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Les comptes de la branche vieillesse

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4. LES COMPTES DU REGIME GENERAL, DU FSV ET DE LA CNSA

4.4 Les comptes de la branche vieillesse

Os resultados das médias mensais obtidas da série temporal da TSM no período de 2006 a 2017 podem ser observados na Figura 7. De acordo com os resultados obtidos, os cinco pontos estudados ao longo do litoral norte de São Paulo apresentaram aptidão para a implantação da macroalga K. alvarezii durante os dez anos de dados da TSM recuperadas pelo satélite Terra/ MODIS, neste mesmo gráfico está indicado à faixa ótima de crescimento da macroalga K. alvarezii de 20 a 30° C encontradas nos trabalhos OHNO et al. (1996b); PAULA et al. (2002); HAYASHI et al. (2011b).

Figura 7.Série temporal da temperatura de superfície do mar (TSM) do período de 2008 a 2017 dos pontos amostrais (Praia do Ubatumirim, Praia do Itaguá - IP, Praia da Enseada, Saco do Sombrio e Ilha da Cocanha).

As macroalgas K. alvarezii são cultivadas sempre na superfície do mar suspensas por sistema de balsas e a temperatura é considerada um dos principais fatores abióticos que influenciam a taxa de crescimento diário. Esses dados são confirmados pelos estudos de PAULA et al. (2002), para a mesma região que relataram que entre 1996 a 1999, a macroalga apresentou taxas de crescimento variando de 3,6 a 8,9% dia-¹, correlacionadas principalmente com a temperatura da água do mar, com valores médios mensais de 19,9 a 29,0°C e valores extremos de 17,0 a 33,0°C. Ainda BULBOA e PAULA (2005) concluíram que a temperatura é um fator chave no controle das taxas de crescimento de K. alvarezii e que a mesma não é

capaz de se desenvolver a temperaturas abaixo de 18°C por um período de 4 semanas. De acordo com os trabalhos PAULA et al. (2002); BULBOA e PAULA (2005), todos cinco pontos estudados do presente estudos poderiam ser implantados a atividade da algicultura incluindo os pontos que oscilaram acima de 30 graus como no caso da praia da Enseada e praia do Itaguá e nos pontos de Ubatumirim e Saco do Sombrio como observados na Figura 7.

Os dados da TSM do pixel puro da TSM/MODIS com resolução espacial de 1 km foram correlacionados com dados TSM in situ próximo ao ponto amostral da Praia do Itaguá (Instituto de Pesca) para o período disponível de dados de campo que foi de maio de 2013 a dezembro de 2017 e resultaram em uma correlação de Pearson forte e positiva (P =0,716547) e pelos testes estatísticos das médias não houve diferença significativa ao nível de 0,05 (p= 0,988405).

Esses resultados refletiram na possível utilização do sensor MODIS para resgate pretérito das temperaturas e possível planejamento para implantação da espécie estudada em locais próximos à costa. O monitoramento dos parâmetros ambientais de campo é raro nas fazendas marinhas, assim ter um instrumento barato, rápido e confiável que possa fornecer dados sazonais da TSM seria de grande utilidade para as políticas públicas para a previsão de aptidão e de implantação da atividade da maricultura de organismos de acordo com sua biologia. Entretanto neste trabalho os resultados precisam ser interpretados com cuidado, de acordo com a resolução espacial dos dados comparados de 1 km e com a falta de outros pontos de validação pela ausência de dados tomados de campo. Os dados do TSM do MODIS próximos à costa com uma largura de 1 km sofrem influência de muitos fatores como as variações da salinidade, das concentrações de material particulado em suspensão, velocidade do vento na superfície do mar e ângulo de observação do zênite (KILPATRICK et al., 2015).

Segundo KILPATRICK et al. (2015), o sensor MODIS possui bandas espectrais especificamente projetadas para medir a TSM e vem fornecendo medições globais diárias precisas de TSM a uma resolução de 1 km há mais de uma década. A precisão dos produtos MODIS TSM controlada por condições de nuvem em grande medida, mesmo a contaminação por nuvens finas pode levar a desvios nas recuperações de TSM. Ainda WANG e DENG (2017) afirmaram que há uma lacuna de dados de TSM para, pelo menos, 1 km de largura de água perto da costa pois a principal razão para a lacuna de dados foi que os algoritmos existentes foram desenvolvidos principalmente para águas profundas oceânicas ou lacustres, que possuem salinidade relativamente uniforme e não eram afetadas pelo fundo do mar.

No mesmo ponto amostral, estudos mensais e bimensais do crescimento da macroalga K. alvarezii foram correlacionados também aos parâmetros ambientais da TSM MODIS, TSM in situ e da salinidade. Na Tabela 14 estão apresentados os resultados obtidos das taxas médias de crescimento mensal/bimensal da macroalga K. alvarezii correlacionadas com a TSM/in situ, TSM/MODIS e com a salinidade.

Tabela 14. Coeficiente de Correlação entre as taxas de crescimento diária (% dia-¹) da macroalga Kappaphycus alvarezii cultivada na praia do Itaguá (Instituto de Pesca) e as TSM (in situ e Terra/MODIS) e salinidade (Períodos mensal: maio de 2013 a julho de 2014 e bimensal: dezembro de 2017 a outubro de 2018).

Período Taxa Crescimento (% dia-¹) T°C in situ T°C MODIS Salinidade (o/oo) 5,67 23,38 22,76 34,13 mai/13 jun/13 5,36 22,38 22,63 34,88 jul/13 4,76 20,33 22,47 34,70 ago/13 5,02 21,75 26,79 35,05 set/13 6,72 21,90 28,00 33,00 out/13 6,23 23,40 23,54 34,17 nov/13 6,28 23,45 21,67 34,21 dez/13 6,33 25,88 21,64 34,38 jan/14 8,31 29,88 30,85 34,55 fev/14 8,72 28,90 32,45 35,10 mar/14 8,61 26,50 28,73 34,63 abr/14 6,88 24,26 26,65 33,16 mai/14 5,98 22,70 24,80 35,30 jun/14 5,58 21,55 22,94 33,08 jul/14 5,92 20,89 23,47 31,23 Correlação R 0,88 0,80 0,11 dez/17 4,09 22,88 24,16 34,18 fev/17 4,71 25,85 25,76 33,23 abr/18 4,88 26,13 27,79 33,64 jun/18 3,83 22,59 23,87 32,79 ago/18 4,06 21,24 22,81 34,93 out/18 4,38 22,11 25,32 35,20 Correlação R 0,84 0,90 -0,06

Fonte: Dados do estudo

Os dados da TSM (in situ) e TSM MODIS) resultaram em correlação forte e positiva com as taxas de crescimento da macroalga K. alvarezii para os períodos estudados de cultivo da mesma e também apresentaram para o estudo mensal do crescimento da macroalga os coeficientes de determinação (R²) de 0,7659 e 0,6221 e para o estudo bimensal de 0,7009 e

0,8066, respectivamente (Figura 8). Neste contexto, houve indicação que a recuperação dos dados dos da STM do MODIS já seriam satisfatórios para estudos para essa espécie. A temperatura é um fator de grande importância e influencia diretamente o crescimento da macroalga e esses dados corroboraram com os resultados obtidos nos trabalhos de PAULA et al. (2001); PAULA et al. (2002);. HAYASHI et al. (2007) para o mesmo local do estudo, também encontraram uma correlação positiva com a taxa de crescimento e temperatura para a mesma região. HAYASHI et al. (2011a) agora para região sul do Brasil demonstraram que o crescimento da mesma pode ser cultivada em temperaturas abaixo de 20°C até 16°C, porém com uma taxa de crescimento muito baixa de 0,54 a 0,32% ao dia.

Figura 8. Coeficientes de determinação (R²) entre as taxas de crescimento diária (% dia-¹) da macroalga Kappaphycus alvarezii cultivada na praia do Itaguá - Instituto de Pesca e as TSM “in situ” e TSM/MODIS nos períodos mensal de maio de 2013 a julho de 2014 e bimensal de dezembro de 2017 a outubro de 2018.

Os resultados obtidos das correlações da taxa de crescimento com a salinidade foram 0,11 e - 0,06 respectivamente (Tabela 14). Essas correlações foram consideradas desprezíveis associadas à taxa de crescimento da macroalga. Esses dados corroboraram com correlações encontradas nos trabalhos de HAYASHI et al., (2007) e HAYASHI et al. (2011a) de 0,2875 e -0,3943, respectivamente.

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