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Évaluer l’utilisation des services

dans d’autres secteurs ou au chômage

Tâche 3 Évaluer l’utilisation des services

SAÚDE DA FAMÍLIA

Érika Lima de Carvalho Natânia Candeira dos Santos Lhuanna Serejo Pereira Furtado Tamara Maria Cruz Medeiros

INTRODUÇÃO: O cenário atual da saúde vem sofrendo grandes mudanças, graças à ousadia e ao olhar holístico de vários

profissionais, sobretudo da enfermagem, que vêm dando vida nova às mais diversas práticas complementares, aplicando-as no cuidado integral ao paciente. Em 2006, foi publicada a Portaria nº 971, a qual dispõe sobre a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Fazem parte das terapias complementares uma diversidade de práticas de cuidado com a saúde, como Acupuntura, Antroposofia, Fitoterapia, Massagem, Musicoterapia, Reiki, Toque terapêutico, Terapia comunitária, entre outras. O principal objetivo das Práticas Integrativas e Complementares (PIC) é promover o equilíbrio entre mente, corpo e espírito. Essas terapias se caracterizam por intervenções não invasivas, ausência de efeitos colaterais prejudiciais e por uma importante ação preventiva de desequilíbrio nos níveis físico, mental e emocional, além de poderem ser usadas concomitantemente a outros tratamentos.

OBJETIVOS: Este estudo tem como objetivo analisar e discutir as percepções da enfermagem sobre as PIC e sua aplicabilidade

na Estratégia Saúde da Família (ESF), além de contribuir para a divulgação das PIC como prática na rede pública de saúde, identificar as práticas complementares mais conhecidas pelos enfermeiros e as principais dificuldades para utilização destas na ESF.

MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa de caráter descritivo e avaliativo de análise qualitativa em saúde. A investigação foi

realizada em unidades de saúde que contemplam a Estratégia Saúde da Família no município de Parnaíba, no Piauí. A população foi composta pelos enfermeiros que desempenham suas funções nas Unidades Básicas de Saúde, tanto urbanas quanto rurais. O instrumento de coleta foi um roteiro de perguntas abertas e fechadas, o que possibilitou o surgimento de informações inesperadas, além de comentários, explicações e esclarecimentos significativos para se interpretar e analisar as respostas. Os dados do roteiro de perguntas e as falas obtidas nas entrevistas foram transcritos na íntegra e, posteriormente, submetidos ao processo de análise. De acordo com as informações coletadas, foi realizada a avaliação através do método de análise de conteúdo do tipo temática.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: A amostra do estudo corresponde a 8 profissionais, o que equivale a 20,51% do total de

enfermeiros das Estratégias de Saúde da Família do município, sendo todas do sexo feminino. Os resultados revelaram que todas as profissionais conheciam superficialmente ou pelo menos já tinham ouvido falar das PIC, porém nenhuma fazia uso na sua rotina, apesar de reconhecerem que tais práticas são compatíveis com os fundamentos do SUS, melhoram a qualidade de vida da população e contribuem para a promoção do autocuidado. Dentre as práticas mais citadas por elas, estão a Acupuntura, Fitoterapia, Massoterapia, Musicoterapia, Lian Gong, Shiatsu e a Terapia de Grupo. O desconhecimento dos profissionais da saúde sobre as terapias complementares pode ser responsável por conceitos equivocados, o que pode gerar dificuldades e preconceitos. A inclusão de uma disciplina sobre as PIC nos cursos de enfermagem possibilitaria aos futuros profissionais adquirir conhecimentos mais profundos sobre o tema. A gerência do tempo é um elemento que também ganhou destaque no discurso dos sujeitos, pois na Atenção Básica de Parnaíba os enfermeiros atuam em apenas um turno,impossibilitando-os de fazerem uso das práticas complementares, haja vista que é elevado o número de consultas realizadas semanalmente e tais práticas demandarem mais tempo e maior envolvimento dos profissionais com a população. Na percepção dos participantes, a comunidade também precisa passar por processo de reorientação dos modelos terapêuticos para se habituar com as práticas

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S A N A R E, Suplemento 3, ISSN:2447-5815, V.15 - 2016 - V COPISP

complementares, pois para ela o tratamento só é válido se for inserido nele algum tipo de fármaco. Deve-se buscar um maior incentivo à inserção dessas novas alternativas no sistema público de saúde. É importante que os profissionais estejam preparados para trabalharem com essa nova perspectiva de tratamento.

CONCLUSÃO: O principal objetivo das terapias complementares é recuperar uma forma de cuidado centrada no usuário,

que permita construir vínculos, entre trabalhadores e comunidade, e intervenções mais humanizadas a partir de necessidades individuais e coletivas. Para que isso realmente aconteça, é importante que haja uma formação específica que prepare os profissionais de saúde para trabalharem com estas práticas de acordo as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), despertando para um potencial que instigue mudanças no padrão medicalizante do cuidado e da promoção da saúde e para que possam aplicá-las com respaldo legal. Faz-se necessário, portanto, um processo que estimule um novo campo de pesquisa científica, contribuindo, assim, para que as PIC se tornem mais conhecidas no universo acadêmico-profissional passando a serem mais aplicadas no SUS, em especial pelos profissionais da atenção básica.

REFERÊNCIAS:

Brown E. Sementes do saber medicina alternativa: guia prático. São Paulo: Avatar, 1997;

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, 2006;

Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11ª ed. São Paulo-Rio de Janeiro: Hucitec- Abrasco; 2009.

A ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA SAÚDE