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Les comptes de la branche AT-MP

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4. LES COMPTES DU REGIME GENERAL, DU FSV ET DE LA CNSA

4.3 Les comptes de la branche AT-MP

Para seleção das áreas aptas foram realizadas as seguintes etapas a) Estudo da série temporal da temperatura de superfície do mar associado ao crescimento da macroalga K. alvarezii; b) Estudo da taxa de crescimento da macroalga associada aos fatores ambientais (T°C do MODIS, T°C in situ e salinidade); e c) Seleção de áreas mais adequadas ao cultivo de acordo com os critérios biológicos da macroalga (taxa de crescimento), ambientais (TSM, salinidade, batimetria, áreas abrigadas); socioeconômicos (pesca e turismo) e legais (legislação aquícola e ambiental). O fluxograma da metodologia adotada para seleção das áreas aptas para a implantação da algicultura no estado de São Paulo pode ser visualizado por meio da Figura 6.

Figura 6. Fluxograma adotado para seleção de áreas adequadas para o cultivo da macroalga K. alvarezii no litoral norte de São Paulo nas etapas (a, b e c).

a. Estudo da série temporal da temperatura de superfície do mar associado ao crescimento da macroalga Kappaphycus alvarezii.

A série temporal da temperatura da (TSM) do mar foi obtida utilizando as imagens diárias da plataforma Terra, com o sensor MODIS com 1 Km de resolução, nível dois do site da Ocean Color (http://oceancolor.gsfc.nasa.gov) no período de janeiro de 2008 a dezembro de 2017, as imagens já foram obtidas processadas com correção atmosférica e calibradas.

Os locais estudados para a série temporal são áreas que têm ou já tiveram fazendas marinhas implantadas de qualquer organismo marinho e estão identificados na Tabela 13. Tabela 13. Localização dos pontos amostrais estudados na série temporal da TSM durante o período de 2006 a 2017.

Pontos Amostrais Longitude Latitude Município

1. Praia do Itaguá (Instituto de Pesca) -45,056618 -23,445572 Ubatuba -SP

2. Praia da Enseada -45,097424 -23,496580 Ubatuba -SP

3. Praia de Ubatumirim -44,893390 -23,343557 Ubatuba - SP

4. Ilha da Cocanha -45,301453 -23,588394 Caraguatatuba- SP

5. Saco do Sombrio -45,250446 -23,884241 Ilhabela -SP

Após o pré-processamento básico dos dados do MODIS/Terra, as imagens obtidas foram reprojetadas e a série temporal foi gerada pelo software SEADAS 7.5.1 para cada ano. Os dados foram exportados em Geotiff e no Software ArcMap10.5.1. Foram extraídos os valores dos locais selecionados, exportados para um arquivo de texto e inseridos no Excel®. Os ruídos foram removidos para valores negativos e abaixo da TSM de 15°C.

Para fins de comparação, foi inserida na série temporal a faixa ótima de crescimento da macroalga K. alvarezii de 20 a 30°C (OHNO et al., 1996a; PAULA et al., 2002; HAYASHI et al., 2011).

b. Estudo da taxa de crescimento da macroalga associada aos fatores ambientais (T°C do MODIS, T°C in situ e salinidade) na praia do Itaguá.

Foram obtidas as taxas de crescimento médias da macroalga K. alvarezii mensais nos períodos de maio de 2013 a julho de 2014 e bimensais no período de setembro de 2017 a outubro de 2018 cultivadas na praia do Itaguá na Fazenda Marinha Experimental do Instituto de Pesca da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (23°27’9”S; 45°2’50” O)

O cultivo da macroalga foi realizado em sistema de balsa flutuante descrito por GELLI e BARBIERI (2015). O método de plantio adotado no trabalho foi o sistema “tie tie” (GELLI e BARBIERI, 2015) que consistiu em amarrar 30 mudas da macroalga com aproximadamente 100 g, espaçadas entre si em 20 cm ao longo de 3 cabos de 2 metros e presos em suas extremidades na balsa de cultivo.

A taxa de crescimento foi descrita de acordo com YONG et al. (2013), conforme equação (1):

TC=[ (Bf/Bi) ¹/t - 1] *100 (1)

Onde TC= Taxa de Crescimento; Bf = biomassa final; Bi = biomassa inicial; e t = tempo.

Os dados da taxa de crescimento da Kappaphycus alvarezii (mensal e bimensal) foram correlacionados com os dados da temperatura médias da superfície do mar do MODIS/terra e com os dados ambientais in situ (dados médios da temperatura in situ e dados médios da salinidade da água do mar).

Os dados ambientais da temperatura e salinidade foram obtidos diariamente pela manhã por volta das 09h30min da manhã com auxílio de termômetro e refratômetro, respectivamente. Os dados destes parâmetros foram apresentados como médias mensais e bimensais.

b.1. Análise estatística

Dados das médias da TSM do MODIS/Terra e in situ mensais foram testados em sua normalidade de Shapiro-Wilk (1965) e para verificação da diferença significativa foi aplicado o teste t-Student a 95% de nível de significância (p<0.05). As correlações lineares foram calculadas entre a taxa de crescimento da macroalga e os dados de temperatura do Terra/MODIS e “in situ” e salinidade. O índice de determinação foi calculado para as taxas de crescimento com a TSM MODIS e TSM in situ.

c. Seleção de áreas mais aptas ao cultivo de acordo com os critérios biológicos da macroalga (taxa de crescimento), ambientais (TSM, salinidade, batimetria, áreas abrigadas); socioeconômicos (pesca e turismo) e legais (legislação aquícola e ambiental).

Foi aplicada a metodologia de AHP (Analytic Hierarchy Process) para a seleção das “áreas mais aptas” para a implantação da algicultura, com base na hierarquização das variáveis envolvidas. O método considera informações qualitativas e quantitativas e as combina auxiliando a tomada das decisões com os valores dos julgamentos das comparações dos critérios paritários baseados em experiência, intuição e também em dados físicos (SAATY, 2003).

Para a determinação dos critérios foram utilizados dados do estudo da biologia da macroalga K. alvarezii no ambiente, da literatura, da legislação e das entrevistas com as especialistas. Foram selecionados os critérios legais (legislação ambiental), socioeconômicos, técnicos de cultivo da macroalga e ambientais (TSM, batimetria e proximidade da foz dos rios).

Os pesos dos critérios foram definidos através das entrevistas aplicadas aos especialistas com notável experiência na área da aquicultura marinha (Comitê de Ética de Pesquisa UNICAMP/CAAE: 08837519.8.0000.5404, em anexo) através do Método de Comparação Pareada (PCM), baseado em uma escala contínua onde o valor 1 indica que dois critérios são "igualmente" importantes e o valor 9 indica que um critério é "extremamente" mais importante que o outro. Os valores médios das comparações foram inseridos em uma

matriz de julgamentos e foi calculado o índice de consistência para garantir a validade da matriz (SAATY, 2008).

Com os pesos de cada critério, foi utilizado o Método da Combinação Linear Ponderada na calculadora raster do ArcGIS 10.5.1 e o resultado foi descrito continuamente como mais aptas e áreas menos aptas à implantação da algicultura.

c.1. Critérios adotados para a seleção das “áreas mais aptas” ao cultivo da macroalga K.

alvarezii

Os critérios considerados foram compostos por quatro fatores e uma restrição abaixo especificados.

 Fatores:

c.1.1. Temperatura de superfície do mar - TSM

A faixa ótima de crescimento da macroalga K. alvarezii adotada neste trabalho foi de 20 a 30°C (OHNO et al., 1996b; PAULA et al., 2002; HAYASHI et al., 2011b ).

Essa faixa de temperatura foi classificada e para a elaboração do mapeamento da TSM foi utilizada uma imagem do satélite LandSat 8, adquirida no site https://earthexplorer.usgs.gov/ e os dados de temperatura de superfície do mar foram recuperados através do pacote LandSat Thermal Imaging do R (KELLEY, 2014).

c.1.2. Dados da batimetria

Os dados batimétricos foram obtidos do Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil - Ministério da Marinha do Brasil em formato Geotiff (Brasil, 2018). Neste trabalho foi considerada a profundidade de até 10 metros por facilitar aos produtores um melhor acesso às suas áreas de produção.

c.1.3. Dados foz dos rios

A macroalga K. alvarezii não suportou uma variação de salinidade abaixo de 15o/oo e foi definido o intervalo de 25 a 45 o/oo como limites de tolerância salina para essa macroalga (HAYASHI et al., 2011b). A proximidade com a foz dos rios pode alterar a salinidade do

ambiente de produção, como os rios do litoral norte não são caudalosos foi adotada a distância mínima de 500 metros para a implantação das unidades produtivas.

c.1.4. Áreas abrigadas

As localizações foram disponibilizadas pelos trabalhos realizados por GELLI e MARQUES (2002); MARQUES e BARBIERI (2008), essas áreas apresentaram condições ideais para instalação de uma fazenda marinha por estarem abrigadas de ondas, ventos e correntes fortes .

 Restrição: c.1.5. Legislação aquícola

Os dados dos locais restritivos para a instalação da atividade da aquicultura foram obtidos do Zoneamento Econômico e Ecológico Costeiro (ZEEC) do Decreto Estadual 62.913 de 08 novembro de 2017 que definiu a aquicultura marinha de baixo impacto como o "cultivo de organismos marinhos de interesse econômico, em áreas de até 20.000 m² de lâmina d'água, respeitada a legislação específica que disciplina a introdução, reintrodução e transferência de espécies”.

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