d’entreprise dans les publications de sources académiques
2.3. Discours sollicités pour représenter le RSE dans les publications de sources académiques dans les publications de sources académiques
2.3.2. Pluralité des discours de représentation du RSE
2.3.2.3. Explication de la variation des discours par la variabilité du corpus
No trabalho de campo desempenharam-se essencialmente duas atividades, cartografia geológica e amostragem de afloramentos, as quais requerem algum material específico. Em primeiro lugar, antes de se considerar qualquer atividade de prospeção geológica é necessário reconhecer a(s) área(s) onde os trabalhos irão decorrer, e que por vezes corresponderão a localizações de difícil acesso, como por exemplo uma linha de água ou uma vertente mais inclinada, ou que requerem certos cuidados preventivos, como por exemplo o uso de equipamento de segurança pessoal obrigatória na zona do estaleiro e/ou no interior de uma galeria. Em qualquer dos casos será necessária aptidão física e mental adequadas.
Antes da descrição dos materiais necessários para ambas as atividades de cartografia geológica e de amostragem de afloramentos, consideram-se alguns itens de utilização recomendável, em particular quando se têm de realizar trabalhos de campo em zonas relativamente remotas. Em primeiro lugar, é bastante recomendável ter a indumentária e calçado adequados ao campo e às condições climatéricas, e que sejam suficientemente confortáveis. Em particular roupas com vários bolsos são sempre úteis para distribuir o peso dos vários itens e de forma a tê-los “sempre à mão”, como por exemplo “cargo pants” ou coletes. É bastante importante ter em posse um telemóvel, ou um rádio-comunicador para situações de emergência ou comunicação. Outros itens básicos para ambas as atividades são o caderno de campo e diversos acessórios de escrita, mapas, bússola com clinómetro, lupa, fita métrica, martelo e escopro, canivete ou “multitool” (Argles et al., 2010).
4.1.1 Cartografia Geológica
Para os trabalhos de cartografia geológica desenvolvidos são necessários vários materiais, sendo o material de escrita e caderno de campo, régua/transferidor e mapas de referência, como cartas geológicas ou militares os de maior importância. Para a componente descritiva fez-se uso da bússola com clinómetro para medição de atitudes de estruturas planares (estratos, filões de quartzo e descontinuidades), fita métrica ou régua, neste caso para medição de possança de filões de quartzo ou espaçamento de descontinuidades. O uso de uma máquina fotográfica é importante para registo de aspetos importantes ou como auxílio para esquemas, em que o martelo poderá ser utilizado para servir de escala, mas mais relevante como forma de expor superfícies frescas na rocha de forma a auxiliar na descrição das litologias. Um dispositivo com
GPS servirá para complementar as notas de georreferenciação e de posicionamento, ou até para medir distâncias e áreas no campo. Tendo em conta os desenvolvimentos tecnológicos verificados nos últimos tempos, alguns telemóveis são já capazes de “substituir” alguns destes itens (câmara, bússola/clinómetro, régua, GPS, caderno de campo), no entanto sempre com a devida precaução, pois serão mais adequados como um complemento e não como uma substituição.
4.1.2 Amostragem
Na amostragem de rochas dos afloramentos consideram-se também os materiais usados na cartografia geológica, pois será necessário tomar apontamentos e tirar medições relativamente às características geológicas do afloramento a amostrar. Assim sendo pode-se considerar a amostragem como sendo o passo seguinte à cartografia geológica. Adicionalmente serão necessários alguns acessórios específicos para a recolha e armazenamento do material a amostrar, como por exemplo sacos de plástico, “cable ties” (vulgo “abraçadeira”) e marcador permanente.
Dependendo da finalidade do trabalho de campo deve-se adaptar o método de amostragem. No caso deste trabalho colheram-se amostras para análise química e para estudos petrográficos. No caso das amostras para estudo petrográfico pode ser importante colher amostras orientadas. Uma amostra com 10cm x 5cm x 5cm será suficiente para a realização de lâminas delgadas. No entanto poderá ser necessário adaptar as dimensões da amostra a colher no caso de a rocha apresentar maior granulometria e/ou heterogeneidade. Excecionalmente poderá ser necessária uma amostra maior, nomeadamente para o caso de rochas muito deformadas, de forma a se poderem realizar pelo menos 3 secções ortogonais (Argles et al., 2010).
Para a realização de análises químicas, uma amostra de 1 Kg é normalmente suficiente. No entanto, para rochas de granulometria mais grosseira e mais heterogéneas será necessária uma quantia de até 2,5 Kg. Há que ter sempre especial atenção a recolha de amostras em afloramentos frescos, sendo que em alguns estudos poderá ser importante amostrar afloramentos metereorizados, para análise dos minerais de alteração (Argles et al., 2010). Neste trabalho as amostras foram sempre realizadas em material fresco.
Durante este trabalho, para o caso da realização de análises químicas recorreu- se à recolha de amostras com cerca de 1Kg em litologias com granulometria em geral fina, para garantia da homogeneidade e representatividade das zonas amostradas. Para a recolha destas amostras recorreu-se ao martelo de geólogo e ao escopro quando o
material rochoso o permitiu, apesar de ser mais comum o recurso a um martelo pneumático, por uma questão de praticidade e tempo.
A recolha e embalagem do material é outra fase de elevada importância durante a colheita de amostras, independentemente do fim pretendido. Deverá ser tomada atenção para se evitar a contaminação da amostra, quer durante a amostragem (com a adição involuntária de material adjacente à zona a amostrar ou com sujidades), quer durante a embalagem e o transporte, onde se deve ter atenção para que o saco, ou outro recipiente, não seja danificado. Por vezes o material recolhido pode conter arestas que podem danificar o próprio saco que contém a amostra.
Em ambos os casos as amostras foram embaladas em sacos de plástico e seladas com uma abraçadeira de plástico. No interior do saco junta-se uma etiqueta de cartolina com a referência da amostra, assim como no exterior do saco, onde a mesma é escrita com um marcador permanente de resistência à água. Outro aspeto a referir é o uso cuidado e apropriado da nomenclatura referente à designação da amostra.