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NANOBIOTECHNOLOGIES - Permettent d’ame liorer les connaissances sur les

1.3 La politique des « nanos »

1.3.2 La reprise en Europe du programme de « convergence NBIC»

Neste capítulo apresentamos aspetos relacionados com a amostra (n=50), sobre a qual apreendemos alguns aspetos multidimensionais que a envolvem, sendo que a isolámos a partir da população em apreço (n=500) para analisarmos os dados empíricos recolhidos através das entrevistas presenciais.

Propomo-nos a realizar um percurso analítico, através das quatro hipóteses de investigação que elencámos, no sentido de expormos e corelacionarmos as perceções dos indivíduos, enquanto confirmamos, ou não, os pressupostos que conduziram a pesquisa.

A hipótese I assenta na relação entre as condições de vida anteriores ao acolhimento e a integração social.

A Hipótese II refere-se ao papel do acolhimento na viabilização da integração social, apesar das desvantagens iniciais.

A Hipótese III concerne à correspondência entre as eventuais relações de mentoring em acolhimento e a integração social.

Por último, a Hipótese IV incide sobre a relação com as famílias de origem, durante o acolhimento e a integração social

Consideramos que a integração social dos indivíduos " (...) definível como

pluralidade vasta, aberta e mutável de estilos de vida, todos partilhando a cidadania"

(Ferreira de Almeida 1993: 830), é o aspeto comum às quatro hipóteses que confluem nesse mesmo sentido ao problematizarem os cursos das trajetórias de vida, em tudo tão idênticas e, simultaneamente, tão dissemelhantes.

Este último ponto de análise subdivide-se nalguns subpontos, tais como as expetativas face à desinstitucionalização; a experiência da desinstitucionalização a curto/médio prazo: dificuldades e resoluções; as relações sociofamiliares e transições habitacionais; o posicionamento face à escolaridade e formação profissional; a situação ocupacional e tempos de lazer (os empreendedores); o quotidiano e as perspetivas de futuro: na rota do bem-estar e da felicidade.

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1. Hipótese I: A relação entre as condições de vida anteriores ao acolhimento e a integração social

 Quanto mais precárias foram as condições vivenciadas em meio natural de vida, conducentes ao acolhimento, maiores foram as dificuldades de integração social subsequente.

Impediram?

Fig. 23 - Hipótese I

No que se refere à fase de pré-institucionalização orientámo-nos por algumas dimensões de análise que observámos como sendo importantes para a compreensão das trajetórias de vida sob investigação:

1. Representações e memória das pessoas com quem viveram antes de serem acolhidos;

2. Razões para a institucionalização;

3. Representações e memória das razões de entrada em acolhimento;

4. Percurso escolar antes da institucionalização.

A hipótese I incide sobre a possibilidade do “peso” das problemáticas que os indivíduos experienciaram anteriormente à sua entrada em instituição virem a impedir a sua integração social posterior. Desta forma, no sentido de concretizar uma caracterização da

situação anterior ao acolhimento em LIJ na CPL, apelámos às representações e memórias que

os indivíduos (n=50) tinham, sobre as pessoas com as quais haviam vivido, antes de serem acolhidos e às suas perceções sobre as razões que os encaminharam para o acolhimento.

À data de acolhimento, as c/j da amostra advinham de famílias com uma tipologia diversa que agrupámos em quatro categorias: nuclear (monoparental ou não); alargada;

Problemáticas (meio natural de vida)

Acolhimento

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reconstituída; compósita.

Família nuclear Aldair; Alírio; Anabela; Angélico; Calvino; Camila; Clemente; Dinis; Estrela; Iris; Josefa; Juliano; Levi; Libânio; Licínio; Madalena; Nicolau; Orfeu; Osmar; Otoniel; Querubim; Quirino

Família alargada Alan; Benito; Branca; Ezequiel; Hipólito; Leopoldo; Magnólia; Pelágio

Família compósita Brígido; Getúlio; Isaura; Jamila; Joceline; Júlia; Nazaré; Olegário; Santiago; Zacarias; Dinarte; Domingos; Simão

Família reconstituída Aurora; Ísis; Mercedes; Olavo; Rosália; Samanta; Sidney

Quadro 4 - Famílias de proveniência antes do acolhimento (amostra)

No sentido de caracterizarmos a situação vivida pela amostra anteriormente ao seu acolhimento em LIJ na CPL, apelámos às memórias dos indivíduos relativamente às razões que levaram a que fossem acolhidos.

Os motivos considerados determinantes para o ingresso dos indivíduos em LIJ, de acordo com a perceção que os mesmos manifestaram no decorrer das entrevistas presenciais, foram agrupadas em quatro categorias:

1) Ausência ou instabilidade do suporte familiar; 2) Maus-tratos;

3) Carência socioeconómica;

4) Doença e comportamentos aditivos dos cuidadores.

Outros indivíduos associam como problemáticas conducentes ao acolhimento duas das categorias anteriormente mencionadas: carência socioeconómica e maus-tratos ou carência socioeconómica e ausência ou instabilidade do suporte familiar. Assim, apresentamos quatro categorias isoladas e duas categorias associadas. Surge com maior saliência a categoria agregada: carência socioeconómica e ausência ou instabilidade do suporte familiar.

Primeiramente, apresentamos as quatro categorias isoladas.

Relativamente à primeira categoria (ausência ou instabilidade do suporte familiar), observámos os indivíduos que referiram ter tido uma das seguintes problemáticas conducentes à sua institucionalização: abandono dos cuidadores; reclusão dos cuidadores; orfandade parcial ou total; rejeição dos cuidadores; outra instabilidade familiar.

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como razão para que a institucionalização seja uma via alternativa devido à inexistência de acompanhamento e suporte, uma vez que se verifica reclusão dos cuidadores, abandono; incapacidade educativa e outras formas de negligência, as quais ocorrem isoladamente ou coocorrem, e não permitem responder às necessidades de desenvolvimento das c/j, tal como nos informam diversos autores consultados. Propomo-nos estabelecer uma correspondência entre a literatura consultada e exemplos ilustrativos da amostra.

Muitas c/j em acolhimento proveem de quadros familiares onde se verificam práticas criminais dos pais em ocorrência ou coocorrência (Hartley 2002). Assim, vários autores referem-se a situações de reclusão e de atividades criminosas dos cuidadores: “ (…)

reclusão de, pelo menos, um dos cuidadores…” (Courtney et al. 2001: 695); “ (…) atividades criminosas (…) com raízes familiares (…) ” (Tyler 2006: 1388); “ (…) progenitores (…) reclusos”

(Olmstead et al. 2011: 48-49). Estas são situações em que claramente existe ausência ou instabilidade dos cuidadores.

Veja-se, por exemplo, os casos de Branca, Calvino, Olegário e Rosália cujos progenitores haviam sido presos, dois por tráfico de droga (Branca e Olegário) e os outros dois por motivos não referidos (Calvino e Rosália), sendo que Calvino foi, simultaneamente, abandonado pela mãe. Perante estas circunstâncias ficaram sem apoio familiar que assegurasse o seu acompanhamento e foi decidido, pelas autoridades com competência em matéria de infância e juventude, o seu ingresso institucional como forma de proteção.

Após o percurso que concretizaram em acolhimento, deixaram o mesmo e constituem, na atualidade, casos de integração social, uma vez que se encontram a trabalhar (Branca; Calvino; Rosália) ou a estudar no ensino superior (Olegário).

Destacamos os casos particulares de Calvino e de Olegário. O primeiro por ter um percurso socioprofissional ascendente, dado ter passado de trabalhador por conta de outrem a empresário em nome individual (ramo de ótica ocular) e, o segundo, por ser um caso manifesto de sucesso escolar e ter planos socioprofissionais muito definidos e ambiciosos, verificando-se a existência de um plano de carreira em curso. Nestes casos, as problemáticas vivenciadas pelos indivíduos na fase de pré-institucionalização, embora fossem “pesadas”, não determinaram negativamente o seu processo de integração social.

No sentido de exemplificar estas situações auxiliamo-nos da perceção de dois dos entrevistados no que concerne aos motivos que determinaram a sua entrada no sistema de

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