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7. Retour aux questions de recherche et hypothèses, et éléments de discussion

7.3 Liens possibles entre les variables et facteurs d’influence des attitudes

Vitória da Conquista está situada a sudoeste do Estado da Bahia, dentro dos limites do chamado bolsão pecuário que se estende da zona cacaueira até o rio São Francisco.

A sua área de influência é limitada a nordeste pela ação regional de Jequié e a leste pelo trecho Ilhéus/Itabuna. A micro-região do Planalto de Conquista compõe-se de doze municípios, a saber: Manoel Vitorino, Dario Meira, Boa Nova, Poções, Nova Canaã, Planalto, Vitória da Conquista, Barra do Choça, Anagé, Belo Campo, Cândido Sales e Caatiba (SANTOS, 1987).

Os relatos históricos sobre a ocupação do município apontam que em 1783, o sertanista João Gonçalves da Costa fundou o Arraial da Conquista. A criação do município relacionou-se a três fatores principais: a busca de ouro; a introdução da atividade pecuária e o interesse da Coroa Portuguesa em criar um entreposto urbano entre o litoral e o Sertão.

A região de Vitória da Conquista fazia parte do município de Caetité e somente em 19 de maio de 1840, o Arraial de Conquista, através da Lei Provincial nº 124, teve o seu território desmembrado daquele município e, posteriormente, foi elevado à condição de Vila e Freguesia, sendo denominado, portanto, de Imperial Vila da Vitória. Já em 1891, a Imperial Vila da Vitória, passa à categoria de cidade, recebendo o novo nome: Conquista. Em dezembro de 1943, a Lei Estadual nº 141, decreta a mudança de nome do município que passou a se chamar Vitória da Conquista.

Atualmente, a região de Vitória da Conquista, compreende os municípios de Barra do Choça, Planalto e Poções (sendo que os três primeiros, foram os pioneiros no cultivo do café), localizados em altitude próxima de 1.000m acima do nível do mar. Esta região, por não apresentar incidência de geadas, se constituiu em uma boa produtora de café.

Sabe-se que até a década de 1940, a pecuária extensiva era a principal atividade econômica da região, contudo, esse cenário foi sendo modificado e a estrutura econômica do município começou a ceder lugar, também, para as atividades comerciais, nas quais, hoje, ocupa um lugar de destaque.

Segundo dados históricos, o município de Vitória da Conquista, era habitado por indígenas: Mongoiós, Camacãs, Ymborés e Pataxós, mas estes foram perdendo o domínio de seus territórios à medida que os desbravadores do Sertão começaram a chegar.

Por localizar-se em uma área que faz ligação entre o litoral e o sertão, nota-se que a posição geográfica de Vitória da Conquista é privilegiada e estratégica, principalmente após a abertura da Rio - Bahia (atual BR-116) e a estrada Ilhéus - Lapa, pois estas, vieram facilitar e promover uma maior comunicação com outros municípios e Estados do Brasil, fazendo de Vitória da Conquista um centro polarizador do Território de Identidade de Vitória da Conquista, atraindo com a sua oferta diversificada de serviços, vários municípios tanto do Sudoeste baiano quanto do Norte de Minas Gerais, dentre outros.

A construção da BR-116 (Rio - Bahia), estrada que corta a região no sentido norte-sul e que foi concluída no início da década de 1960, contribuiu para que o Sudoeste ganhasse nova dinâmica, vez que, nesse período, 22 municípios foram criados, promovendo uma maior integração na economia local, regional e nacional. Desses municípios, os de maior expressão econômica tinham, na pecuária, a sua principal atividade, a exemplo de Itororó, Macarani e Itapetinga. Nessa época, apenas quatro municípios da região contavam com população superior a 30.000 habitantes e possuíam uma economia mais dinâmica: Vitória da Conquista (80.113 hab.); Jequié (75.155 hab.); Poções (34.425 hab.); e Itapetinga (39.091 hab.) (DUTRA NETO, 2009).

Deste modo, afirma Dutra Neto, (2009, p. 111), que “demais estradas de importância secundária foram implementadas no sentido leste-oeste, criando entroncamentos rodoviários ora para o sertão, ora para o litoral. Tais estradas contribuíram, prioritariamente, para a estruturação do espaço regional, sobretudo com relação à consolidação dos centros de Vitória da Conquista e Jequié e de suas áreas de influência. Entre as principais, destacam-se as de Vitória da Conquista/Brumado (BA-262), Vitória da Conquista/Itabuna (BA- 263/BR415), Jequié/Ubaitaba (BR-330), BR-116/Ubaíra e BR-116/Maracás”.

A partir de 1960 a população, que era predominantemente rural, vai assumir nova característica e, passando a ser, predominantemente urbana. Para Santos (1987, p.68), “isso decorreu de dois fatores: primeiro, em razão da contínua evasão da população rural para as cidades circunvizinhas e para Vitória da Conquista, que já se consolidava enquanto centro de uma vasta região. Do mesmo modo, a população migrante tomava outros caminhos, até mesmo para fora do Estado, sobretudo para São Paulo, que sempre desempenhou atração sobre os fluxos migratórios; segundo, em razão de Vitória da Conquista demonstrar um grande desenvolvimento posterior a 1950, período em que possuía somente 19.463 habitantes. Tal desenvolvimento foi decorrente da construção civil da Rio Bahia (BR-116), nos anos 50 e 60, abrindo caminho entre a grande região sertaneja e pecuarista e os grandes centros de consumo”.

No quadro econômico, no início da década de 1970, a cafeicultura encontrava-se em fase de implantação e, esse período, caracterizou-se pelos incentivos governamentais, por meio dos financiamentos e créditos agrícolas aos produtores que se interessassem em plantar café. A introdução dessa cultura na região incrementou ainda mais o comércio e favoreceu o surgimento de novos serviços em diversas áreas: saúde, comércio, escolas, bancos, universidades, dentre outros. Fato esse que contribuiu diretamente, para estimular o

crescimento socioeconômico do município, o que elevou a cidade de Vitória da Conquista a ocupar o lugar de terceira economia do interior do Estado da Bahia.

Entre 1970 e 1980, a região conheceu uma nova etapa de desenvolvimento econômico, acompanhada da introdução da cafeicultura e da implantação de dois distritos industriais, um em Jequié e outro em Vitória da Conquista. Nesse mesmo período, a ampliação da lavoura cafeeira foi instigada pelo estado, o que possibilitou uma produção mais capitalizada e com novos empreendedores. (DUTRA NETO, 2009).

Atrelado à expansão da lavoura cafeeira, um tímido polo industrial surgiu em Vitória da Conquista: o polo industrial dos Ymborés. Entretanto, por volta de 1990, os pequenos setores industriais começam a se desenvolver mais visivelmente: cerâmica, mármore, óleo vegetal, produtos de limpeza, calçados e estofados.

Em se tratando de um polo regional, Santos (1987), destaca que o Município de Vitória da Conquista se apresenta enquanto centro regional de ampla relevância, com uma extensão de influência “que se exerce sobre o Planalto que tem seu nome, descendo a encosta, a leste, até áreas de transição para a zona de influência de Ilhéus/Itabuna, e expande-se para o oeste até a região do São Francisco” (SANTOS, 1987, p. 68).

A partir de 2007, a agricultura regional foi incrementada com o plantio de cana- de-açúcar (fabricação de etanol) e o plantio do eucalipto (produção de carvão para a indústria siderúrgica do Norte de Minas Gerais). Contudo, segundo dados do (IBGE, 2007), o café ainda é a principal atividade agrícola, gerando em torno de R$ 26,6 milhões, em segundo lugar, a banana com R$ 5 milhões e outras culturas, com R$ 4,3 milhões.

O município de Barra do Choça, inserido no Território de Identidade de Vitória da Conquista, fica a 27 Km de Vitória de Conquista e, mantém, com este, fortes vínculos nas áreas comerciais, de serviços e econômico-financeiras. O município abrange uma área de 545 km², com uma densidade demográfica de 74,9h/km². Localiza-se no planalto Sul baiano, precisamente sobre a Serra Geral a qual é um prolongamento da Serra do Espinhaço. Faz limites com os seguintes municípios: a oeste com Vitória da Conquista; a nordeste com Planalto; a sudeste com Caatiba; a sul com Itambé.

Ainda pela BA-265, BR-116 e BR-262, Barra do Choça está ligada a Anagé (75 Km); tem acesso a Planalto pela BA-265 e BR-116 (75 Km). A BA-265 é de grande importância para o escoamento da produção, principalmente cafeeira, circulação de pessoas e também via de ligação com outras cidades, proporcionando o aparecimento de núcleos populacionais nas suas proximidades, o que vem favorecendo o aumento das atividades comerciais e de serviços na região (DI LAURO & SOARES, 2004).

Com base em documentos oficiais publicado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Bahia (SEBRAE, 1996), as origens do município de Barra do Choça estiveram relacionadas à história da região de Vitória da Conquista, sendo que , durante muito tempo, o primeiro foi distrito do segundo. Sabe-se, que desde 1903, padres vinham celebrar missas na região, e que naquela época havia uma pequena vila, cujo nome era Tanque Velho. A agricultura caracterizava-se por ser de subsistência e o cultivo era basicamente de mandioca, feijão, abacaxi, banana, entre outros.

Assim, “a Vila de Tanque Velho, pertencente ao Município de Vitória da Conquista, era um lugarejo muito simples e pequeno, onde só havia uma rua principal denominada de Rua do Tucano, sem pavimentação, com poucas casas e nenhum comércio (SEBRAE , 1996). Neste período, a relação da Vila com a sede do município era bastante pequena, já que a acessibilidade era precária, praticamente não existiam estradas, e o transporte só se dava por meio de animais.

A vila constituía-se apenas de uma rua principal (hoje atual Avenida Getúlio Vargas) e outra transversal, denominada Rua do Tucano (atual Juracy Magalhães). Portanto, o número de casas e moradores, ainda era pequeno e a população era carente de serviços básicos de infra-estrutura, como, água encanada e tratada, energia elétrica, posto de saúde, dentre outros.

Com o passar do tempo, começaram a chamar o povoado de Tanque Velho de Barra e, mais tarde, de Barra do Choça. Essa designação teve sua origem ligada ao fato do rio “Choça” fazer barra com o rio Catolé, onde o termo “Choça” é o nome de um capim nativo da região. A mudança de nome marca uma passagem importante na história do município, pois Barra do Choça, deixava de ser vila para tornar-se um distrito.

Barra do Choça permaneceu como distrito de Vitória da Conquista até o dia 22 de junho de 1962, quando se emancipou, ou seja, passou a ter governo próprio e tomar suas decisões com a participação do povo nas eleições, nessa época a população girava em torno de 1.400 pessoas (SEBRAE, 1996). Ainda no início da década de 1970, Barra do Choça permanecia um município com poucos habitantes e carente de infra-estrutura, possuindo somente uma rua. Neste período o local não possuía hospital, escola, contava com um comércio restrito e dependente inteiramente da cidade de Vitória da Conquista, à qual se encontrava ligada apenas por uma estrada mal conservada e de difícil acesso (DUTRA NETO, 2004).

Conforme documento do SEBRAE (1996), com base no censo do IBGE, Barra do Choça, na década de 1970, tinha uma população de aproximadamente 8.904 (oito mil,

novecentos e quatro habitantes), sendo que desses, 16% viviam na zona urbana e 83% na zona rural. Tem-se conhecimento que naquele período 90% de sua população vivia na zona rural e, até os anos de 1970, a pecuária era inexpressiva em termos microrregionais. A plantação de feijão, milho e mandioca era cultivada para atender às necessidades de sua população e, o excedente gerado podia ser comercializado nas cidades e localidades mais próximas.

De acordo com o Censo Comercial da Bahia, a cidade de Barra do Choça, no ano de 1970, contava com 54 casas comerciais, sendo duas classificadas no grupo de Produtos Químicos e Farmacêuticos, 51 no grupo de Produtos Alimentícios e uma no grupo de Mercadorias em Geral, inclusive alimentos. Neste mesmo ano, 91 pessoas trabalhavam nesses estabelecimentos (DUTRA NETO, 2004).

Quanto ao setor industrial, este era, praticamente inexistente em Barra do Choça. Em 1970, quando a agricultura começava e se desenvolver, tinha-se conhecimento da existência de dois estabelecimentos industriais, no setor madeireiro e alimentar, 45 estabelecimentos varejistas e a grande parte dos demais estabelecimentos eram bares, armazéns, anexos de residências. Já, em 1978, com a atividade cafeeira em plena expansão, os estabelecimentos comerciais passaram para 147, os industriais 190 e, os de serviço, eram, aproximadamente, 15.

No tocante às atividades básicas do município, de acordo com Santos (1987, p. 78), “eram predominantes a cultura do café, cultura de banana e fabricação de farinha de mandioca; os principais produtos exportados eram o café, a banana e a farinha de mandioca e, os principais produtos importados eram ferragens, artigos de habitação e combustível”.

Até a década de 1970, Barra do Choça não tinha destaque no que se refere a atividades econômicas expressivas, os produtos que eram cultivados em suas terras (feijão, milho, mandioca), eram para atender às necessidades das famílias que ali residiam e, o excedente era comercializado nas suas proximidades.

Com o avanço da cafeicultura, tanto a pecuária quanto a pequena produção familiar foram perdendo espaço, pois, os médios pecuaristas passaram a plantar café, enquanto a maioria dos agricultores com pequenas propriedades, foram vendendo suas terras e, paulatinamente, posseiros que ali viviam viram desaparecer o espaço em que se situavam.

No setor primário, a partir da década de setenta, o café passou a ser a principal atividade do município, tanto na geração de renda como de emprego. A partir de então, Barra do Choça tem experimentado um verdadeiro crescimento em sua economia, com as maiores áreas de plantio de café do Estado, cerca de 18.000 mil hectares e com 30 milhões de covas

plantadas. Ocupa o primeiro lugar no Estado da Bahia, com uma produção de 21.000t/ano de café cru beneficiado, em média (350.000 sacas de 60Kg) (DUTRA NETO, 2004).

Ao longo dos anos, outras atividades agrícolas foram sendo incorporadas ao setor econômico da região, contudo, com menos expressividade que a cultura principal: o café. Ainda de acordo com diagnóstico realizado pela SEBRAE, em junho de 1999 as áreas com outras culturas eram: feijão, 500ha; milho, 170ha; mandioca, 100ha; laranja 30ha; e banana 200ha. A pecuária apresentava-se, em 1996, com um rebanho bovino de 12.000 animais, 800 suínos e 18.000 aves (DUTRA NETO, 2004).

Entre 1970 a 1997, o município de Barra do Choça, teve um notável crescimento econômico promovido pela implantação da cultura cafeeira na região , pois, pode-se observar que em início da década de 70, ocorreram maciços investimentos do Governo Federal em estradas, construções civis, além dos investimentos na cafeicultura.

Segundo pesquisas do SEBRAE (1999), constatou-se que, em 1997 o município encontrava-se com: 1.476 propriedades rurais; 435 unidades comerciais, das quais 41 são do setor industrial, 122 empresas do setor comercial e 272 unidades do setor de prestação de serviços. É importante ressaltar que grande parte das empresas instaladas na cidade foram criadas recentemente, como indicam os resultados: 63,3%, foram constituídas entre 1 a 5 anos, 18,3% entre 6 e 10 anos e 16,4% há mais de 10 anos (DUTRA NETO, 2004).

Apesar de o município ter experimentado um significativo crescimento no setor comercial, o setor cafeeiro ainda é o que mais gera renda no município. Tomando por base os dados do IBGE (2007), as principais atividades econômicas da região são o café, correspondendo com aproximadamente R$ 75 milhões; a banana, R$ 36 milhões; e outras culturas R$ 8,7 milhões de reais.

Antes da sua emancipação, Peri-Peri, atual, Planalto era uma fazenda que pertencia ao município de Poções e, teve como primeiro morador o Sr. José Pereira.

Desde 1930, tem-se conhecimento de que, diariamente, comerciantes ambulantes, tropeiros e outros viajantes, passavam por aquele lugarejo e muitas vezes paravam para descansar. Com o tempo, aquela pequena localidade, já servia como ponto de apoio para aqueles viajantes, que aproveitavam para repousar e ali mesmo, comercializavam animais e outros produtos. Em consequência dessas pequenas atividades comerciais, formou-se uma pequena feira e, vários daqueles viajantes, começaram a se fixar e construir moradias, contribuindo para aumentar o número de moradores do pequeno arraial.

Devido ao intenso afluxo comercial, houve a necessidade de transferência da feira para a praça principal, Duque de Caxias. Depois disso, Peri-Peri, foi-se desenvolvendo ainda

mais e com isso construiu-se a capela, casas comerciais e cinema. O aumento populacional já era visível e por vontade dos habitantes, no dia 05 de abril de 1962, aconteceu à emancipação do arraial. A partir de então, foi decretada uma Lei que dava um novo nome àquele lugar e o município passou a chamar-se Planalto, tendo a origem do nome relacionada à localização da região em lugar plano e alto.

O município é cortado pela Rio - Bahia/BR 116, o que tem promovido o fácil acesso a outras localidades e vice-versa, e é composta pelos seguintes povoados: Lucaia, Geribá, Queimadas, Parafuso, Inácio, Lagoa do Morro, Lagoa dos Macacos, Veredinha, Lagoa do Terto, Vereda Nova, Entroncamento.

A partir do histórico dos municípios mencionado acima, fica evidenciado que a chegada do café na região ocasionou mudanças estruturais, não só no setor econômico como também em sua dinâmica populacional (causas dos incrementos numéricos registrados na Tabela 01). Excetuando Vitória da Conquista, pode-se observar que de 1970 a 2000, genericamente, a população de Barra do Choça e Planalto, concentrava-se mais nas áreas rurais. A taxa de urbanização entre 1980 e 2000 para Vitória da Conquista, Barra do Choça e Planalto, foi de 56,53%, 36,59% e 47,74%, respectivamente.

TABELA 01– VITÓRIA DA CONQUISTA, BARRA DO CHOÇA E PLANALTO POPULAÇÃO URBANA E RURAL – 1970/2000

Município Situação de domicílio População residente 1 1970 1 1980 1 1991 2 2000 Barra do Choça Urbana 1.445 6.484 11.644 17.721 Rural 7.459 14.040 13.200 23.097 Planalto Urbana 4.255 5.985 9.957 12.537 Rural 15.464 16.374 13.569 9.170 Vitória da Conquista Urbana 84.053 127.512 188.351 225.545 Rural 41.520 43.107 36.740 36.949 Fonte: IBGE. Censo Demográfico 1970/2000: Resultado do Universo

Em Vitória da Conquista, a população predomina na zona urbana, contudo, não se pode perder de vista que, os três municípios apresentaram um crescimento populacional considerável, e, possivelmente, deve-se tomar por base, como principal fator de análise, a implantação do café na região.

A cidade de Vitória da Conquista apresenta-se como um centro polarizador o que também atrai grande contingente de pessoas e novos investimentos. Isso pode explicar uma característica de sua população, predominantemente, urbana. Na Figura 03 , esse fenômeno pode ser melhor visualizado, pois, no ano 2000, a população registrada chega a, aproximadamente, 270 mil habitantes.

Apesar das atividades econômicas dos municípios estarem muito atreladas à agricultura, principalmente ao café, o êxodo rural na região foi significativo com o passar das décadas. Este processo deveu-se: à falta de novos empreendimentos agrícolas; ao atraso tecnológico na produção agropecuária; ao aumento da concentração de terras; à dificuldade do pequeno produtor em obter créditos bancários, etc. Acompanhe no Apêndice B, o contexto em que ocorreu a introdução do pólo cafeeiro no Estado da Bahia, particularmente, Vitória da Conquista, Barra do Choça e Planalto e, as repercussões socioambientais no interior destes municípios.

Figura 03 – Vitória da Conquista, Barra do Choça e Planalto: População urbana e rural – 1970/2000

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