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L ’analyse figurative

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 157-160)

FANTASTIQUE, FIGURES, LECTURE

I. Lecture, spectature

I.2. L ’analyse figurative

Nestes sistemas, as instituições não-universitárias são reconhecidas como sendo efectivamente pós-secundárias, assim como é reconhecida a necessidade de coordenação com o sector universitário, embora este último seja claramente visto como sendo estruturalmente superior.

Com esta configuração sistémica temos Singapura, Islândia e França (ver Figura 6). Em Singapura, o ensino superior é oferecido por três tipos de instituições: universidades, politécnicos e outros centros de formação pública e privada. Porém, apenas duas instituições possuem o nível universitário, a saber: a Universidade Nacional de Singapura (criada a partir da fusão das Universidades de Singapura e de Nanyang)115 e a Universidade Tecnológica de Nanyang, fundada em 1981. Estas são controladas e financiadas pelo Estado e reconhecidas pela sua cultura de excelência. As restantes instituições são consideradas como pós-secundárias, mas de nível hierárquico inferior às universidades. Desde a independência, Singapura desenvolveu um plano estratégico fortemente centralizado e flexível para reestruturar, expandir e melhorar a eficiência e a qualidade do ensino universitário. Embora discutível, e ao contrário do que muitos possam

115

Antes da independência de 1959, o sistema universitário na República de Singapura tinha uma origem comum com o da Malásia (ambas ex-colónias do Reino Unido), pois o governo britânico estabeleceu um único sistema universitário para ambos os países. Como seria de esperar, o padrão inglês foi o modelo adoptado para a constituição, standards e curricula das universidades. Pretendia-se criar condições de auto- governo e formar uma elite social local. Contudo, tendo a língua inglesa como língua de instrução, a grande maioria dos estudantes locais eram excluídos e, por conseguinte, o sistema estava longe de reflectir as realidades socioeconómicas e satisfazer as necessidades das suas colónias. Surge, então, por iniciativa da comunidade local, a criação de uma universidade chinesa chamada “Nanyang University” em 1956. Após a independência política, foram criadas condições no sentido de reorientar a universidade para satisfazer as necessidades de crescimento individual e de desenvolvimento da sociedade pós-colonial. Na década de 60, devido à grande procura do ensino superior, a Universidade da Malásia (estabelecida pelos britânicos na época colonial) fora repartida na Universidade de Singapura e noutra pertencente à Malásia. Mais tarde, por motivos de faltas de recursos e de qualidade, o governo optou por fundir a “Nanyang University” com a Universidade de Singapura, originando assim a Universidade Nacional de Singapura.

pensar, a intervenção directa do Estado na reestruturação do sistema tem sido muito eficiente e eficaz. Singapura conseguiu assim desenvolver um sistema universitário de elevada qualidade, debatendo-se contra a sua pequena dimensão, total ausência de recursos naturais, falta de mercado interno nacional e dependência da volatilidade da economia global. O segredo deste sucesso é fundado numa filosofia económica pragmática, numa capacidade de resposta baseada numa gestão prudente e num compromisso singular de desenvolver capacidades humanas de elevada qualidade (Selvaratnam:1994)116.

O sistema dual islandês é interessante. Por ser um país bastante pequeno, com cerca de 300 mil habitantes, este apostou primeiramente, desde o séc. XIX, nas instituições pós- secundárias vocacionais e profissionais de curta duração e apenas desenvolveu o seu SES, no início do séc. XX, com a fundação da universidade nacional através da fusão de três escolas (medicina, direito e escola de formação de professores) e ainda uma nova faculdade de artes. Até 1911, o ensino superior era obtido no estrangeiro. Só nas últimas três décadas do séc. XX é que surgiram outras universidades, não só através de fusões, mas também de políticas de reclassificação de algumas instituições pós-secundárias para estatuto de universidade e de criação de novas instituições. Actualmente, existem 8 IES (5 universidades públicas e 4 privadas), sendo a Universidade Nacional considerada a maior de todas, com 11 faculdades cobrindo mais de 70% dos 11,545 estudantes universitários da Islândia (Eurydice: 2005). Portanto, instituições como escolas de agricultura, pesca, comércio e enfermagem não são consideradas ensino superior, mas instituições pós- secundárias que passam certificados em vez de diplomas.

O sistema dual francês é um sistema bastante peculiar, visto a linha divisória entre as instituições não-universitárias e as universidades não ser muito visível. Neste país, uma maioria significativa do sector não-universitário é a que melhor prepara os jovens para o mercado de trabalho e faz alguma investigação. Algumas dessas, as “Grandes Écoles”, possuem uma reputação superior à das universidades e são bastante concorridas em termos de procura. Existem actualmente 461117 “Grandes Écoles” com diferentes níveis de qualidade. Algumas são financiadas pelas “Chambers of Commerce”, mas a sua principal fonte provém das propinas. As 89 universidades são financiadas por fundos públicos, acessíveis a todos, com um bom nível de autonomia e administradas por académicos eleitos. Todavia, o sistema francês apresenta outras particularidades interessantes. Além de um sector não-universitário bastante diversificado, possui um sector universitário a funcionar segundo critérios de um modelo unificado por incluir universidades e institutos técnicos (IST) que conferem cursos de 2 anos. Devido a esta complexidade, poderíamos considerar o sistema francês como “ sistema estratificado”, embora não nos moldes do estado da Califórnia, por não ter sido criteriosamente planeado, mas ter-se desenvolvido aleatoriamente e sem sofrer reformas estruturais profundas (P. Scott:1995).

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SELVARATNAM, V. (1994). Singapore: University Autonomy versus State Control: The Singapore Experience. In NEAVE, G. e VAN VUGHT, F. (1994). Government and Higher Education Relationships Across Three Continents – The Winds of Change. Netherlands: Pergamon.

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Figura 6 – Exemplo de Sistemas Duais 28 27 26 25 24 23 22 Universidades 21 20 19 18 Politécnico 17 Secundário ITE 16 Universidade

Profissional/Politecnicos/Grandes Escolas/ "Fachhochsschule, etc

Escolas vocacionais/ community colleges/ escolas especializadas 26 25 24 23 22 G 21 E 20

19 Universidades IUT STS CPGE Esc. Bac 18 Espc Pro

17

16 Secundário BEP CAP

15 CAP

14 CPPN

13 Pré-secundario CEP

12

11 País Pop(mil) ES % Uni%

Pós- sec% Singapura 4.037 113.412 3 35,5 64,5 Islândia 300 11.545 3,8 70 30 França 58.700 2.094.781 3,6 67 33

SISTEMAS DUAIS

Sector Universitário Sector Não-Universitário

SINGAPURA

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