5. ANALYSE
5.3 E CRITS EXTERNES
Este trabalho teve por objetivo estudar o padrão de concentração espacial do APL de TI em Salvador e, em segunda instância, verificar se as empresas do arranjo estão agrupadas de modo que justifique concebê-las como um arranjo produtivo ou cluster.
Entende-se que o estado da Bahia, por intermédio da SECTI e com recursos do BID, ofereceu grande apoio financeiro à estruturação de arranjos produtivos locais, que inclui o APL de TI. O capítulo 2 apresentou as políticas públicas para o arranjo. A partir dele verificou-se que as políticas são a cargo da SECTI, enquanto parceiros, como o IEL e SEBRAE, promovem a execução de ações como diagnósticos, capacitações e consultorias. Nesse sentido, tem-se o programa PROGREDIR, que concretizou estas ações e a formação de redes empresarias.
As abordagens teóricas sobre aglomerações produtivas foram expostas no capítulo 3. A categorização proposta por alguns autores para as aglomerações produtivas permitiu verificar que as teorias que mais se adequam a esta análise são a Nova Geografia Econômica, a Economia da Inovação e a fusão entre elas Nova Geografia Econômica da Inovação. Estas teorias são mais importante por apresentar uma identificação local dos arranjos, capazes de ampliar a atividade inovativa das empresas.
Os indicadores de autocorrelação espacial foram apresentados no capítulo 4. O I de Moran e o indicador LISA permitem uma análise espacial de dados e pode revelar se a autocorrelação é positiva ou negativa. Identificou-se assim que esses cálculos são importantes para analisar as empresas de TI de Salvador e verificar seu padrão de localização dentro dos bairros da cidade.
O capítulo 5 se encarregou de apresentar uma análise dos dados de 74 empresas pertencentes ao APL, que participaram das políticas públicas do governo do estado da Bahia. A partir da análise do índice global Moran, verificou-se que existe uma baixa correlação espacial entre os bairros de Salvador para as empresas do APL de TI e seu volume de emprego. Ou seja, tal índice aponta para uma possível dependência espacial entre os dados. Para os anos analisados a nível local, por meio do indicador LISA, verificou-se que poucos bairros concentram os maiores números de empresas e volume de empregos gerados. Assim, os dados revelam que as empresas que compõem o arranjo e possuem maior volume de emprego gerado se concentram em poucos bairros.
O levantamento das informações aliado às políticas públicas do governo do estado para o arranjo de TI permite inferir que as empresas estão agrupadas de modo que se pode caracterizá-las como um cluster com concentração de firmas, de modo que se faz relevante o investimento no fortalecimento deste grupamento para formação de redes empresariais, de modo a promover a atividade inovativa e de trocas de experiências que fortaleçam o setor de TI em Salvador.
Este trabalho pode orientar a condução de novas políticas públicas orientadas para o APL de TI. A espacialidade determinada pela localização das empresas permite pensar em políticas que priorize e atendem para as questões de localização. A formação de novas redes de acordo com a proximidade geográfica auxiliaria a troca de informações entre as empresas e, por consequência, sua atividade inovativa.
Os conhecimentos produzidos a partir deste trabalho representa apenas o ponto de partida na análise espacial de arranjos produtivos locais, em específico o de TI. Esta metodologia pode ser replicada para estudos de outros arranjos também apoiados por políticas públicas. Além disso, torna-se necessário aplicar indicadores espaciais para outros bancos de dados, informações da RAIS por exemplo, obter dados por meio de pesquisas de campo ou outras fontes secundárias que permitam elencar outras variáveis como faturamento, que irão enriquecer esta discussão.
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