L’Appartement Témoin
3. Un processus de mise en forme Montage, écriture, interprétation
O questionário de avaliação dos serviços farmacêuticos prestados pelo farmacêutico- pesquisador foi aplicado no final do acompanhamento farmacoterapêutico. A Tabela 12 mostra os resultados da satisfação do grupo de estudo com relação ao farmacêutico- pesquisador. Em todos os domínios, a satisfação do paciente com o farmacêutico-pesquisador e com o programa apresentou altos escores.
No domínio da qualidade da orientação (questões 3, 4, 6 e 11), a maioria dos pacientes considerou que o farmacêutico-pesquisador “sempre” aconselhou sobre o uso adequado dos medicamentos. Para tornar as orientações mais acessíveis e facilitar a compreensão dos pacientes, foram empregadas diversas estratégias e habilidades de comunicação (visual, verbal, não verbal, escrita e tátil). As percepções das estratégias foram espontaneamente relatadas pelos pacientes:
Escuta e confiabilidade: “Eu tenho a farmacêutica como um orientador, que ajuda
no acompanhamento do uso do medicamento, eu venho com dúvidas que é esclarecida, ela passa tranqüilidade para mim”. (MRN, mulher, 26 anos);
Escuta ativa e demonstração de interesse: “A farmacêutica para mim é como uma
segunda mãe pois se interessou por mim, pergunta como eu estou, ligou para minha casa para saber como eu estava, se tomei o remédio” (JVPT, homem, 43 anos);
Empatia e uso adequado de termos ao nível de entendimento: “Se todos os
profissionais fossem iguais a senhora seria ótimo, sabe explicar, sabe se expressar, é sem defeito, parece mais uma psicóloga, parece que eu estava na seção de psicologia”. (VLTP,
mulher, 53 anos);
Oferecimento de informação escrita e demonstração de interesse “Eu não entendia
bem como usar os medicamentos, recebi os folhetos explicando sobre a doença e como tomar o remédio, e como eu estou praticando, a minha asma melhorou, a farmacêutica representou muito para mim”. (MIMP, mulher, 50 anos).
Na questão 11, apenas 10% dos pacientes relataram dificuldade de entender as orientações do farmacêutico-orientador, talvez pela baixa escolaridade, características do nível sociocultural e da faixa etária.
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TABELA 12 – Distribuição do número de pacientes, segundo a avaliação da satisfação dos cuidados prestados pelo farmacêutico, no programa de Atenção Farmacêutica
Itens Nº %
1. O farmacêutico fica com o(a) sr(a) tanto tempo quanto necessário 29 96,7 2. O farmacêutico explica os possíveis efeitos colaterais que um novo medicamento
pode causar ao(a) sr(a) 29 96,7
3. Se o(a) sr(a) tem alguma dúvida sobre sua prescrição, existe sempre um farmacêutico
disponível para lhe orientar 30 100,0
4. O farmacêutico sabe explicar as coisas de um modo que o(a) sr(a) entenda 29 96,7
5. O farmacêutico não é tão detalhista quanto poderia ser 0 0,0
6. O farmacêutico confirma se o(a) sr(a) entendeu como tomar os medicamentos? 30 100,0 7. O farmacêutico às vezes não fica tempo suficiente com o(a) sr(a)? 2 6,7
8. O farmacêutico é amigável com o(a) sr(a)? 30 100,0
9. O farmacêutico é um profissional competente? 30 100,0
10. O(a) sr(a) tem que esperar muito tempo antes que consiga ser atendido pelo
farmacêutico? 2 6,7
11. O(a) sr(a) tem dificuldade de entender o farmacêutico? 3 10,0 12. O farmacêutico se interessa sinceramente pelo sr(a), como pessoa? 30 100,0 13. Há muitas distrações (na sala de AF) que fazem com que o sr(a) não receba um bom
atendimento? 0 0,0
14.O(a) sr(a) está satisfeito com o atendimento que está recebendo do farmacêutico? 30 100,0 O questionário de avaliação dos serviços farmacêuticos prestados foi aplicado no final do acompanhamento farmacoterapêutico, realizado no Ambulatório de Pneumologia do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, agosto de 2006 a maio de 2007.
Com relação ao domínio de consideração com o paciente (questões 1,7,8,10 e 12), os pacientes afirmaram que o farmacêutico-pesquisador foi “sempre” amigável e interessado em sua melhora clínica e na qualidade de vida. A alta satisfação dos pacientes demonstrou uma preferência racional, mas também um vínculo emocional com o farmacêutico-pesquisador, que resultou na construção da relação terapêutica:
“Eu nunca tinha sido atendida igual como fui atendida aqui, nem em consultório particular, foi a primeira vez. Não é demagogia por estar na sua presença, mas é muito bom, para a gente que é pobre. Ai meu Deus como é bom! A gente se sente outra pessoa”. (MEOS,
mulher, 65 anos).
Nas questões 1 e 7, a maioria dos pacientes considerou que o tempo com o farmacêutico, que durou, em média, 59±19,0 minutos, foi suficiente para receber as orientações adequadas. (Tabela 13)
TABELA 13 - Distribuição do número de pacientes, segundo o tempo dispensado ao paciente durante o atendimento farmacêutico
Tempo (minutos) Nº pacientes %
15 - 30 3 10,0
40 – 55 9 30,0
60 - 70 13 43,3
75 - 105 5 16,7
Total 30 100,0
Tempo disponibilizado pelo farmacêutico no atendimento aos pacientes, durante a pesquisa no Ambulatório de Pneumologia do Hospital de Messejana. Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, agosto de 2006 a maio de 2007.
Na questão 1, somente 3,3% afirmaram ser necessário passar mais tempo com o farmacêutico-pesquisador. Outro aspecto abordado no domínio da consideração com o paciente foi a pontualidade (questão 10). Apenas 6,7% afirmaram ter esperado algum tempo para ser atendido.
Foi verificado um aumento nas ações do autocuidado, na co-responsabilidade da saúde e na obtenção de resultados positivos:
“Só em ter conversado com a farmacêutica eu me senti muito bem, melhorei 100% das minhas crises, estou me sentindo mais forte para fazer as coisas. Eu venho com prazer, mesmo tendo tarefas em casa, eu deixo tudo para vir à consulta com a farmacêutica”.
(RASB, mulher, 60 anos).
Quanto ao domínio de competência profissional e o manejo da farmacoterapia (questões 2, 5, 9 e 13), foi observado que o farmacêutico-pesquisador explicou os possíveis efeitos colaterais que os medicamentos poderiam causar, prevenindo riscos de PRM, e foi considerado competente por 100% dos pacientes:
“Este programa foi fundamental para mim, tive respostas de como usar a minha medicação, pois antes eu não sabia usar de forma correta, pois o médico não tem tempo de explicar como o farmacêutico faz. Eu gostei muito e gostaria que continuasse, inclusive para outras pessoas, que dependem deste medicamento para viver”. (MRSN, mulher, 44 anos).
Com relação à questão 13, não ocorreram distrações durante a realização da AF, confirmado por 100% dos pacientes,
Na primeira questão aberta do instrumento, o farmacêutico-pesquisador foi considerado um profissional comprometido com os cuidados sanitários e que representou “cuidado”, conforme as narrativas:
“Ela está me ajudando e cuidando de mim muito bem, só a atenção que eu estou recebendo é tudo”. (MAOS, mulher, 65 anos),
“A farmacêutica está me ajudando muito no meu tratamento [...] agora estou tendo orientação que antes eu não tinha”. (MCFS, mulher, 56 anos),
“Eu recebi muitas orientações [...] ajudaram a fazer o meu tratamento correto”.
(MIVL, mulher, 53 anos),
“A farmacêutica se mostra preocupada com a nossa saúde” (MBS, mulher, 40 anos), “Ela sabe orientar, só em se preocupar com a gente, eu ficou muito feliz”. (JPS,
homem, 60 anos);
“Se todo paciente fossem acompanhado pelo farmacêutico, as pessoas se cuidavam melhor”. (MEM, mulher, 45 anos).
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Na segunda questão aberta, os pacientes reconheceram a AF importante para o conhecimento da sua doença e principalmente por saber como tratá-la:
“Me ajudou muito, estou fazendo o tratamento direitinho”. (MEM, mulher, 45 anos), “Acho que vai me ajudar muito no meu tratamento”. (MFA, mulher, 28 anos); “Foi bom porque fiquei sabendo sobre a minha doença, como é o tratamento correto, o que representou uma melhora muito significante da minha doença”. (JAD, mulher,
46 anos);
“Este programa significou tudo de bom, foi proveitoso, fiquei sabendo como é minha doença e como devo tratá-la”. (JAP, homem, 63 anos),
“O programa foi um céu, passei a respirar melhor, tinha época que não podia nem andar. Agora, a minha vida está normal, a minha bombinha é o meu pulmão”. (FLMC,
mulher, 46 anos).
“Acho muito importante porque melhorou a minha vida”. (MLHS, mulher, 59 anos). “Eu aprendi a conviver melhor com a doença”. (FFC, mulher, 43 anos).