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: la position de l’ONU face aux traités historiques

Representando a síntese do conjunto das DO dos cursos de Biblioteconomia das IFES do Nordeste, com base nos dados contidos nas matrizes curriculares, o gráfico 6, a seguir, classifica seus conteúdos em DOCG e DOCS, de acordo com os enunciados identificados12.

24 37 38 44 38 30 37 26 22 31 31 37 34 24 31 22 2 6 7 7 4 6 6 4 0 10 20 30 40 50 UFPE UFC-FO UFPB UFMA UFRN UFAL UFC-CA UFS DO C S - DO C G - DO -

Gráfico 6 – Disciplinas obrigatórias de conteúdo geral / social nos currículos de Biblioteconomia das IFES da Região Nordeste

12 Observando explicações anteriores sobre a indisponibilidade do PPP do curso de Biblioteconomia da UFBA, a

À luz do gráfico 6, observou-se que a maior incidência de disciplinas que abordavam a temática social ficaram por conta da UFMA e da UFPB, seguidas da UFC e da UFAL. A UFRN e a UFS ocuparam a penúltima posição, superando a UFPE, que apareceu em último lugar.

O gráfico 7, a seguir, em estreita correspondência com o gráfico 6, representa paralelamente em valores numéricos e percentuais o quantitativo global de DOCG e DOCS no acumulado dos nove cursos de Biblioteconomia existentes nas IFES da Região Nordeste.

Gráfico 7 – Classificação das disciplinas obrigatórias dos cursos de Biblioteconomia das IFES da Região Nordeste em conteúdos gerais e conteúdos sociais

De um total de 274 DO verificadas no conjunto das matrizes curriculares analisadas, apenas 42 retrataram temas que direta ou indiretamente foram associados à Inclusão Social.

O estudo não identificou enunciados diretos, ou seja, enunciados que incluísse no título o termo literal Inclusão Social. As 42 DOCS identificadas foram consideradas como enunciados indiretos, ou seja, que embora não reproduzindo o título literal compreendeu uma maior ou menor representatividade no contexto da Inclusão Social, tais como Informação e Cidadania (UFS), Informação e Sociedade (UFC), Leitura e Formação de Leitores (UFMA), Formação, Memória e Sociedade (UFPB), dentre outros.

Na sequência, os gráficos 8 a 15 reportam individualmente os cursos estudados retratando os conteúdos classificados como DOCG ou DOCS.

IFES - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

232 85% 42

15%

Gráfico 8 - Disciplinas obrigatórias de conteúdos gerais e conteúdos sociais do curso de Biblioteconomia da UFPE

Gráfico 9 - Disciplinas obrigatórias de conteúdos gerais e conteúdos sociais do curso de Biblioteconomia da UFC-FO

UFPE - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

22 92% 2 8% DOCG DOCS

UFC-FO - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

31 84% 6 16% DOCG DOCS

Gráfico 10 - Disciplinas obrigatórias de conteúdos gerais e conteúdos sociais do curso de Biblioteconomia da UFPB

Gráfico 11 - Disciplinas obrigatórias de conteúdos gerais e conteúdos sociais do curso de Biblioteconomia da UFMA

UFPB - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

31 82% 7 18% DOCG DOCS

UFMA - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

37 84% 7 16% DOCG DOCS

Gráfico 12 - Disciplinas obrigatórias de conteúdos gerais e conteúdos sociais do curso de Biblioteconomia da UFRN

Gráfico 13 - Disciplinas obrigatórias de conteúdos gerais e conteúdos sociais do curso de Biblioteconomia da UFAL

UFRN - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

34 89% 4 11% DOCG DOCS

UFAL - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

24 80% 6 20% DOCG DOCS

Gráfico 14- Disciplinas obrigatórias de conteúdos gerais e conteúdos sociais do curso de Biblioteconomia da UFC-CA

Gráfico 15 - Disciplinas obrigatórias de conteúdos gerais e conteúdos sociais do curso de Biblioteconomia da UFS

Através dos gráficos 8 a 15, que representaram os conteúdos obrigatórios dos cursos ministrados pelas IFES da Região Nordeste, verificou-se, dentre outros, que entre esses cursos existiam apenas pequenas variações quantitativas em relação as categorias temáticas convencionadas, em especial quando analisadas em percentuais. Os referidos gráficos evidenciaram que as abordagens sociais não ultrapassaram a casa dos 20% em nenhum programa, o que foi demonstrado pelas unidades DOCS, em preto. De acordo com o ilustrado, os currículos dos dois cursos ministrados na UFC e o curso do Maranhão mantiveram a mesma proporção, apesar de variarem em quantitativo de disciplinas; desse modo registraram

UFC-CA - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

31 84% 6 16% DOCG DOCS

UFS – DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

22 85% 4 15% DOCG DOCS

em 16% de suas disciplinas conteúdos temáticos classificados como de cunho social. A UFAL e a UFPB se destacaram, quando respectivamente 20%, e 18% de suas disciplinas refletiram conteúdos sociais. A UFS veio em seguida com 15%. As que menos refletiram comprometimento com temas vinculados à questão social foram a UFRN, com 11% e a UFPE com 8%, sendo esses os menores quantitativos de DOCS.

Na apuração dos dados quantitativos refletidos nos gráficos 8 a 15, ficou patente a correlação de cada curso com a temática social. Tendo em vista que a Inclusão Social é um tema que necessariamente emerge de estudos da realidade social, apesar dos avanços verificados, o oferecimento de disciplinas com o referido viés temático pareceu insuficiente dentro do contexto de uma Região com registro de graves problemas sociais e índices de desenvolvimento largamente desfavoráveis em relação às demais regiões do País, como foi demonstrado nos capítulos que se ocuparam de abordar a realidade das condições sociais na Região Nordeste.

Dado os números identificados nos cursos de Biblioteconomia da Região quanto ao oferecimento de DOCS, não pode-se deixar de refletir sobre à questão ideológica e política que sempre predominou na configuração da sociedade brasileira: a exclusão social das classes menos favorecidas e a formação acadêmica amplamente a serviço do poder dominante. A escassez de temas sociais e os altos índices de conteúdos gerais verificados no estudo, denotaram a prevalência do tecnicismo na abordagem Biblioteconômica. Tal tendência pode incorrer na reprodução de uma formação de profissionais com perfil amplamente técnico, a serviço da perpetuação do poder pela multiplicação das oportunidades de desenvolvimento e de acesso à informação para aqueles que já fazem parte das elites intelectuais. Assim sendo, as classes historicamente marginalizadas tendem a continuar sendo tratadas à margem, vítimas dos descasos identificáveis nos mais diversos contextos, inclusive no contexto dos currículos dos cursos de Biblioteconomia.

Observou-se uma latente contradição dos discursos dos PPP com a prática dos currículos obrigatórios. Enquanto os PPP enfatizaram em seus discursos a formação de competências articuladas com as questões sociais e pautadas num perfil profissional capaz de refletir criticamente sobre o compromisso da Biblioteconomia com a sociedade de um modo geral, o núcleo obrigatório dos currículos dos cursos demonstrou priorizar a formação técnico-profissional, sem que houvesse qualquer relação explícita que denotasse paridade entre o oferecimento de DOCG e DOCS.