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6. Collaboration entre petite enfance et restauration collective

6.3. De la réflexivité induite chez les enquêtés

A análise univariada (Tabelas 8, 9, 10, 12, 13, 15, 16, 17, 18, 19, 23), evidenciou o quanto as crianças participantes do estudo apresentaram status de exposição semelhante, consequentemente, os grupos caso e controle foram proporcionalmente análogos em relação a essa condição de exposição apresentada pelas crianças, em que número maior de casos e controles se concentra para a(s) mesma(s) categoria(s) resposta (exposição). Essa pequena diferença existente entre casos e controles implicou na não comparabilidade dos grupos, resultando na tendência do valor da razão de chances em direção ao valor nulo (valor 1,0), indicando a ausência de associação entre a variável independente analisada e o desenvolvimento da DDA (Tabelas 11, 14, 20, 21, 22, 24).

A semelhança entre casos e controles, pode ser notada também na análise bivariada, mais especificamente nas tabelas de contingência 2x2 formadas para o cálculo da RCpareada (Tabelas 11, 14, 20, 21, 22, 24) para cada variável independente. Observa-se que o número de pares caso e controle expostos foi extremamente inferior ao número de pares caso e controle não expostos, demonstrando que a maioria dos casos e controles participantes do estudo estavam sujeitas a condições consideradas como apropriadas para a maioria das variáveis analisadas.

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Assim, uma vez que a maioria dos casos e controles era de não expostos, o número de pares discordantes para o cálculo da razão de chances correspondeu a valores relativamente pequenos e muito próximos, revelando que variabilidade existente nos pares caso-controle com relação ao status de exposição ainda não era suficiente para determinar uma diferença significativa ao se comparar o número de pares discordante.

Entretanto, ao se analisar os valores das razões de chances juntamente com o intervalo de confiança, observa-se que ambos apresentam tendência a serem significativos (inferiores ou superiores ao valor nulo), de forma a evidenciarem a relação esperada da variável analisada (risco ou proteção) com o desenvolvimento da diarréia. Além disso, os intervalos de confiança não foram amplos, evidenciando, possivelmente, a boa precisão do estudo relacionada ao pareamento de casos e controles. Possivelmente, com algumas modificações do delineamento do estudo ou considerando número amostral maior, a partir da consideração de maior exposição entre os controles, o estudo pudesse ter apresentado maior número de pares discordantes e expressar mais variáveis significativamente associadas com o desenvolvimento da DDA, na realidade vivenciada em Viçosa.

Com relação à validade do estudo, o mesmo parece não ter apresentado erros metodológicos durante a coleta de dados, que pudessem enviesar os resultados do estudo. Procurou-se, durante a coleta de dados e na análise, ter muito cuidado para que o indivíduo não fosse classificado erroneamente quanto ao desfecho ou à exposição.

No presente estudo, casos e controles foram selecionados com base no desenvolvimento ou não da DDA e foram recrutados a partir de dois hospitais do município, o que possibilitou classificação mais fidedigna de casos e controles em relação ao desfecho, uma vez que os mesmos foram diagnosticados clinicamente. Além disso, o recrutamento das crianças a partir dos hospitais, ampliou a abrangência da população alvo do estudo, minimizando o favorecimento de determinado grupo socioeconômico ou participantes concentrados em determinada localidade do município, como aconteceria se a fonte de seleção de casos e controles tivesse sido as Unidades do Programa Saúde da família ou uma clínica de atendimento médico.

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O número amostral do estudo foi atingindo, entretanto, levou-se dois anos e seis meses para completar o número amostral de 226 casos e 226 controles. As dificuldades de se completar em menor tempo a amostra da pesquisa estiveram relacionadas a problemas como endereços incorretos dos casos e controles no cabeçalho da ficha de atendimento ambulatorial; o fato de ter que conciliar o número incerto de crianças atendidas diariamente nos hospitais com o pareamento de casos e controles segundo o sexo e a idade; além do considerável número de domicílios vazios em dias úteis da semana, devido ao fato dos respectivos moradores estarem trabalhando, sendo necessário retorno em outra ocasião para realizar a entrevista com o/a responsável.

Em um estudo caso-controle, o grupo dos controles tem a função de se constituir amostra representativa da população de referência do estudo, ou seja, do universo da população de onde os casos estão sendo originados. Esse quesito foi contemplado no estudo,uma vez que as crianças selecionadas como controle, se eventualmente desenvolvessem diarréia e procurassem um dos hospitais, poderiam ser selecionadas como caso na pesquisa.

De fato, isso aconteceu algumas vezes ao longo da execução do estudo, determinada criança era selecionada em um dos hospitais como caso, posteriormente, ao se consultar o banco de dados de monitoramento do estudo ou na visita domiciliar, constatava-se que a criança já participava do estudo como controle. Essa criança era cadastrada no banco de dados destacando que a mesma já participava do estudo como controle e qual era a sua localização dentro do banco de dados.

Nesta pesquisa, o pareamento foi utilizado como estratégia metodológica com o intuito de reduzir o confundimento que poderia ser gerado pelas características, sexo e idade dos indivíduos e, assim, aumentar a precisão do estudo, que pode ser verificada através da menor amplitude dos intervalos de confiança. Contudo, selecionar controles compatíveis aos casos segundo as variáveis de pareamento nem sempre foi condição fácil de ser atendida, mesmo com a estruturação de um banco de dados de vigilância e monitoramento para identificação dos controles compatíveis.

Atenuou-se a possibilidade de viés de informação e memória, por meio da utilização de questionário testado previamente; padronizou-se os procedimentos de

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entrevista de forma a garantir a qualidade e fidedignidade do dado coletado. Além disso, tentava-se aplicar o questionário em data o mais próxima do atendimento da criança no hospital, caso não fosse obtido sucesso na primeira visita domiciliar. Adicionalmente, optou-se por realizar a entrevista, preferencialmente, com a mãe do caso ou controle, assumindo que a mãe é a pessoa que cuida e está mais próxima da criança e que, na maioria das vezes, tem a responsabilidade de organizar a rotina da casa.

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