PCL-R (Psichopathy Checklist-Revised), ou Escala de Hare, é hoje o instrumento mais adequado na identificação destes indivíduos. Este método, que é uma ferramenta de uso clinico que somente deve ser aplicada por profissionais qualificados, visa examinar detalhadamente diversos aspectos presentes em personalidades psicopáticas.

Assim, vintes itens/fatores, presentes nesta escala, são pontuados em 0 (não), 1(talvez) ou 2 (sim), considerando o comportamento do paciente de e adequando com base em determinado item. Desta forma, uma alta pontuação caracteriza a psicopatia no individuo, sendo 30 o ponto de corte tradicional para esta classificação e 40 a maior pontuação possível. De 15 a 20 pontos significa a caracterização de uma leve ou moderada personalidade psicopática.

Esta escala baseia-se em dois fatores primordiais. Sendo o primeiro relacionado a aspectos afetivos. Já o segundo analisa traços de comportamento. Sobressaindo-se o primeiro fator sobre o segundo, tornaria a reabilitação do indivíduo mais problemática, já que o primeiro fator está relacionado ao comportamento do sujeito. De forma inversa, uma maior pontuação no fator 2 demonstraria um possível controle ou tratamento através de medicamentos, visto que as ações do indivíduo seriam derivadas de instabilidade e impulsividade.

A PCL-R (Escala de Hare) se divide da seguinte forma, conforme cita Trindade (2010,169): no primeiro fator, aqueles relacionados a aspectos afetivos, analisa-se os seguintes itens: loquacidade e charme superficial; superestima; mentira patológica; ausência de remorso ou culpa; insensibilidade afetivo-emocional; indiferença/falta de empatia e promiscuidade sexual.

Já nos itens do segundo fator, que demonstra os traços de comportamento, analisa-se a necessidade de estimulação/tendência ao tedio; estilo de vida parasitário; descontroles comportamentais; transtornos de conduta na infância;

ausência de metas realistas e de longo prazo; impulsividade; irresponsabilidade; delinquência juvenil e a revogação da liberdade condicional.

No Brasil, a escala foi trazida pela psiquiatra forense Hilda Morana, que reforçando a importância da escala afirma que:

A Escala Hare tem se mostrado muito eficaz na identificação da condição de psicopatia, sendo unanimamente considerado o instrumento mais fidedigno para identificar psicopatas, ‗principalmente no contexto forense, e verificar, além de comportamentos, os traços de personalidade prototípicos de psicopatia. (Morana, 2004)

De forma a contribuir com a análise da PCL-R, há a aplicação nos suspeitos do Teste de Rorschach, ou como é popularmente conhecido, Teste do Borrão de Tinta. Este teste consiste em placas borradas com tintas, a partir daí busca-se relacionar a associação, intencional ou involuntária do avaliado, com as imagens mentais, ativando neste, suas funções psíquicas de percepção e simbolização. Este teste revela a representação da realidade nos indivíduos. Assim, o Teste Roscharch complementa a Escala Hare, auxiliando num diagnostico mais completo e preciso.

Os estudos dos assassinos em série originaram-se na década de 1970, na Unidade de Ciência Comportamental (do inglês, BSU - Behavioral Sciences Unit) do Federal Bureau of Investigation (FBI), órgão americano responsável pelas as investigações de crimes federais.

O estudo dos serial killers é de extrema relevância nos Estados Unidos. Tanto que, desde a década de 1980, o país é estatisticamente responsável por 84% dos casos registrados envolvendo assassinos em série.

O BSU foi responsável por montar um acervo contendo entrevistas realizadas com assassinos em série em penitenciarias espalhadas por todo os Estado Americano, a fim de compreender e verificar pontos em comum nas ações destes indivíduos. Sobre o trabalho do BSU, Ilana Casoy informa que:

Detalhes de todos os crimes americanos eram enviados a esta unidade, e os ―caçadores de mentes‖ procuravam por pistas psicológicas em cada caso. Pelo que viam nas fotos das cenas dos crimes, desenvolveram a habilidade de descrever suspeitos e suas características de forma impressionante. Muito bom senso era utilizado, mas com o tempo foram criadas técnicas de análise da cena do crime, que veremos adiante com mais detalhes. (CASOY, 2008, p. 14)

A principal arma do BSU é o perfil criminal, que é um conjunto de informações obtidas através da análise das cenas dos crimes, bem como do comportamento do criminoso durante o ato, que auxiliam a polícia na identificação e captura do assassino. O perfil é capaz de indicar o possível histórico psicológico do suspeito, raça, estado civil, tipo de profissão, delimitação geográfica da possível residência do suspeito, condições sociais, etc. A análise principal está no modus operandi e na assinatura do crime, pois são estas que individualizam um criminoso de outro.

Fazer o perfil do criminoso é um trabalho árduo, pois o perfilador deve tentar compreender a natureza única do criminoso. Casoy aponta que ―fazer o perfil de um criminoso é mais fácil quando o ponto de partida é o motivo do crime. No caso dos serial killers, este trabalho é dificílimo, uma vez que o motivo é sempre psicopatológico e desconhecido. A dificuldade consiste no fato de o investigador ter dificuldades em entender a lógica totalmente particular daquele serial killer. ‖ (CASOY, 2008, p.42-43). Sobre o perfil, Casoy ainda complementa que:

Frequentemente encontramos nos perfis criminais as seguintes informações: idade, raça, sexo, aparência geral do criminoso, seu status de relacionamento, tipo de ocupação e dados sobre seu emprego, educação ou vida militar. Às vezes, são incluídas informações sobre se o criminoso vive na área onde foi cometido o crime ou se o local é familiar para ele, algumas características básicas sobre sua personalidade e objetos significantes que deve possuir, como revistas pornográficas. Também é sugerido aqui o método de aproximação que o criminoso usa para contatar sua vítima. (CASOY, 2008, p. 48)

O perfil criminal auxiliou a polícia norte americana na compreensão destes indivíduos, e consequentemente no desenvolvimento de métodos de identificação, combate e repressão a crimes cometidos por serial killers. Foi através deste método que os principais e mais conhecidos assassinos em série foram identificados e capturados.

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