6.2 Couplage intergrilles
6.2.2 Enrihissement aux frontières
4.1 Relatório da 1ª atividade
Atividade: O processo composicional de E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo
que basta de Luís Neto da Costa
Data: 21/11/2017
Local: Conservatório de Música de Paredes
Público-alvo: Alunos de ATC do Conservatório de Música de Paredes Atividade participada e organizada
Descrição
Devido ao concerto do clarinetista Frederic Cardoso que estreou obras para clarinete solo escritas por compositores portugueses, entre eles eu próprio e o orientador pedagógico André Rodrigues, tomou-se a iniciativa de dar a conhecer um pouco sobre as obras a todos os alunos de Análise e Técnicas de Composição. Porém, na impossibilidade prática de ter os outros compositores, foi pedido a alguns dos alunos de ATC para fazerem uma recensão do concerto enquanto outros dois ficaram encarregues de uma recensão sobre a minha obra e a do orientador pedagógico.
Quanto à minha obra «E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta», dividi a minha apresentação nos seguintes temas: alturas, ritmo e estrutura. Optei por apresentar de forma sequencial. A principal preocupação foi separar estes temas visto que apela a uma maior or- ganização e clareza dos diferentes componentes do processo composicional. Porém, de forma a poder abranger outros temas, o ritmo foi dividido em: programação, operações rítmicas e as séries numéri- cas (que por sua vez se relaciona com as alturas).
A obra usa diversas escalas construídas maioritariamente com dedilhações normais do clarinete com chaves acrescentadas o que resulta em alturas em oitavos-de-tom e de timbre abafado. Comecei logo por explicar que a partitura continha duas pautas: a de baixo com essas posições e a de cima com o som real. Daí mostrei a tabela com as escalas e explicando o que era oitavos-de-tom, conceito novo para os jovens estudantes. Referi a importância de ser clarinetista que me possibilitou esta experimentação e catalogação destas escalas de oitavos-de-tom e com timbres característicos. Não
ficando apenas neste nível teórico e porventura algo de difícil entendimento para os alunos, o clari- netista Fréderic Cardoso tocou algumas escalas e o início da obra.
Quanto ao ritmo, uma pequena introdução foi feita quanto à composição assistida por computador e referi o Max/Msp pois foi o software que usei no processo da obra. Depois de alguns breves apon- tamentos sobre a programação, mostrei os patches realizados e comecei por explicar para que é que eles me serviram. De toda a informação contida neste trabalho, optei por demonstrar principalmente os objetos ligados às operações rítmicas. Posteriormente, mencionei as séries numéricas que uso na obra sem aprofundar. Visto que estas séries se relacionam com as alturas, houve uma pequena expli- cação sobre o uso destas séries nesse parâmetro.
Quanto à estrutura, expliquei que usa a série como determinador das durações das secções e referi a forma como elas se dividiam através de alguns silêncios e notas agudas que as dividiam.
No final, decidi explicar o título demonstrando a sua relação com a atitude estética que tive para com a obra.
Algum tempo foi deixado para perguntas e para a intervenção do clarinetista que referiu a obra como uma provação ao ouvinte e na possibilidade desta linguagem ser o convencional daqui a um século. Este tipo de abordagem propiciou especulações de natureza estética e questões dessa natureza e também relacionadas com a perceção acústica da obra.
4.2 Relatório da 2ª atividade
Atividade: Ida a um concerto da Orquestra da Casa da Música Data: 2/12/2017
Local: Casa da Música
Público-alvo: Alunos do 3º ano de ATC do Conservatório de Música de Paredes Atividade organizada
Descrição
Os alunos foram assistir ao concerto da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música dirigida por Baldur Brönnimann, na Sala Suggia, que contava com o seguinte programa:
• Curvatório de Luís Neto da Costa • Taras Bulba de Leos Janacek • Two Episodes de Magnus Lindberg • O Pássaro de Fogo de Igor Stravinski
4.3 Relatório da 3ª atividade
Atividade: Lançamento do CD Mixed Dialogues Data: 11/04/2018
Local: Auditório do CCCI – Universidade de Aveiro
Público-alvo: A toda a comunidade do DeCA, mas direcionado principalmente a clarinetistas e com- positores
Atividade organizada e participada Cartaz
Texto de apresentação
Dia 11 de abril, quarta-feira, às 18h, irei falar sobre o CD Mixed Dialogues e sobre a minha obra "E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta" no Auditório do CCCI. Falarei sobre novas técnicas para clarinete, microtonalidade e, para os mais geeks, sobre a biblioteca Bach
para MAX/MSP. Contarei com a presença do Frederic Cardoso, clarinetista este que já estreou cerca de 50 obras de compositores portugueses e que nos dará o seu parecer sobre as restantes obras e sobre a relação compositor-intérprete.
Planificação
Introdução
Sumário da palestra Composto por 4 momentos: as diferentes linguagens dos compo- sitores, a relação entre compositor e intérprete, o processo criativo na música de Luís Neto da Costa e as novas técnicas para clarinete
3’
Biografia de Luís Neto da Costa
1’ Febres de arabescos em
frisos inertes
Excerto + Partitura + Comentários de Peter Rundel 3’
Curvatório Excerto + Partitura 2’
Biografia de Frederic Cardoso
1’ As diferentes linguagens dos 7 compositores portugueses
Alain M. Rosa
Biografia + Texto Explicativo + Questão
4’
André Rodrigues 4’
Hugo Vasco Reis 4’
Carlos Brito Dias 4’
Rodrigo Cardoso 4’
Bernardo Lima 4’
O sistema composicional de E é sempre melhor melhor o impreciso que embala do que o certo que basta
Microtonalidade 2’
Microtonalidade no clarinete
3’ A técnica 0123 Explicação de como foi descoberta a partir dos primos gémeos. 1’ 0123 em Between
Choices
Mostrar áudio 2’
Programação Musical Max/MSP Biblioteca BACH
Mostrar os patchs O ficheiro word onde a
obra foi criada
Mostrar a partitura 2’
Palestra de Frederic Cardoso sobre E é sem-
pre melhor (...)
7’
Performance de E é sempre melhor melhor o impreciso que embala do que o certo que basta
14’
Textos sobre as obras e questões dirigidas ao clarinetista
Six Concert Études é uma obra que usa o género dos estudos de concerto. Este género, muito em
voga na época romântica, destina-se a aprimorar a técnica instrumental de um determinado instru- mento, por vezes levados a níveis virtuosísticos muito difíceis.
Embora quede em desuso nos circuitos da música contemporânea, o Alain usou-o porque, durante o seu percurso de clarinetista, sempre tocou este tipo de repertório e talvez tenha fantasiado em criar uma peça do género.
A possibilidade do Frederic Cardoso tocar a obra fez com que o Alain desse asas à imaginação e criasse uma das peças do CD mais difíceis a nível técnico, com uma velocidade muito rápida e saltos intervalares complicados. Porém, apesar da convencionalidade do género, a obra não tem compassos e usa técnicas como o flatterzunge e multifónicos.
Nos diferentes andamentos, diferentes motivos técnicos são usados.
Questão 1: Frederic, dos mais de 50 compositores que estreaste, é comum algum compor para ti