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Section 1 : Les différentes approches empiriques de l’évaluation de la solidité des banques

II. 1.2- Les modèles logit et probit, binomial et multinomial

Todo criador, quer seja de telenovela, histórias literárias, música ou mesmo na pintura tem consigo algo peculiar, e é esse diferencial que o faz conectar-se com o público de uma maneira rápida e eficaz. Emanuel Carneiro também engloba o time dos autores que optam em ter como essência de suas narrativas a vilania, logo suas novelas são lembradas em frações de segundos não pelo enredo total, mas por seus vilões mais impactantes. Mas, a vilania presente nas telenovelas de Carneiro traz também uma marca autoral, que já é identificada pelo público. Além de seus personagens malvados serem mulheres, elas são loiras, lindas e de uma inteligência emocional surreal.

A vilania na teledramaturgia é bonita, poderosa e livre. A conquista e manutenção tanto de um modelo de aparência a ser invejado, quanto da riqueza costumam ser o objetivo de muitas das vilãs. E quando não são ricas, ambicionam ser e fazem tudo para manter- se nesta condição [...]. (Rocha, 2016, p. 11)

A primeira delas foi a vilã Bárbara da novela Da cor do Pecado. Interpretada por Giovana Antonelle, a rapariga tem em sua lista descritiva adjetivos nada gloriáveis, que vão desde o racismo, maus tratos contra o próprio filho, desamor pelo sogro e uma ambição jamais vista. Adorada pelo público, Bárbara teve um final catastrófico ao ficar louca e jogar-se de um penhasco, mas antes disso ela comeu o pão que o Diabo amassou ao casar-se com Tony, um ricaço tão malvado quanto a vilã.

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Após Barbara, foi a vez da atriz Carolina Dickman dar vida a dissimulada Leona na telenovela Cobras & Lagartos, uma loira de cabelo platinado cuja meta de vida era se apossar da herança deixada pelo tio a sua prima. Para isso, Leona não mediu esforços e nem escrúpulos, fazendo inclusive que seu namorado se case com a própria prima a fim de matá-la e herdar os bens deixados pelo tio. Em entrevista, Dickman disse que Leona:

[...] era incrível porque deixava a trama viva, como todo bom vilão. Ela antecipava os fatos, preparava as situações. Foi muito marcante para mim porque fiz muitas heroínas, que sempre sofrem as consequências das armações. Então pude exercitar o outro lado da moeda (Dezan, n.d)

A vilã de Cobras & Lagartos, segunda telenovela do autor, surgiu para afirmar de vez a predileção de Emanuel Carneiro pela vilania feminina e por suas características tão óbvias. Essa peculiaridade tão aflorada fez com que ele seguisse o mesmo caminho de outros colegas, migrando de um horário anterior e ocupando espaço cativo no horário nobre. Ao apresentar Flora, Carneiro não imaginou que sua personagem entrara para a lista das vilãs mais malvadas da história da tv brasileira. Com uma voz doce e um ar de coitadismo, a loira de cachinhos dourados e olhos azuis cativou o público.

Mas ao contrário do que o autor tinha apresentado até então, Flora interpretada por Patrícia Pilar, não estava inserida na mesma esfera social que suas vilãs anteriores. Oriunda de uma família pobre, Flora foi apresentada na trama como uma injustiçada. Apesar de ter as características físicas já elucidadas pelo autor em obras anteriores que atendiam ao perfil de vilania por ele criado, as ações da personagem, no início da trama, não apontavam para a vilania, o que fez com que o público logo de cara odiasse a mocinha e adorasse a vilã sem saber. Sobre essa nova maneira de personificar o Mal, Muchemblend nos atenta sobre as mil faces do Mal e suas inúmeras formas de se manifestar.

conduziu (...) a um deleite estético ou sensorial, e não mais ao medo, como nos tempos do passado, quando ele explodia nas cabeças avivando a angústia do fim último e o temor fisicamente sentido de um inferno chamejante, fedorento, destinado a expiações eternas. (Muchembled, 2001, p. 343)

Outra vilã que deixou o Brasil extasiado foi Carminha, uma das protagonistas da narrativa Avenida Brasil. Interpretada por Adriana Esteves, a personagem era uma

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golpista de marca maior que matou o esposo e abandonou a enteada num aterro sanitário para ficar com toda a herança. Além disso, ela casa-se novamente com um jogador de futebol em ascensão, vive uma vida de boa esposa, mas mantém o amante dentro do próprio lar. Logo em seguida, é a vez de Atena em A regra do Jogo, personagem vivida novamente ela atriz, Giovana Antonelle. Atena, além de uma loira linda e muito sensual, é uma golpista hilária que arrancou do público muitas risadas. E a mais nova vilã, Laureta, na novela Segundo Sol, também interpretada por Adriana Esteves.

A construção da vilania nas personagens de Emanuel Carneiro serviu não somente para a sua consagração enquanto escritor como também para ampliar o campo de visão do público, que há muito estava acostumado a deleitar-se sobre as narrativas ficcionais sem ao menos dar-se o trabalho de questionar, mesmo que se trate de uma ficção, da veracidade do que lhe é apresentado. A figura feminina, especificamente a mulher loira, sempre ocupou um lugar de mocinha das histórias, quer seja no cinema, nas histórias em quadrinhos ou nos filmes infantis. Prova disso são a personagens Melanie Daniels, do filme Os Pássaros (1963) e das próprias princesas da Disney, com exceção da Branca de Neve que acompanham o esteriótipo designado às personagens do Bem.

A predileção de Emanuel Carneiro pela personificação do Mal em figuras femininas, especificamente mulheres lindas e loiras transforma-se em um ponto positivo, quanto ao caráter identificação das obras assinadas por ele. Além disso, a desconstrução de um conceito imposto pela sociedade reforça a ideia de que o Mal não se limita a um único estereótipo e tampouco está limitado a manifestar-se no sexo masculino. Maffesoli (2004), ressalta que é necessário que o público fique atento às novas formas de aparição do Mal. “Reconhecer o aspecto estrutural do mal é participar, no sentido místico do termo, da força das coisas e do poder da vida. Força e poder pluralistas e polissêmicos por essência” (Maffesoli, 2004, p.66).

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