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HI. La prépondérance de l'objectif d'orientation

V. Résultat de l'analyse

PLIF 10 Bom. Adquiri vocabulário dessa forma.

PLIF 11 Esse tipo de uso da tradução é bom e ajuda a desenvolver a capacidade de reconhecimento de palavras e algumas expressões.

PLIF 15 Ajudou a aprender mais palavras e a pronuncia-las também. PLIF 17 No meu vocabulário pessoal foi muito importante.

PLIF 19 Muito bom pois ajudou na expansão de vocabulário; visualização de estruturas da gramática e outros.

PLIF 20 O método utilizado era interessante, e me despertava a vontade de conhecer mais vocabulários.

PLIF 21 Acho necessária a tradução pois sem ela o aluno não consegue associar as palavras de forma correta e nem entende alguns significados.

PLIF 24 Muito eficiente e útil, pois dessa forma tenho bastante facilidade na tradução e reconheço bastantes expressões verbais, apenas de ouvir.

PLIF 25 Bem produtivos, pq ajuda para fixar algumas palavras de forma pratica.

PLIF 27 Consegui ter uma leve compreensão de significados diferentes da mesma palavra, de acordo com o contexto.

Ex. 51

QUESTIONÁRIO INICIAL (02 de abril de 2014) (apêndice 2)

Pergunta 11) Nas aulas de inglês que você já frequentou (escola, curso de idiomas, etc.), você já realizou alguma tradução (de textos escritos, músicas, poemas, vídeos, palestras, etc.)? Se a resposta for positiva, fale sobre essa experiência.

PLIF 1 Sim. Traduzir músicas do Inglês para o Português foi relativamente fácil, além de ser uma boa maneira de adiquirir vocabulário.

PLIF 2 Sim. Foram experiências boas, pois ajudaram na minha compreenção e apreendimento de vocabulários, além de estruturas textuais.

PLIF 8 Sim. Além de poder ver minha evolução no inglês, meu vocábulo aumentou.

PLIF 10 Sim. Gosto muito de tradução pois te ajuda em vários aspectos: na gramática, na sintaxe e no vocabulário.

PLIF 15 Sim. Ampliou meus conhecimentos (vocábulo).

Por fim, encerro esse subcapítulo com umas últimas análises interpretativas, as quais escolhi não explicitar exemplos em quadros, pois não as considerei relevantes para os resultados desta pesquisa, embora eu as descreva rapidamente, a seguir: outros 7 (sete) PLIF consideraram as experiências anteriores [a esta pesquisa] com tradução de certa forma positivas. Mais 7 (sete) deles revelaram percepções mistas quanto ao uso da tradução em sala de aula que tiveram anteriormente. Ainda, 3 (três) PLIF expressaram a crença de que suas experiências anteriores com tradução não foram proveitosas. O PLIF 23 não respondeu às Questões 10 e 11.

Faz-se mister indicar que o questionário inicial me serviu apenas como ponto de partida para acompanhar, durante os meses seguintes, as concepções e interpretações dos PLIF no tocante à tradução e verificar os desenvolvimentos que poderiam ocorrer a partir delas. Assim, passarei, a seguir, a descrever as análises dos registros etnográficos, instrumento considerado aqui como o mais relevante para a verificação da construção de aspectos da CLC, já que, no meu ponto de vista, é durante o processo de tradução que os desenvolvimentos mais significativos ocorrem.

6.3.2 Registros etnográficos

Durante as primeiras aulas em que os PF aplicaram atividades de tradução, em 2014.1, os PLIF se mostraram bastante preocupados com as estruturas dos textos, de forma que os PF precisavam, com certa frequência, lembrá-los da busca pela construção de novos significados. Durante a atividade de tradução do texto “What do you usually do in temples in Thailand?”,

por exemplo, o PFA chamou esse processo de busca por “mais sentido”, que seria, na minha visão, a busca pela construção de significados e não a manutenção do foco nas estruturas linguísticas, como se pode verificar a partir do enunciado abaixo:

Ex. 52

REGISTROS ETNOGRÁFICOS

DIA 2 (30 de abril de 2014) – What do you usually do in temples in Thailand? (apêndices 8 e 9)

PFA Vocês estão muito preocupados com a tradução literal do texto. Tentem buscar mais o sentido.

Essa também foi a minha percepção durante as primeiras aulas com o uso das atividades de tradução, como pode ser percebido através da nota etnográfica abaixo:

Ex. 53

REGISTROS ETNOGRÁFICOS

DIA 2 (30 de abril de 2014) – What do you usually do in temples in Thailand? (apêndices 8 e 9)

Nota da observadora

Os alunos ainda estão muito tímidos quanto ao levantamento de críticas e questionamentos. Só prestam atenção aos aspectos estruturais.

Entretanto, durante as aulas em que utilizávamos atividades de tradução interlingual, os PLIF seguiram tirando dúvidas com os PF, interagindo com os colegas, comparando e contrastando as traduções, discutindo e refletindo sobre as escolhas tradutórias e sobre os temas e assuntos sugeridos.

Esses processos permitiram que eles descobrissem diferentes formas de traduzir um mesmo texto fonte, viabilizando a reflexão sobre a impossibilidade de transporte de signos linguísticos. Ao contrário, perceberam o caráter complexo da tradução também como (re)construção do discurso comunicativo, processo denominado por alguns de “construção de sentido”, para o qual os PLIF buscaram (re)construir o texto com coesão e coerência, como mostram os registros abaixo retirados durante a realização das atividades de tradução dos textos “Amalia Zeidman’s view of Brazil before and after living here”, “The lost boys of Sudan” e “UNICEF: The world – and the world’s children – faced many challenges in 2013”: Ex. 54

REGISTROS ETNOGRÁFICOS

DIA 4 (27 de maio de 2014) – Relato de experiência:

Amalia Zeidman’s view of Brazil before and after living here (apêndices 12 e 13)

PLIF 8 O seu texto tá muito igual ao texto original. Não tem sentido. Tem que mudar isso, menina!

PLIF 5 A primeira coisa é traduzir palavra-por-palavra, porque eu não sei muito. E depois eu tento traduzir com mais sentido. Se é uma pessoa que sabe mais, ela já vai organizando

na cabeça.

Ex. 55

REGISTROS ETNOGRÁFICOS

DIA 5 (01 de setembro de 2014) – The lost boys of Sudan (apêndices 14 e 15)

PLIF 7 Não dá pra traduzir ao pé da letra. Existe aquela combinação de palavras pra frase ficar correta.

PLIF 18 É difícil pra mim que tô no nível básico não traduzir palavra-por-palavra. Mas eu sei que devo traduzir toda a frase, mas é difícil.

Ex. 56

REGISTROS ETNOGRÁFICOS

DIA 6 (setembro de 2014) – UNICEF: The world – and the world’s children – faced many challenges in 2013 (apêndices 16 e 17)

PLIF 18

A questão toda é a estrutura. Você pode traduzir palavra-por-palavra, só que você vai ter dificuldade na hora de montar a frase. Você tem que pensar a frase. Se não, fica aquela coisa sem sentido.

PLIF 26 A estrutura do inglês não é a mesma do português. Então, se você traduz nessa sequência, fica sem sentido.

Durante os processos de tradução, pude perceber também que os PLIF realizaram comparações e contrastes entre os diferentes mecanismos linguísticos das duas línguas, como se pode verificar nos exemplos abaixo:

Ex. 57

REGISTROS ETNOGRÁFICOS

DIA 4 (27 de maio de 2014) – Relato de experiência:

Amalia Zeidman’s view of Brazil before and after living here (apêndices 12 e 13)

PLIF 7 Oh professora, no inglês parece que tem menos preposição, conjunção, aqueles elementos de ligação do que no português, né?!

Ex. 58

REGISTROS ETNOGRÁFICOS