pour le développement dans les PMA
F. Mesures de soutien au commerce international
exposto, foi intitulado “Páginas da Vida”. A seguir podemos visualizar a última página do livro das crianças:
O ponto de culminância do projeto Livro: um espaço de novas descobertas realizado na turma 1, foi a elaboração de um mural na unidade de ensino onde as produções das crianças ficaram expostas e disponíveis para visualização de toda a comunidade escolar. Os livros estavam presos com prendedores de roupas o que possibilitava às pessoas retirar o livro do mural, lê-lo e prendê-lo novamente nesse espaço. A seguir, podemos visualizar o mural desse projeto que foi confeccionado no dia vinte e três de abril de 2009
Salientamos que, em entrevista, a professora 1 evidenciou sua intenção com o desenvolvimento desse projeto por meio das seguintes colocações:
Prof 1: ... teve a questão da construção do livrinho também que você acompanhou’ que envolve
leitura e escrita’ ali primeiro a gente construiu (+) né::’(++) de certa forma pra ter uma idéia né::’ como
que surge um livro” ((foco da professora foi levar os alunos à essa reflexão durante o processo de
desenvolvimento do projeto)) uma coisa daqui’ outra coisa de lá’ a gente acabou trabalhando as necessidades da turma’ o processo (3.7) pessoal né::’ a gente trabalhou o de cada um’ o pessoal’ a turma toda e daí::’ (+) assim que surge os livros né’ a gente vai organizando as idéias e quando pensa que não...aí depois foi o contrário’ aí depois a gente passou das partes para o todo’ né’ lá na construção’ foi as partes para o todo’ e agora vai ser de todo o livro para as partes’... é:::’ aí do todo para as partes que eu falo’ por exemplo’você faz/’ igual lá os meninos estão contando’ contam a história e depois a gente vai pegando o que que a gente aprendeu...
Através das palavras da professora 1 percebemos que um dos principais objetivos dela, num primeiro momento, foi abordar a questão das diferenças no grupo social, o que se encontra sintonizado com os conteúdos preconizados pelo RCNEI para as crianças com faixa etária em que essa professora atua. Esse fato se encontra
Figura 47: Painel elaborado pela professora 1 com os livros das crianças
materializado num documento elaborado por essa instituição que tem como base os conteúdos preconizados pelo RCNEI para cada faixa etária da educação infantil conforme podemos visualizar no Anexo 1. Percebemos também que a opção pela confecção do livro também se encontra articulada à comemoração do Dia Nacional do Livro Infantil no dia 18 de abril retratado pela Figura 41.
Considerando toda a descrição do evento, percebemos a resistência da professora em utilizar o que já se encontrava pronto, materializado no suplemento. O fato da professora 1 não ter utilizado as atividades do suplemento apresentado no final do material paradidático indica que ela se colocou como sujeito que se apropria do material (re)elaborando-o. Porém, observamos que as atividades organizadas por essa professora não se distanciaram das atividades do suplemento. No que se refere à leitura, concordamos com Yasuda; Teixeira (2007, p. 187) quando enfatizam que a importância de “[...] qualquer proposta de leitura seja precedida de um diálogo texto/leitor, leitor/leitores, ou seja, [de que] é necessário que o trabalho pedagógico com o texto não seja encarado apenas como pretexto para fazer coisas”. Ao proceder dessa maneira, o professor tem a possibilidade de conhecer que leitura as crianças estão fazendo e discutir com elas as mais significativas a partir das experiências sociais vivenciadas em contexto, fato que assegura a leitura que compromete o leitor, de modo que esse comprometimento o afeta no sentido de contribuir para sua formação para além da escola, ou seja, para a vida.
O segundo evento que focalizaremos foi registrado no Diário de Campo nº 12, no dia vinte e sete de abril de 2009. A professora 1 pediu que as crianças formassem uma roda na sala de aula para a leitura de uma história. O livro selecionado pela professora foi Menino Poti de Ana Maria Machado e Claudius. A seleção dessa narrativa pela professora 1 teve relação com a comemoração do Dia do índio, que havia acontecido na unidade na semana anterior. Para essa comemoração, as professoras realizaram diferentes trabalhos com as suas turmas, de modo que as produções das crianças ficaram expostas em painéis. As professoras também oportunizaram às crianças momentos na sala de vídeo com a exibição de vídeos como o filme Tainá. A seguir podemos visualizar uma atividade e painéis que ficaram expostos na unidade relacionados a comemoração do Dia do Índio:
Figura 48: Atividade diária do calendário no mês de abril
Figura 49: Painel elaborado pela professora 4
Figura 50: Texto colorido pelas crianças da turma 4 exposto no
Figura 51: Painel elaborado pela professora 2 e pela professora auxiliar dessa sala
Nessa direção, a unidade escolar pesquisada havia comemorado o Dia do Índio recentemente e, então, a professora 1 optou pela leitura desse livro de literatura infantil para sua turma, o que evidenciou a utilização da leitura literária para trabalhar datas comemorativas comumente trabalhadas em toda escola. Na roda, a professora 1 iniciou a conversa chamando a atenção das crianças para a imagem que ilustrou o calendário da turma naquele mês. Diante do questionamento, algumas crianças lembraram e responderam que a imagem que ilustrava o calendário do mês era de um índio.
Esse momento na roda foi interrompido pela necessidade das crianças lancharem e brincarem no horário do pátio. Ao retornarem para a sala de aula a professora 1 pediu que as crianças formassem novamente a roda para a leitura do livro. A professora mostrou a capa do livro que seria lido Menino Poti e questionou as crianças sobre a imagem que estampava a capa do livro. Em seguida, a professora 1 leu o nome da autora e do ilustrador e por último o nome da história, buscando ajudar as crianças para que elas próprias chegassem ao nome da história como podemos acompanhar a partir de fragmentos da transcrição e da imagem a seguir:
...
T21-Prof 1: eu tinha falado alegre aquela hora, pois é’ então vamos lá a história que eu vou contar
hoje Ing’ é:: da:: Ana Maria Machado e Claudius: então quantas pessoas escreveram essa história”
T22-A3 LUÍ: DUAS
T23-Prof 1: duas’ a Ana Maria e o Claudius (+) então eles conversaram os dois e resolveram
escrever essa história (+) e o nome dessa história se chama Menino Poti’ então é uma mulher isso” ((apontando para a capa do livro))
T24-As: não ((responderam em coro))
T25-Prof 1: é um menino’ menino que se chama” T26-As: Poti ((responderam em coro))
T27-Prof 1: Poti, então vamos lá’ Ana Maria Machado e Claudius escreveram O Menino Poti’ (+) lá’
na mata’ vive O Menino Poti’ então:: (++) ((nesse momento uma criança se levantou e pediu à professora auxiliar para ir ao banheiro e a professora regente não falou nada, mas sua expressão demonstrou que não gostou da saída da criança))
T28-Prof 1: lá na mata vive o Menino Poti’ olha bem o que é uma mata hein” T29-As: é uma floresta ((responderam ao mesmo tempo))
T30-Prof 1: uma floresta’ e o que que é uma floresta”
T31-As: onde fica um monte de árvore ((alguns responderam uns seguidos dos outros)) T32-Prof 1: onde tem muitas árvores’ muito mato’ muito bem’ e então lá vivia quem” ...
T178-Prof 1: alguém quer falar mais alguma coisa sobre história” T179-A6 RAÍ: eu
T181-A6 RAÍ: é por isso que eu não bato nos colega’ eu não machuco os colega’ eu quero ser uma
menina boa e não quero ser uma menina para ninguém gostar de mim’
T182-Prof 1: ah:::: tá vendo’ a Raí deu uma mensagem bem legal hein’
T183-A6 RAÍ: eu não quero ser uma menina é ruim
quero ser uma menina boa’
T184-Prof 1: isso sendo uma menina boa as pessoas vão gostar de você como você falou’ né’:: e vai’
(+) e também(+) gente o que que tá acontecendo” agente não acabou não vocês estão com pressa de que” pode sentar’ (+) agora é hora de vocês falarem’
T185-A6 RAÍ: meu pai ( e eu escuto) minha mãe’ quando minha mãe fala eu obedeço’ T186-Prof 1: ah:: muito bem
T187-A10 LUC: tia (eu vô na igreja) ((muitas crianças falando ao mesmo tempo)) T188-Prof 1: isso’ você aprende coisas boas na igreja Luc” legal também’ T189-A9 MIR: o: tia o Sam tá me perturbando’
T190-Prof 1: pois é a gente aprende coisa legal em casa’ na igreja’ e na escola” T191-As: também ((as crianças responderam juntas))
T192-Prof 1: também aprende coisa legal né Gus” (+) então agora nós podemos retornar para os
lugares:: bem devagar
Durante a leitura do texto percebemos a tentativa da professora 1 em articular as linguagens da narrativa explorando principalmente a estratégia de antecipação de informações e também a confirmação delas a partir dos questionamentos que eram lançados para as crianças. Nesses momentos, notamos que a professora se referia com freqüência ao texto imagético da narrativa para estimular as crianças a prestarem atenção na leitura da obra. Coelho (1984, p. 144), enfatizando o caráter sincrético da literatura infantil, revela os seguintes aspectos positivos do entrelaçamento de linguagens nas obras:
Foto 25: Professora 1 conversando com as crianças na