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The application of the screen-model based approach for stents in cerebral aneurysms

3.2 Equations for the models

3.3.2 Resolution study

As mudanças que ocorreram no processo de alfabetização, como já discutimos anteriormente, refletiram na prática do professor e na organização do seu trabalho na sala de aula. Todas as modalidades organizativas do trabalho pedagógico sofreram essas mudanças. Nos tópicos anteriores, percebemos que o planejamento, a rotina e o tempo pedagógico seguem seu ritmo de acordo com a perspectiva de alfabetização que a sociedade está vivenciando e que o professor apresenta. O mesmo acontece com a escolha das atividades e os recurso didáticos que serão utilizados, pois o professor que acredita, por exemplo, que o livro didático é para ser utilizado por completo, seguirá por um caminho diferente de um professor que utiliza esse recurso como um apoio. Os tipos de atividades serão diferentes, assim como as concepções sobre a alfabetização.

Os recursos didáticos e os tipos de atividades selecionadas pelos professores tem um importante papel no processo de ensino-aprendizagem, pois são eles que garantem que o docente atinja os objetivos pensados no momento do planejamento. No entanto, quando o professor escolhe de maneira errônea esses recursos, ou não se planeja e decide que material

utilizar no momento da aula, há o risco dessa aula não favorecer a aprendizagem do aluno. “Desse modo, é necessário que o docente tenha clareza sobre o que ensinar, por que ensinar o que está ensinando, como ensinar.” (LEAL; RODRIGUES, 2011, p. 96). E todas essas decisões precisam ser tomadas no momento que o professor planeja suas aulas.

Apresentaremos agora alguns recursos que aparecem com maior frequência no dia a dia dos professores alfabetizadores.

3.4.1 Livros didáticos e obras complementares

Um dos recursos que aparecem com grande frequência são os livros, que podem ser divididos em dois grupos: o dos livros didáticos e o dos livros complementares, que também são usados pelos professores nas aulas.

Os livros didáticos destinados a alfabetizar foram os que sofreram maiores mudanças. Isso porque esse material segue as tendências que ocorreram na concepção de alfabetização. Tendências que influenciaram não só na estrutura do material, como também na prática dos professores, que antes, baseados nos métodos de abordagem sintética e analítica, seguiam todas as sequências de atividades contida nos livros e que, após o surgimento da Psicogênese da língua escrita e dos estudos sobre o letramento, passaram a utilizá-lo como um dos recursos didáticos possíveis para alcançar os objetivos pedagógicos. Os livros didáticos começaram a ser vistos como suporte, através do qual o professor seleciona textos e atividades que se adéquam aos conteúdos planejados. (ALBUQUERQUE; MORAIS, 2011). Ao não ficar preso à sequência de atividades propostas pelo livro, o professor se torna mais independente para organizar seu trabalho pedagógico.

Além de acarretar mudanças na prática dos docentes, as transformações sofridas pelos livros didáticos destinados à alfabetização privilegiaram os eixos que antes não eram explorados, como: atividades de leitura evolvendo textos reais, atividades diversificadas que trabalham a oralidade, atividades de produção de texto com uma finalidade e destinatário definidos e reais, atividades de apropriação da escrita alfabética que favorecem a reflexão do aluno sobre o sistema de escrita, entre outros.

Enfim, com as mudanças vivenciadas, as atividades e conteúdos dos livros didáticos melhoraram bastante, porém é importante salientar que os livros didáticos de perspectivas sintéticas ainda estão presentes em muitas salas de aula e vem ganhando espaço no cenário educacional brasileiro através de programas com essa concepção de alfabetização, como por

exemplo, o programa Alfa e Beto, trazendo em seu conteúdo atividades de enfatizam a memorização de letras, fonemas e de padrões silábicos.

. Entendemos ainda que o livro didático precisa ser um dos recursos didáticos e não o único, pois o papel do professor é o de organizar seu trabalho pedagógico para ajudar o aluno a avançar no processo de ensino-aprendizagem, favorecendo a construção do conhecimento, e não o de ser “escravizado” por um livro didático. Em sua rotina da sala de aula

os professores e professoras não devem usar o livro como o único material de apoio para organização do trabalho pedagógico. Mas entendemos que ele hoje, com as mudanças que vem sofrendo, é um bom material sobre o qual podemos construir e criar as atividades de alfabetização. (MORAIS et al., 2008, p. 39)

Desta forma, concordamos com Albuquerque e Morais (2011, p. 154) quando afirmam:

Se os professores conseguem identificar os propósitos das atividades propostas pelos autores dos livros que estão disponíveis para trabalhar em sua sala de aula, poderão, com maior autonomia, selecionar os tipos de tarefas que proporão aos seus alunos. E, quando necessário, substituir ou ampliar o que foi prescrito originalmente pelo livro que todos (ou a maioria) de seus alunos receberam.

Além dos livros didáticos, outros tipos de livros podem e devem ser utilizados pelos professores como recursos didáticos em suas aulas. Esses livros devem ser selecionados a partir de alguns critérios e finalidades, tais como: objetivos didáticos, faixa etária dos alunos, da proposta curricular da escola e/ou secretaria de educação, variedades de gêneros, dentre outros. (LEAL; RODRIGUES, 2011).

Os livros complementares auxiliam os professores no processo de formação de leitores e escritores autônomos e críticos, por aproximar os alunos de textos variados e com distintas finalidades, favorecendo também o prazer e o gosto pela leitura.

Leal e Rodrigues (2011), em seus estudos, elencam alguns tipos de livros e suas finalidades. No entanto, as autoras alertam que o mesmo livro pode se encaixar em distintas finalidades. Ou seja, um livro de cantiga, por exemplo, pode conter saberes científicos encontrados em enciclopédias. Entre os tipos de livros que as autoras citam em seus estudos encontram-se os livros de divulgação do saber científico, biografias, livros instrucionais, livros com temas populares (cantigas, parlendas, trava-línguas, jogos de palavras.), livros de palavras, livros de imagens, livros de histórias.

Com tanta diversidade de livros e finalidades de textos (para informar, para deleite, para aprender), o professor tem várias opções para ampliar as possibilidades de trabalho, de modo a favorecer a aprendizagem do aluno. O educando, por sua vez, precisa conhecer diversos gêneros textuais e suas funções na sociedade, para se tornar praticante ativo das práticas sociais de escrita e leitura. Desta forma, se faz necessário um trabalho que envolva os alunos no mundo da escrita. Concordamos com Leal e Rodrigues (2011, p. 112) quando colocam que “todas as aprendizagens decorrentes do uso intencional desses livros podem ser muito relevantes para a vida das crianças.”.

Como discutimos até aqui, o livro, seja ele didático ou obra complementar, apresenta boas atividades para serem trabalhadas em sala de aula. No entanto, como já ressaltamos, essas atividades precisam ser estudadas pelos professores e planejadas de forma que auxiliem na aprendizagem dos alunos.

Além dos livros, os professores dispõem de outros recursos didáticos que auxiliam seu trabalho, cujo objetivo é o de alfabetizar seus alunos. No próximo item trazemos três recursos muito utilizados pelos docentes das turmas de alfabetização. São eles: os jogos, cartazes e as letras móveis.

3.4.2 Jogos, cartazes e letras móveis: recursos didáticos para alfabetizar

O recurso mais popular, depois dos livros, são os jogos, que podem ser didáticos e não didáticos. Silva e Morais (2011, p. 14) definem como jogos didáticos “aqueles jogos que têm finalidades voltadas para a aprendizagem de conceitos e habilidades relativos ao currículo das diferentes áreas de conhecimento.”. No entanto, os autores salientam que todos os jogos são educativos, por educar as pessoas que deles participam.

Alguns jogos tradicionais (amarelinha, queimado) e de regras (dominó, xadrez.), apesar de não serem considerados “didáticos”, podem ser utilizados como recursos didáticos para o ensino. Segundo Silva e Morais (2011, p. 14): “nesse caso temos uma “didatização” de jogos presentes na sociedade, que não foram especialmente criados com o objetivo de ensinar algo as crianças, mas que são usados, com adaptações, para este fim.”

Em outras palavras, os jogos são recursos, assim como os livros, que auxiliam os professores na sua rotina diária. Este recurso abre uma gama de possibilidades de uso, pois o docente pode, e deve, fazer adaptações nos recursos a partir dos objetivos pensados para aquela aula. Os professores, como já discutido em tópicos anteriores (ALBUQUERQUE;

MORAIS; FERREIRA, 2008), fabricam seu cotidiano e criam “táticas” para melhorar a qualidade do ensino, proporcionando momentos produtivos de aprendizagem para os alunos. E entre essas táticas poderíamos citar a adaptação de recursos didáticos no processo de ensino-aprendizagem.

Sobre esse assunto, Pessoa e Melo (2011) explicam que a utilização dos jogos pode ser incentivada na sala de aula, por ser um recurso que estimula a aprendizagem dos alunos. De acordo com as autoras, o aspecto lúdico desse recurso favorece um maior envolvimento dos aprendizes durante as atividades.

No processo de alfabetização, alguns jogos didáticos podem ajudar os alunos a compreender as propriedades que regem o sistema de escrita alfabética (LEAL; MORAIS, 2010), como por exemplo: saber que se escreve com letras, que a escrita começa da esquerda para direita, que as palavras são separadas umas das outras por um espaço em branco, entre outras propriedades.

Silva e Morais (2011) ressaltam a importância dos jogos no processo de apropriação do sistema de escrita. Segundo os autores, os jogos que mais ajudam nesse processo são os “jogos com palavras”, por favorecerem a reflexão do SEA de uma forma lúdica e prazerosa. Mas os autores alertam que “os jogos não podem ser utilizados como únicos recursos didáticos no processo inicial de aprendizagem da leitura e da escrita, pois eles, por si só, não garantem a apropriação dos conhecimentos visados.” (SILVA; MORAIS, 2011, p. 24). Isto é, o professor precisa propor atividades diversificadas com recursos variados e propiciar aos alunos condições de compreender e de se apropriar do sistema de escrita.

Além dos livros e dos jogos, os docentes utilizam em suas salas de aula recursos como cartazes, que contribuem em atividades envolvendo diferentes tipos de gêneros textuais, como cantigas, lista e receitas. Esses recursos favorecem, também, a reflexão sobre a língua escrita, pois auxiliam o aluno a visualizar os textos, observando as letras, sílabas e palavras que compõem os mesmos.

As letras móveis são também recursos didáticos presente na maioria das salas de alfabetização. São as letras recortadas que o professor entrega aos alunos para que formem, sozinhos ou com a intervenção do professor, palavras, frases e até pequenos textos.

Esse recurso auxilia no (re)conhecimento das letras, pois o aprendiz “necessariamente trata as letras como unidades e pode contar quantas vezes cada letra aparece [...] ou observar que letras se repetem e quais empregará para formar diferentes palavras” (MORAIS, 2012, p. 140).

Além dos livros didáticos, livros complementares, jogos, cartazes e letras móveis, ainda há os recursos que são mais utilizados nas propostas sintéticas de alfabetização são eles: os textos cartilhados que são pseudo textos que tem como objetivo a memorização de letras, fonemas e padrões silábicos que foram trabalhados, por exemplo, “o bebê baba”; ainda há os cartões silábicos que são cartões que trazem os padrões silábicos de todas as letras; o caderno de caligrafia também é um recurso presente na proposta sintética, esse material tem como objetivo que os alunos aprendam o traçado das letras, que na maioria das vezes apresentassem de forma cursiva.

Entendemos que os recursos didáticos, assim como a rotina e o tempo pedagógico, devem ser bem pensados durante a elaboração do planejamento, pois uma boa escolha do recurso didático pode favorecer não só o alcance dos objetivos, mas também a aprendizagem dos alunos.

3.5 Atividades na alfabetização: quais os tipos, como realizá-las e qual seu papel no