CHAPITRE 2 : APPROCHE MÉTHODOLOGIQUE
2.3. Le rapport objet-sujet dans cette recherche
SEPLAN (1999) escreveu que para o traçado do perfil de um rio, deve- se determinar o comprimento entre as cotas da seção de saída e da seção de nascente. As suas declividades representativas são:
a) Declividade Total - É a declividade entre a nascente e a seção
considerada. No caso do Rio Paraíba foi encontrado o valor de 0,46%;
b) Declividade Média Constante - É a declividade total, onde a
área entre o perfil e o eixo das abcissas seja igual a área entre ela e este mesmo eixo. O Rio Paraíba apresentou um valor de 0,18%;
c) Declividade Equivalente Constante - É aquela na qual uma
massa de água percorrendo o caminhamento da nascente à secção considerada, acompanha a declividade de cada segmento.
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A utilizar a declividade total (item a) para cada trecho, como o Rio Paraíba percorre 45,41km de extensão na parte correspondente a Pernambuco com uma elevação média de 650,00 m, a região apresentou uma declividade de 14,31 m/km. Na parte do Estado de Alagoas, o Rio Paraíba percorre mais 126,57 km com elevação média de 200,00 m e apresenta uma declividade de 1,58 m/km.
3.1.7 Solos
Na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba, existe o predomínio variado na ocorrência de solos com propriedades bastante distintas, destacando-se em termos de extensão os Argissolos, Regosolos, Planossolos, Argisolos Vermelho Amarelo, Solos Aluviais e Gleissolos.
A seguir, destacam-se as principais informações referentes a cada tipo de solo presente na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba:
a) Solos Hidromórficos (Gleyzados e Orgânicos) - Compreende
os solos hidromórficos, mal drenados, cujas características morfológicas são resultantes principalmente da influência do excesso de humidade, permanente ou temporária, como acumulação de matéria orgânica na parte superficial. O horizonte A (comumente moderado) apresenta-se com espessura variável (10,00 cm e 40,00 cm) mas frequentemente oscila entre 15,00 cm e 25,00 cm; estrutura comumente moderada, porém ocorre estrutura fraca ou mesmo forte, granular, de consistência dura a muito dura quando seco, e friável a firme quando húmido (GAMA, 2013);
b) Solos Aluviais - São solos pouco desenvolvidos, proveniente de
deposições fluviais recentes moderadamente profundos a profundos, de textura as mais diversas e drenagem comumente imperfeita ou moderada. Em geral, são solos de grande
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potencialidade agrícola. No Estado de Alagoas, estes solos podem ser distróficos ou eutróficos, na sequência o horizonte A, quando fraco, tem espessura comumente entre 8,00 cm e 15,00 cm, enquanto o A moderado, mais frequentemente, tem espessura compreendida entre 15,00 cm e 25,00 cm. Na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba, encontra-se o solo Aluvial Distróficos e Eutróficos no Estado de Alagoas, entre os municípios de Pindoba e Maribondo (GAMA, 2013);
c) Planossolos Solódicos - Compreende solos com B textural, com
argila de atividade alta. São chamados de solódicos por apresentarem saturação com sódio entre 6,00% e 15,00% no horizonte Bt. São comumente pouco profundos com profundidade média aproximada de 70,00 cm. A textura entre média e argilosa, com ocorrência menor de textura muito argilosa. São diagnosticados por apresentarem o horizonte B igual ou maior que 50,00 cm, muito poroso, friável ou muito friável, alta floculação e pequeno incremento de argila (GAMA, 2013);
d) Latossolo Vermelho Amarelo - Esta classe compreende solos
com horizonte B textural, não hidromórficos, com argila de atividade baixa. São em geral fortemente ácidos e de baixa fertilidade natural. Normalmente são profundos a muito profundos com textura média, argilosa ou arenosa no horizonte A e argilosa ou média no horizonte Bt. De um modo geral, o horizonte A destes
solos apresenta espessura que varia de 20,00 cm até pouco mais de 100,00 cm. Possui estrutura mais desenvolvida no A1. O
horizonte Bt é espesso de um modo geral e a profundidade varia
de 68,00 cm até cerca de 4,00 m (GAMA, 2013);
e) Argissolos Vermelho Amarelo - Compreendem solos com
horizonte B textural, com profundidade que varia de delgado a profundo, sequência de horizontes A, B, C com transições sempre
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claras e colorações predominantemente variando do bruno- amarelo a vermelho. Caracterizam-se por apresentar um horizonte diagnóstico superficial argílico onde houve uma acumulação de argila. Os Argissolos possuem condições físicas favoráveis. São porosos e comumente bem drenados e são os que vêm sendo cultivados há longo tempo com cana-de-açúcar na zona úmida costeira (GAMA, 2013);
f) Argissolos Vermelho Amarelo Eutrófico - Compreende solos
com horizontes B textural, não hidromórficos, apresentam perfis bem diferenciados. O horizonte A destes solos apresenta-se mais frequentemente moderado e proeminente, com espessura entre 30,00 cm e 60,00 cm. O horizonte Bt constitui a principal
característica de identificação destes solos. Nos solos de textura argilosa, a estrutura varia de fraca a forte em blocos angulares/subangulares, sendo os argilosos com A proeminente os mais bem estruturados, onde a serosidade chega a ser até forte e abundante. O relevo varia desde plano até montanhoso, sendo também frequentes os relevos ondulados e suaves ondulados. O clima e vegetação são também bastante diversificados (GAMA, 2013);
g) Regossolos Eutróficos e Distróficos - Compreendem solos
pouco desenvolvidos, arenosos, por vezes com cascalho ou cascalhentos, muito profundos a moderadamente profundos, muito porosos, com ou sem fragipã, estando este comumente situado logo acima da rocha subjacente. A drenagem pode variar de moderada a excessiva, mas comumente variam de bem a fortemente drenados. São solos bastante susceptíveis à erosão. Verifica-se comumente uma forte deficiência de água durante a época seca. Os Regossolos estão presentes na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba na área correspondente ao Estado de Pernambuco, onde encontra o solo REe2 nos municípios de
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Caetés e Paranatama, como também uma parte entre os municípios de Saloá, Terezinha e Bom Conselho (GAMA, 2013);
h) Solos Litólicos - Compreendem os solos pouco desenvolvidos,
delgados a muito delgados, possuindo apenas um horizonte A. Assentem diretamente sobre a rocha (R) ou sobre materiais da rocha em grau bastante avançado de intemperização, constituindo um horizonte C sobre a rocha subjacente pouco intemperizada ou compacta (R). Os solos desta unidade podem ser eutróficos ou distróficos. Apresentam textura arenosa ou média, por vezes com cascalho ou cascalhenta. Comumente são solos bastante susceptíveis à erosão em decorrência de sua pouca espessura. O material originário refere-se em grande parte ao saprolito de gnaisse e granitos, podendo ser ainda desenvolvidos de quartzitos, micaxistos e arenitos (GAMA, 2013).
Pode-se verificar através de um estudo estatístico dos tipos de solos encontrados na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba (Tabela 12), que os solos Podzólicos Vermelho Amarelo (PV) são de maior ocorrência, tendo uma área bastante significativa principalmente no Estado de Alagoas. Já em Pernambuco, os solos de maior ocorrência são os Podzólicos Vermelho Amarelo Equivalente Eutrófico. No Estado de Alagoas há uma presença maior de solos com características de delgado a profundo, baixa fertilidade natural e presença de cerosidade. No Estado de Pernambuco há uma maior presença de solos que apresentam média à alta fertilidade natural, comumente profundos e com bom potencial agrícola (SEPLAN, 1999).
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