Exploration outillée de quatre indices linguistiques
Chapitre 4 Empreintes de fréquence SOMMAIRE DU CHAPITRE
4.1 Empreintes de fréquence et corpus diachroniques
Como citado por Vivaldini e Pires (2010), as empresas passam por um processo de reestruturação de sua rede logística, baseada em aprimoramento das relações e do compartilhamento de conhecimento e experiência e de disseminação de ações integradoras e de coordenação ao longo da cadeia. Este fenômeno, segundo o autor, pode ser considerado como o surgimento de um novo mercado dentro da indústria de logística, em que novos serviços são
demandados e novas empresas surgem para atender a eles. Tal movimento parte, como já citado, dos operadores logísticos, no momento que se flexibilizam e absorvem outros serviços, ampliando dessa forma a oferta. Fabbe-Costes, Jahre e Roussat (2009) acrescentam que, de uma maneira geral, a gestão sobre fluxos e movimentação de produtos sempre foi uma demanda das empresas que esbarrava nas limitações dos operadores, os quais demonstraram evolução ao longo do tempo. Essa evolução passou pelo processo de customização em função do perfil de seus clientes agregado ao trabalho destes operadores, contribuindo para o dito processo de evolução.
Świtała e Klosa (2015) citam que este movimento passou a salientar um papel fundamental na gestão da cadeia de suprimentos, sendo responsabilidade do integrador, da empresa ou da área operacional da empresa. Responsabilidades estas compostas pelo monitoramento dos fluxos, pelo acompanhamento e pela coordenação das atividades ao longo da cadeia, visando benefícios de qualidade e custos. Assim como dito por Fabbe-Costes, Jahre e Roussat (2009), este papel pode ser executado pelos operadores integradores, os chamados 4PL - Fouth-Party Logistics, que perfazem um perfil dotado de todas as características sobre a evolução dos operadores tratada até o momento.
Gatti Junior (2009) cita o alto grau de complexidade característico das operações na atualidade, acompanhando a diversidade de recursos e entidades envolvidos em todo o processo de gestão da cadeia de suprimentos. A combinação desta complexidade com a diversidade indica um novo cenário, caracterizado por um modelo de organização em rede. Nesse caso, o termo “integrador” pode ser considerado como uma evolução do termo “operador”, capaz de integrar os processos característicos da gestão da cadeia de suprimentos. Esse termo, o “integrador”, segundo o autor é amplamente aceito no mercado, sendo cunhado de acordo com a necessidade, como um integrador logístico, um integrador da cadeia ou um integrador da rede.
Para Nowodziński (2013), Gatti Junior (2009) e Saglietto (2013), o termo 4PL foi cunhado pela empresa de consultoria Arthur Andersen, atual Accenture, referindo-se à evolução dos operadores logísticos, focados em atividades específicas como armazenagem e transporte, para um perfil mais focado em integração de atividades. O conceito de 4PL preconiza a gestão completa da cadeia, com soluções integradas e adição de valor, através do redesenho da cadeia logística e de processos internos da empresa. O perfil integrador vem acompanhado de conceitos como a gestão de recursos, como outros operadores logísticos, capacidades e tecnologias
aplicadas ao longo da cadeia, visando a melhoria global de resultados. A atuação com este tipo de empresa deve ser dotada integralmente por uma relação de confiança e parceria entre operador e cliente, dado o papel estratégico que este serviço pode vir a ter para a empresa.
Algumas características podem ser salientadas a partir do perfil de atuação deste operador. Para Nowodziński (2013) e Gatti Junior (2009), do ponto de vista das funções logísticas da empresa, o operador integrador atua como um gestor das empresas tipo 3PL alocadas em cada função logística da empresa, aportando conhecimento e experiência à operação, padronizando processos de gestão e melhorando resultados. Hingley et al (2011) salientam que os processos de gestão passam pela combinação de atributos de tecnologia, processos e gestão, resultando no aporte à operação de ativos intangíveis, sistemas de informação, estratégia operacional e reengenharia de processos.
Hernández-Apam et al (2013) salientam que este tipo de operador tem como característica não utilizar ativos próprios, como armazéns, caminhões, linhas de produção ou demais equipamentos, sendo estes contratados através dos operadores especializados que gerencia, buscando combinar esta utilização da melhor forma possível. Nesse contexto, além do ganho qualitativo obtido com a utilização desse operador, o autor salienta, como uma de suas principais funções, a redução dos custos de transação para seus clientes. Com o potencial de reestruturação e de otimização da cadeia logística, seja em viés de crescimento, na potencialização de economias de escala, ou de redução, no gerenciamento com precisão da utilização de recursos, o 4PL se torna um agente potencial de ganhos financeiros.
Saglietto (2013) define o papel do 4PL a partir de uma visão completa sobre sua atuação, em que:
“Um operador integrador é uma empresa independente, cujo papel é desenhar, organizar e coordenar as atividades logísticas, documentais e regulatórias de seus clientes, permitindo que estes distribuam seus produtos e informações da melhor forma. São integradores, pois combinam recursos de gestão com recursos de empresas parceiras ou componentes da rede, possibilitando a gestão de complexas cadeias de suprimentos. Propõem soluções customizadas, globais e integradas, atendendo demandas
operacionais como transporte, armazenagem, processos em geral, engenharia logística, supervisão de fornecedores e clientes. São especializados na composição e gestão de redes de parcerias, envolvendo fornecedores e clientes. Não possuem ativos próprios, atuando na gestão de ativos de terceiros em nome de seus clientes. São focados na sustentabilidade do negócio de seus clientes e são comprometidos com seus resultados.”
Vivaldini e Pires (2010) fazem uma síntese da atuação dos operadores integradores a partir da oferta de serviços, que resumem-se em competências como logística informacional, conhecimento operacional e capacidade de gestão de relacionamentos, todos direcionados à integração da cadeia de suprimentos e, consequentemente, à integração da cadeia logística de seu cliente, atributo que corre a partir da gestão de operadores logísticos tradicionais subcontratados.
Em sua pesquisa, Gatti Junior (2009) reuniu 8 macroprocessos que resumem a atuação do operador integrador, focados em sua atuação operacional conforme a seguir:
1- Administração do relacionamento com o cliente: relaciona-se à maneira como o relacionamento com clientes é desenvolvido e mantido, seja pela caracterização ou pelo enfoque em um grupo específico;
2- Administração do serviço ao cliente: refere-se ao relacionamento da rotina com o cliente, em que a visibilidade operacional, como datas previstas de embarque e entregas, é constantemente fornecida ao embarcador pelo integrador;
3- Administração da demanda: papel importante atribuído ao integrador, que administra a relação de necessidade dos clientes de seus clientes com a disponibilidade de recursos;
4- Execução do pedido: refere-se à coordenação e à integração das atividades voltadas à execução do pedido, como produção, logística, financeiro e marketing;
5- Administração do fluxo de produção: acompanhamento das atividades produtivas, provendo flexibilidade em caso de alteração da programação em função de alteração da demanda; 6- Administração do relacionamento com fornecedores: definição do modo de interação com os fornecedores, bem como do modelo de medição de seus resultados;
7- Desenvolvimento e comercialização de produtos: suporte na introdução e na comercialização de novos produtos, buscando tempos mais reduzidos e de maior amplitude, impactando na vantagem competitiva da empresa;
8- Administração da logística reversa: atuação contrária ao fluxo de produção, viabilizando o retorno de mercadorias à empresa, administrando o processo de pós-venda e pós- consumo.
Podemos separar as características dos operadores que se propõem a integrar a cadeia de suprimentos em competências organizadas em fatores comuns. Para Nowodziński (2013), as competências dos operadores integradores podem ser organizadas em fatores estratégicos, financeiros, de nível de serviço e operacionais. Vivaldini (2015) cita competências semelhantes e afirma que estas são fatores de sucesso da atuação destes operadores:
Tabela 3: Competências dos Operadore Integradores. Adaptado de Vivaldini (2015)
Nowodziński (2013), por outro lado, cita algumas limitações características da atuação com os operadores integradores, como a competição velada com operadores logísticos e até com
áreas operacionais do seu próprio cliente. Essa competição pode impactar os preços envolvidos e, consequentemente, o nível de serviço ofertado. Outro ponto colocado pelo autor é a dificuldade de coordenar um escopo mais amplo da cadeia, no qual todos os problemas encontrados por um único operador são elevados a uma escala maior.
As competências dos operadores devem, desta forma, ser traduzidas em ofertas de serviços para seus clientes diretos e para os clientes finais da cadeia. Gatti Junior (2009) resume que os serviços do operador integrador devem percorrer toda a cadeia de suprimentos de seu cliente, de forma integrada e específica, respeitando aspectos do negócio e atuando no desenvolvimento de múltiplos processos. Vivaldini e Pires (2010) complementam citando serviços relacionados aos processos informacionais no âmbito logístico, bem como o conhecimento operacional e a experiência sobre a gestão do relacionamento entre empresas.
Baseado na oferta de serviços características dos operadores integradores, podemos analisar as motivações das empresas pela contratação de operadores desta natureza. Bragança (2009) cita que, para uma empresa sentir a necessidade de vincular-se a um operador integrador, ela provavelmente não possui o know-how sobre atividades logísticas ou os ativos necessários para realizar a operação. Não apenas ativos como armazéns ou caminhões, mas também processos de tecnologia ou demais estruturas físicas, que não geram interesse ou a percepção sobre a necessidade de investimento por parte da empresa, significando a intenção de repassar o controle e a responsabilidade da cadeia para uma empresa terceira. Em um âmbito geral, Vivaldini (2015) e Gatti Junior (2009) expõem que o perfil de coordenação do 4PL, bem como suas atividades sobre a atuação da cadeia de suprimentos das empresas, são fatores de demanda, já que a rede logística é um item de difícil gerenciamento. Neste contexto, empresas que passam por um crescimento expressivo, como aumento da diversificação dos produtos e do giro de estoque, bem como o aumento da demanda por fluxos logísticos em geral, podem gerar a demanda por este perfil de operador, já que procuraria manter ou aumentar a qualidade sobre seus serviços, além de ter a oportunidade de focar em processos estratégicos, como marketing e vendas.
Em resumo, como citado por Bragança (2009), podemos considerar os operadores 4PL como empresas híbridas, responsáveis pela gestão da cadeia de suprimentos de seus clientes,
caracterizadas pela operação conjunta entre clientes, fornecedores e demais entidades, nas quais o trabalho principal está na gestão do fluxo de produtos e informações ao longo desta cadeia.