dans d’autres secteurs ou au chômage
Tâche 1 : Comparer les effectifs et les besoins
4. Gestion des ressources humaines
4.1 Direction, motivation et burn-out
PRODUZIR SAÚDE EM TEMPOS DE INCERTEZA
Nancy Nay Leite de Araújo Loiola Batista Juraci Araújo Teixeira Maria Etelvina de Carvalho Sousa Mickaelle Cristina Capuchu da Costa Rodrigo Santos do Monte Sandra Cecília de Sousa Lima Tatiana Maria Melo Guimarães dos Santos
INTRODUÇÃO: Matriciamento é um novo modo de produzir saúde em que duas ou mais equipes, em um processo de construção
compartilhada, criam uma proposta de intervenção terapêutica. Visa transformar a lógica tradicional dos sistemas de saúde que é burocrática e pouco dinâmica e pode vir a ser atenuado por ações horizontais que integrem os componentes e seus saberes nos diferentes níveis assistenciais. No matriciamento, essas ações reestruturam o sistema de saúde em dois tipos de equipes: a de referência e a de apoio matricial. As equipes da Estratégia Saúde da Família funcionam como equipes de referências interdisciplinares realizando ao mesmo tempo o cuidado longitudinal e o atendimento especializado. Já as equipes de saúde mental fornecem o apoio matricial. Essas duas equipes são arranjos organizacionais e metodologia para gestão do trabalho em saúde, pois amplia as possibilidades de realizar clínica ampliada e integração dialógica entre distintas especialidades e profissões (BRASIL, 2011).
OBJETIVOS: Relatar a experiência da implantação do Matriciamento em Saúde Mental na Unidade Básica de Saúde Dr. Antônio
Benício Freire da Silva (UBS do Poti Velho).
MÉTODOS: A gerência de Saúde Mental propôs o matriciamento entre as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), Centro
de Apoio psicossocial (CAPS) e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) como forma de trabalhar em redes na Atenção Básica, permitir uma aproximação e melhora da comunicação entre a saúde mental e a ESF e sensibilização dos profissionais para a inclusão de usuários com transtornos psiquiátricos nas ações das equipes. Foi implantado em maio de 2014. A implantação do matriciamento ocorreu em etapas, contato dagerência de saúde mental, reunião para sensibilização dos profissionais e explicações sobre o funcionamento, oficina e atualização para os profissionais sobre psicotrópicos, reuniões com as equipes e o psiquiatra do CAPS para estudo decaso, visitas domiciliares compartilhadas entre os profissionais do CAPS e ESF; inclusão de profissionais da UBS em umintercâmbio de formação “Percursos formativos no RAPS” na cidade de Embu das Artes-SP; oficinas sobre suicídio.
RESULTADOS: O Matriciamento possibilita uma comunicação rápida e eficiente entre os profissionais da Rede deatenção à
saúde facilitando a assistência ao usuário com transtornos psiquiátricos. Há uma comunicação entre oseguimento do tratamento desse usuário, os profissionais do CAPS informam aos profissionais da Estratégia Saúde daFamília a situação, os medicamentos utilizados e o estado do paciente. Em contrapartida, os profissionais da ESF mantêmo CAPS atualizado sobre o acompanhamento do mesmo na UBS. Existe no CAPS um profissional de referência paracada equipe e isso facilita muito a comunicação, cada equipe sabe a que profissional recorrer em caso de necessidadeapresentada pelo usuário. O contato também permite que o médico da ESF se comunique com o psiquiatra do CAPS e aprescrição de psicotrópicos seja adequada e ajustada. Permitiu também visitas domiciliares compartilhadas entre osprofissionais das equipes de Saúde da família e os do CAPS, ajustando medicamentos, dosagens, facilitando a vida desteusuário que não precisa se deslocar até o CAPS.
ANÁLISE CRÍTICA: A implantação do matriciamento entre asequipes do CAPS norte e as equipes da ESF da UBS do Poti
Velho vem possibilitando um cuidado qualificado ao usuáriocom transtorno psiquiátrico. Para Figueredo e Campos (2009), matriciamento é um suporte técnico especializado que éofertado a uma equipe interdisciplinar em saúde a fim de ampliar seu
1 - FACULDADE SANTO AGOSTINHO (FSA) - 2 - FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE (FMS) E FACULDADE ANNE SULIVAN (INSTITUTO L.A. MASCARENHA). - 3 - CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI. - 4 - FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE (FMS) E FACULDADE NOVAUNESC. - 5 - FACULDADE ALIANÇA MAURÍCIO DE NASSAU - 6 - FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE (FMS) - 7 - FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE (FMS) E FACULDADE SANTO AGOSTINHO (FSA).
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S A N A R E, Suplemento 3, ISSN:2447-5815, V.15 - 2016 - V COPISPcampo de atuação e qualificar suas ações. Deve sersolicitado nos casos em que a equipe de referência sente necessidade de apoio da saúde mental para abordar e conduzirum caso que exige esclarecimento diagnóstico, estruturação de um projeto terapêutico e abordagem da família; paraintegração do nível especializado com Atenção Primária no tratamento de pacientes com transtorno mental grave epersistente em atendimento especializado no CAPS. Na nossa realidade de implantação, recorremos à equipe de apoiomatricial para ajudar na condução de uma gestante bipolar que se encontrava descompensada. A gestante foiencaminhada ao CAPS durante a gravidez para ser melhor conduzida e no puerpério voltou para a equipe de referênciapara seguir com o manejo de anticoncepção e acompanhamento do recém-nascido, o que serviu para acreditarmos naimportância desse tipo de intervenção. O matriciamento permite uma reflexão das experiências feitas dentro de um contexto interdisciplinar em que cada profissional pode contribuir com um diferente olhar, ampliando a compreensão e a capacidade de intervenção das equipes (CAMPOS, 2000).
CONCLUSÃO: O Matriciamento é uma realidade passível de se realizar mesmo com algumas dificuldades de operacionalização.
É uma importante ferramenta de transformação do cuidado à pessoa em sofrimento psíquico. É uma experiência que pode ser ampliada para outras equipes da Estratégia Saúde da Família, pois se situa dentro da perspectiva do pensamento construtivista que trabalha com a hipótese de uma eterna reconstrução de pessoas e processos em virtude da interação dos sujeitos com o mundo e dos sujeitos entre si. É possível a inclusão de pessoas com transtornos psiquiátricos nas atividades desenvolvidas pelas equipes nas Unidades Básicas de saúde. É ainda o momento em que os diversos profissionais compartilham o seu saber, em um processo de trabalho interdisciplinar, com práticas que envolvem o intercâmbio e a construção do conhecimento.
REFERÊNCIAS:
BRASIL, Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental. Brasília, DF: Ministério da Saúde: Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva, 2011;
CAMPOS G.W. D.S.; DOMITILI, A. C. Apoio matricial e equipe de referência: Uma metodologia para a gestão do trabalho interdisciplinar em Saúde. Caderno de saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 23, n. 2, p. 399-407, 2007;
FIGUEREDO, M.D.; CAMPOS, R. O. Saúde mental na Atenção Básica à saúde de Campinas, SP: Uma rede ou um emaranhado. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de janeiro, v.14, n.1, p. 129-138, 2009.