Sous section 03 : La conduite d’une mission d’audit interne
Paragraphe 03 : Le programme de vérification
1- Le suivi des recommandations
Não é fácil decidir sob pressão – característica das operações de busca e salvamen- to, sobretudo em grupos voluntários em que as pessoas têm um relacionamento interpessoal ainda mais forte e com laços de amizade. Respeito e confiança são pilares deste tratamento amigo e aqui são ainda mais importantes.
Sem dúvida, o Coordenador-Geral tem que ter o perfil de liderança e a aceitação da equipe. Ele deve, sempre que possível, por meio de uma liderança legítima, buscar os rumos da equipe. Sem dúvida, deve possuir os atributos de liderança.
Chefia e Liderança – existe diferença? Verifique na “Caixa de Ferramentas”!
Inicialmente pode-se imaginar que este quadro irá servir somente nos momentos ad- ministrativos do grupo. Na verdade esta estrutura é acima de tudo voltada para os períodos operacionais. O que se exercita nas horas de administração do grupo é levado a campo para dar suporte ao trabalho das equipes operacionais.
Por exemplo: um grupo de pessoas se perde em uma mata e teve a sorte de ter uma dupla de voluntários do GVBS de plantão na localidade. Estes dois iniciam a resposta à emergência, com o apoio das pessoas do local, e imediatamente acionam a estru- tura do grupo para operar naquele momento.
Já os resgatistas, pessoas responsáveis por operacionalizar as ações do grupo, de- vem manter-se em condições de resposta durante todo o tempo de sua permanência nos quadros do grupo. Cada um deve, por uma questão de segurança própria e da equipe, manter-se atualizado em seus conhecimentos específicos (médicos, de es- calada, de orientação, de uso de equipamentos etc.) e em condições físicas e men- tais para desenvolver suas atividades nas operações.
Percebe-se, então que uma das características fundamentais do perfil do resgatista é ter predisposição ao trabalho. Este compromisso, aliado às suas destrezas próprias, como treinamento em orientação com GPS, comunicações, resgates etc., é funda- mental na escolha e acolhimento deste voluntário no grupo.
Há de se ter cuidado com isso para não supervalorizar um grupo ou pessoa em detri- mento de outras. Todos os resgatistas têm em sua personalidade destrezas que são importantes na execução da missão.
Não é porque se busca uma determinada pessoa para contribuir em uma tarefa que esta passa a ser fundamental ao grupo. Só existe uma pessoa a mais para facilitar o sucesso do grupo. Um erro seria o contrário. As elites operacionais ou grupos essen- ciais tendem a dissipar energias dentro das emergências e estimular uma competi- ção não desejada entre os membros da equipe.
Capacitação dos voluntários
A fim de atender cada um em sua peculiaridade, o coordenador deve buscar entidades para estabelecer parcerias de treinamentos em conjunto. Estas mesmas entidades ou organizações são grupos de apoio importantes na operação.
Por exemplo: o coordenador de comunicação deve procurar o grupo de radioamadores de sua região e entre eles realizar treinamentos, experimentos de equipamentos e outras atividades voltadas ao exercício de suas habilidades específicas, assim como o coordenador da seção de operações deve buscar grupos de espeleologia, excursio- nistas, montanhistas, Bombeiros e Policiais Militares para realizarem atividades con- juntas para testar seus conhecimentos e trocar informações.
Ç Ã O E OR G A N IZ A Ç Ã O D E G R UPOS V OL UN T Á R IOS D E B USC A E SA L V A M E N T O D E T UR ISM O D E A V E N T UR A 46 Estruturação e Capacitação
Este sistema de trabalho irá permitir à equipe manter-se atualizada e ajudar os outros segmentos do sistema de resposta a emergências do município, oficiais ou não, a estar sempre em treinamento. Outra função desta atividade é manter um convívio salutar e social entre os membros das equipes de resposta, derrubando barreiras que podem ser grandes ao desempenho de atividades no momento da emergência.
Este sistema de capacitação conjunta e continuada irá propiciar às equi- pes o desempenho adequado de resposta a emergência e a destreza no trato com o público em geral. Lembre-se: em emergências, todos têm algo a contribuir. Os coordenadores, comandantes e responsáveis devem saber gerir estes recursos e canalizar forças para a resolução de problemas.
A capacitação conjunta tem por objetivo colocar na sala de aula, um ambiente neutro e com possibilidade de estudo e conversa amigável, as pessoas que vão estar presen- tes nas respostas a emergências. Se estas pessoas se conhecem previamente, de- senvolvem uma rede de convivência e tratam de conhecer os limites e pontos fortes de cada um, sem dúvida, no momento de uma emergência, irão se chamar pelo primeiro nome e irão trabalhar em um clima muito mais seguro e salutar.
A capacitação do voluntário em primeiros socorros é um assunto de grande importân- cia e merece uma atenção especial.
É muito importante que todo voluntário de campo seja treinado em primeiros socorros, não apenas para atender às necessidades da vítima, mas também para que seja totalmente responsável por sua própria segurança e de sua equipe. E ao considerar o fato de que as atividades envolvidas são normalmente de risco e administradas em ambientes naturais e muitas vezes remotos, longe de apoio médico avançado e de outras equipes de busca e salvamento, o cuidado deve ser ainda maior.
No Brasil ainda não existe um processo de certificação oficial em primeiros socorros que siga um currículo em comum por todo o país. Portanto, muitos são os cursos, seus currículos e níveis de ensino, sendo mais difícil a escolha de um bom curso. Para o caso de uma possível ação legal contra o voluntário ou a organização, seguin- do uma conclusão infeliz de um atendimento, é importante que todos aqueles que prestem socorro a uma vítima estejam devidamente treinados, seguindo protocolos e procedimentos que sejam aceitos nacionalmente e se possível também internacional- mente. Um certificado de aprovação no curso assinado por médico ou enfermeiro também é uma garantia a mais.
Se for considerado o sistema americano de Busca e Salvamento (SAR), observa-se que a qualificação de First Responder é a mínima formação exigida de primeiros socorros, do voluntário. Esse curso varia de 65 a 80 horas de treinamento, dependen- do se ele atenderá apenas o curriculum urbano ou também o de áreas remotas. Fa- zendo um paralelo com a realidade do país, onde tais cursos ainda são incomuns, é sugerida, portanto, uma carga horária mínima de 40 horas de treinamento em primei- ros socorros.
É importante relevar que alguns procedimentos recomendados para áreas urbanas não são os mais indicados para o atendimento de busca e salvamento em ambientes naturais ou remotos (a mais de 1 hora de distância de atendimento especializado). Ao realizar cursos e treinamentos, esses devem ser direcionados para as realidades que serão encontradas pelo trabalho do GVBS. Nos simulados deve-se calcular os tem- pos de atendimento realisticamente, não incluindo a existência de um helicóptero “salvador”, por exemplo, se na realidade ele não vai existir.
C R IA Ç Ã O E OR G A N IZ A Ç Ã O D E G R UPOS V OL UN T Á R IOS D E B USC A E SA L V A M E N T O D E T UR ISM O D E A V E N T UR A 47 Estruturação e Capacitação
Como normalmente a vítima se encontrará distante e, possivelmente, em local de difícil acesso, o treinamento de primeiros socorros deverá preparar o voluntário para fazer um detalhado levantamento de dados (análise do paciente), provendo a equipe, por rádio, com informações relevantes sobre a condição da vítima, além de ensiná-lo a tratar da melhor forma possível as principais lesões traumáticas e problemas clínicos.
Provavelmente a vítima será achada pelos precursores da equipe, e serão eles que deverão providenciar o auxílio imediato a ela, até que pessoal especializado (médi- cos, enfermeiros etc.) alcance o local.
A partir do momento em que o voluntário faz contato com a vítima e contando com a possibilidade de contato por rádio, ele passará a ser os olhos e as mãos da equipe médica, ainda que à distância, permitindo-os que garantam um atendimento adequa- do, além de mantê-los constantemente informados com o quadro da vítima.
Esse treinamento deve ser composto de aulas teóricas, muitas aulas práticas e vários simulados. É preciso criar situações parecidas com as que possam ocorrer na reali- dade do local, pois em uma situação real ele já se sentirá familiarizado e terá mais facilidade para agir corretamente.
A correta documentação dos atendimentos na região ajudará em direcionar o treina- mento para dar maior atenção aos problemas mais comuns. Portanto, deve-se enfatizar a utilização de formulários de atendimento.
Todo treinamento tem data de validade, portanto deve ser realizado (mesmo que em uma versão mais curta) periodicamente.