APPRENDRE UNE LANGUE ETRANGERE
1.2.4 Le modèle d’ergonomie didactique de Bertin
O conceito de NEE só foi adoptado e redefinido a partir da Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), passando a abranger todas as crianças e jovens cujas necessidades envolvam deficiências ou dificuldades de aprendizagem, e passou a abranger tanto as crianças com perturbações como as sobredotadas, bem como crianças de rua ou em situação de risco, as que trabalham, as de populações remotas ou nómadas, as pertencentes a minorias étnicas ou culturais, as crianças desfavorecidas ou marginais, bem como as que apresentam problemas de conduta ou de ordem emocional.
NEE são, como vimos, aquelas que resultam de limitações significativas ao nível da actividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de carácter permanente.
As NEE podem considerar-se de dois tipos: as permanentes e as temporárias. Sendo que as permanentes, comportam a deficiência visual, auditiva, motora, mental e o espectro do autismo. A sua etiologia é biológica, inata ou congénita, ainda que os problemas possam decorrer de factores ambientais.
As NEE de carácter temporário abrangem problemas de socialização, de comportamento e de aprendizagem.
«É este o grande grupo que aflige a escola e a que esta responde com medidas de educação especial; no entanto, estes casos relevam sobretudo de uma educação de qualidade e diversificada e não de educação especial”
(Bairrão, 1998, pp. 29 e 30)10
3.1.1. NEE Permanente
As características e necessidades dos alunos com “NEE permanentes” exigem uma adaptação curricular generalizada que é objecto de avaliação sistematizada. Tais adaptações mantêm-se ao longo de grande parte ou de todo o percurso escolar do aluno. São NEE que dizem respeito a indivíduos que apresentam alterações significativas no seu desenvolvimento, ou seja, problemas orgânicos, funcionais e/ou culturais graves.
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Disponível na Internet: http://pt.scribd.com/doc/2671208/NECESSIDADES-EDUCATIVAS- ESPECIAIS-DA-IDENTIFICACAO-A .
64 Estas NEE podem ser classificadas do seguinte modo:
De carácter intelectual, as quais são designadas por DM (problemas de comunicação), com vários graus: ligeira, moderada, severa ou profunda.
De carácter sensorial, podendo-se distinguir a Deficiência Visual (cegos e indivíduos de baixa visão) e a Deficiência Auditiva (surdos e hipoacúsicos).
De carácter motor, Deficiência Motora que inclui os paraplégicos, os tetraplégicos e os que apresentam outros problemas motores.
De carácter emocional, como é o caso dos psicóticos e dos que têm outros problemas de comportamento.
De carácter sociocultural, os grupos culturais marginais e as pessoas que têm défices socioculturais e económicos.
Estes alunos, caso o programa não esteja em consonância com as suas características, podem apresentar insucesso escolar.
3.1.1.1. NEE de carácter Processológico
Os alunos com problemas processológico são alunos provenientes de problemas relacionados essencialmente com a recepção, organização e expressão da informação, são geralmente designados por alunos com dificuldades de aprendizagem, caracterizando-se, por uma discrepância acentuada entre o potencial estimado do indivíduo (inteligência na média ou acima da média) e a sua realização escolar que é abaixo da média numa ou varias áreas académicas.
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3.1.1.2. NEE de carácter Emocional
Nesta categoria enquadram-se todos os alunos cuja problemática emocional ou comportamental alicia comportamentos de tal forma desapropriados que levam à ruptura dos ambientes em que eles se inserem. Este grupo caracteriza-se por perturbações de tal maneira graves que põem em causa quer o sucesso escolar, quer mesmo, a sua segurança e as daqueles que os rodeiam. Nela se incluem as psicoses e quaisquer outros problemas graves de comportamento.
3.1.1.3. NEE de carácter Motor
Integram-se nesta categoria todos aqueles cujas capacidades físicas foram alteradas devido a problemas de origem orgânica ou ambiental, vindo a provocar incapacidades do tipo manual e/ou mobilidade. As categorias mais comuns deste grupo são: a paralisia cerebral, a espinha bífida, a distrofia muscular, embora possamos encontrar outros problemas motores derivados de problemas respiratórios graves, amputações, poliomielites e acidentes que venham afectar os movimentos de um indivíduo.
3.1.1.4. NEE de carácter Sensorial
No grupo dos problemas sensoriais incluem-se os alunos cujas capacidades visuais ou auditivas estão afectadas. No que diz respeito à visão, podemos considerar duas subcategorias: os cegos e os amblíopes. Os cegos são aqueles cuja incapacidade os impede de ler, seja qual for o tamanho da letra, tendo de recorrer ao sistema Braille. Os amblíopes, mesmo tendo em conta o grau de severidade do problema, são capazes de ler desde que efectuem modificações no tamanho das letras.
No que diz à audição, dividem-se em duas subcategorias: os surdos e os hipoacústicos. Os surdos apresentam uma perda de audição igual ou superior a 90 decibéis, necessitando de um qualquer tipo de comunicação alternativa. Os
66 hipoacústicos apresentam uma perda auditiva entre os 26 e os 89 decibéis, necessitando de um qualquer tipo de aparelho de amplificação, de modo a facilitar-lhes a audição.
Para além destes grupos, há que considerar aqueles que apresentam problemas relacionados com a saúde e que se integram na categoria de outros problemas de saúde. Neste grupo, incluem-se os sujeitos com asma, diabetes, hemofilia, cancro, sida, epilepsia, etc. Igualmente se incluem aqueles sujeitos vítimas de traumatismo craniano.
3.1.2. NEE Temporárias
As características e necessidades dos alunos com “NEE temporárias”, exigem uma adaptação curricular parcial, adaptando-se o currículo às características do aluno num determinado momento do seu desenvolvimento e percurso educacional. Refere Correia (1997 cit in Faria, 2008, p. 46) que «Geralmente, podem manifestar-se como problemas ligeiros de leitura, escrita ou cálculo ou como problemas ligeiros, atrasos linguísticos ou socioemocionais».
Neste grupo, encontram-se inseridas as crianças:
Que têm problemas ao nível do desenvolvimento das suas funções superiores, isto é, no desenvolvimento motor, perceptivo, linguístico ou sócio-emocional.
As que representam problemas relacionados com a aprendizagem da leitura, escrita e cálculo.
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