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La production d’information et de connaissance

Section 1. La spécificité de l’observation sociale

1.2. Les finalités de l’observation sociale

1.2.1. La production d’information et de connaissance

São vários os sinais e sintomas avaliados que demonstram a gravidade da condição clínica da utente. Começando pela observação prévia e discreta da utente durante a entrevista (sinais de

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ansiedade e nervosismo), passando posteriormente para uma observação global da postura e fazendo uma breve leitura da história clínica, percebe-se a gravidade da situação, que claramente diminuíram a sua atividade física, levando a possível fraqueza muscular, diminuição das amplitudes articulares, questões estas que eventualmente conduziram a uma redução global da autonomia nas AVD’s, participação social e da sua QdV. Com a observação pretendeu-se avaliar: a cor e o estado de hidratação da pele, a presença de cicatrizes, lesões cutâneas, infeções subcutâneas, ou de depósitos de gordura, bem como avaliar se há edema e sua localização. Na observação, o fisioterapeuta consegue observar se o utente começou a desenvolver um processo de infeção cutânea, ou ainda a presença de uma pele seca, com possíveis lesões ou fissuras, facto que se comprovou e que pode indicar que a utente não está consciente para a sua situação.

Foi realizada igualmente a palpação ao membro que teve como objetivo avaliar a temperatura da pele, a sua hidratação e, ainda, detetar possíveis pontos dolorosos ou de fibrose. A dor ao nível da axila é uma das principais queixas da utente e agrava com os movimentos realizados com o MSE. Este facto faz com que a utente elimine cada vez mais os esforços de maneira a evitar este sintoma. Este ciclo vicioso da inatividade condiciona a sua participação social e conduz a sentimentos de depressão e ansiedade, tendo-se então optado pela aplicação da escala HADS (ver Anexo 2). Tendo em conta as queixas álgicas da utente, foi aplicada a escala EVN (ver Anexo 3), que poderá servir como sinal comparável subjetivo para guiar a eficácia do tratamento aplicado.

Após a observação e a palpação, e despistadas quaisquer yellow e red flags (que irão ser abordadas mais à frente no estudo) que pudessem pôr em causa o seguimento da avaliação, prosseguiu- se com o teste de perimetria (ver Apêndice 1). A pertinência deste teste prende-se com o facto de poder existir presença de linfedema e este necessitar de ser avaliado quantitativamente. Este teste dá uma noção da severidade do problema e o facto de ser uma medida quantitativa ajuda ainda a monitorizar a eficácia do tratamento com maior rigor. Neste caso, procedeu-se da seguinte forma: a utente encontrava-se em decúbito dorsal e foram realizadas sete medições nos dois membros, tendo considerado o direito o membro de referência, ao nível da base dos metacarpos, no punho, 10 e 15 cm acima do punho, no cotovelo e 10 e 15 cm acima do cotovelo.

De acordo com as intervenções cirúrgicas a que foi sujeita e tendo noção das consequências que estas acarretam e, acima de tudo, tendo por base as queixas funcionais que a utente referiu, achou- se de todo premente avaliar as amplitudes articulares e a força muscular, dado que todos os pós- operatórios implicam alguma perda de massa muscular e de mobilidade dos tecidos. O facto de esta referir uma sensação de “repuxar” ao nível da região axilar nos movimentos do MSE (SIC), reforça a necessidade de avaliar esta zona quanto à presença de trombose dos linfáticos. Posteriormente foi, então, realizada uma medição das amplitudes articulares ao nível dos membros superiores através da

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goniometria (ver Apêndice 1), mais uma vez tendo servido de referência o MSD. A posição da utente

foi a mesma da perimetria, tendo sido medidas a flexão/extensão, abdução/adução e rotação interna e externa do ombro. Foram igualmente avaliados os movimentos fisiológicos, tendo sido realizados movimentos ativos e passivos do ombro e cotovelo, pois a sua condição de trombose dos linfáticos previa uma alteração do movimento normal, o que foi comprovado apenas na flexão do ombro.

Relativamente à sensibilidade superficial, apesar de não ser uma das principais queixas da utente, esta foi medida, não se verificando alterações da sensibilidade em nenhum dos segmentos do membro superior.

Por último foi avaliada a força muscular através do teste muscular funcional, tendo-se verificado uma ligeira fraqueza muscular nos grupos musculares avaliados - flexores, extensores, rotadores internos e externos, abdutores e adutores do ombro, sendo mais visível nos flexores do ombro. Este teste destina-se a avaliar a capacidade de um grupo muscular desenvolver tensão contra uma resistência: estabiliza-se o segmento articular proximal, explica-se qual o movimento a ser realizado, realizando-o passivamente. Depois, recoloca-se o segmento na posição inicial, palpa-se e mantém-se a estabilização do segmento articular distal. Por fim, pede-se ao paciente para realizar ativamente o movimento através da sua amplitude disponível.

Durante o exame objetivo verificaram-se, então, alterações a nível da estrutura e função, que condicionaram de forma lógica a funcionalidade e QdV da utente em questão. Tal como sugerido no exame subjetivo, devido às condicionantes da cirurgia de remoção da mama e do esvaziamento ganglionar, verifica-se a presença de dor 7/10 EVN, condição SIN pela intensidade e natureza da mesma (confirmada na mobilização fisiológica), seroma, TLS (acentuada com a flexão do ombro). A este facto acresce a presença de cicatrizes aderentes e um pouco dolorosas. Todas estas alterações provocaram uma diminuição das amplitudes articulares do ombro esquerdo e ligeira diminuição da força muscular, que por sua vez condicionam as atividades funcionais da utente, como vestir/despir camisolas, limpar tetos e paredes, carregar pesos, etc.. Não devem ser esquecidas as alterações psicoemocionais da utente caracterizadas por aumento da ansiedade e depressão e que agravam e são agravadas pelo ciclo da inatividade conduzindo a maior isolamento social. Após todo este processo de avaliação, importa então agora esclarecer que problemas foram encontrados e mais importante que isso, de que forma estes se relacionam e interferem na vida e bem-estar da utente. O modelo de incapacidade relacionado com a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade) (ver Apêndice 2) constitui uma referência da intervenção do fisioterapeuta e servirá de suporte a este estudo. A CIF é um modelo que tem em conta uma dimensão bio-psico-social do ser humano e classifica quanto à condição de saúde do indivíduo, fazendo referência a todas as estruturas e funções corporais, atividades e participação. Tem também em conta, fatores ambientais e pessoais, que podem ter um

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caráter facilitador ou de barreira no processo de reabilitação. Este modelo tem o objetivo de proporcionar uma linguagem unificada e padronizada para uma melhor comunicação entre vários profissionais (World Health Organization, s.d.).