LES DISPOSITIFS D’ACTION CULTURELLE
70. Parmi ces compagnies qui ont indiqué leur total de représentations chorégraphiques de 2014 à 2016, 36 d’entre elles ont connu une hausse de la diffusion, 16 une stabilité, 30 une évolution contrastée et 16 une baisse.
A terceira fase (´gyur bon) é tida como a fase em que o Bön tem o contato com a forma de budismo trazido oficialmente, a partir da Índia para o Tibete Central no século VII d.C. Nesta fase, devido a seus aspectos mais intrinsicamente controversos, levantam-se muitas questões acerca dos elementos que o Bön teria assimilado, ou não, de dentro das tradições budistas que chegaram ao Tibete. Esta seria a forma de religião Bön praticada pelos seguidores nos dias de hoje, a qual também é considerada como a quinta grande escola do budismo tibetano.
As relações presentes nesta terceira fase, dos primeiros séculos da introdução do budismo no Tibete, mais referidamente, àquelas entre Bön e Budismo, serão discutidas mais detalhadamente no capítulo seguinte, que trará como temática central estas relações, assim como também um estudo a respeito da escola Nyingma, durante o período que se estende do século VIII até o XI d.C. Aspectos relativos às práticas tântricas trazidas para o Tibete por Padmasambhava, e as relações destas com alguns elementos que, segundo a tradição Bön, já se encontravam em sua própria doutrina antes do contato com o budismo, também serão estudados no capítulo seguinte.
Neste ponto, podemos considerar este período (século VIII ao XI), como a fase de transição entre o ´khyar bon e o ´gyur bon. O ´ghyur bon pode ser relacionado tanto com a segunda categoria do substrato religioso tibetano (Bön) tradada acima, tanto com a terceira (Budismo). Neste período, devido ao íntimo contato com as doutrinas budistas, acredita-se que o Bön teria assimilado diversos elementos filosóficos do mesmo, sendo o século IX e X, um período de reavivamento da cultura Bön no Tibete. Durante este tempo, as tradições e conhecimentos budistas foram mantidos sobretudo através das práticas de caráter popular, e, sobretudo, tântricas. Tais pontos serão mais bem desenvolvidos nos
capítulos seguintes. Contudo, a questão a respeito de que o Bön teria assimilado elementos filosóficos do budismo ainda permanece em debate, pois mestres de dentro do Bön, algumas vezes afirmam que estes elementos tidos como budistas, já estavam presentes nas formulações filosóficas do Bön em períodos anteriores
Pretendemos, dentro das limitações que um trabalho de dissertação de mestrado oferece, traçar um panorama acerca do pano de fundo no qual se desenvolve, desde o século XIX, os estudos acerca das origens e dos elementos que caracterizam a religião Bön. Vimos quais pontos são tratados com um maior enfoque pelos principais estudiosos da área, com o intuito de se obter dados o suficiente para, em um estudo mais abrangente, poder desenvolver uma possível genealogia da religião Bön, sem ter, contudo, a pretensão de esgotar o assunto e chegar a respostas conclusivas. Devido à própria natureza do tema, muito do que se concebe como “as origens” do Bön, ainda encontram-se (e talvez, ainda continuará a se encontrar) envolto em aspectos míticos, e até mesmo místicos. Porém, faz-se essencial conduzir um estudo baseado nos métodos científicos estabelecidos pelas ciências modernas, com o intuito de possivelmente esclarecer algumas questões que intrigam os pesquisadores há mais de um século, e que se considera de grande importância para a compreensão da religiosidade tibetana como um todo, como sendo um elemento que impulsiona praticamente todos os níveis de desenvolvimento daquela cultura.
Figura 5 - Símbolo representando o Yungdrung Bon
Tabela 1 – Resumo do conceito de Bön dentro das obras de Hoffman (1979), Tucci (1988) e Kvaerne (2001)
Hoffman Tucci Kvaerne
Elementos de origem indiana e não budista (Thîrtika). Presença de arquétipos relacionando Masculino Luz
Feminino Sombra
Influenciado pela ‘folk religion’, tendo absorvido as deidades locais e seus temas mitológicos.
Identifica a palavra Bön com três diferentes tipos de prática religiosa:
1) Religião baseada no aspecto divino da figura do rei; enfatização nos ritos mortuários; rituais de oferenda
2) Religião que teria se consolidado no Tibete por volta dos séculos X e XI d.C.; A partir desta época, teria mantido uma tradição direta até os dias de hoje; Seria uma forma não ortodoxa de budismo,
no entanto, ao
considerar-se alguns aspectos, poderia ser considerada uma religião distinta do budismo. 3) Chama de “nameless
religion”, que abarcaria o conjunto de crenças e práticas associadas às práticas xamânicas e animistas da Ásia Central. (Similitude com o que Tucci chama de “folk religion”.
Presença de motivos míticos que podem ser equiparados à alguns de religiões de origem iraniana, tais como a
presença de ovos
primordiais, dos quais nascem os elementos constituintes do mundo material. Possível influencia do Shaivismo pelo reconhecimento de motivos religiosos claramente indianos, assim como também do Zoroastrismo, sobretudo em seuss mitos referentes à criação, aonde há uma batalha constante entre luz e escuridão.
Pouca distinção, à nível popular, entre suas próprias práticas e aquelas consideradas budistas. O culto às deidades pode parecer similar, no entanto eles variam de acordo com: nomes; origens mitológicas; cores características; objetos utilizados nos rituais e no ornamento das deidades.
Divisão de suas doutrinas
seções sistemáticas: 4 veículos de causa; 5 veículos de feito
Divisão similar àquela usada pela escola Nyingma.
filosófica budista tais como: vacuidade; o dharma, etc.
Dentro destes nove veículos, encontramos a presença constante de temas associados à: Ritos fúnebres; Magia; O exorcismo e controle de espíritos; astrologia; práticas oraculares, dentre outras.
4. AS ORIGENS DO BUDISMO TIBETANO: UM ESTUDO ACERCA DOS QUATRO