tradition grammaticale
3.3. Sphères temporelles
3.3.1. Classification des formes verbales en fonction de leurs sphères temporelles
O conhecimento científico e o avanço tecnológico permitiram882 ao homem, segundo Hottois, intensificar o sentimento de poder883 sobre a natureza, possibilitando a manipulação tecnológica dos seres humanos. Para o filósofo, a tecnociência adquiriu o poder de modificar a natureza humana, passa a ser um meio para superar os limites
876
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.36.
877
Cf. HOTTOIS, Gilbert – Vérité objective, puissance et système, solidarité. (D'une étique pour l'age technoscientifique). Revues Transdisciplinaires en Santé, 1994, p.72.
878
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.36-37; Cf. ZUBEN, Newton Aquiles von – A questão do inter-humano. Rev. de Filosofia Síntese, Belo Horizonte, v. 35, n. 111, 2008, p.100.
879
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.38.
880
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.36.
881
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.37-38.
882
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.41.
883
Cf. KASTENHOFER, Karen; SCHMIDT, Jan C. – Technoscientia est Potentia?: Contemplative, interventionist, constructionist and creationist idea(l)s in (techno)science. Poiesis Prax (2011), vol. 8, pp. 125–149.
171 humanos, pondo à prova a sua própria natureza corpórea, facto que Hottois justifica884, através de excertos do pensamento de vários autores (Schelsky, Gros, Jacob, Royer, Packard, Byrne, Habermas, Gille, Ellul, Toffler, Meyer, Huning, Lem, Elster, Brun e Ritchie). Para Hottois, a ambivalência885 dos efeitos da ação humana e o futuro886 passam a ser determinados pelos resultados e pelas possibilidades do desenvolvimento tecnocientífico.
A técnica é então considerada perigosa, alcançou possibilidades que não estavam previstas, refere887 Hottois, porque destrói a liberdade de ação do homem que, por intermédio do consumo de objetos técnicos cada vez mais desejados, distrai-o das aspirações mais elevadas. Hottois, através de vários exemplos retirados888 da literatura científica, refere, “utiliza-se o ser vivo, ou bocados do ser vivo (…) para produzir mais seres vivos”; “inventam-se máquinas que nascerão como seres vivos que se farão «crescer»”; “modifica-se as vias da reprodução natural”; “baralha-se as espécies naturais por meio da exploração e invenção técnica de híbridos ou de quimeras”; “regista-se patentes de seres vivos manipulados à maneira de invenções inéditas”, salientando que é necessário tomar consciência das consequências da manipulação da natureza humana.
As construções técnicas multiplicaram-se, generalizaram-se a todo o ambiente e ao próprio Homem, realça Hottois, “mais do que um «tecnocosmo» ou uma «tecnosfera» é melhor falar num tecnobiocosmos que se estende à terra inteira”889, “assiste-se a um esbatimento progressivo entre natural e artificial”890, em que a distinção natureza/cultura e homem/técnica, não se faz facilmente. Simondon, citado por Hottois, “viu nessa aproximação do técnico e do natural um indício da evolução e da
884
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.39-83.
885
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.40-42.
886
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.66-67.
887
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.53
888
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.41-42.
889
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.42.
890
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.42.
172 perfeição do objeto técnico”891, é nesse sentido que o objeto técnico perde o seu suposto caráter artificial. Para o filósofo, “o entrosamento informático e cibernético que vai cercando pouco a pouco a biosfera por meio de uma espécie de «tecnoesfera»”892 integra-se e naturaliza-se na cultura técnica.
Hottois, longe de nos dizer o que é o homem, coloca-o893 num enigma aberto da própria evolução cósmica894, um ser em transformação, mas o filósofo faz notar895, que estas circunstâncias parecem benignas enquanto o homem não estiver em jogo e através de Toffler, ressalta, “o homem será capaz (…) de remodelar não só cada corpo um por um, como também a raça humana no seu conjunto” 896. As tecnociências, para Hottois atuam sobre uma determinada realidade, o devir técnico do mundo897 e ao inspirar-se nas biotecnologias para “demonstrar a perturbação do mundo e da ordem natural” 898, identifica899 os seguintes perigos: manipulação da morte (através da substituição de órgãos artificiais); manipulação da experiência interior (através de implantes de sistemas eletrónicos no cérebro para alterar o humor e personalidade); manipulação da reprodução (através das técnicas de procriação medicamente assistida e possibilidades de clonagem); manipulações genéticas da espécie (através da introdução de genes sintéticos ou de outras espécies); manipulação da experiência exterior (através de próteses sensoriais, integradas entre o homem e elementos cibernéticos, para alterar a dor, o prazer e o raciocínio).
891
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.42; Cf. RONDEAU, Dany – recensão da obra de Gilbert Hottois “Simondon et la philosophie de la «culture technique»”, Laval théologique et philosophique, vol. 50, n° 1, 1994, p. 237-240.
892
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.42.
893
Cf. KASTENHOFER, Karen; SCHMIDT, Jan C. – Technoscientia est Potentia?: Contemplative, interventionist, constructionist and creationist idea(l)s in (techno)science. Poiesis Prax (2011), vol. 8, pp. 125–149; Cf. SILVA, Portocarrero F. – Recensão G. Hottois, Entre Symboles et Technosciences, un itinéraire Philosophique, Bruxelles, Champ-Vallon, 1996, Revista Filosófica de Coimbra - Vol. 6 n.° 11 (1997), 217-221.
894
Cf. HOTTOIS, Gilbert – Cultura tecnocientífica y medio ambiente La biodiversidad en el tecnocosmos, Bioetica y Medio Ambiente. Ediciones El Bosque, Colombia, Outubro 2005, p.21-40.
895
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.42.
896
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.44.
897
Cf. LINARES, Jorge Enrique – El mundo tecnológico como sistema de sistemas técnicos. Ética y Mundo Tecnológico. Universidad Nacional Autónoma de México e Fondo de Cultura Económica: México, 2008, p. 390-400.
898
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.42.
899
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.44-46.
173 O filósofo ao reconhecer900 no mundo contemporâneo o poder transformador das biotecnologias (que atua na área da engenharia genética), das ciências cognitivas (que atuam na área da inteligência artificial e robótica) e das ciências da informação (que atuam na área dos computadores, redes, realidade virtual e ciberespaço), levanta901 questões relativamente aos limites da existência a partir da prospeção manipuladora, no sentido da reconstrução da identidade individual e específica de cada ser humano. No que se refere à construção dos corpos-máquina, Hottois destaca902, a partir dos textos de Byrne, a possibilidade de um modelo que dá prioridade à máquina (cyborg) e um modelo que dá prioridade ao ser humano (prótese). Assim, a plasticidade da espécie, consoante a componente que seja considerada, e cita Byrne: “O conceito de «cyborg» sugere a perspetiva do engenheiro, a «prótese» a perspetiva do médico (…) o «cyborg» sublinha a inferioridade do homem em relação à máquina, a «prótese» o serviço da máquina em relação ao homem (…) o primeiro pode ser considerado «desumanizante» para os seres humanos, o segundo de «humanizante» para as máquinas”903.
A manipulação do ser humano através da tecnociência suscita904 para Hottois, a evidência de uma resistência por parte da cultura tradicional, religiosa e filosófica. No seu entender, as evoluções na tecnociência têm sido encaradas como atos antinaturais, uma vez que o pensamento religioso e filosófico defende a valorização e conservação do homem natural-cultural. Todo este desenvolvimento científico é considerado ambíguo, refere905 Hottois, pois tanto pode ser usado, para o bem, como para o mal, não sendo comparável com as formas simbólicas de reconversão e realização do homem. Nesta circunstância, para Hottois, “é preciso que se entenda a definição do homem como um ser vivo (animal) consagrado à linguagem (ao símbolo
900
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.42-43; Cf. LINARES, Jorge Enrique – El mundo tecnológico como sistema de sistemas técnicos. Ética y Mundo Tecnológico. Universidad Nacional Autónoma de México e Fondo de Cultura Económica: México, 2008, p.366-378.
901
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.46.
902
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.48-49.
903
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.49.
904
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.49.
905
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.53-54.
174 e, por meio deste, à cultura), capacidade lingual que constitui a sua diferença específica, ou seja, a sua essência”906.
Através de vários exemplos907, Hottois evidencia que o homem é concebido como um animal dotado de linguagem (dimensão simbólica), e verbaliza a sua condição de existente sem modifica-la, logo a consciência filosófica não tolera senão as manipulações simbólicas908. Assim, para o filósofo, a diferença entre manipulações simbólicas do ser humano (feitas à essência natural-cultural do homem) e intervenções tecnocientíficas909 são consideradas estranhas a essa essência e por isso são desprezadas. O mundo criado pela tecnociência e os seus novos objetos de poder, retrata910 para Hottois, uma oposição entre as duas dimensões da vida humana, uma operatória (da ação) e outra simbólica (da representação).
O passado deixou de ser um valor dominante, aos poucos, a evolução da tecnociência foi ganhando autonomia911 através de diversas formas912, não só em relação à natureza, como também em relação à política e à ética, destaca913 Hottois ao citar Ellul. A tríade composta por técnica, futuro e ética forma, segundo914 Hottois, traz um derivado da nova consciência de responsabilidade em relação ao futuro, evidenciando915 assim, a sua natureza futurológica (a tecnociência projeta-se para o
906
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.49.
907
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.50-51.
908
Exemplos: aprendizagem memorial (pela escrita, leitura e repetição), educação, aculturação, propaganda, discursos políticos, ideologias e influência dos meios de comunicação. Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.50.
909
Exemplos: intervenção técnica no processo natural da procriação, a possibilidade da agressividade e violência serem controladas através de um tratamento neuroquímico e a possibilidade de inserção de micromemórias eletrónicas sob a forma de próteses memoriais amovíveis. Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.51.
910
Cf. JORGE, Maria Manuel Araújo – O impacto epistemológico das investigações sobre “complexidade”. Sociologias, Porto Alegre, ano 8, nº 15, jan/jun 2006, p. 24-55; Cf. ALEKSANDROWICZ, Ana Maria C.; MINAYO, Maria Cecília De Souza – Humanismo, liberdade e necessidade: compreensão dos hiatos cognitivos entre ciências da natureza e ética. Ciência & Saúde Coletiva, vol. 10, núm. 3, julho-setembro, 2005, pp. 513-526.
911
Cf. TONINATO, Maria Alice Dittert; ROSSI, Luiz Alexandre Solano – Bioética: ação responsável com o futuro. Iniciação Científica CESUMAR, Jan.jul. 2005, Vol. 07, n.01, pp. 79 – 91; Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.69-70.
912
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.69-70.
913
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.70.
914
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.59.
915
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.60.
175 futuro). Hottois classifica a tecnociência como “an-ontológica”916 por não possuir memória, ou seja, não depende dos três momentos da temporalidade histórica (passado, presente e futuro), o que significa que “esta inaudita entrada em cena do futuro anda de mãos dadas com a ausência de qualquer visão antecipativa do futuro – previsão ou providência – que surge como totalmente aberto e opaco, ao mesmo tempo”917.
Para o filósofo, a conquista da genética contemporânea, “conhece os dois utensílios mais importantes da evolução: a mutação de genes e a alteração de cromossomas inteiros”918, o que faz com que esteja mais avançada na compreensão de toda a tecnologia (natural) que permitiu ao homem conhecer a evolução das espécies, colocando como partidários919 da perspetiva evolucionista genetistas e cibernéticos. Vários rótulos circunscrevem a nova condição humana, acentua Hottois, citando Habermas “o mito de uma tecno-evolução autónoma é denunciado como uma ideologia perigosa: uma ideologia de inspiração tecnocrática conduzindo ao desuso da democracia”920.
O predomínio atual das ciências biológicas na descodificação da realidade921 garante um novo patamar de transformação da natureza humana que Hottois designa922 de tecno-evolução. O tema para Hottois, ganha a sua amplitude no momento em que desenvolve923 uma analogia com a evolução da vida, não se opondo deste modo, à tecno-evolução (evolução técnica), à bio-evolução (evolução natural) e à logo-
916
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.61.
917
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.68.
918
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p. 73.
919
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p. 76.
920
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p. 78.
921
Possibilidades de transformação dos fenómenos naturais e do meio ambiente, manipulação do corpo humano e construção de novas formas de vida. Cf. MATTEDI, Marcos António; MARTIN, Paulo R.; PREMEBIDA Adriano – A nanotecnologia como tecnociência: contribuições da abordagem sociológica para o entendimento das relações entre nanotecnologia. Sociedade e Ambiente, Pensamento Plural Pelotas [09], julho/dezembro 2011, p. 115 – 138.
922
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p.80-81.
923
Cf. HOTTOIS, Gilbert – O paradigma bioético, uma ética para a tecnociência. Edições Salamandra: Lisboa, 1990, p. 81.
176 evolução (evolução sócio-histórica). Para o filósofo, a espécie que somos é924, simultaneamente biológica, simbólica e tecnológica e as novas esferas925 da biologia molecular, biogenética e nanotecnologia invocam uma competência para codificar a natureza humana, garantindo uma evolução que deixaria de ser natural, convertendo- se numa nova natureza humana, tomando como imprevisível a garantia absoluta da humanidade e da sua temporalidade histórica (passado, presente e futuro).