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Encourager le développement de l’alternance

CHAPITRE 4 : Accroître la participation au marché du travail des personnes sous-employées

4. L’intégration des personnes défavorisées sur le marché du travail et la lutte contre les

1.2 Encourager le développement de l’alternance

3.1 Caminhos Metodológicos

[...] o método diz respeito às concepções amplas de interpretação do mundo, referentes às posturas filosóficas, lógica, ideológica e política que fundamentam a ciência e os cientistas na produção do conhecimento (HISSA, 2002, p. 169).

A escolha metodológica na qual se centrou este estudo foi a análise do espaço intraurbano, buscando apresentar as diferentes condições de vida no tecido urbano. Posteriormente, durante a realização da análise dos resultados de aplicação do índice na área urbana de Uberlândia, Minas Gerais, viu-se a necessidade de considerar informações pertinentes a sua dinâmica socioeconômica (informações sobre, saúde, educação, renda, entre outros), como auxilio no entendimento da conformação da área urbana de Uberlândia.

O intuito principal de buscar novas possibilidades metodológicas se deu pela necessidade de se avançar através de novas estratégias de análise da qualidade de vida da população nas cidades, que possam contribuir na busca

constante por ambientes mais saudáveis, ou seja, Cidades Saudáveis. Nesse contexto, os estudos de indicadores e proposição de índices sintéticos têm se tornado importantes aparatos auxiliando na gestão do espaço urbano, seja através do planejamento urbano e/ou das políticas públicas.

Cabe ressaltar que os caminhos metodológicos desse estudo permearam também outras etapas, como pesquisa bibliográfica, levantamento de dados, visitas a campo. Estes foram explicitados na introdução, de maneira a destacar aqui os caminhos percorridos na constituição dessa contribuição metodológica.

3.1.1 A construção da reflexão: dúvidas e perspectivas de estudo

Antes de apresentar detalhadamente como foi realizada a composição do Índice para Cidades Saudáveis, cabe aqui explicitar o surgimento da ideia que desencadeou na tentativa de avançar nos estudos das temáticas relacionadas ao uso de indicadores como suporte e ferramenta de análise do espaço intraurbano, com vistas à melhoria das condições de vida da população. Trata-se, portanto, de exposição dos motivos que levaram a realização desta pesquisa.

A proposta inicial apresentada durante a elaboração do projeto de mestrado e primeiro ano de pesquisa foi da aplicação de Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQV) na cidade de Uberlândia. Tratava-se da ideia de reaplicar índices já realizados anteriormente em outras cidades do Brasil, com o intuito de analisar a qualidade de vida urbana em uma cidade média. Posteriormente, viu-se a necessidade de se analisar também a exclusão social urbana, como complemento da análise da qualidade de vida. Foram então escolhidos estudos realizados em Belo Horizonte34 e em cidades do interior paulista35, nos quais seriam reaplicados em cidade média. Seria uma forma de validar esses índices com adaptações para a realidade de cidade de médio porte.

34 Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQVU) e Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) que têm sido

realizados em Belo Horizonte.

35 Estudos realizados pelo Centro de Estudos e Mapeamento da Exclusão Social da UNESP de

Durante o processo de aprofundamento dos conceitos, e análise atenta dos trabalhos realizados deparou-se com a necessidade de se ir além, não no sentido de criar algo novo e totalmente diferente dos estudos que já haviam sido realizados, que são estudos consolidados e reconhecidos, mas sim de buscar alternativas que convergissem na proposição de índice que analisasse um menor número de dimensões, mas que servisse para avaliar em qual nível de saúde as cidades se encontravam, ou seja, quão saudável estaria o intraurbano.

Tratava-se, portanto, da inquietação pessoal e científica na busca de avançar no estudo de indicadores em auxílio à construção de Cidades Saudáveis, de forma que esta pesquisa pudesse contribuir no avanço da temática. De fato propor um índice que conseguisse avançar na análise do intraurbano não é uma tarefa fácil, sobretudo, pelas dificuldades encontradas em se trabalhar com estatística, como também, a carência de dados, que levou a sucessivas substituições de indicadores.

A inquietação pessoal que conduziu esta pesquisa foi a própria análise da paisagem urbana de Uberlândia, com seus contrastes. As desigualdades sociais, discrepantes condições de vida, disparidades de renda e de acesso aos serviços básicos como saúde, educação e transporte, fizeram desta cidade em crescimento, objeto de estudo desta análise. A indagação que acompanhou a análise foi “É possível construir uma Uberlândia mais saudável?”.

O cenário apresentado em Uberlândia pode ser também identificado em diversas cidades do país. Trata-se do cenário da urbanização brasileira. A figura 21 foi mais um dos fatores motivadores a realização do trabalho. Durante o período reservado a leitura da bibliografia deparou-se com esta imagem que levou a reflexão das desigualdades de renda existentes no Brasil e em Uberlândia.

“É possível o cenário apresentado na charge ser superado?”. O que se pode afirmar é que há a necessidade de se avançar em estratégias que contribuam para a melhoria das condições de vida da população. Nesse sentido, a busca por

Cidades Saudáveis se apresenta como uma das alternativas de melhoria das cidades brasileiras.

Figura 21 – Charge da distribuição de renda no Brasil

Fonte: BECKILUSTRAS, s. a. apud Blog Fórmula Geo, 2015. 36

A partir do exposto começou-se a trabalhar na busca de uma perspectiva que abarcasse o interesse pessoal e científico de se avançar no estudo de indicadores e buscar trazer contribuições na análise do espaço intraurbano. Estas serão explicitadas a seguir, no sentido de levar o leitor ao entendimento das dúvidas que surgiram no processo de elaboração do índice, como também problemas e limitações encontrados.

Cabe ressaltar, que outros indicadores poderiam ser escolhidos para a constituição do Índice para Cidades Saudáveis, mas devido a carência de dados houve a necessidade de adequações visando construir índice que pudesse ser utilizado em qualquer cidade do país, visto que os dados do censo demográfico do IBGE são realizados em todo território nacional. Entretanto, se torna necessário

esforço para a melhoria contínua destes dados com o intuito que sua utilização possa vir a ser mais frequente e gere resultados na gestão do espaço urbano.

3.1.2 Os estudos que serviram de apoio a realização do ICS

Para a realização do Índice para Cidades Saudáveis foram utilizados dois estudos realizados no Brasil37, o Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQVU) e Índice de Vulnerabilidade Social (IVS)38 que têm sido realizado em Belo Horizonte,. Esses serviram de apoio para o entendimento da análise dos indicadores, das dimensões do intraurbano, como também para aprofundamento das questões relacionadas à estatística aplicada. Estes estudos utilizaram dados secundários e também coletas de dados e são importantes, pois, trazem resultados que são utilizados na implementação de políticas públicas.

A escolha destes estudos como base a realização da pesquisa se deu pelo fato de comporem o panorama dos estudos mais completos que têm sido realizados acerca da temática no Brasil. A necessidade de se avançar nos estudos usados como base da análise se faz necessária devido às especificidades existentes em Uberlândia, tanto na disponibilidade de dados quanto pela dinâmica própria de cidade média com rede urbana diferente da realidade paulista e metropolitana. Houve ainda, a necessidade de adequação na aplicação da estatística visando contemplar importantes aspectos dos indicadores. Visou-se com isso contribuir com os avanços na utilização de indicadores e índices, no sentido de propor novas ferramentas que possam auxiliar no desenvolvimento social urbano.

37 Foram realizadas consultas bibliográficas em mais de 20 estudos de indicadores no mundo e no

Brasil. Foram escolhidos dois estudos por se aproximarem da realidade urbana de Uberlândia, por se tratarem de aplicação de índices em cidades do sudeste brasileiro, que apesar de terem dinâmicas diferentes, têm processo de expansão urbana recentes. Tratam-se também de estudos consolidados e reconhecidos no Brasil.

38 O Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQU) e o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) de Belo

Horizonte são instrumentos de planejamento da Prefeitura de Belo Horizonte (idealizados em parceria com a PUC-MG), sendo utilizados como critério para distribuição dos recursos do Orçamento Participativo (PREFEITURA DE BELO HORIZONTE, 2015;NAHAS, 2010).

PARTE B

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