FOURNISSEUR D'OBJETS DE LUXE
6.2. LES DIFFERENTES APPROCHES DU CONCEPT DE LUXE
Nos três grupos experimentais, houve diferença significativa na percepção de competência nos três momentos observados (Figura 14).
No grupo que criou o próprio jogo houve diferença significativa na percepção de competência dos estudantes nos três momentos observados (X²(2) = 15,391; p < 0,001). Testes de Wilcoxon foram utilizados para obter a direção da diferença encontrada, uma correção de Bonferroni foi aplicada e os efeitos foram testados ao nível de significância 0,0167. A percepção de competência dos estudantes pela atividade de criar o próprio jogo foi significativamente maior do que pelas atividades da escola (T = 405,50; p = 0,004). A percepção de competência dos estudantes também foi maior pela atividade de criar o jogo em relação às aulas de ciências (T = 336,50; p = 0,015) e não houve diferença significativa na percepção de competência dos estudantes pelas aulas de ciências em relação às atividades da escola. (T = 623,50; p = 0,106).
No grupo que apenas jogou, houve diferença significativa na percepção de competência dos estudantes nos três momentos observados (X²(2) = 28,394; p < 0,001). A percepção de competência dos estudantes pela atividade do jogo foi significativamente mais alto do que a percepção de competência pelas atividades da escola. (T = 360,50; p < 0,001). A percepção de competência deste grupo pela atividade do jogo também foi significativamente mais alto em relação às aulas de ciências (T = 547,00; p < 0,001) e não houve diferença significativa na percepção de competência dos estudantes entre as aulas de ciências e as atividades da escola (T = 740,50; p = 0,44).
No grupo experimental que confeccionou o cartaz, houve diferença significativa na percepção de competência dos estudantes nos três momentos observados (X²(2) = 36,526; p < 0,001). A percepção de competência dos estudantes pela atividade de criar o cartaz foi maior do que a percepção de competência nas atividades da escola (T = 228,50; p < 0,001). A
percepção de competência deste grupo pelas aulas de ciências também foi significativamente maior do que pelas atividades da escola (T = 487,00; p = 0,007) e também houve diferença significativa entre a percepção de competência ao confeccionar o cartaz e nas aulas de ciências (T = 243,00; p = 0,001).
Figura 14: Boxplot da subescala percepção de competência de um grupo de alunos do 5º ano
do ensino Fundamental I em três momentos distintos (interesse pelas atividades da escola, interesse pelas aulas de ciências e interesse pela condição experimental). Os estudantes foram divididos em três diferentes grupos experimentais (criar o próprio jogo, utilizar um jogo elaborado por terceiros e criar um cartaz expositivo), de abril de 2013 a março de 2014, no município de Natal/RN, nordeste do Brasil.
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6.6.3. Subescala Esforço
Apenas no grupo que confeccionou o cartaz houve diferença significativa nos escores da subescala esforço nos três momentos observados (X²(2) = 7,058; p = 0,029) (Figura 15). Não houve diferença significativa no esforço dos estudantes do grupo que criou o próprio jogo (X²(2) = 3,802; p = 0,149) e também não houve diferença significativa neste parâmetro para o grupo que apenas jogou (X²(2) = 4,264; p = 0,119).
No grupo que confeccionou o cartaz foram realizados testes de Wilcoxon para obter a direção da diferença encontrada, uma correção de Bonferroni foi aplicada e os efeitos foram testados ao nível de significância 0,0167. O esforço despendido na atividade de confeccionar o cartaz foi significativamente maior do que o esforço nas atividades da escola (T = 279,00; p = 0,001), não houve diferença significativa no esforço dos estudantes nas aulas de ciências em relação às atividades da escola. (T = 623,00; p = 0,047) e também não houve diferença no esforço dos estudantes na condição experimental em relação às aulas de ciências (T = 510,00; p = 0,150).
Figura 15: Boxplot da subescala esforço um grupo de alunos do 5º ano do ensino
Fundamental I em três momentos distintos (esforço nas atividades da escola, esforço nas aulas de ciências e esforço na condição experimental). Os estudantes foram divididos em três diferentes grupos experimentais (criar o próprio jogo, utilizar um jogo elaborado por terceiros e criar um cartaz expositivo), de abril de 2013 a março de 2014, no município de Natal/RN, nordeste do Brasil.
7. DISCUSSÃO
No presente estudo, foram comparadas três diferentes estratégias de ensino – criar o próprio jogo didático, apenas utilizar um jogo elaborado pelos pesquisadores e confeccionar um cartaz – quanto à motivação intrínseca, o uso de EAP e o aprendizado de conteúdos específicos de ciências. De maneira geral, esperávamos que o desempenho em ciências e os efeitos sobre o uso de EAP e a motivação intrínseca fossem maiores no grupo que construiu o próprio jogo, seguido, respectivamente, pelo grupo que apenas jogou e pelo que construiu o cartaz. Como discutido a seguir, esta hipótese foi parcialmente apoiada empiricamente, uma vez que: (1) o uso do jogo (“construir o próprio jogo” e “apenas jogar”) resultou em maior desempenho e uso de EAP em relação à confecção do cartaz; (2) não houve diferença entre “construir o próprio jogo” vs. “apenas jogar” quanto ao desempenho em ciências e uso de EAP; (3) não houve diferença entre as três condições experimentais (“construir o próprio jogo”, “apenas jogar” e “criar um cartaz”) quanto à motivação intrínseca.
Para avaliar se as três estratégias didáticas desenvolvidas foram adequadas para o aprendizado do conteúdo de ciências, se mobilizaram o uso de EAP e se geraram efeitos positivos sobre a motivação dos estudantes, comparamos os efeitos das atividades que foram desenvolvidas nas condições experimentais (pós-teste) com as atividades escolares cotidianas (pré-teste). Como discutido a seguir, esta hipótese também foi parcialmente apoiada empiricamente, uma vez que: (1) o desempenho dos estudantes no pós-teste de conhecimento foi maior do que no pré-teste nas três condições experimentais; (2) apenas os grupos que utilizaram o jogo (“construir o próprio jogo” e “apenas jogar”) apresentaram diferença no uso de EAP entre as atividades desenvolvidas nas condições experimentais e as atividades escolares de maneira geral; (3) nas três condições experimentais o interesse e a percepção de competência foram maiores na condição experimental do que nas atividades escolares
cotidianas nas três condições experimentais; (4) apenas no grupo que confeccionou o cartaz o esforço na condição experimental foi maior do que o esforço nas atividades cotidianas da escola.