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Partie 2 - Revue de littérature

2 L’étude des pratiques d’évaluation sommative, ou l’expression de tensions

2.6 Des travaux sur l’évaluation sommative issus des didactiques

Em 1748, começam a chegar a Santa Catarina os primeiros colonizadores procedentes das ilhas da Madeira e Açores. Estes imigrantes eram pequenos agricultores e pescadores que começaram a ocupar, na forma de pequenas propriedades, a produção agrícola diversificada.

Até 1810 a população mantinha-se bastante rarefeita e a atividade econômica pouco expressiva. Como principal gênero, tanto do consumo quanto da exportação, a farinha de mandioca, o arroz, a aguardente, o café, o alho, o peixe seco e em pequena quantidade o milho, algodão para o artesanato eram os produtos da época.

Logo depois da independência do Brasil, em 1822, o Imperador D. Pedro I expõe ao Parlamento a necessidade de povoar novas regiões. Vários núcleos importantes de imigração foram instalados no Estado, mas foram as colônias alemãs que se desenvolveram economicamente, no sentido de ultrapassarem o estágio agrícola e chegarem à industrialização. Foi a capacidade de organização e o espírito de solidariedade dos colonos alemães, além da mentalidade imbuída de ética que deles exigia economia, moderação e autocontrole no comportamento que contribuiu para a industrialização (HERING,1987).

Em 1850, houve maior preocupação do governo imperial em povoar outras regiões de Santa Catarina, principalmente os espaços vazios do litoral em direção ao interior, acompanhando-se o leito dos principais rios. Também estímulo foi dado às atividades econômicas. Blumenau, Joinville e Brusque, núcleos fundados entre 1850-60, tornaram-se o exemplo de colonização bem sucedida em Santa Catarina. Apesar das características específicas de cada colônia, sendo Joinville centro de transformação de metais, Blumenau e Brusque no ramo têxtil, basicamente as três colônias utilizaram o mesmo modelo de evolução na implantação das atividades

industriais. Esta industrialização teve característica própria, marcada por interesses de ocupação estratégica, por ser via de passagem entre o extremo-sul e os centros econômicos vitais do país (HERING,1987).

No período colonial, caracterizado como de produção agrícola e comercial, Santa Catarina tinha sua produção excedente muito reduzida e no período de 1880-1914, quando se iniciou a pequena indústria, sua produção foi destinada exclusivamente aos catarinenses. Neste mesmo período, com a cumulação de capital, oriundo da lavoura e do comércio, surgem as primeiras indústrias têxteis de Santa Catarina.

Como pioneiros na indústria têxtil, em Santa Catarina, têm-se os irmãos Hermann e Bruno Hering que em setembro de 1880 fundaram, na cidade de Blumenau, uma fábrica de artigos de malha.

Dois anos mais tarde, com o objetivo de produzir pano de algodão para atender a população de colonos da região, Johann Karsten buscou parcerias com Heinrich Hadlich e Gustav Roeder para criar a empresa ‘Roeder, Karsten & Hadlich’.

Paralelamente, em Brusque, tecelões poloneses que viviam no distrito de Guabiruba do Sul, teciam pano de algodão em teares de madeira que eles mesmos fabricavam. Com o objetivo de formar uma fábrica, Carlos Renaux trouxe-os para a cidade de Brusque instalando-os junto ao seu comércio. Na data de 11 de março de 1892, foi registrada a fábrica de tecidos ‘Carlos Renaux’. Em 1898, graças às habilidades domésticas de duas senhoras surgiu uma fabrica de bordados a ‘E. Von Buettner & Cia’. Após ter trabalhado quinze anos na fábrica de tecidos Carlos Renaux, Gustavo Schloesser em associação com seus dois filhos, fundam, em 1911, também em Brusque, a ‘G. Schloesser & Filhos’, a última fábrica têxtil da primeira fase da industrialização.

Na Segunda fase da industrialização do Vale do Itajaí, a indústria têxtil continuou em pleno desenvolvimento. Nesta fase, a região já contava com infra-estrutura de comunicação e de energia, além da rodovia Itajaí-Blumenau-Lages, oportunizando a abertura de novos mercados. A energia elétrica barata e suficiente proporcionou às indústrias Catarinenses melhores condições para enfrentar a concorrência.

No segmento das confecções, Hermann Weege em 1925 fundou a fábrica de chapéus ‘Clesen & Weege’, mais tarde passando para o nome de Fábrica de Chapéus Nelsa. Cecília Lischke criou a Maju Indústria Têxtil Ltda indústria de malhas, desencadeando uma crescente vocação para as atividades desse fim, como a Fábrica de Malhas Thillmann S/A, Malharia Blumenau S/A, a malharia fina da Companhia Hering sob a etiqueta Mafisa. A Tecelagem Kuehnrich em 1926 veio contribuir para fortalecer a região como pólo da indústria têxtil.

Com a recessão mundial de 1929-31, Blumenau continuava atraindo pequenos empreendedores no segmento têxtil, exemplo é a compra da Fábrica de Bordados e Cadarços Haco S/A que, atualmente, representa um dos maiores produtores de etiquetas bordadas do país. Neste evolutivo crescimento, em 1935 o representante de uma fábrica alemã de produtos medicinais para curativos, propõe para alguns capitalistas de Blumenau, a exploração desses artigos, surgindo assim a Fábrica de Gazes Medicinais Cremer S/A. Em 1936 a junção de um mestre-tecelão, um representante comercial e um comerciante blumenauense reunindo as experiências individuais, criam um forte empreendimento para a ocasião, a ‘Artex’, primeiramente fabricando pano e meses depois, toalhas de mesa e toalhas felpudas, ambas pelo processo jacquard. Em 1947 foi criada a Malharia Sulfabril S/A que contribuiu significativamente para o fortalecimento e reconhecimento da Região, como pólo da indústria têxtil. Pode-se dizer que a industrialização de Santa Catarina tem total influência dos colonizadores. Sendo no Vale do Itajaí a predominância dos imigrantes europeus, principalmente da colônia germânica que proporcionou à região a cultura industrial do segmento têxtil. Nessa ótica, é verdadeiro dizer que a região do Vale do Itajaí, realmente desponta em termos de indústrias têxteis e de confecção, pois possui aproximadamente 3.800 indústrias das 7.500 existentes em Santa Catarina (KUHN, 2002).