The application of the screen-model based approach for stents in cerebral aneurysms
3.4 Testing the continuum stent model under different con- con-ditionscon-ditions
3.4.4 Pulsatile flow: Womersley
A partir de agora apresentaremos e analisaremos os programas e projetos implementados e desenvolvidos pelas redes municipais de ensino nas quais realizamos a pesquisa. Essa caracterização é necessária para sinalizar como as propostas de trabalho podem
interferir nas práticas pedagógicas que repercutem, por sua vez, na aprendizagem dos alfabetizandos.
5.1.1 Programas e projetos desenvolvidos pelo município do Paulista-PE
5.1.1.1 Programa Escola em Ação
O Programa Escola em Ação é uma parceria entre o Instituto Votorantim, a Votorantim Cimentos, a Comunidade Educativa- CEDAC e a Prefeitura Municipal do Paulista-PE. Foi iniciado em 25/01/2006 no município, com o objetivo de “melhorar a formação e desenvolvimento de professores, supervisores e diretores de escolas públicas, e, como consequência, aperfeiçoar a alfabetização de todos os alunos do Ensino Fundamental.”4
Vejamos quem foram os participantes desse programa:
Figura 1: Quantitativo de pessoas que participaram do Programa Escola em Ação
Consistia num programa de formação de gestores, supervisores e professores, através do qual eram realizadas discussões teóricas sobre alfabetização e letramento, relacionando esses temas com a prática pedagógica dos professores alfabetizadores. Ele auxiliou os docentes do grupo V até o 3º ano do Ensino Fundamental na organização do trabalho pedagógico, na perspectiva de alfabetizar letrando, construindo junto com eles uma proposta de rotina semanal de trabalho, enfatizando as práticas de leitura, escrita e oralidade, numa perspectiva de trabalho com projetos didáticos.Nessa rotina semanal encontramos: sugestões
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de atividades permanentes; atividades com o projeto didático (que privilegiavam a alfabetização e o letramento e que foram desenvolvidas pela rede junto com o programa); os dias para o trabalho com outras disciplinas; algumas sugestões de brincadeiras e a indicação do tempo pedagógico destinado para cada atividade (conforme quadro de referência entregue aos professores do 1º ano no segundo semestre do ano de 2008).
Figura 2: Quadro de referência para organização da rotina semanal do projeto Escola em Ação
Como podemos observar, além do trabalho que privilegiava o ensino da Língua Portuguesa, nessa rotina encontramos também o trabalho com as disciplinas de Matemática, Artes e atividades corporais. No entanto, isso não quer dizer que o professor deixasse de trabalhar com disciplinas como História, Geografia e Ciências, pois estas também são contempladas em projetos didáticos, como, por exemplo, o “Projeto Pequena Enciclopédia”, que propunha o estudo de textos informativos de cunho científico.
As atividades permanentes observadas nessa rotina foram: a escrita da agenda do dia; atividade de escrita pelo aluno; atividades envolvendo os nomes próprios; a apresentação e correção da atividade de casa; a leitura (de diversos gêneros textuais) feita pelo professor; atividades com o projeto; brincadeiras educativas; o uso do kit leitura (constituído por Contos Clássicos, Contos Contemporâneos, Contos Populares, Poemas, Parlenda e Gibis), que,
segundo material do programa, “foram organizados seis kits diferentes que serão utilizados por todas as escolas em um sistema de rodízio”.5
No entanto é importante ressaltar que o quadro de rotina semanal, exposto acima, não era uma exigência do Programa, é apenas um quadro para que os professores se baseassem na construção de seus quadros de rotina, desta forma era dada essa autonomia aos docentes para a construção de suas rotinas.
Além da organização do trabalho pedagógico do professor, o programa enfatiza a realização de atividades com os eixos da leitura, escrita e oralidade, fornecendo aos professores textos que justificam a importância do ensino desses eixos na sala de aula, assim como um banco de atividades que sugere aos professores ideias de como trabalhar com esses eixos. Os docentes também são orientados a acompanharem toda a evolução dos alunos, realizando a cada dois meses a diagnose e preenchendo a tabela de evolução de acordo com os níveis de escrita e leitura apresentados pelos alunos.
Em relação ao trabalho com os projetos didáticos, além dos textos acadêmicos que explicavam a importância de trabalhar com essa proposta, os professores receberam informações de como organizar os produtos finais escritos e orais. No exemplo da enciclopédia, forneciam para o professor um material que explicava como montar a enciclopédia (capa, contra capa, produções dos alunos, lista de nomes dos alunos, referências bibliográficas e logomarca).
Figura 3: Material de formação para os professores participantes do Escola em Ação
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Apesar de terem como proposta inicial o trabalho com esse programa até o ano de 2011, o município ampliou o trabalho com o mesmo até o primeiro semestre do ano de 2012. No segundo semestre do referido ano foi substituído pelo Projeto Trilhas.
5.1.1.2 Projeto Trilhas
O projeto era uma iniciativa do Programa Crer para Ver, da empresa Natura Cosméticos, em parceria com o CEDAC- Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária. Eram materiais elaborados para “instrumentalizar e apoiar o trabalho docente no campo da leitura, escrita e oralidade, com crianças de 4 a 6 anos, com o objetivo de inseri-las em um universo letrado.” (CADERNO DE APRESENTAÇÃO, 2010, p.1). Esses materiais eram divididos em três caixas, distribuídas da seguinte forma:
“Trilhas para ler e escrever textos” (caixa 1) - Esse material continha o caderno de apresentação, o caderno de estudo e seis cadernos de orientações para o trabalho com histórias, que eram divididas por temática (histórias com cartas, histórias com acumulação, histórias com repetição, histórias com engano, histórias clássicas, histórias de animais). “Trilhas para abrir o apetite poético” (caixa 2) - Nessa caixa constava um caderno de
estudo e quatro cadernos de orientações para o trabalho com histórias rimadas, poemas, canções e parlendas.
“Trilhas de jogos” (caixa 3) - Nesse material vinham os cadernos de jogos, divididos em três partes: a primeira apresenta os dez jogos que compõem a caixa; a segunda aprofundava com texto teóricos a importância da brincadeira de faz de conta e da mediação do professor nessas brincadeiras e a terceira trazia a bibliografia, com as referências e textos utilizados na elaboração desse material). Na caixa “Trilhas de jogos” encontramos dez jogos: Mercado; Descubra o invasor; Batalha dos nomes; Passo a passo; Bichos malucos; Rimas; Nomes escondidos; Que brinquedo é esse?; Contrários; Agrupando imagens. E é nessa caixa que observamos mais ênfase no trabalho de apropriação do SEA, no qual encontramos nas propostas dos jogos a exploração das rimas, aliterações, comparações entre as palavras.
Cada caixa vem com um caderno para aprofundamento teórico de cada temática a ser trabalhada. Esses cadernos eram organizados em três partes: a primeira era a apresentação do material contido na caixa, com propostas de atividades sobre o tema; a segunda parte trazia orientações quanto às melhores maneiras de apresentar o material para as crianças e as
expectativas de aprendizagens específicas de cada caixa; e a terceira parte continha o glossário e a bibliografia. O glossário trazia os significados das palavras mais usadas e na bibliografia estavam relacionados os materiais de estudo utilizados para a elaboração do projeto.
Além de vir com os cadernos de estudo e orientações para professores e diretores, as caixas ainda traziam livros de literatura infantil, DVDs e jogos (no caso da caixa “Trilha de jogos”, já apresentada anteriormente).
O projeto Trilhas visava colaborar com o trabalho cotidiano do professor em sala de aula e também oportunizar às crianças da pré-escola o contato com livros de literatura infantil, pois segundo a proposta do programa “a formação de leitores deve ser uma das prioridades da área da educação e, assim, esse tema precisa ter a atenção de todos, inclusive dos professores que trabalham com crianças em idade pré-escolar.” (CADERNO DE APRESENTAÇÃO, 2010, p.5).
Outro ponto citado no projeto era a concepção de escrita e de leitura. A proposta do programa era proporcionar o contato das crianças com a cultura da escrita, mesmo antes de serem leitores e escritores autônomos, como podemos observar no trecho a seguir:
A decodificação é, sem duvida, uma dimensão importante, mas não é a única implicada na aprendizagem da leitura, uma vez que de nada serve saber decodificar sem poder ir além da letra do texto. O Trilhas valoriza e cria condições para que as crianças tenham oportunidade de entrar no mundo dos livros, desvendar sua estrutura e conhecer a linguagem que se escreve mesmo antes de ser capaz de ler e escrever autonomamente. (CADERNO DE APRESENTAÇÃO, 2010, p.6)
O trabalho com apropriação do SEA é visto com mais ênfase na proposta de trabalho com a caixa dos jogos de apropriação, no qual era trabalho rimas, atividades de troca de letras, aliterações.
A concepção do projeto Trilhas se baseia na pedagogia dos projetos, através da qual os alunos são levados a resolver situações-problemas e participar de forma ativa na sua aprendizagem. De acordo com o projeto:
é importante planejar a melhor maneira de apresentar uma atividade e levantar questões durante o seu desenvolvimento. O desafio está em fazê-la pensar sobre as decisões que vão tomando para realizar as propostas e convidá-la a justificar sua escolha. Enfim, investir para que as atividades se configurem como situações- problema, que respeitem as possibilidades de cada grupo de crianças, mas que sempre as estimulem a ir além. (CADERNO DE APRESENTAÇÃO, 2010; p.9)
aprendizagem dos aluno.
5.1.2 Programas desenvolvidos pelo município de Jaboatão dos Guararapes-PE
5.1.2.1 Programa Alfa e Beto
Era um programa que fazia parte do Instituto Alfa e Beto (IAB), uma organização não governamental, sem fins econômicos, criado em 2006, que tinha como prioridade promover a alfabetização das crianças; para tanto buscava parcerias com instituições do setor público e privado.
O programa era baseado nos métodos fônicos de alfabetização. De acordo com o programa: “[...] os métodos mais eficazes são os métodos fônicos, que levam o aluno a fazer a correspondência entre fonemas e grafemas de maneira sistemática e explícita, usando técnicas de análise e síntese de fonema” (INSTITUTO ALFA E BETO, 2013). Dessa forma, o ensino é baseado no trabalho com decodificação, leitura, escrita e expressão oral.
No trabalho com a decodificação, o documento afirma que “o aluno precisa conhecer as letras e associar as letras com os sons (fonemas) que representam” (INSTITUTO ALFA E BETO, 2013). Ou seja, havia uma intenção de um trabalho contínuo com os fonemas, que aparecia na rotina do professor em todas as aulas, como veremos mais à frente.
O trabalho com o eixo da leitura era pautado nos seguintes objetivos: 1) identificar automaticamente as palavras, com as crianças lendo e relendo várias vezes as palavras que já sabiam e que já aprenderam a decodificar; 2) promover na criança a fluência de leitura, através da leitura e releitura de textos “simples, estruturados, conhecidos e com palavras que o aluno consegue identificar automaticamente ou decodificar. São os chamados ‘textos decodificáveis’.” (INSTITUTO ALFA E BETO, 2013). Para que tais objetivos fossem alcançados, o programa disponibilizava para os professores o livro de Língua Portuguesa e os minilivros, que veremos mais adiante.
O trabalho com o eixo da escrita, como em todos os métodos de abordagens sintéticas, se baseava no trabalho que parte das unidades menores da língua escrita (fonemas, letras e sílabas) para posteriormente estudar as unidades mais globais como palavras, frases e textos. O Programa Alfa e Beto privilegiava o trabalho com: a caligrafia (que tinha como objetivo “permitir ao aluno escrever de maneira legível e fluente”); com ortografia, escrita de
frase e com textos simples e “decodificáveis”, como já foi citado anteriormente no trabalho com o eixo da leitura.
Também há o trabalho com a expressão oral, pois, de acordo com o programa, era preciso que o professor estimulasse os alunos mais tímidos para se expressarem e facilitarem a comunicação, uma vez que “a expressão oral é uma competência fundamental para a comunicação. Não se trata de falar muito ou de falar bem: tratar-se de falar de forma adequada aos diversos contextos” (INSTITUTO ALFA E BETO, 2013).
O programa oferecia ao professor o manual de orientação, no qual estavam as informações pedagógicas de como utilizar os materiais oferecidos. Nesse manual também havia o plano de trabalho quinzenal, com sugestões para o professor organizar os blocos de atividades de cada dia de aula. Havia ainda a agenda do professor, onde ele deveria registrar e planejar suas atividades e avanços dos alunos. As formações recebidas pelos docentes eram ministradas pela equipe da Secretaria de Educação, com vídeos que mostravam como devem ser realizadas as atividades propostas. A seguir veremos um exemplo do plano de trabalho.6
Tabela 1: Rotina de trabalho do Programa Alfa e Beto
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Plano de trabalho disponibilizado pela professora observada na pesquisa.
DIA 9/4 DIA 10/4 DIA 11/4 DIA 12/4 DIA 13/4
ACOLHIDA ACOLHIDA ACOLHIDA ACOLHIDA ACOLHIDA
LEITURA PÁG. 7 LEITURA PÁG. 7 LEITURA PÁG. 7 LEITURA PÁG. 7 LEITURA PÁG. 7 MCF PÁGS. 13-14 MCF PÁGS. 15-16-17 MCF PÁGS. 18-19-20 MCF PÁGS. 21-22-23 MCF PÁGS. 24-25-26 BRINC. C/ SONS E LET.
ATIV.1,2,3,4
BRINC. C/ SONS E LET.