L E CAS A400M : UN EXEMPLE INEDIT MAIS EDIFIANT J EAN J OANA ET A NDY S MITH
2. L’A400M FACE AUX TRANSFORMATIONS DE LA PRODUCTION D’ARMEMENT
2.1. Un réagencement des acteurs sectoriels
2.1.2 Les rapports DGA/Armées : les affres d’une « collaboration exemplaire »
construídos? [...] Como exercitar a parceria, quando somos impelidos a acumular coisas, à defesa de nossos particulares territórios, a um micro saber, a um micro poder, a um reinado de súditos? [...] [a interdisciplinaridade] incitam-nos ao ingresso na aventura de saber conhecer [...] à interdisciplinaridade cabe partilhar, não replicar [...] Acreditamos que a nossa força estará na Parceria, onde poderemos criar novos perfis de cientistas, desenvolver novas inteligências, abrir a Razão. (FAZENDA, 2008, p. 13-15, grifo meu)
Em sintonia com as mudanças provocadas pela pós-modernidade, acredito que vivemos um período fecundo de grandes transformações e potencialidades. Caminhos? Muitos. Trilhar em busca de parcerias e relações humanas. Caminhada atenta aos vestígios, aos encontros. Nas palavras de Alves:
A vida a gente escolhe um caminho que nos conduzirá a alegria. Tolos pensamos que a alegria está no final do caminho. E caminhamos distraídos, sem prestar atenção. Afinal de contas, caminho é só caminho, passagem não é o ponto de chegada. Com freqüência a gente não chega lá, porque morre antes. Mas há uns poucos que chegam nesse lugar sonhado – só para descobrir que a alegria não mora lá. Caminharam sem compreender que a alegria não se encontra ao final, mas às margens do caminho. (2002, p. 49)
O processo de desestruturação da pós-modernidade modificou a relação do homem com o tempo, especificamente o tempo Cronos. Então, será a
Figura 02 - Representação grega do tempo, feita pelo Prof. Dr. Lino de Macedo, palestra proferida dia 9/12/2008.
TEMPO CRONOS
TEMPO AIÓN TEMPO KAIRÓS
incapacidade das instituições escolares de gerir tempos distintos, tempos diversos?
O psicólogo Lino de Macedo (2008) explicita a crise escolar por intermédio da representação grega dos Deuses do Tempo devido à permanência da escola no tempo Cronos, e propõe a busca de equilíbrio com o tempo Kairós e o tempo Aión. O autor explica o tempo Cronos como o tempo do relógio, dos conteúdos curriculares, da agenda e dos prazos; o tempo Kairós, como o tempo interno, da criança, do prazer, das relações e da diversidade; e ainda o tempo Aión, como o tempo da humanidade, da ética e do conhecimento.
Essa defesa já tem sido feita por diversos autores, como o professor Espírito Santo (1998), que ressalta a importância do tempo Kairós no processo educativo, o tempo de acordar para a presença e a “eternidade do agora”. O autor reitera que o educador só conseguirá enxergar e ouvir os seus alunos se estiver física e psicologicamente presente no espaço e tempo daquele ambiente (Registro da disciplina Eletiva de Autoconhecimento, dia 20/08/2000). Gerir os diferentes tempos; trata-se, portanto, de estar no lugar de corpo e alma para ver e ouvir as falas, e também os silêncios. Perceber as entrelinhas. Observar e atentar para a diversidade, e nessa entrelinha, a possibilidade de criação!
Assim, o equilíbrio entre os aspectos burocráticos e a vida humana é explicitado na atitude interdisciplinar, como diz Fazenda:
Olhamos para um novo tempo que não é cronos, tempo de controle, mas kairós, tempo que subverte a ordem de cronos, que se aproveita da imprevisibilidade, tempo flutuante. Em cronos nos submetemos a cronogramas. Em kairós, à oportunidade de criar. (FAZENDA, 2001, p. 29)
Portanto, os condicionantes da pós-modernidade desestruturam a racionalidade técnica do ambiente escolar e, ao mesmo tempo, (re)estruturam um leque de possibilidades para a prática docente. Notamos, nesse processo de transição, alguns vestígios para se repensar a educação: o retorno do ser
humano na prática educativa, a conexão do indivíduo com o contexto local, o respeito à diversidade e a potência do diálogo, do encontro e das relações. A professora Moraes (1997) nos atenta para essa forma de educar:
[...] uma nova dinâmica nos processos de construção do saber, que esclareça a existência de relações, diálogos e interações entre diferentes organismos, que identifique que tudo o que existe coexiste e que nada existe fora de suas conexões e relações. [...] Uma educação que favoreça a busca de diferentes alternativas que ajudem as pessoas a aprender a viver e a conviver, a criar um mundo de paz, harmonia, solidariedade, fraternidade e compaixão. (MORAES, 1997, p.27)
A compreensão dos condicionantes estruturais da sociedade pós- moderna, no caso específico das instituições de ensino privado, “des-cobre” os graves problemas enfrentados no cotidiano escolar. Entretanto, amplia os olhares para buscar brechas para a atuação docente voltada para o ser humano, pautada em um projeto educativo fundamentado nas relações. Apesar disso, somente compreender teoricamente a estrutura da escola particular e vislumbrar as relações no ambiente educacional não abrangem a Interdisciplinaridade Brasileira, que se pauta na prática (FAZENDA, 1994). Eis a decisão do caminho a ser seguido nesta pesquisa: desvelar as brechas, as entrelinhas das relações entre educador e educando na constituição de grupos interdisciplinares.
A interdisciplinaridade é uma teoria das brechas, não há uma resposta, não há impossibilidade. (Registro da aula Fundamentos da Interdisciplinaridade, dia 27/02/2008)
Com o auxílio do Fio de Ariadne encontro o caminho de aproximação do Minotauro. O monstro produz sons assustadores de seus uivos e a potência de sua força. E suscita novas questões: Será necessário matar o Minotauro para sair do labirinto? Existe somente uma saída do labirinto? Ao matar o Minotauro, não estaria utilizando a mesma exclusão do modelo racionalista?
Na tentativa de elucidar essas questões, passo a observar o sentido das relações entre educador e educando em minha prática educativa, nas “brechas” da crise de sentido da educação contemporânea, no encontro entre o feminino (fio de Ariadne) e o masculino (Minotauro).
IV
“ Se alguém ainda perguntar se temos certeza de encontrar aquilo que é correto nesta trilha íngreme: mais uma vez a resposta é não, não existe certeza. Há apenas uma chance; e não há outra além desta. O risco não nos garante a verdade; e ele, somente ele, nos conduz ao espaço onde seu hálito se faz sentir Martin Buber Buber (2001, p. 70) diz:
O homem se torna Eu na relação com o Tu. O face-a-face aparece e se desvanece, os eventos de relação se condensam e se dissimulam e é nesta alternância que a consciência do parceiro, que permanece o mesmo, que a consciência do Eu esclarece, aumenta cada vez mais. De fato, ainda ela aparece somente envolta na trama de relações, na relação com o Tu, como consciência gradativa daquilo que tende para o Tu sem ser ainda o Tu. Mas essa consciência do Eu emerge com a força crescente, até que, um dado momento, a ligação se desfaz e o próprio Eu se encontra, por um instante, diante de si, separado, como se fosse um Tu, para tão logo retomar a posse de si e daí em diante, no seu estado de ser consciente entrar em relações.
Caminho na direção de analisar as relações entre educador e educando em minha prática docente no espaço das escolas de ensino privado de Educação Infantil e Ensino Fundamental I. A partir do pressuposto de que os seres humanos são integrantes e se relacionam com o mundo, a vida só existe