ANNEXE V – ANNEXES AUX CAS D’ÉTUDES
Annexe 6.1 Descripteurs de Dublin et version Polifonia (AEC)
Conforme as médias obtidas e apresentadas na Tabela 3, o escore médio foi de 1,93. Este escore está relativamente distante do ponto médio teórico, que, numa escala de cinco graus, é 3,0 (TAMAYO, 2007). Isso demonstra que, de um modo geral, o nível de estresse dos trabalhadores entrevistados é baixo.
Tabela 2 - Dados demográficos dos profissionais pesquisados VARIÁVEIS N % Sexo Masculino 9 30,0 Feminino 21 70,0 Área de trabalho Administrativa 7 23,3 Corpo de enfermagem 18 60,0 Corpo médico 5 16,7 Faixa etária De 18 a 27 anos 2 6,7 De 28 a 37 anos 14 46,6 De 38 a 47 anos 11 36,7 Acima de 47 anos 3 10,0 Tempo de serviço Até 5 anos 18 60,0 De 6 a 10 anos 9 30,0 Acima de 10 anos 3 10,0
Fonte: Dados da pesquisa (2012)
Observa-se que os temas que têm deixado os profissionais desta unidade mais apreensivos se referem aos itens 9, 10 e 1, respectivamente, demonstrando que aspectos relativos à perspectiva de crescimento, às atividades executadas e à distribuição de tarefas são fontes de preocupação mais presentes no cotidiano dos entrevistados. São resultados compatíveis com o pensamento de Schermerhorn, Hunt e Osborn (1999) quando afirmam que, no trabalho, o estresse se origina de muitas fontes e, citam entre outros exemplos, as exigências da tarefa, ambiguidades do papel, conflitos do papel e desenvolvimento de carreira.
Tanto a NIOSH (1999) como a European Comission (1999) definem algumas condições do trabalho que podem contribuir para o aparecimento do stress, e, entre elas, três se relacionam com os itens 1, 9 e 10 da EET. São elas:
O desenho das tarefas: pesada carga de trabalho ou carga inferior, tarefas de rotina
Papéis no trabalho: expectativas de trabalho conflituosas ou incertas, muita responsabilidade, porém pouca autoridade ou capacidade de tomada de decisões,
ausência de uma descrição clara de papéis;
Preocupações com a carreira: insegurança no trabalho e ausência de oportunidade de
crescimento ou promoção, rápidas mudanças para as quais o trabalhador não está
preparado.
Tabela 3 - Médias da Escala de Estresse no Trabalho (EET) por Itens
VARIÁVEIS N MÉDIA DP
1 A forma como as tarefas são distribuídas em minha área tem
me deixado nervoso. 30 2,13 1,07
2 A falta de autonomia na execução do meu trabalho tem sido
desgastante. 30 2,10 0,84
3 Tenho me sentido incomodado com a falta de confiança de meu
superior sobre o meu trabalho. 30 1,67 0,66
4 Sinto-me irritado com a deficiência na divulgação de informações
sobre decisões organizacionais. 30 1,90 0,96
5 Sinto-me incomodado por ter que realizar tarefas que estão além
de minha capacidade. 30 1,77 1,01
6 Tenho me sentido incomodado com a deficiência nos
treinamentos para capacitação profissional. 30 2,10 1,30
7 Fico de mau humor por me sentir isolado na organização. 30 1,70 0,75 8 Fico irritado por ser pouco valorizado por meus superiores. 29 1,79 0,90
9 As poucas perspectivas de crescimento na carreira tem me
deixado angustiado. 30 2,30 1,37 10 Tenho me sentido incomodado por trabalhar em tarefas
abaixo do meu nível de habilidade. 30 2,23 1,17
11 A competição no meu ambiente de trabalho tem me deixado de
mau humor. 30 1,67 0,80
12 A falta de compreensão sobre quais são minhas
responsabilidades neste trabalho tem causado irritação. 30 1,80 0,81
13 O tempo insuficiente para realizar meu volume de trabalho
deixa-me nervoso. 30 1,97 0,85
Fonte: Dados da pesquisa (2012)
Os itens 3, 11 e 7 da EET obtiveram os menores índices nas respostas dos sujeitos, indicando que a maioria dos respondentes discorda quando lhe é perguntado se sente falta de confiança da chefia em relação ao seu trabalho, se sente isolados ou se há competição no local
de trabalho. Embora esses possam ser considerados aspectos do trabalho causadores de stress, de acordo com Azevedo e Kitamura (2006), os pesquisados não os identificaram no ambiente avaliado. Schermerhorn, Hunt e Osborn (1999) também concordam que esses pontos causam sofrimento aos trabalhadores e são fontes de estresse quando afirmam:
No local de trabalho, o estresse tem origem em muitas fontes. Pode resultar de exigências altas ou baixas demais, de conflitos e ambiguidades de papéis, de más relações interpessoais ou de progresso rápido ou lento demais na carreira (SCHERMERHORN; HUNT; OSBORN, 1999, p. 290).
Em relação ao sexo e à área de atuação dos pesquisados, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na EET (Escala de Estresse no Trabalho). Já em relação ao tempo de serviço dos pesquisados, foi constatado que os entrevistados com mais de seis anos de trabalho na instituição pesquisada apresentavam um maior nível de estresse no fator 1, que diz respeito à forma de distribuição das tarefas na área. Nas questões que se referem à perspectiva de crescimento na carreira, à falta de autonomia na execução do trabalho e à insatisfação pela deficiência nos treinamentos para capacitação profissional, os trabalhadores que possuem entre 6 a 10 anos de serviço na unidade foram os que demonstraram maior grau de insatisfação, como pode ser observado na Tabela 4.
Tabela 4 - Médias da Escala de Estresse no Trabalho (EET) por tempo de serviço
VARIÁVEIS Menos de 5 anos De 6 a 10 anos Mais de 10 anos p-valor* Média/DP Média/DP Média/DP
1- A forma como as tarefas são distribuídas em minha área tem me
deixado nervoso 1,78/1,00 2,67/1,00 2,67/1,15 0,040
2- A falta de autonomia na execução do
meu trabalho tem sido desgastante 1,83/0,71 2,56/1,01 2,33/0,58 0,136 3- Tenho me sentido incomodado com a
falta de confiança do meu superior sobre
o meu trabalho 1,61/0,70 1,67/0,71 2,00/0,00 0,504
4- Sinto-me irritado com a deficiência na divulgação de informações sobre decisões
organizacionais 1,89/1,08 2,00/0,87 1,67/0,58 0,799
5- Sinto-me incomodado por ter que realizar tarefas que estão além de minha
capacidade 1,89/1,23 1,56/0,53 1,67/0,58 0,940
6- Tenho me sentido incomodado com a deficiência nos treinamentos para
capacitação profissional 1,72/0,96 2,89/1,69 2,00/1,00 0,155
7- Fico de mau humor por me sentir
isolado na organização 1,61/0,85 1,89/0,60 1,67/0,58 0,394
8- Fico irritado por ser pouco valorizado
por meus superiores 1,72/1,02 1,89/0,60 2,00/1,41 0,562
9- As poucas perspectivas de crescimento na carreira tem me
deixado angustiado 1,89/1,08 3,22/1,48 2,00/1,73 0,044
10- Tenho me sentido incomodado por trabalhar em tarefas abaixo do meu nível
de habilidade 2,11/1,08 2,44/1,51 2,33/0,58 0,747
11- A competição no meu ambiente de
trabalho tem me deixado de mau humor 1,61/0,98 1,67/0,50 2,00/0,00 0,249 12- A falta de compreensão sobre quais
são as minhas responsabilidades neste
trabalho tem causado irritação 1,78/0,94 1,89/0,60 1,67/0,58 0,657
13- O tempo insuficiente para realizar meu volume de trabalho deixa-me
nervoso. 1,89/0,90 2,11/0,78 2,00/1,00 0,643
(*) Teste de Kruskal Wallis Fonte: Dados da pesquisa (2012)