explicatives en classe de langue
2.1.3. Etude du lexique dans les textes littéraires
Imersão
Com relação aos valores basais (antes da imersão), sem e com os manguitos insuflados, não constatamos nenhuma diferença nos parâmetros de volumes pulmonares. Por esse motivo, consideramos, para as etapas seguintes, os valores obtidos imediatamente antes da imersão, ou seja, com os indivíduos utilizando o manguito insuflado.
Durante a etapa de imersão, levando em consideração os dois grupos, houve interação com a capacidade vital, volume de reserva expiratório e volume residual (P<0,001). Ou seja, estes três parâmetros tiveram comportamento diferente entre os grupos, de acordo com a ANOVA.
Na análise intragrupo foram feitas as seguintes comparações entre os três momentos de interesse: antes e durante a imersão, ambas com o manguito insuflado e durante a imersão, com e sem o manguito insuflado. Dessa forma, na primeira comparação, a única diferença entre as avaliações foi a imersão e, na segunda, a liberação do sangue dos membros inferiores. Eventualmente, quando, em nossas análises, constatarmos diferenças dignas de nota entre o primeiro momento (fora da piscina + manguito insuflado) e o último (imersão + manguito desinsuflado) faremos as devidas observações.
Para ilustrar as modificações observadas, mostramos na Figura 7 os valores médios (±dp) da capacidade pulmonar total, capacidade vital, volume de reserva expiratório e volume residual nos três momentos de interesse (basal e imersão, ambos com manguitos insuflados e imersão com manguito desinsuflado), em ambos os grupos.
No grupo tetraplégico, apenas com o efeito da imersão, constatamos que houve aumento da capacidade vital (20,6%±17,6; P=0,001) e da capacidade inspiratória (27,8%±21,5; P=0,001). Por outro lado, constatamos reduções médias do volume residual (32,6%±11,3; P<0,001) e, como esperado, da capacidade residual funcional (31,0%±13,3; P<0,001). A capacidade pulmonar total não sofreu alterações. Considerando a imersão com e sem o manguito insuflado, ou seja, somente a influencia da mudança volêmica, não observamos nenhuma alteração dos parâmetros investigados. Ou seja, as modificações promovidas pela imersão não foram afetadas pela liberação de sangue para o tórax, com a desinsuflação do manguito (Tabela 8).
A imersão no grupo controle reduziu significativamente a capacidade residual
funcional (26,5%±7,0; P<0,001) e o volume de reserva expiratório
(48,2%±19,5; P<0,001), associado ao aumento da capacidade inspiratória (27,3%±11,4; P<0,001). Com a liberação do manguito, ainda em imersão, constatou-se redução da capacidade vital (4,0%±2,7; P<0,002), associada agora a diminuição da capacidade pulmonar total (5,8%±5,4; P=0,005). Ao se comparar este último momento com os valores basais, constatou-se redução de todos os parâmetros, com exceção da capacidade inspiratória, que aumentou e do volume residual, que não sofreu alterações (Tabela 9).
Vale destacar que as reduções na capacidade residual funcional que aconteceram durante a imersão em ambos os grupos, embora da mesma magnitude, tiveram comportamento qualitativamente diferente. Nos tetraplégicos essa redução se deu às custas de diminuição exclusiva do volume residual, enquanto nos controles ocorreu pela diminuição exclusiva no volume de reserva expiratório.
Como especificado na Casuística, Material e Métodos, a PInas foi aferida fora da piscina com manguito desinsuflado e dentro da piscina, também com manguito
desinsuflado. Devemos considerar então que as modificações eventualmente observadas sofreram influência tanto dos efeitos da imersão sobre as estruturas tóracoabdominais, como também da volemia. Ademais, para completar essa avaliação, a capacidade residual funcional a ser considerada é aquela correspondente a esses momentos.
Assim, em relação a Pinas, verificamos aumento significativo no grupo tetraplégico com a imersão da ordem de 12,7%±16,7 (P<0,03), comparado ao basal com o simples fato de entrar na piscina (Tabela 10). No entanto, lembramos que essa medida foi realizada na capacidade residual funcional, que diminuiu do basal para a imersão (31,0%), como vimos anteriormente. O grupo controle não apresentou diferenças entre as duas avaliações (Tabela 11), embora a capacidade residual funcional também tenha diminuído significativamente (26,5%), como relatamos anteriormente.
Como vimos acima, ambos os grupos reduziram a capacidade residual funcional com a imersão em torno de 30%. No entanto, devemos destacar que o ponto de partida, ou seja, os valores basais dos dois grupos foram diferentes. Em termos da capacidade pulmonar total teórica, as capacidades residuais funcionais foram diferentes entre tetraplégicos e controles (P=0,03), respectivamente, 40,4%±7,8 e 49,1%±9,8.
64
Tabela 8 - Mudanças percentuais do grupo tetraplégico (comparadas com o valor basal [1-2 e 1-3] e com a imersão com manguito insuflado [2-3]) da capacidade vital, volume residual, capacidade residual funcional e capacidade pulmonar total nos três momentos estudados.*
# Imersão Imersão Imersão Imersão
Cuff-on Cuff-off Cuff-on Cuff-off
1 1,88 45,21 2,73 39,36 2,62 -4,03 2,37 -49,79 1,19 -38,40 1,46 22,69 2 2,47 26,72 3,13 12,55 2,78 -11,18 2,93 -40,96 1,73 -38,23 1,81 4,62 3 2,52 22,62 3,09 23,41 3,11 0,65 2,17 -21,20 1,71 -39,63 1,31 -23,39 4 2,02 31,19 2,65 23,27 2,49 -6,04 2,41 -21,58 1,89 -15,77 2,03 7,41 5 1,98 28,79 2,55 15,15 2,28 -10,59 2,27 -20,26 1,81 -14,98 1,93 6,63 6 3,14 23,25 3,87 22,61 3,85 -0,52 3,71 -32,35 2,51 -35,31 2,40 -4,38 7 4,02 6,47 4,28 -6,22 3,77 -11,92 1,43 -32,87 0,96 -38,46 0,88 -8,33 8 2,53 45,45 3,68 -0,40 2,52 -31,52 2,59 -48,65 1,33 -49,03 1,32 -0,75 10 2,03 13,79 2,31 17,73 2,39 3,46 1,67 -15,57 1,41 -13,17 1,45 2,84 11 1,77 -17,51 1,46 40,11 2,48 69,86 2,21 -32,13 1,50 -35,29 1,43 -4,67 12 2,23 6,28 2,37 -4,93 2,12 -10,55 2,11 -34,12 1,39 -30,81 1,46 5,04 15 2,42 14,88 2,78 34,30 3,25 16,91 1,61 -42,24 0,93 -48,45 0,83 -10,75 média 2,42 20,59 2,91 18,08 2,81 0,38 2,29 -32,64 1,53 -33,13 1,53 -0,25 dp 0,63 17,55 0,77 15,89 0,57 24,71 0,62 11,33 0,44 12,27 0,45 11,45 p 0,001 0,003 0,510 <0,001 <0,001 0,933
Imersão Imersão Imersão Imersão
Cuff-on Cuff-off Cuff-on Cuff-off
1 2,71 -45,76 1,47 -38,75 1,66 12,93 4,25 -7,76 3,92 -3,76 4,09 4,34 2 3,26 -43,56 1,84 -36,20 2,08 13,04 5,40 -10,74 4,82 -15,00 4,59 -4,77 3 2,37 -17,30 1,96 -29,11 1,68 -14,29 4,72 3,81 4,90 -5,08 4,48 -8,57 4 2,41 -21,58 1,89 -15,77 2,03 7,41 4,43 5,64 4,68 2,03 4,52 -3,42 5 2,27 -17,62 1,87 -11,45 2,01 7,49 4,25 4,47 4,44 -0,94 4,21 -5,18 6 3,95 -10,63 3,53 -12,41 3,46 -1,98 6,88 -6,98 6,40 -9,16 6,25 -2,34 7 2,49 -42,97 1,42 -44,98 1,37 -3,52 5,60 -3,21 5,42 -14,29 4,80 -11,44 8 3,03 -43,56 1,71 -43,56 1,71 0,00 5,17 -1,93 5,07 -15,47 4,37 -13,81 10 2,06 -21,36 1,62 -20,87 1,63 0,62 3,80 -2,11 3,72 2,63 3,90 4,84 11 2,40 -24,17 1,82 -32,50 1,62 -10,99 4,02 -20,90 3,18 -2,74 3,91 22,96 12 2,58 -36,43 1,64 -29,84 1,81 10,37 4,34 -13,36 3,76 -17,51 3,58 -4,79 15 1,95 -46,67 1,04 -50,77 0,96 -7,69 4,03 -6,20 3,78 1,49 4,09 8,20 média 2,62 -30,97 1,82 -30,52 1,84 1,11 4,74 -4,94 4,51 -6,48 4,40 -1,17 dp 0,56 13,35 0,60 13,14 0,60 9,25 0,88 7,81 0,90 7,48 0,68 10,02 p <0,001 <0,001 0,716 0,039 0,020 0,372 D%2-3 D%2-3 Volume residual Basal D%1-2 D%1-3 D%1-3 Capacidade vital Basal D%1-2 D%1-3 D%2-3 #
Capacidade residual funcional Capacidade pulmonar total
Basal D%1-2 D%1-3 D%2-3 Basal D%1-2
* Para facilitar as comparações adotamos os índices 1, 2 e 3, correspondentes, respectivamente, aos valores basais (com manguito insuflado), imersão com manguito insuflado e imersão com manguito desinsuflado.
65
Tabela 9 - Mudanças percentuais do grupo controle (comparadas com o valor basal [1-2 e 1-3] e com a imersão com manguito insuflado [2-3]) da capacidade vital, volume residual, capacidade residual funcional e capacidade pulmonar total nos três momentos estudados.*
# Imersão Imersão Imersão Imersão
Cuff-on Cuff-off Cuff-on Cuff-off
1 5,85 -0,17 5,84 -3,25 5,66 -3,08 2,20 -5,00 2,09 -5,45 2,08 -0,48 2 4,65 -0,43 4,63 -3,01 4,51 -2,59 1,12 20,54 1,35 10,71 1,24 -8,15 3 5,26 -1,33 5,19 -3,80 5,06 -2,50 2,21 12,22 2,48 -12,22 1,94 -21,77 5 5,22 -5,94 4,91 -7,47 4,83 -1,63 1,23 8,94 1,34 23,58 1,52 13,43 6 6,77 -2,36 6,61 -10,64 6,05 -8,47 1,33 9,77 1,46 28,57 1,71 17,12 7 4,56 -1,54 4,49 -4,61 4,35 -3,12 1,41 -11,35 1,25 -60,99 0,55 -56,00 8 5,80 -7,59 5,36 -15,34 4,91 -8,40 1,35 14,07 1,54 14,81 1,55 0,65 9 5,24 -0,19 5,23 -3,63 5,05 -3,44 1,75 -9,71 1,58 -5,71 1,65 4,43 10 4,68 -2,99 4,54 -8,76 4,27 -5,95 1,64 -3,66 1,58 -9,76 1,48 -6,33 11 4,56 -2,41 4,45 -3,29 4,41 -0,90 0,71 150,70 1,78 35,21 0,96 -46,07 média 5,26 -2,49 5,13 -6,38 4,91 -4,01 1,50 18,65 1,65 1,88 1,47 -10,32 dp 0,72 2,48 0,69 4,13 0,58 2,68 0,47 47,65 0,38 27,77 0,45 24,19 p 0,020 0,002 0,003 0,223 0,820 0,169
# Imersão Imersão Imersão Imersão
Cuff-on Cuff-off Cuff-on Cuff-off
1 4,10 -25,85 3,04 -32,44 2,77 -8,88 8,05 -1,49 7,93 -3,85 7,74 -2,40 2 2,74 -22,99 2,11 -31,75 1,87 -11,37 5,78 3,63 5,99 -0,69 5,74 -4,17 3 4,55 -33,41 3,03 -42,64 2,61 -13,86 7,65 1,57 7,77 -7,32 7,09 -8,75 5 3,12 -31,73 2,13 -22,76 2,41 13,15 6,46 -1,86 6,34 0,46 6,49 2,37 6 3,61 -29,92 2,53 -23,82 2,75 8,70 8,17 -1,10 8,08 -4,04 7,84 -2,97 7 3,37 -35,31 2,18 -64,69 1,19 -45,41 6,01 -4,49 5,74 -18,64 4,89 -14,81 8 3,11 -19,61 2,50 -13,50 2,69 7,60 7,15 -2,10 7,00 -8,25 6,56 -6,29 9 3,54 -31,64 2,42 -29,94 2,48 2,48 7,01 -2,71 6,82 -4,42 6,70 -1,76 10 3,14 -20,70 2,49 -26,43 2,31 -7,23 6,31 -2,22 6,17 -7,61 5,83 -5,51 11 2,07 -14,01 1,78 -32,85 1,39 -21,91 5,47 13,89 6,23 -1,83 5,37 -13,80 média 3,34 -26,52 2,42 -32,08 2,25 -7,67 6,81 0,31 6,81 -5,62 6,43 -5,81 dp 0,69 7,00 0,40 13,79 0,57 17,38 0,95 5,29 0,86 5,44 0,98 5,37 p <0,001 <0,001 0,187 0,992 0,006 0,005 D%1-3 D%2-3 D%1-3 D%2-3 Basal D%1-2
Capacidade pulmonar total
Basal D%1-2 D%1-3 D%2-3
Basal D%1-2
Capacidade vital
Basal D%1-2 D%1-3 D%2-3
Volume residual
Capacidade residual funcional
* Para facilitar as comparações adotamos os índices 1, 2 e 3, correspondentes, respectivamente, a basal, imersão com manguito insuflado e imersão com manguito desinsuflado.
66
Figura 7 - Médias (dp) da capacidade vital, volume de reserva expiratória, volume residual e capacidade pulmonar total (CPT) basal nos três momentos do protocolo de imersão (basal, manguito insuflado [cuff-on] e desinsuflado [cuff-off]), entre os grupos tetraplégico e controle.
* P<0,02 versus basal
† P<0,02 versus imersão com manguito insuflado
* * * * * † † * *
Capacidade vital Vol reserva expiratória Volume residual CPT