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Chapitre 4 : Présentation des résultats

4.2 L’expérience de la séparation parentale dans les familles où un enfant a reçu un

4.2.4 Le diagnostic de TDA/H, et ce qu’il implique

O desenvolvimento da ultrassonografia Doppler aumentou a eficiência do exame ultrassonográfico, visto que possibilitou a avaliação das características de fluxos sanguíneos (SCHWARZWALD, 2004).

A avaliação qualitativa do espectro Doppler é baseada na análise da morfologia de onda de cada vaso. As características da onda são dependentes da forma que ela é adquirida e das características de fluxo do vaso. Cada contração cardíaca causa um impulso no fluxo sanguíneo e resulta na distensão das artérias. À medida que o diâmetro vascular volta ao normal, a energia repercutida fornece o potencial necessário para promover o fluxo contínuo durante a diástole. A perfusão de cada órgão determina o estado do seu leito vascular, que por sua vez afeta as características dos fluxos adjacentes (FINN-BODNER e HUDSON, 1998).

Além das alterações patológicas, fatores como digestão, estresse, exercícios e alteração do débito cardíaco podem estar relacionados a modificações da morfologia das ondas (SZATMÁRI et al, 2001).

Duas técnicas podem ser utilizadas para adquirir o espectro Doppler: o método de velocidade máxima, em que o volume de amostra é cerca da metade do tamanho do vaso, com o cursor posicionado no centro do mesmo, e o método de insonação uniforme, no qual todo o vaso é incluído no volume de amostra (FINN-BODNER & HUDSON, 1998). A utilização de um ou outro irá depender do calibre e tortuosidade do vaso analisado. Em geral, o método de insonação uniforme é utilizado em vasos de menor calibre (HEDRICK et al., 1995).

Durante a passagem do sangue pelos vasos sanguíneos, as hemácias se deslocam em camadas concêntricas, sendo que as camadas de células que

estão mais próximas às paredes dos vasos perdem velocidade devido ao atrito das hemácias contra a parede (HEDRICK et al., 1995). De acordo com o gradiente de velocidade entre as camadas sanguíneas e da direção entre elas, podem ser encontrados variados perfis ou curvas de velocidade de fluxo arterial, sendo estes classificados em dois grandes grupos: laminar e turbilhonado (CERRI et al., 1996).

O fluxo laminar é caracterizado pelo movimento ordenado das hemácias em finas camadas de sangue paralelas a parede vascular e entre si, na mesma direção. Este tipo de fluxo está presente na maioria das artérias normais e pode ser demonstrado em veias calibrosas (CARVALHO et al., 2008; CERRI et al., 1996).

No fluxo turbilhonado, a velocidade das hemácias oscila entre jatos rápidos e lentos, sem organização e em diferentes direções. Este tipo de fluxo é comumente encontrado quando há alteração do diâmetro do vaso, em bifurcações e curvas de vasos e quando há alteração da viscosidade do sangue (CERRI et al., 1996).

A análise quantitativa da onda espectral é baseada na mensuração da velocidade do pico sistólico (VPS), velocidade diastólica final (VDF) e velocidade média, para obtenção dos índices hemodinâmicos mais utilizados: o índice de resistividade (IR) e de pulsatilidade (IP) (CERRI et al., 1996).

O Índice de Resistividade, também conhecido como Índice de Pourcelot ou Índice Resistivo, é um valor adimensional que representa a resistência encontrada pelo fluxo sanguíneo durante a perfusão de um determinado órgão (SHOKEIR et al., 2002). O IR é obtido por: IR = VPS – VDF / VPS, onde a maioria dos aparelhos faz o cálculo automaticamente (CERRI et al., 1996). O cálculo do índice de resistividade é mais prático do que as medidas de velocidade, pois não depende do ângulo de insonação da amostra e pode ser mensurado mesmo em pequenos vasos (HEDRICK et al., 1995). O ângulo Doppler não deve exceder 60º para que não ocorram mudanças significativas na estimativa da velocidade de fluxo, representando um erro. Por isso, é importante o conhecimento da técnica, para obter valores fidedignos da velocidade do fluxo sanguíneo (SZATMÁRI et al, 2001, CERRI et al., 1996).

O Índice de Pulsatilidade também possibilita a avaliação da resistência vascular. Geralmente é utilizado quando o fluxo diastólico final tende a zero ou nos casos de fluxo com fase negativa, e pode ser representado por: IP = VPS –

VDF / velocidade média (CERRI et al., 1996).

Os valores de IP e IR das artérias do organismo, assim como os padrões das ondas espectrais, são estudados para avaliar a hemodinâmica normal e reconhecer alterações de perfusão de origem fisiológica ou patológicas como nos casos de redução do débito cardíaco, aumento de resistividade periférica e presença de trombos e estenoses (FINN-BODNER & HUDSON, 1998).

Em equinos, algumas doenças podem resultar em alteração do fluxo periférico, como trombos arteriais e venosos, vasculite e laminite (COCHARD et al.,2000). A maioria dos estudos Doppler em equinos buscam avaliar a utilização do Doppler na neovascularização em tratamentos de tendinopatias, padronização de fluxos fisiológicos e patológicos, e avaliação do uso de drogas sobre a vascularização periférica. No entanto, existe um grande enfoque para avaliação do fluxo das artérias digitais, devido a alta incidência de laminites nos equinos (McDOWELL et. al., 2013; MURATA et al., 2012; BOSCH et al., 2011; MENZIES-GOW e MARR, 2007; WONGAUMNUAYKUL et al., 2006; HOFFMANN et al., 2001).

Cochard e colaboradores (2000) realizaram a padronização do estudo Doppler das artérias mediana, palmar medial, digital palmar lateral e coronária dos membros torácicos de equinos hígidos com faixa etária variando de 5 a 20 anos. As artérias apresentaram as características de morfologia de onda com primeiro pico sistólico maior, seguido de dois picos menores com a diástole de aspecto ondulante.

O primeiro pico sistólico está relacionado à sístole ventricular, enquanto o segundo e o terceiro picos ocorrem durante a diástole e são fluxos secundários decorrentes da contração dos vasos que resultam em um fluxo tardio prolongado. As características oscilantes da diástole provavelmente estão relacionadas ao baixo batimento cardíaco dos equinos (KREMKAU, 1995).

2.3. Histograma

O histograma é uma ferramenta que avalia de forma quantitativa e qualitativa a ecotextura e a ecogenicidade de uma região demarcada na imagem ultrassonográfica, avaliando e mensurando a frequência na intensidade dos ecos e a quantidade de níveis de cinza no local (SANTOS et al. 2009). Dessa forma, o objetivo do histograma é diminuir a subjetividade da aferição das medidas de ecotextura e ecogenicidade, traduzindo em números estas aferições.

Em equinos, essa técnica foi utilizada com sucesso na avaliação de tendinite flexor superficial em sete equinos, em que se padronizou a avaliação durante cinco estágios: normal, fase de ruptura aguda, estágio de células inflamatórias, fibrose inicial e estágio de cura lesional inicial. Os autores obtiveram resultados satisfatórios na diferenciação de um tendão normal e de um lesionado, baseado nas diferenças de ecogenicidade e ecotextura obtidas com o histograma (TSUKIYAMA et al. 1996).

No histograma, as mensurações quantitativas são avaliadas pelas variáveis NMOST/NALL. NMOST se refere aos pontos luminosos semelhantes e NALL à soma de todos os pontos luminosos presentes na região selecionada. A relação NMOST/NALL determina quantitativamente a ecotextura da região selecionada (TSUKIYAMA et al. 1996).

O desvio padrão “standard deviation” (SD) da amplitude do eco também se refere à ecotextura, visto que mensura a amplitude que o eco variou. Quanto menores os valores de SD, mais homogênea foi considerada a imagem, pois indica que não ocorreu uma variação alta de ecos na região de interesse (TSUKIYAMA et al. 1996).

A ecogenicidade é representada pela variável (LMEAN), que indica a luminosidade média da região selecionada. LMEAN de valores mais baixos indicam imagens mais escuras, e valores mais altos de LMEAN correspondem a imagens mais claras (TSUKIYAMA et al. 1996).

3. OBJETIVOS